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Setor florestal sustenta exportações do agro paulista e mantém desempenho próximo à média nacional

Fonte: Florestar

O agronegócio paulista iniciou 2026 com saldo positivo no comércio exterior. Nos dois primeiros meses do ano, o setor registrou superávit de US$ 2,79 bilhões, resultado de US$ 3,76 bilhões em exportações e US$ 0,97 bilhão em importações, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

Entre os principais segmentos da pauta exportadora, os produtos florestais tiveram papel relevante, respondendo por 15,3% das exportações do agro paulista, com US$ 576,34 milhões embarcados no primeiro bimestre. Desse total, 67,8% correspondem à celulose e 26,9% ao papel, consolidando o setor como um dos pilares da balança comercial agrícola do estado.

De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o resultado reflete a diversidade produtiva e a competitividade da agroindústria paulista no mercado internacional.

“O resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter um desempenho sólido nas exportações mesmo em um cenário global desafiador”, afirmou.

Impacto do tarifaço foi limitado

Análises do setor indicam que as exportações florestais paulistas seguiram tendência semelhante à observada no Brasil como um todo, mesmo diante das incertezas comerciais e das discussões internacionais sobre tarifas.

Dados consolidados do comércio exterior apontam que, entre 2024 e 2025, as exportações do setor florestal registraram retração de 5,1% em valor FOB em São Paulo, enquanto no Brasil a queda foi de 4,8%.

Na prática, os números indicam que o chamado “tarifaço” não alterou de forma significativa a trajetória das exportações do setor, que manteve desempenho relativamente estável frente ao cenário internacional.

Exportações de celulose impulsionam superávit de Mato Grosso do Sul com a União Europeia em 2025

Segmentos do setor florestal

Entre os principais produtos exportados pela indústria florestal paulista estão celulose, painéis reconstituídos de madeira, papel e resinas e derivados — segmentos que refletem a diversidade da base industrial florestal instalada no estado.

A análise da variação do valor FOB entre 2024 e 2025 indica comportamento semelhante ao observado no agregado do setor, com pequenas diferenças entre o desempenho paulista e o nacional.

No caso da celulose, principal produto da pauta florestal, a retração foi de 3,6% em São Paulo, praticamente alinhada ao resultado nacional, que registrou queda de 3,5%.

Nos painéis reconstituídos de madeira, São Paulo apresentou crescimento de 17,4%, enquanto no Brasil o segmento registrou retração de 1% no mesmo período.

Para papel, a redução foi mais acentuada no estado, com queda de 10,2%, frente a 2,4% no Brasil.

Já no segmento de resinas e derivados, o desempenho foi semelhante entre as duas escalas, com retração de 2,1% em São Paulo e 2,6% no Brasil.

Os dados reforçam a resiliência da cadeia florestal e a relevância dos diferentes segmentos indus

triais na composição da pauta exportadora paulista.

China lidera destinos

No comércio exterior do agronegócio paulista, a China permanece como principal destino das exportações, com 20,5% de participação, seguida pela União Europeia (16,9%) e pelos Estados Unidos (9,7%).

No caso específico do setor florestal paulista, a China também se mantém como principal mercado consumidor, com cerca de US$ 1,19 bilhão em exportações (valor FOB) no ano de 2025.

Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com aproximadamente US$ 277 milhões, mantendo posição semelhante à observada nos anos anteriores.

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Dimensão econômica e sociocultural do carvão vegetal no Mato Grosso do Sul

Por José Otávio Brito e Moacir Reis

O carvão vegetal constitui um dos combustíveis sólidos mais tradicionais da matriz energética brasileira, sendo utilizado tanto em atividades industriais quanto no preparo de alimentos. No Brasil, seu principal uso ocorre na siderurgia, especialmente na produção de ferro-gusa. Entretanto, o carvão vegetal também possui papel relevante no preparo de alimentos, particularmente no churrasco, prática profundamente enraizada na cultura alimentar brasileira.

