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Rota da Celulose avança com plano de 100 dias e início de melhorias em rodovias

Concessão de R$ 10,1 bilhões prevê recuperação de 870 km e adoção de pedágio sem barreiras.

A concessionária Caminhos da Celulose apresentou ao governador Eduardo Riedel o andamento inicial e o planejamento dos primeiros 100 dias de operação da Rota da Celulose. A reunião ocorreu na sede da empresa, em Campo Grande (MS), com a presença de autoridades estaduais e equipe técnica.

O encontro teve como objetivo detalhar as ações já iniciadas nas rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, além das próximas etapas previstas no contrato de concessão.

“Foi um momento de prestígio receber o governador e seus secretários. Uma oportunidade de atualizar sobre o andamento dos trabalhos da concessão e até fazer uma prestação de conta destes primeiros dias, já pontuando o que fizemos e o planejamento dos 100 dias, que inclusive apresentamos na assinatura do contrato”, afirmou o diretor-presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno.

Entre as primeiras ações destacadas estão a recuperação do pavimento, implantação de sinalização e reforço na segurança viária. Segundo a concessionária, mais de 30 empresas devem atuar simultaneamente nas rodovias para execução de serviços como roçada, instalação de defensas metálicas e melhorias na sinalização.

O objetivo, de acordo com a empresa, é gerar impacto imediato para motoristas e moradores da região, com ganhos em segurança e qualidade das vias.

“Foi definido o início do recapeamento nas rodovias durante o primeiro ano, dos 870 km de extensão, que serão recuperados, dando condição de segurança para população nas rodovias que fazem parte da concessão”, ponderou o secretario estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Entre as primeiras ações destacadas estão a recuperação do pavimento, implantação de sinalização e reforço na segurança viária. Segundo a concessionária, mais de 30 empresas devem atuar simultaneamente nas rodovias para execução de serviços como roçada, instalação de defensas metálicas e melhorias na sinalização.

O objetivo, de acordo com a empresa, é gerar impacto imediato para motoristas e moradores da região, com ganhos em segurança e qualidade das vias.

“Foi definido o início do recapeamento nas rodovias durante o primeiro ano, dos 870 km de extensão, que serão recuperados, dando condição de segurança para população nas rodovias que fazem parte da concessão”, ponderou o secretario estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Entre as inovações previstas está o sistema de pedágio “free flow”, que elimina praças físicas e permite fluxo contínuo de veículos, contribuindo para a redução de emissões de CO2 e maior fluidez no trânsito. O projeto também prevê monitoramento integral das rodovias, com 484 câmeras instaladas e sensores para controle de tráfego e velocidade.

De acordo com o cronograma, as ações iniciais nos primeiros 100 dias incluem a recuperação de dispositivos de segurança viária, como 1.680 metros de defensas metálicas, revitalização de 22,5 km de sinalização, instalação de 5 mil tachas refletivas e reposição de 490 placas.

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Sustentabilidade só começa na matéria-prima: por que o setor de papel precisa ir além da certificação

Por Cristiano Macedo*

O início de 2026 foi marcado por cenas tristes causadas por eventos climáticos extremos em cidades da Região Metropolitana de Curitiba. Os tornados que deixaram rastros de destruição em São José dos Pinhais e Piraquara têm um denominador comum com as enchentes de dois anos atrás em municípios do Rio Grande do Sul: as mudanças climáticas causadas, principalmente, pela emissão de gases do efeito estufa e pelo aquecimento do planeta.

Situações como estas nos mostram que não é mais apenas urgente tomar medidas de descarbonização nas cidades (e indústrias) brasileiras. Trata-se da única alternativa que temos se quisermos deixar um mundo melhor e mais seguro para as gerações futuras. Essa reflexão, que precisa ser seguida de planejamento rápido e ações concretas, começa dentro de casa. No caso do Grupo Technocoat e de outras companhias do setor de papel, ela começa dentro do desenvolvimento de produtos e da produção.  

