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Ribas do Rio Pardo completa 82 anos com crescimento econômico, agronegócio forte e anúncio de investimentos

Fonte: Atualiza MS

Ribas do Rio Pardo completa 82 anos de emancipação político-administrativa nesta quinta-feira (19) e vive a expectativa de um dos momentos mais importantes da programação: a visita do governador do Estado, Eduardo Riedel (PP/MS), marcada para amanhã (20).

Conforme divulgou o prefeito de Ribas, Roberson Moureira (PSDB/MS), a agenda oficial contará com a assinatura de ordens de serviço e a doação de área da SPU para a Câmara Municipal, ações que representam avanços concretos para o município e que irão impactar diretamente a vida da população, fortalecendo a infraestrutura, os serviços públicos e o desenvolvimento local.

Além disso, estão previstas importantes inaugurações, como a Escola Estadual Profª Maria Augusta Costa Ramos da Silva e a sede da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, reforçando investimentos em áreas essenciais como educação e segurança pública.

A presença do governador evidencia o protagonismo que Ribas do Rio Pardo vem conquistando no cenário estadual, impulsionado pelo crescimento econômico, pela força do agronegócio e pelos grandes empreendimentos que estão transformando a realidade do município.

Plano de Desenvolvimento Municipal “Ribas 100 anos”

A Suzano e a Prefeitura de Ribas do Rio Pardo (MS) realizaram, nesta quarta-feira (18/03), a entrega oficial do Plano de Desenvolvimento Municipal “Ribas 100 Anos”. Construída de forma colaborativa, a iniciativa reúne diagnóstico socioeconômico, diretrizes estratégicas e propostas de ação voltadas a orientar o crescimento sustentável do município nas próximas décadas, com uma visão de longo prazo para o desenvolvimento do território.

Elaborado no âmbito do Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP), o plano foi desenvolvido por uma consultoria independente, com metodologia técnica especializada, a partir de dados, análises e escuta de diferentes atores locais. O resultado é um conjunto estruturado de informações que contribui para a tomada de decisão do poder público, com foco no fortalecimento da gestão municipal, na melhoria da qualidade de vida da população e na construção de um ambiente mais equilibrado entre desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental.

A construção do documento envolveu representantes do poder público, instituições, setor produtivo e a comunidade, refletindo uma visão coletiva sobre os desafios e as oportunidades de Ribas do Rio Pardo. A Suzano atuou como facilitadora do processo, viabilizando a iniciativa e apoiando a articulação entre os envolvidos. Entre os principais temas abordados estão o crescimento urbano ordenado, a qualificação profissional, a geração de emprego e renda, a infraestrutura, a educação e o fortalecimento da identidade local.

“O desenvolvimento de um território acontece quando há planejamento, cooperação e visão de longo prazo. O Ribas 100 Anos é resultado de um esforço coletivo que reúne diferentes atores em torno do objetivo de construir uma cidade mais preparada para crescer com equilíbrio, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para a Suzano, é importante contribuir com iniciativas como essa, que fortalecem o planejamento público e ajudam a transformar o potencial de Ribas do Rio Pardo em desenvolvimento sustentável para toda a região”, destacou Leandro Chinellato, diretor de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Entrega do Plano de Desenvolvimento Municipal em Ribas | foto: Rogério Potinatti

Visão de longo prazo

Mais do que um plano de governo, o “Ribas 100 Anos” foi concebido como uma política de Estado, com diretrizes que ultrapassam gestões e contribuem para orientar o desenvolvimento do município de forma contínua e estruturada. O documento estabelece uma visão de futuro que busca apoiar a transição de Ribas do Rio Pardo para uma cidade cada vez mais preparada para receber investimentos, gerar oportunidades e oferecer qualidade de vida à população, acompanhando o novo ciclo de desenvolvimento impulsionado pela indústria de base florestal na região.

Para o prefeito de Ribas do Rio Pardo, o plano representa um marco no planejamento de longo prazo do município.