No Mato Grosso do Sul, essa dualidade de usos torna o carvão vegetal um produto de significativa relevância econômica e sociocultural. Apesar disso, o consumo associado ao churrasco — tanto doméstico quanto comercial — raramente aparece de forma explícita nas estatísticas energéticas ou nas análises setoriais.

O consumo de carvão vegetal no estado pode ser dividido em três segmentos principais, concentrados no uso industrial, principalmente na produção de ferro-gusa, uso comercial, em churrascarias e restaurantes especializados em carnes, e uso doméstico, associado ao preparo de churrascos.

Considerando-se a quantidade de cerca de 900 mil domicílios do estado e a realização, em cada um deles, de 4 eventos/ano ligados ao preparo de carne mediante churrasco, estima-se um consumo mínimo de 13,5 mil toneladas de carvão vegetal associado ao uso do carvão vegetal.

O carvão vegetal destinado ao churrasco domiciliar é comercializado principalmente no varejo, em embalagens de pequeno volume. O preço médio de mercado situa-se em torno de R$ 5,00/kg, ou seja, R$ 5.000,00/tonelada. Assim, considerando o consumo total, o mercado direto de carvão vegetal destinado ao churrasco domiciliar no Mato Grosso do Sul pode movimentar aproximadamente R$ 45 milhões/ano.

Quando se consideram os demais itens associados à realização de churrascos, além do carvão vegetal (carnes, bebidas e acompanhamentos), o impacto econômico torna-se ainda mais importante. Considerando um gasto médio de, aproximadamente, R$ 40,00/evento, obtém-se um adicional de movimentação financeira da ordem de R$ 144,00 milhões/ano.

Além do consumo doméstico, o carvão vegetal também é amplamente utilizado em churrascarias e restaurantes especializados em carnes. Nesse contexto, o carvão vegetal representa um insumo energético essencial para a geração desse valor econômico, pois constitui a base do método tradicional de preparo das carnes nesses estabelecimentos.

Em média, pode-se estimar que uma churrascaria típica pode preparar aproximadamente 30 kg de carne/dia, com consumo equivalente de carvão vegetal. Estima-se que no MS existam, no mínimo, 170 churrascarias, o que resultaria num consumo anual desse segmento da ordem de 1,7 mil toneladas de carvão vegetal.

Em termos de movimentação financeira, considerando somente o carvão vegetal, isso significaria, minimamente, R$ 2,1 milhões/ano.

O Mato Grosso do Sul também apresenta consumo relevante de carvão vegetal na siderurgia. O carvão vegetal é utilizado como agente redutor na produção de ferro-gusa. A capacidade instalada das unidades siderúrgicas do estado é da ordem de 540 mil toneladas de ferro-gusa por ano.

Considerando parâmetros médios de consumo, o setor pode demandar, aproximadamente, 450 mil toneladas de carvão vegetal, significando uma movimentação financeira da ordem de R$ 60 milhões/ano.

A análise apresentada evidencia que o carvão vegetal no MS possui múltiplas dimensões econômicas e culturais. Enquanto o setor siderúrgico concentra os maiores volumes físicos de consumo, o segmento associado ao churrasco apresenta maior capacidade de geração de valor econômico.

Um aspecto particularmente relevante do segmento ligado ao churrasco é que a maior parte dessa cadeia econômica permanece dentro do próprio estado, envolvendo produtores de carne bovina, supermercados, açougues, distribuidores de carvão vegetal e consumidores locais. No caso do consumo industrial, parcela significativa do valor agregado dessa cadeia ocorre fora do estado, onde o ferro-gusa é transformado em outros produtos metalúrgicos de maior valor agregado.

Historicamente, a atividade carvoeira tem sido frequentemente associada a estigmas e percepções negativas, o que contribui para a desvalorização do produto, do produtor e do distribuidor do insumo. Entretanto, quando analisado no contexto mais amplo da sua cadeia, principalmente mediante a inclusão do segmento alimentar e gastronômico, o carvão vegetal revela-se um insumo estratégico de grande relevância econômica. Nesse contexto, deve-se ainda associar a relevância social e cultural envolvida na participação direta de milhares de pessoas nos eventos em que sua presença é quase que indispensável. Além disso, é importante incluir sua relevância no quesito da saúde humana, por ser um produto diretamente ligado à ingestão de alimentos.