O segmento, que trabalha com produtos de origem florestal, pode contar com as certificações como grandes aliadas. Selos como o FSC® (Forest Stewardship Council) atestam práticas sustentáveis e nos colocam em uma posição de destaque frente aos consumidores, cada vez mais informados e exigentes. O sistema internacional de certificação florestal garante o manejo responsável de florestas, por meio de um selo distintivo que indica a proteção da biodiversidade e respeito às comunidades.

Mas certificações são apenas o começo: elas devem ser vistas como oportunidades de autoconhecimento organizacional e de melhoria de processos, não apenas como uma marca no rótulo do produto ou o fim do compromisso com o meio ambiente. É necessário introjetar a sustentabilidade em toda a cultura organizacional, de forma mais alinhada com os princípios da agenda ESG – sigla em inglês para os pilares ambiental, social e governança que devem nortear os negócios.

Na Technocoat, por exemplo, estamos focados em reduzir nossas emissões de carbono internamente e, ao mesmo tempo, em diminuir o descarte incorreto de resíduos e incentivar a geração de renda por meio da reciclagem e da economia circular. Essa é uma das premissas da Technofibra, empresa que reflete a visão do Grupo de contribuir ativamente para esse processo, promovendo a reciclagem de embalagens longa vida (ELV), aparas de kraft e tubetes de papel. Assim, estamos transformando resíduos em novas oportunidades e reafirmando que a sustentabilidade e o crescimento podem e devem caminhar juntos.

Embalagens sustentáveis de papel com barreiras termoplásticas e alumínio podem ser separadas, recicladas e reintroduzidas na cadeia de consumo como uma nova fibra de papel. Mas para isso, cada vez mais, precisamos usar pesquisa, conhecimento e tecnologia. Só assim haverá ações concretas, além da certificação e dos discursos.

*Cristiano Macedo é CEO do Grupo Technocoat, empresa brasileira tradicional do setor papeleiro focada em soluções industriais e de sustentabilidade no mercado de papel e embalagens.

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Bracell reforça monitoramento hídrico com novos vertedouros em São Paulo e na Bahia

Empresa inaugura em 2025 duas novas instalações de monitoramento ambiental para medir quantidade e qualidade da água em florestas nativas Monitoramento em plantio de eucalipto na Bahia completa 30 anos em 2026.

A gestão responsável da água começa com algo simples: medir bem e sempre.  Sem dados confiáveis não é possível entender como a floresta influencia a quantidade de água que circula pela paisagem.

Uma das formas mais precisas para fazer isso é acompanhar pequenas bacias hidrográficas, onde é possível medir quanta água entra com a chuva e quanta sai pelos rios. Em 2025, a companhia inaugurou dois novos vertedouros – estruturas utilizadas para medir continuamente a vazão da água – em áreas de floresta nativa no interior de São Paulo e na Bahia. A iniciativa reforça uma rede de estudos que já acumula três décadas de medições.

Os novos vertedouros foram construídos na Estação Ecológica dos Caetetus (SP) e na RPPN Lontra (BA). Eles se somam ao monitoramento já realizado em áreas de plantio de eucalipto nos dois estados, permitindo comparar o comportamento da água em florestas plantadas e áreas naturais preservadas.

Na Bahia esse acompanhamento começou em 1996, na microbacia do rio Farje, em Araçás, e completa 30 anos em 2026, consolidando uma das séries de dados mais longos do setor florestal brasileiro.

Como funciona o vertedouro

O vertedouro é uma estrutura construída em concreto que permite medir, com precisão, o volume de água que escoa pelo rio de uma microbacia. Sensores instalados no local registram a altura da lâmina d’água, possibilitando calcular a vazão do rio. As áreas também contam com pluviômetros para o monitoramento da precipitação. Em conjunto com as informações de vazão, esses dados permitem estimar a quantidade de água utilizada pelas florestas. Além da quantidade de água a empresa também monitora a qualidade da água através de análises laboratoriais, medindo indicadores como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, sólidos em suspensão, cor e turbidez.