“Ribas do Rio Pardo vive um momento de transformação, e o que dá sentido a esse crescimento é a nossa capacidade de planejar o futuro que queremos. O Ribas 100 Anos traduz essa visão: uma cidade que cresce com equilíbrio, valoriza as pessoas, respeita o meio ambiente e constrói, de forma coletiva, um caminho de desenvolvimento sustentável. Mais do que um documento, é um compromisso com as próximas gerações, para garantir qualidade de vida, oportunidades e um futuro melhor para todos”, disse.

Viabilizado com apoio da Suzano, o Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP) contou com a contratação de consultoria especializada e com a aplicação de metodologia técnica voltada à gestão pública. O trabalho contribuiu para estruturar o planejamento municipal com base em dados, escuta ativa da população e articulação entre diferentes instituições, apoiando a construção de uma visão integrada sobre os desafios e as oportunidades de Ribas do Rio Pardo.

O plano também se baseia na análise e no acompanhamento sistemático de indicadores socioeconômicos do município, abrangendo áreas como segurança pública, educação, saúde, renda, desigualdade social e infraestrutura. A partir de referências como IDH, IDEB, índice de Gini, taxas de homicídio e indicadores urbanos, foi possível identificar prioridades, orientar investimentos e subsidiar a elaboração de planos de ação para as diferentes áreas da administração pública. A iniciativa reforça a atuação integrada entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável do município.

Roberson Moureira, prefeito de Ribas do Rio Pardo | reprodução

ExpoRibas 2026

Para comemorar o aniversário, a ExpoRibas 2026 segue até o próximo sábado (21). A abertura do evento, realizada nesta quarta-feira (18), marcou um novo momento de desenvolvimento para o município, reuniu autoridades, lideranças e a população em um pavilhão de palestras completamente lotado, demonstrando o grande interesse e a força da iniciativa.

Logo nas primeiras horas do dia, a solenidade de abertura deu o tom da feira, destacando o potencial econômico e industrial da cidade. Na sequência, a palestra magna do secretário Jaime Verruck foi um dos pontos altos da programação, trazendo reflexões importantes sobre desenvolvimento, inovação e o futuro da região.

Outro destaque da manhã foi o painel do SENAI, que abordou inovação e tecnologia como pilares para o crescimento sustentável. A apresentação reforçou o papel da qualificação profissional e da indústria no avanço de Ribas do Rio Pardo como um verdadeiro hub de oportunidades.

A programação também foi marcada por um momento institucional importante: a posse da nova diretoria do Sindicarv, fortalecendo a representatividade e a organização do setor produtivo local.

No período da tarde, uma rodada de palestras com temas voltados à citricultura, políticas públicas, segurança jurídica e desenvolvimento estratégico, ampliaram o debate e a troca de conhecimento entre os participantes da feira.

Além das palestras técnicas, a ExpoRibas também contará com programação cultural, rodeio e shows nacionais, reforçando o evento como um dos maiores encontros de negócios, conhecimento e entretenimento do Mato Grosso do Sul.

A expectativa é de que a feira reúna lideranças, produtores rurais, empresários, estudantes e representantes do poder público, consolidando Ribas do Rio Pardo como um dos polos emergentes de desenvolvimento do Estado.

Abertura oficial da ExpoRibas 2026 | foto: Rogério Potinatti
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Equipe da Suzano explica o que é a celulose e suas aplicações no dia a dia

Especialistas da empresa detalham propriedades, tipos e usos da matéria-prima renovável presente em diversos produtos.

A celulose é um dos compostos orgânicos mais abundantes do planeta e exerce papel fundamental na estrutura das plantas.

Trata-se de um polissacarídeo formado por cadeias de glicose, presente nas paredes celulares vegetais e responsável por garantir rigidez, resistência e sustentação à estrutura das plantas.

Segundo especialistas da Suzano, líder global na produção de celulose de eucalipto, a matéria-prima é considerada um polímero natural renovável, amplamente utilizado pela indústria na fabricação de diferentes produtos.