Nesse sentido, torna-se fundamental promover maior atenção institucional e setorial ao tema, incluindo: a) realização de diagnósticos mais precisos do mercado estadual de carvão vegetal; b) estímulo à certificação e rastreabilidade do produto; c) definição de padrões de qualidade para carvão destinado à gastronomia; e d) valorização econômica da produção sustentável de carvão vegetal.

A valorização dessa cadeia pode representar oportunidade concreta de agregação de valor ao produto e aumento da renda dos produtores, além de fortalecer um setor que integra aspectos energéticos, econômicos e culturais da sociedade sul-mato-grossense.

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Sustentabilidade de verdade começa na estrutura: madeira é o caminho realista para reduzir emissões

Artigo Por Ana Belizário

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência técnica, ambiental e, cada vez mais, econômica. Em um cenário em que o setor da construção responde por uma parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa, repensar materiais e métodos construtivos não é apenas desejável, é urgente.

Nesse contexto, a madeira engenheirada surge como uma alternativa concreta, escalável e altamente estratégica para a construção sustentável. Não se trata apenas de “construir com madeira” por apelo estético ou por tendência. Trata-se de uma mudança estrutural, no sentido literal da palavra, capaz de reduzir impactos ambientais, otimizar recursos e contribuir ativamente para o combate às mudanças climáticas.

Um dos grandes diferenciais da madeira, quando comparada a materiais tradicionais, é sua origem renovável. Diferentemente do aço e do concreto, cuja produção demanda alta energia e gera emissões expressivas, a madeira vem de um recurso que pode ser cultivado e manejado de forma responsável. Mais do que isso, ao longo de seu crescimento, a árvore captura dióxido de carbono da atmosfera e o armazena em sua estrutura. Esse carbono permanece estocado mesmo após a transformação do tronco em produto industrial, como vigas, painéis e elementos estruturais.

Na prática, isso significa que uma edificação em madeira engenheirada carrega em si um atributo ambiental raro na engenharia contemporânea, deixando de ser apenas um consumo de recursos ao atuar como um reservatório de carbono ao longo de sua vida útil. Quando falamos sobre reduzir emissões, muitas vezes pensamos apenas em cortar excessos. A madeira amplia essa lógica, oferecendo também uma oportunidade de compensação natural e eficiente, desde que associada a uma cadeia produtiva responsável.

Os desafios ambientais atuais não se resolvem com discursos, mas com métricas e entregas. A madeira engenheirada atende essa necessidade por ser uma solução com menor pegada de carbono em seu ciclo de vida, especialmente quando comparada a sistemas convencionais. Isso tem implicações diretas para projetos que buscam certificações e compromissos ambientais robustos, como LEED, metas de net-zero e outras diretrizes de desempenho sustentável.

Mais do que cumprir requisitos técnicos, o uso de madeira engenheirada facilita uma abordagem mais consistente de construção de baixo carbono, seja pela redução de emissões incorporadas nos materiais, seja pela maior eficiência de obra e menor desperdício. Para arquitetos, engenheiros e construtoras, isso significa uma vantagem competitiva clara: sustentabilidade deixa de ser apenas um discurso e se torna um critério mensurável, com impacto real no valor do empreendimento e na sua aderência às exigências do mercado e da sociedade.

Sustentabilidade também é sobre inteligência de recursos e a madeira engenheirada oferece ganhos que vão muito além do aspecto ambiental. Por ser produzida com alto controle industrial e tecnologia aplicada, permite maior precisão, padronização e desempenho estrutural. Isso se traduz em obras mais organizadas, com redução de perdas, melhor previsibilidade e otimização logística. Em muitos casos, ela contribui para a redução do tempo de execução e menor geração de resíduos no canteiro.

Quando a construção se torna mais eficiente, o impacto ambiental diminui naturalmente, porque o desperdício é, quase sempre, um sintoma de um sistema mal planejado. A madeira engenheirada favorece uma construção mais limpa não apenas por ser um material sustentável, mas por viabilizar um processo mais racional e produtivo.

