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Escalada entre EUA e Irã eleva custo de fertilizantes e pressiona setor florestal

Dados recentes apontam que a ureia — um dos principais fertilizantes nitrogenados — registrou aumento de até 13% no início de março de 2026, saltando de cerca de US$ 485 para US$ 550 por tonelada em mercados internacionais.

Em atualização posterior, a alta acumulada chegou a 35%, refletindo a instabilidade geopolítica e o risco sobre rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

O cenário também impacta diretamente os custos de produção de fertilizantes, já que o gás natural, insumo essencial na fabricação, sofre variações com o aumento das tensões no Oriente Médio.

Brasil exposto: dependência externa amplia impacto

O Brasil segue altamente dependente do mercado internacional de fertilizantes. Em 2025, o país importou 45,5 milhões de toneladas, um recorde histórico. Atualmente, cerca de 97,8% do consumo nacional de fertilizantes, em volume, vem do exterior.

Essa dependência amplia os efeitos de crises internacionais, tornando o custo de produção agrícola mais sensível a variações cambiais, logísticas e geopolíticas.

Eucalipto sente pressão no custo de implantação

No setor florestal, o impacto é ainda mais sensível. No cultivo de eucalipto, os fertilizantes representam, em média, 31% do custo de implantação, sendo um dos principais componentes do investimento inicial.

Com a alta dos insumos:

O custo por hectare aumenta significativamente
Há maior pressão sobre o retorno financeiro dos projetos
Empresas podem revisar cronogramas de expansão florestal

A adubação é um fator determinante para o desenvolvimento do eucalipto, influenciando diretamente o crescimento e a produtividade das florestas. Com fertilizantes mais caros, o desafio passa a ser manter eficiência sem comprometer o potencial produtivo.

Vale da Celulose no radar do impacto

O efeito é especialmente relevante em Mato Grosso do Sul, principal polo florestal do país. O estado concentra cerca de 1,4 milhão de hectares de eucalipto e responde por aproximadamente 24% da produção nacional de celulose.

A região conhecida como Vale da Celulose, que inclui municípios como Três Lagoas, é diretamente impactada pela elevação dos custos de manejo, uma vez que a base produtiva depende fortemente de fertilização adequada para garantir produtividade e competitividade.

Agricultura também enfrenta aumento generalizado

Além do setor florestal, culturas como soja, milho e cana-de-açúcar também são impactadas. Os fertilizantes estão entre os principais custos operacionais dessas lavouras, e o aumento nos preços pode levar a:

Redução de margens de lucro
Revisão de estratégias de adubação
Maior busca por eficiência no uso de insumos

O cenário exige planejamento técnico e financeiro mais rigoroso por parte dos produtores.

Cenário exige estratégia e eficiência

Diante da instabilidade internacional, o agronegócio brasileiro enfrenta mais um ciclo de pressão nos custos. Para produtores florestais e agrícolas, o momento exige decisões mais técnicas, com foco em eficiência, manejo racional de insumos e otimização da produtividade por área.

A escalada do conflito entre EUA e Irã reforça a conexão direta entre geopolítica e o campo brasileiro. No Vale da Celulose e em todo o agronegócio, o aumento no preço dos fertilizantes acende um alerta: produzir seguirá possível, mas com custos mais altos e exigência crescente de eficiência.

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Em Ribas, Suzano abre três processos seletivos para vagas operacionais

Há oportunidades para ajudante de viveiro e mecânico I e II, com inscrições gratuitas pela plataforma da companhia.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, está com três processos seletivos abertos em Ribas do Rio Pardo (MS). As oportunidades são para as áreas operacionais. As vagas estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência ou orientação sexual, por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).

Para o cargo de ajudante de viveiro, os pré-requisitos são: ensino fundamental completo; experiência em viveiros será considerada um diferencial; e disponibilidade para residir em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições seguem abertas até o dia 29/03, pelo link da vaga: Página da vaga | Ajudante de viveiro.

Já para a vaga de mecânico(a) I – Logística, as pessoas interessadas devem ter CNH categoria “B”, ensino fundamental completo e cursos de mecânica básica, elétrica básica, hidráulica básica e solda com eletrodo revestido, além de experiência com manutenção de ônibus e caminhões e curso de direção defensiva.  Como diferenciais, são desejáveis curso técnico em Mecânica e conhecimentos básicos em Pacote Office. As inscrições seguem até o dia 30/03, pela página: Página da Vaga – mecânico(a) I – Logística.

Para a posição de mecânico(a) II – Logística, os requisitos incluem CNH categoria “C”, ensino fundamental completo e cursos de mecânica básica, elétrica básica, hidráulica básica e solda com eletrodo revestido, além de experiência com manutenção de caminhões e carretas e curso de direção defensiva. Como diferencial, é desejável conhecimento básico em Pacote Office. As inscrições seguem até o dia 30/03, pela página da vaga: Página da vaga | mecânico(a) II – Logística.