“A celulose é uma fibra natural obtida da madeira de árvores cultivadas para esse fim. Após o processo industrial, essas fibras podem ser transformadas em diversos materiais que fazem parte do cotidiano das pessoas”, explica a equipe técnica da Suzano em conteúdo educativo publicado pela companhia.

Além de sua abundância na natureza, a celulose se destaca pela versatilidade, biodegradabilidade e origem renovável, características que ampliam sua importância na economia global e na transição para materiais mais sustentáveis.

De onde vem a celulose utilizada pela indústria

A celulose industrial é extraída principalmente da madeira de árvores cultivadas para produção florestal, como eucalipto e pinus, além de outras fontes vegetais como bambu e resíduos agrícolas.

Entre essas espécies, o eucalipto se destaca pela alta produtividade e rápido crescimento, fatores que contribuem para uma produção mais eficiente e sustentável.

De acordo com especialistas da Suzano, o processo industrial envolve etapas de separação das fibras da madeira, resultando em uma matéria-prima utilizada por diferentes setores industriais.

“A partir da madeira cultivada em florestas plantadas, as fibras de celulose são extraídas e transformadas em base para produtos essenciais, como papéis, embalagens e itens de higiene”, explica a empresa.

Tipos de celulose e suas aplicações industriais

Existem diferentes tipos de celulose, cada um desenvolvido para aplicações específicas na indústria.

Entre os principais estão:

Celulose de fibra curta, produzida principalmente a partir do eucalipto, possui fibras menores e alta eficiência produtiva, sendo amplamente utilizada na fabricação de papéis, embalagens e produtos de higiene.

Celulose de fibra longa, extraída principalmente do pinus, apresenta maior resistência e é utilizada em papéis especiais e embalagens que exigem maior durabilidade.

Celulose fluff, utilizada em produtos altamente absorventes, como fraldas descartáveis, absorventes e produtos de higiene pessoal.

Celulose solúvel, possui elevado grau de pureza e é empregada na produção de fibras têxteis artificiais, como viscose, além de aplicações em cosméticos, alimentos e produtos farmacêuticos.

Nanocelulose e celulose microfibrilada são materiais obtidos a partir de processos avançados de processamento das fibras e apresentam propriedades inovadoras, com aplicações em embalagens sustentáveis, cosméticos, tintas, tecidos e novas tecnologias industriais.

Onde a celulose está presente no dia a dia

Mesmo que muitas pessoas não percebam, a celulose está presente em diversos produtos utilizados diariamente.

Entre os principais exemplos estão:

  • Papel para livros, cadernos e impressões
  • Embalagens e caixas de papelão
  • Papel higiênico e lenços de papel
  • Fraldas descartáveis e absorventes
  • Tecidos derivados de fibras artificiais
  • Produtos cosméticos e farmacêuticos
  • Aditivos utilizados na indústria alimentícia

A versatilidade do material permite que a celulose seja utilizada em diversos setores da economia, desde produtos básicos até soluções tecnológicas mais avançadas.

Celulose, sustentabilidade e inovação

A celulose também se tornou um dos principais pilares da chamada economia de base renovável. Por ser um material natural e biodegradável, ela contribui para a substituição de produtos derivados de combustíveis fósseis.

Segundo especialistas da Suzano, o setor tem investido em pesquisa, tecnologia e inovação para ampliar as aplicações da matéria-prima.

“Além dos usos tradicionais, a celulose vem ganhando espaço em novas soluções sustentáveis, como embalagens mais ecológicas, materiais avançados e aplicações industriais inovadoras”, destaca a empresa.

A Suzano também investe em florestas plantadas de eucalipto, manejadas de forma sustentável. Essas florestas são cultivadas especificamente para a produção de celulose, reduzindo a pressão sobre florestas nativas e contribuindo para a captura de carbono.

A importância da celulose para o futuro da indústria

Com sua combinação de origem renovável, versatilidade e potencial de inovação, a celulose se consolidou como uma das matérias-primas estratégicas para o desenvolvimento industrial sustentável.