É importante reforçar que a sustentabilidade não está apenas no material final, mas em toda a cadeia de produção. Por isso, quando falamos de madeira engenheirada como aliada climática, falamos também de manejo responsável, rastreabilidade e compromisso com boas práticas florestais e industriais. O potencial positivo da madeira se amplia quando ela é produzida com origem certificada, transparência de processo e responsabilidade socioambiental. Isso garante que a solução represente, de fato, um avanço consistente.

A construção civil tem um papel decisivo na forma como o mundo responderá às mudanças climáticas. E isso exige escolhas práticas, acessíveis e replicáveis, não só ideias inspiradoras. A madeira engenheirada representa uma dessas escolhas ao aliar desempenho técnico, eficiência construtiva e benefícios ambientais consistentes: ajuda a reduzir emissões, otimiza recursos, viabiliza práticas mais sustentáveis e amplia o potencial de inovação no setor.

Mais do que uma tendência, é uma resposta real a uma necessidade global. Porque, no fim, sustentabilidade não pode ser apenas uma intenção estética: precisa ser estrutural.

*Ana Belizário é diretora da Urbem, indústria brasileira de madeira engenheirada de larga escala, que atua no setor da construção civil, focada em oferecer produtos e serviços inovadores e sustentáveis.

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Indústria da celulose em MS acelera procura por cursos e já contrata alunos antes da formatura

Com expansão do setor, Senai de MS forma até 100 profissionais por ano para atender a demanda das fábricas e da cadeia florestal.

O avanço da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul não tem impacto apenas nas fábricas e nas florestas plantadas. O crescimento do setor também mudou o mercado de qualificação profissional no Estado e aumentou a procura por cursos técnicos ligados à área, com alunos sendo contratados antes mesmo de concluir a formação. Segundo o Senai, de 80 a 100 profissionais são colocados todos os anos no mercado de celulose.

Esse movimento é mais forte na Costa Leste e em Ribas do Rio Pardo, regiões que concentram parte importante da expansão florestal e industrial. De acordo com o gerente regional da Costa Leste, Rodrigo Bastos, a demanda cresceu nos cursos de Celulose, Química e Florestas, impulsionada pela necessidade de mão de obra para toda a cadeia produtiva.

“Esse avanço impacta diretamente na área de qualificação profissional, aumentando de forma expressiva a procura por cursos ligados à celulose, química e floresta pela alta demanda desses profissionais. Então, estamos em um momento muito importante, que fortalece a região”, afirmou.

Na prática, o cenário mostra que a formação técnica passou a ser uma porta de entrada rápida para o emprego. Conforme Bastos, há casos de estudantes contratados antes de terminar o curso, em vagas com salários acima da média. Ele também destaca uma mudança no perfil da formação local: antes, muitos estudantes precisavam sair de Mato Grosso do Sul para buscar capacitação; agora, conseguem estudar no próprio Estado e já encontrar oportunidade de trabalho perto de casa.

A estrutura de formação também vem sendo reforçada por parcerias com grandes empresas do setor, como Bracell, Arauco, Eldorado e Suzano, que apoiam a qualificação e, em alguns casos, oferecem bolsas. Os números ajudam a mostrar o tamanho desse mercado. Dados do Observatório da Indústria da Fiems, com base no Caged de janeiro de 2026, apontam 15.947 trabalhadores formais na área florestal e 6.683 na fabricação de celulose, somando 22.630 empregos diretos no Estado.

Para o economista-chefe do Observatório da Indústria da Fiems, Ezequiel Resende, o alcance do setor é ainda maior quando entram na conta os serviços que giram em torno dessa produção. “Se considerarmos uma estimativa de emprego indireto também, ou seja, aqueles trabalhadores de empresas terceirizadas de transporte, alimentação, segurança e limpeza que atuam no apoio à produção florestal e de celulose esse número deve, facilmente, estar acima dos 40 mil em todo Mato Grosso do Sul”. As inscrições para os cursos técnicos e qualificações de 2026 já estão abertas no site meufuturoagora.com.br, enquanto o vestibular das graduações está disponível em graduacaosenai.com.br.