Na prática, o monitoramento permite comparar o comportamento hídrico de áreas de eucalipto com áreas de floresta nativa conservada, utilizadas como condição de referência ambiental.

“Os vertedouros nos permitem acompanhar, através da análise dos dados obtidos, se o manejo florestal está adequado do ponto de vista hídrico. Ao comparar áreas plantadas com áreas de floresta nativa conservada, conseguimos avaliar tanto a variação na quantidade quanto na qualidade da água ao longo do tempo e, se necessário, ajustar nossas práticas de manejo florestal. É uma ferramenta estratégica para garantir sustentabilidade no longo prazo”, afirma Geovanni Malatesta Barros, Especialista de P&D Florestal da Bracell.

Ciência e parceria de longo prazo

O monitoramento é realizado em parceria com o Programa Cooperativo de Monitoramento e Modelagem de Bacias Hidrográficas (PROMAB), coordenado pelo IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais) e liderado pelo professor Silvio Ferraz da ESALQ/USP. A recomendação técnica é que empresas mantenham microbacias pareadas, ou seja, uma com floresta plantada e outra com floresta nativa para que ocorra a comparação contínua dos dados.

Desde 1996, os dados coletados na microbacia são compilados anualmente e analisados pela equipe técnica do programa, permitindo à empresa acompanhar tendências, identificar impactos pontuais – como colheita ou fertilização – e aprimorar continuamente o manejo. As variáveis monitoradas pelos vertedouros são registradas a cada 15 minutos, complementadas por coletas de campo quinzenais e análises mensais da qualidade da água, garantindo robustez técnica e acompanhamento sistemático das condições hídricas ao longo do tempo.

Segundo o prof. Silvio Ferraz, líder científico do PROMAB, a Bracell tem sido um exemplo de investimento no monitoramento hidrológico para entender e ajustar o seu manejo florestal. “Estes dados são fundamentais tanto para a empresa conhecer o seu manejo florestal, para a sociedade como forma de comprovar cientificamente as condições de seus riachos, mas também para nós, cientistas, que estamos interessados em desenvolver tecnologias para o manejo sustentável”, destacou.

Água como indicador de manejo responsável

Além de atender boas práticas exigidas por certificações como, por exemplo, a CERFLOR, o monitoramento hídrico integra a estratégia ambiental da Bracell, alinhada aos compromissos de clima e sustentabilidade da companhia.

Segundo os relatórios mais recentes, os dados retratam que os indicadores de qualidade da água nas áreas monitoradas têm se mantido em níveis compatíveis com a referência de floresta nativa, reforçando que o manejo florestal adotado segue parâmetros técnicos adequados.

Ao investir em monitoramento contínuo e de longo prazo, a Bracell reforça seu compromisso com a gestão responsável dos recursos hídricos e com a construção de paisagens mais sustentáveis. A iniciativa está alinhada à Agenda Bracell 2030, que estabelece metas claras voltadas à ação climática, à conservação da biodiversidade e à promoção de práticas de manejo cada vez mais eficientes e baseadas em ciência. Em um cenário de mudanças climáticas, a companhia reafirma seu propósito de produzir de forma responsável, contribuindo para o equilíbrio ambiental nos territórios onde atua.

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Dimensão econômica e sociocultural do carvão vegetal no Mato Grosso do Sul

Por José Otávio Brito e Moacir Reis

O carvão vegetal constitui um dos combustíveis sólidos mais tradicionais da matriz energética brasileira. Sua utilização ocorre de forma expressiva tanto em atividades industriais quanto no preparo de alimentos, especialmente no churrasco. Essa dupla inserção, industrial e alimentar, confere ao carvão vegetal uma relevância econômica e sociocultural significativa no país.