Presente em inúmeros produtos do cotidiano, a fibra vegetal continua sendo estudada e aprimorada para ampliar suas aplicações e contribuir para a criação de  soluções mais sustentáveis para a sociedade.

 Com infomações adicionais Equipe Suzano*

Fonte: Vale Celulose / Hoje Mais

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Presidente do SINPACEMS destaca crescimento do mercado de trabalho na cadeia da celulose durante a ExpoRibas 2026

Segundo dados apresentados, o setor reúne mais de 20 mil postos de trabalho.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (SINPACEMS), Elcio Trajano Jr., participou nesta quinta-feira (19) da ExpoRibas 2026, onde ministrou uma palestra sobre o mercado de trabalho no setor de celulose. O evento, realizado entre os dias 18 e 21 de março, reúne lideranças, empresários, produtores e representantes do poder público para discutir o desenvolvimento econômico e as oportunidades na região.

Durante sua apresentação, Elcio destacou o papel estratégico da indústria de papel e celulose na transformação econômica de Mato Grosso do Sul. Atualmente, o setor já representa 10,7% do PIB estadual e lidera as exportações, com cerca de 5,8 milhões de toneladas enviadas ao exterior anualmente, o equivalente a 29,3% da balança comercial do Estado.

O presidente do SINPACEMS também enfatizou o impacto direto na geração de empregos. Segundo dados apresentados, o setor reúne mais de 20 mil postos de trabalho e foi responsável por quase 16 mil admissões em 2025, contribuindo para o crescimento de 20% nos empregos formais da indústria sul-mato-grossense na última década.

“A celulose é hoje um dos principais vetores de desenvolvimento do Estado, com forte geração de empregos, renda e oportunidades. Estamos vivendo um novo ciclo de industrialização, especialmente em regiões como Ribas do Rio Pardo, que passa por uma rápida transformação econômica”, afirmou.

Trajano chamou atenção ainda para os desafios do crescimento acelerado, especialmente no que diz respeito à qualificação profissional. A projeção do setor indica a criação de até 93 mil novos postos de trabalho até 2032, o que exige esforços coordenados entre empresas, governo e instituições de ensino.

Em entrevista durante o evento, o presidente do SINPACEMS detalhou as ações que vêm sendo conduzidas para enfrentar esse gargalo. Segundo ele, a falta de mão de obra qualificada é uma das principais dores do setor atualmente. “Vivemos um cenário de pleno emprego na região, o que gera muitas oportunidades. No entanto, ainda há escassez de profissionais preparados para ocupar essas vagas”, explicou.

Para enfrentar o problema, o sindicato atua diretamente com as empresas associadas e em parceria com a Fiems, por meio da estrutura do SESI e do SENAI, promovendo programas de formação e capacitação profissional. Além disso, a entidade mantém plataformas digitais com divulgação contínua de vagas, facilitando o acesso de trabalhadores às oportunidades disponíveis.

“Hoje, profissionais qualificados têm acesso às vagas e podem se candidatar diretamente às posições abertas nas empresas. Existem oportunidades em diversas cidades, não só nos grandes centros, mas também em regiões em expansão”, destacou.

Trajano também ressaltou o impacto dos novos investimentos industriais no Estado, como a instalação de uma nova fábrica de celulose em Inocência, que já gera mais de 8 mil empregos e deve abrir outras 5 mil vagas até o final do ano. “São oportunidades concretas, mas que exigem preparo. Para acompanhar esse crescimento, é fundamental investir em educação, infraestrutura, saúde e qualidade de vida nas regiões”, afirmou.

Entre os pontos abordados, destacou-se ainda a valorização da escolaridade no setor. Dados apresentados mostram que profissionais com ensino superior recebem, em média, R$ 537 a mais que aqueles com ensino médio, enquanto a diferença pode ultrapassar R$ 1,5 mil para quem possui mestrado. “A formação técnica e educacional é determinante para acompanhar o ritmo da industrialização e garantir competitividade”, reforçou.