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no estado e em outras unidades da Suzano no país, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

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Museu do Eucalipto celebra 110 anos de fundação em Rio Claro

Único no país dedicado exclusivamente ao tema, o Museu do Eucalipto reúne um acervo científico, histórico e cultural de relevância internacional.

O único espaço dedicado à história do eucalipto no Brasil, o Museu do Eucalipto da Floresta Estadual ‘Edmundo Navarro de Andrade’ (Feena), em Rio Claro, celebra 110 anos de fundação nesta quinta-feira, 26 de março. O espaço, que se tornou referência na comunidade científica mundial, foi criado em 1916 por iniciativa do engenheiro florestal que dá nome ao antigo Horto Florestal.

O espaço está atualmente fechado. Isto por que obras de revitalização estão em andamento desde 2023 num investimento grandioso. A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), informou ontem ao JC que as obras seguem em ritmo avançado e têm previsão de entrega ainda para 2026. O projeto contempla a reforma do local, incluindo a revitalização da unidade histórica, com investimentos de R$ 4,6 milhões em obras de adequação das estruturas da Feena, incluindo as intervenções no Museu do Eucalipto.

Quando criado em 1916 pelo engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, o museu nasceu com o objetivo de reunir, preservar e difundir os resultados das pesquisas pioneiras sobre o cultivo de eucalipto no Brasil, desenvolvidas no então Horto Florestal de Rio Claro. A iniciativa foi decisiva para a consolidação da base florestal paulista e para o avanço da produção de madeira, especialmente no contexto da expansão ferroviária no início do século XX.

Único no país dedicado exclusivamente ao tema, o museu reúne um acervo científico, histórico e cultural de relevância internacional, resultado de décadas de estudos sobre a adaptação de espécies de eucalipto trazidas da Austrália. Parte dessas pesquisas permitiu identificar espécies com alto potencial produtivo no território brasileiro, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de cadeias produtivas como a de papel e celulose.

Instalado em um edifício histórico dentro da Feena, o espaço expositivo é composto por 16 salas temáticas que apresentam a trajetória da silvicultura no Estado de São Paulo, a relação entre o cultivo do eucalipto e a expansão ferroviária e os diferentes usos da madeira ao longo do tempo. O acervo inclui mobiliário, painéis, utensílios e estruturas construídas com a própria madeira de eucalipto, além de exemplares utilizados nas pesquisas conduzidas por Navarro de Andrade.

“O Museu do Eucalipto é um patrimônio histórico e científico que traduz a origem da silvicultura no Brasil e a capacidade do Estado de São Paulo de produzir conhecimento e inovação a partir da relação com seus recursos naturais. A Fundação Florestal tem atuado para valorizar esse espaço, ampliando o acesso da população e fortalecendo seu papel como instrumento de educação ambiental”, afirma o diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz.

Sob gestão da Fundação Florestal, o Museu do Eucalipto integra as estratégias de valorização do patrimônio histórico e de fortalecimento do uso público das unidades de conservação do Estado. Inserido em uma área de mais de 2 mil hectares, o equipamento conecta pesquisa, memória e educação ambiental, oferecendo ao visitante uma experiência que articula conhecimento científico e contato direto com a natureza.

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Sulboro reforça protagonismo no setor florestal com Borotop durante o Mais Floresta Expo Ribas 2026

O sucesso do Mais Floresta Expo Ribas 2026 evidenciou o protagonismo da Sulboro no fornecimento de boro para o setor florestal. Com 25 anos de atuação dedicada exclusivamente a esse micronutriente essencial, a empresa consolida sua posição no mercado com o Borotop, produto reconhecido pela eficiência no manejo nutricional das culturas.

A importância do boro para o desenvolvimento estrutural, metabólico e fisiológico das plantas foi destaque em matéria publicada pelo portal Mais Floresta, referência em informação do setor florestal. O conteúdo ressalta que o uso adequado do micronutriente é fundamental para prevenir deficiências nutricionais que impactam diretamente a produtividade e a sanidade das florestas.

Entre os principais problemas associados à deficiência de boro estão a seca de ponteiro, quebra de galhos, fendilhamento de casca e maior suscetibilidade ao ataque de pragas, como psilídeos. Além disso, a carência do nutriente compromete a eficiência de outros elementos essenciais, como potássio, fósforo e zinco, agravando ainda mais os prejuízos produtivos.

Outro ponto de atenção é que plantas deficientes em boro tendem a liberar maiores quantidades de sacarose e aminoácidos, substâncias que favorecem o desenvolvimento de pragas e patógenos, intensificando os desafios fitossanitários no campo.

Diante desse cenário, a Sulboro reforça a importância do manejo nutricional equilibrado e do uso de fontes de alta qualidade, como o Borotop, para garantir o pleno desenvolvimento das florestas e maior retorno produtivo ao produtor.

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