Apesar dessa importância, o consumo associado ao preparo de alimentos raramente aparece de forma explícita nas estatísticas energéticas nacionais ou nas análises setoriais da matriz de combustíveis. Essa invisibilidade estatística contrasta com a presença cotidiana do carvão vegetal na cultura alimentar brasileira, particularmente nas regiões onde o churrasco ocupa papel central nos hábitos sociais e gastronômicos. Nesse contexto, o carvão vegetal deixa de ser apenas um insumo energético e passa a integrar um conjunto mais amplo de relações econômicas, culturais e sociais.

O carvão vegetal deve ser analisado não apenas como um insumo energético isolado, mas como elemento estruturante de uma cadeia produtiva mais ampla que integra atividades florestais, industriais e comerciais, com Mato Grosso do Sul se inserindo claramente nesse cenário. Neste estado, o carvão vegetal possui importância econômica em dois grandes segmentos: na cadeia siderúrgica baseada na produção de ferro-gusa e no preparo de carnes em churrasco, atividade amplamente disseminada na cultura regional.

Estimativas baseadas em estatísticas setoriais relacionadas à frequência de consumo de carne em churrasco e aos hábitos alimentares da população indicam que o consumo estadual e anual de carvão vegetal associado ao preparo doméstico de churrasco possa situar-se entre 60 mil e 70 mil toneladas. Esse carvão vegetal é comercializado predominantemente no mercado varejista, em embalagens de pequeno volume destinadas ao consumidor final.

Esse formato de comercialização resulta em um importante processo de agregação de valor ao produto. Diferentemente do carvão vegetal destinado ao uso industrial, geralmente comercializado em grandes volumes e com menor valor unitário, o carvão destinado ao preparo de alimentos alcança preços significativamente superiores. Tendo como referências dados do comércio varejista, estima-se que essa cadeia de comercialização possa movimentar, anualmente, cerca de R$ 325 milhões por ano no estado.

No setor siderúrgico, o carvão vegetal é utilizado como agente redutor na produção de ferro-gusa, constituindo um insumo fundamental para essa importante atividade industrial.

A utilização do carvão vegetal nesse processo representa também um diferencial relevante do ponto de vista ambiental, uma vez que se trata de um insumo de origem renovável, diferentemente do coque mineral empregado em outras rotas siderúrgicas. Isso agrega um valor intangível ao produto industrial final, permitindo que a produção estadual atenda a padrões rigorosos de sustentabilidade e certificação, com enormes potenciais para novos mercados e aumento da rentabilidade dos produtores locais.

Estimativas setoriais indicam que o consumo anual de carvão vegetal na siderurgia do Mato Grosso do Sul seja da ordem de 450 mil toneladas, representando uma movimentação financeira aproximada de R$ 490 milhões por ano considerando apenas o valor do carvão.

Entretanto, quando se considera o valor econômico do ferro-gusa produzido a partir desse insumo, a dimensão econômica da cadeia produtiva torna-se significativamente maior. Considerando a produção estimada de cerca de 550 mil toneladas de ferro-gusa por ano no estado, o valor econômico anual associado à tal produção encontra-se na ordem de R$ 1,2 bilhões.

Para se ter uma ideia da dimensão desse mercado, esse valor corresponde a aproximadamente 61% de todo o faturamento da suinocultura do Mato Grosso do Sul, e é equivalente ao gerado pela indústria de moagem de cereais (exceto soja) e a panificação do estado.

Apesar da sua relevância econômica, o carvão vegetal ainda permanece relativamente invisível no debate público e nas políticas setoriais, muitas vezes sendo percebido como uma atividade secundária, quando na realidade constitui um componente significativo da economia regional.

Os dados evidenciam que, embora o setor siderúrgico concentre os maiores volumes físicos de consumo de carvão vegetal, o segmento associado ao preparo de churrasco apresenta uma capacidade proporcionalmente maior de geração de valor econômico por unidade de produto. Nesse contexto, deve-se ressaltar que no segmento ligado ao preparo do churrasco, quase que toda riqueza permanece dentro do próprio estado, envolvendo uma ampla rede de agentes econômicos locais. Entre esses agentes destacam-se produtores de carvão vegetal, pecuaristas, frigoríficos, supermercados, açougues, distribuidores de carvão vegetal, fornecedores de bebidas e outros insumos, além do próprio consumidor final.