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Balão da caldeira chega ao Projeto Sucuriú após 48 dias de transporte

Fonte: Hoje Mais / Vale da Celulose

Equipamento de mais de 300 toneladas será instalado na caldeira de recuperação da futura fábrica da Arauco em Inocência (MS).

Um dos principais componentes industriais do Projeto Sucuriú, da Arauco, chegou ao canteiro de obras da futura fábrica de celulose em Inocência (MS) após uma complexa operação logística internacional.

O equipamento é o balão da caldeira de recuperação, considerado um dos elementos centrais no sistema de geração de vapor da planta industrial.

A estrutura percorreu uma longa jornada desde sua fabricação na China até o interior de Mato Grosso do Sul. O transporte marítimo levou cerca de 45 dias, seguido por aproximadamente 48 dias de deslocamento rodoviário até o destino final.

O equipamento foi fornecido pela Valmet, empresa global especializada em tecnologias para a indústria de celulose e papel, e integra o sistema da caldeira de recuperação química, responsável por gerar vapor e energia a partir do licor negro do processo industrial.

Especificações técnicas do equipamento:

O balão da caldeira se destaca pelo porte e pela complexidade de engenharia envolvida em sua fabricação e transporte.

Principais características técnicas:

Comprimento: cerca de 32 metros
Largura: aproximadamente 3,15 metros
Altura: cerca de 3,81 metros
Peso: aproximadamente 312 toneladas
Fornecedor: Valmet
Origem de fabricação: China

Na operação industrial, o balão tem a função de separar vapor e água dentro do sistema de geração de vapor, garantindo estabilidade operacional e segurança no funcionamento da caldeira de recuperação.

Esse equipamento é considerado essencial para o funcionamento eficiente do sistema energético da fábrica.

Operação logística exigiu planejamento especial.

O transporte terrestre do equipamento mobilizou uma operação logística de grande porte. Para deslocar a peça até o canteiro do Projeto Sucuriú, foi utilizada uma carreta especial com 28 linhas de eixo, tracionada por três cavalos mecânicos.

Devido ao peso e às dimensões da carga, o transporte ocorreu em velocidade reduzida e contou com apoio de escoltas técnicas e órgãos de segurança ao longo do trajeto.

Segundo o gerente de projetos da Valmet, Fábio Moreira, o equipamento representa um marco importante na implantação da planta.

“O balão da caldeira é um dos componentes mais relevantes da ilha de recuperação, responsável por concentrar a geração de vapor que sustenta a operação industrial da fábrica”, explicou.

Instalação ocorrerá a cerca de 90 metros de altura.

A próxima etapa envolve a instalação do balão na estrutura da caldeira de recuperação, operação que exigirá grande capacidade de engenharia e equipamentos de içamento de alta capacidade.

A instalação será realizada com dois guindastes de aproximadamente 750 toneladas, posicionando o equipamento a cerca de 90 metros de altura na estrutura da caldeira.

De acordo com Claudinei Santos, diretor de engenharia e implantação do Projeto Sucuriú, a chegada da peça representa um avanço significativo no cronograma da obra.

“Receber e preparar a instalação de um equipamento dessa magnitude demonstra o nível de planejamento e integração exigido por um empreendimento industrial dessa escala”, destacou.

O Projeto Sucuriú, desenvolvido pela Arauco, prevê a construção de uma das maiores fábricas de celulose do mundo em etapa única no município de Inocência (MS).

Principais dados do empreendimento:

Capacidade estimada: cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano
Empresa responsável: Arauco
Localização: Inocência, região leste de Mato Grosso do Sul
Tecnologia industrial: sistema de caldeira de recuperação química de alta capacidade
Objetivo: produção de celulose com alta eficiência energética e integração tecnológica

O empreendimento integra o ciclo de expansão da indústria de celulose no estado, que já abriga um dos maiores polos produtivos do setor no país.


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