A palestra também evidenciou a qualidade das oportunidades oferecidas pela cadeia da celulose, com salários competitivos, benefícios e boas condições de trabalho, refletidos nos altos índices de satisfação dos colaboradores nas principais empresas do setor.

Ao final, Elcio Trajano Jr. deixou uma reflexão ao público: “Estamos formando talentos na mesma velocidade em que a indústria cresce?”. Segundo ele, essa é a principal agenda estratégica para sustentar o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.

A participação do SINPACEMS na ExpoRibas 2026 reforça o compromisso da entidade com o fortalecimento do setor, a geração de emprego e o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

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Sindicato de Carvão Vegetal de MS empossa nova diretoria durante a Expo Ribas 2026

O setor de carvão vegetal de Mato Grosso do Sul marcou um novo capítulo em sua história com a posse da nova diretoria do Sindicarv (Sindicato dos Produtores de Carvão Vegetal de MS).

O evento, realizado durante a Expo Ribas 2026 em Ribas do Rio Pardo, reuniu lideranças, especialistas e produtores para discutir o fortalecimento e a modernização da classe.

União e representatividade

A reativação do sindicato é vista como um passo essencial para preencher um vácuo de representação que afetou o setor nos últimos anos.

Para Moacir Reis, presidente Sindicarv, a expectativa é de que a nova gestão traga “união à classe, que tem alguém representando o setor” e que venha a oferecer “credibilidade a toda classe respeito ao estado”.

Thiago Sumaia, diretor do Sindicarv, reforçou o papel de suporte da entidade:

“A esperança do novo sindicato que vem a contribuir com todos os produtores que atua na área da produção de carvão vegetal. E juntamente com o governo do Estado, que a gente pode ter algum incentivo e melhorar cada dia mais”.

Desafios do mercado e concorrência com a celulose

O setor enfrenta um cenário complexo devido à escassez de madeira e à forte concorrência com as indústrias de celulose no estado.

Geraldo Reis, também diretor do sindicato, alertou para o “apagão” de consumo de madeira ocorrido entre 2015 e 2020, que desmotivou produtores. Ele destacou ainda as dificuldades logísticas e legislativas: “As licenças ambientais de supressão, carvoaria e tudo era de 4 anos, agora vai valer por 1 ano. Isso vai trazer uma desmotivação e um desencontro muito grande”.

O consultor especializado João Câncio acredita que o dinamismo da nova presidência pode superar esses entraves:

“O presidente do sindicato é uma pessoa muito dinâmica e com isso ele pode dar um dinamismo maior ao setor de carvão vegetal aqui no Mato Grosso. Aqui existe uma concorrência muito pesada que o setor de celulose no Vale da Celulose é quase inviável economicamente produzir carvão com a concorrência da celulose”.

Força econômica e sustentabilidade

Apesar dos desafios, os números do setor são expressivos.

José Otávio Brito, professor pela Esalq/USP, apresentou dados que mostram que a cadeia produtiva gera mais de 10.000 empregos diretos e movimenta cerca de 500 mil toneladas de carvão por ano.

Ele destacou a importância do carvão doméstico, que tem um valor agregado até cinco vezes maior que o siderúrgico e está ligado ao consumo de carne nobre no estado.

“O setor florestal vai ter um carvão vegetal cada vez mais envolvido no sistema de planejamento, de estratégia pro setor florestal no estado do Mato Grosso do Sul”.

Moacir Reis delineou as metas para sua gestão de três a quatro anos, focando na sustentabilidade e na transição para florestas plantadas.

“O setor tá muito ativo, muito vivo e imaginamos que a gente tem que fazer um trabalho, principalmente na questão socioambiental, para mudar um pouco a imagem do setor… Nós estamos migrando a produção de carvão vegetal de madeira nativa para a produção de carbono vegetal de floresta plantada, que é uma produção sustentável”.

Moacir concluiu enfatizando o potencial de MS para a produção do “aço verde”, ressaltando que o carvão vegetal é uma alternativa renovável e competitiva frente ao carvão mineral.

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