Com base em dados da IBÁ – Indústria Brasileira de Árvores, SEMADESC – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul e informações setoriais, pode-se estimar que a cadeia produtiva do carvão vegetal no Estado do Mato Grosso do Sul gere cerca de 11 mil postos de trabalho, computando-se apenas os empregos diretos. A produção do carvão comporta a maior parcela (90%), com o restante correspondendo aos postos de trabalho diretamente envolvidos somente no processamento interno das plantas industriais do ferro-gusa. Tendo ainda como referência que outras 3,2 vagas sejam geradas nos setores de transporte, manutenção, embalagens e comércio varejista atrelados ao campo e à indústria de transformação florestal, indiretamente estariam sendo gerados mais 35,2 mil postos de trabalho.

Historicamente, a atividade carvoeira no Brasil tem sido frequentemente associada a estigmas e percepções negativas. Essas percepções acabam contribuindo para a desvalorização social e econômica do carvão vegetal, bem como do produtor e dos agentes envolvidos em sua cadeia de distribuição. Entretanto, quando analisado no contexto mais amplo de sua cadeia produtiva, o carvão vegetal revela-se um insumo estratégico, com capacidade de gerar valor econômico significativo e de contribuir para a dinamização de diversas atividades produtivas.

Além da dimensão econômica, deve-se considerar também a forte dimensão sociocultural associada ao consumo de carvão vegetal no preparo de churrasco. No Mato Grosso do Sul, assim como em diversas outras regiões do país, o churrasco constitui uma prática social amplamente disseminada, presente em encontros familiares, celebrações comunitárias e eventos sociais diversos. Centenas de milhares de pessoas participam direta ou indiretamente dessas atividades, nas quais o carvão vegetal desempenha papel essencial.

Outro ponto interessante a ser destacado é o da relação direta entre o consumo de carvão vegetal no preparo de churrasco e a forte presença da pecuária de corte no Mato Grosso do Sul. O estado apresenta elevada participação na produção nacional de carne bovina. Parte expressiva dessa produção destina-se aos mercados externos, mas uma parcela relevante permanece no mercado interno e integra os hábitos alimentares regionais.

O consumo de carne bovina em cria, portanto, cria uma conexão econômica indireta entre a cadeia da pecuária e o mercado de carvão vegetal, uma vez que a demanda por carne preparada na brasa constitui um dos principais fatores de sustentação do consumo de carvão destinado à gastronomia. Estima-se que até 20% da chamada carne bovina nobre produzida no estado seja destinada ao churrasco doméstico local.

Outro aspecto relevante refere-se à dimensão sanitária e alimentar desse consumo. O carvão destinado ao preparo de alimentos está diretamente relacionado à qualidade do que é ingerido pela população, o que reforça a necessidade de atenção quanto à sua qualidade, origem e condições de produção.

Diante desse conjunto de fatores, torna-se fundamental ampliar a atenção institucional e setorial dedicada ao tema do carvão vegetal no Mato Grosso do Sul. Algumas iniciativas podem contribuir de forma decisiva para o fortalecimento e a valorização dessa cadeia produtiva, entre as quais se destacam: a) realização de diagnósticos mais precisos da produção e do mercado estadual de carvão vegetal; b) estímulo à certificação e à rastreabilidade do produto; c) definição de padrões específicos de qualidade para o carvão; d) avaliação mais detalhada do segmento de uso gastronômico do carvão; d) valorização econômica da produção sustentável de carvão vegetal.

O reconhecimento e a valorização dessa cadeia produtiva podem representar uma oportunidade concreta de agregação de valor ao produto, aumento da renda dos produtores e fortalecimento de um setor que integra dimensões energéticas, econômicas, sociais e culturais da sociedade sul-mato-grossense.

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