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Brasil recupera 15 milhões de hectares de pastagens degradadas com integração lavoura-pecuária-floresta

Fonte: Click Petróleo e Gás

O Brasil implementou o Plano ABC e recuperou 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas usando integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e restauração de solos que aumentam retenção de água e biodiversidade microbiana.

O Brasil lançou em 2010 o Plano ABC — Agricultura de Baixo Carbono — tornando-se o primeiro grande país emergente a assumir metas explícitas de mitigação de gases de efeito estufa no setor agrícola. A iniciativa surgiu como resposta ao enorme passivo ambiental acumulado pela agropecuária brasileira, especialmente relacionado às áreas de pastagens degradadas. Estima-se que o país possua aproximadamente 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, o equivalente a cerca de 57% das pastagens existentes no território nacional. Esse conjunto de áreas representa o maior passivo ambiental do setor agropecuário brasileiro e, ao mesmo tempo, uma das maiores oportunidades de recuperação produtiva e ambiental da agricultura mundial.

Pastagens degradadas são áreas que perderam a capacidade de sustentar produção adequada de biomassa e de suportar lotação animal eficiente. Esse processo geralmente ocorre devido ao manejo inadequado do solo, sobrepastejo prolongado, ausência de fertilização e falta de rotação produtiva. O resultado é um solo compactado, com erosão ativa, baixa infiltração de água e microbiomas empobrecidos, fatores que reduzem a produtividade e aumentam emissões de carbono.

O Plano ABC foi concebido justamente para reverter esse cenário por meio da adoção de tecnologias agrícolas sustentáveis capazes de restaurar a fertilidade do solo e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Recuperação de pastagens supera metas e alcança 26,8 milhões de hectares restaurados

Entre 2010 e 2018, a implementação das políticas previstas no Plano ABC permitiu recuperar aproximadamente 26,8 milhões de hectares de áreas degradadas, número que ultrapassou em 179% a meta original estabelecida para o período.

A meta inicial previa recuperar 15 milhões de hectares até 2020. O resultado obtido demonstrou a viabilidade da recuperação produtiva de grandes extensões de terra degradada quando combinada com crédito rural direcionado e adoção de tecnologias agrícolas sustentáveis.

O programa concentrou investimentos em sete tecnologias principais:

  • recuperação de pastagens degradadas
  • sistema de plantio direto
  • integração lavoura-pecuária-floresta
  • fixação biológica de nitrogênio
  • florestas plantadas
  • tratamento de dejetos animais
  • adaptação da produção agrícola às mudanças climáticas

A recuperação de pastagens foi responsável por cerca de 51% dos recursos contratados, enquanto o sistema de plantio direto representou aproximadamente 30% dos investimentos.

No total, os financiamentos vinculados ao programa somaram cerca de US$ 5,96 bilhões entre 2013 e 2021, permitindo que tecnologias de agricultura de baixo carbono fossem implementadas em aproximadamente 39 milhões de hectares.

Segundo estimativas do governo brasileiro, essas práticas resultaram em redução potencial de 193,67 milhões de toneladas de CO₂ equivalente entre 2010 e 2020, reforçando o papel do setor agrícola na mitigação das mudanças climáticas.

Integração lavoura-pecuária-floresta expande rapidamente e alcança mais de 17 milhões de hectares

Entre as tecnologias promovidas pelo Plano ABC, uma das mais importantes é a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Esse sistema produtivo combina diferentes atividades agrícolas na mesma área por meio de rotação, consórcio ou sucessão de culturas.

A ILPF permite integrar produção agrícola, criação de gado e plantio de árvores, criando sinergias ecológicas e produtivas que aumentam a eficiência do uso da terra.

Entre 2015 e 2020, a área ocupada por sistemas integrados cresceu rapidamente no Brasil. A extensão estimada passou de cerca de 11,5 milhões de hectares para algo entre 15 e 17,4 milhões de hectares em 2020.

Os estados com maior adoção desse modelo incluem Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Existem quatro principais modalidades de integração produtiva:

  • lavoura-pecuária (agropastoril)
  • lavoura-pecuária-floresta (agrossilvopastoril)
  • pecuária-floresta (silvopastoril)
  • lavoura-floresta (silvoagrícola)

Entre 2010 e 2015, cerca de 5,96 milhões de hectares manejados sob ILPF sequestraram aproximadamente 21,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, valor comparável à retirada de 4,7 milhões de automóveis das ruas por um ano.

Sistema de plantio direto já cobre mais de 40 milhões de hectares no Brasil

Outra tecnologia central do Plano ABC é o sistema de plantio direto. Nesse modelo agrícola, o solo não é revolvido por arados ou grades, permanecendo protegido por uma camada de resíduos vegetais conhecida como palhada.

Atualmente o sistema cobre mais de 40 milhões de hectares no Brasil, representando mais de 60% da área total destinada à produção de grãos.

A técnica começou a ser desenvolvida no Sul do país nas décadas de 1970 e 1980 como resposta à rápida degradação dos solos agrícolas causada pela mecanização intensiva.

O plantio direto exige rotação de culturas e manutenção constante de cobertura vegetal. No Brasil, gramíneas forrageiras como braquiária tornaram-se fundamentais nesse sistema devido à sua capacidade de produzir grande volume de biomassa.

Essas plantas são usadas tanto como alimento para o gado quanto como cobertura protetora do solo durante o período entre safras.

Recuperação do solo pode aumentar retenção de água em até 2,5 vezes

A restauração de solos degradados tem efeitos diretos na capacidade de retenção de água e na resiliência das lavouras diante de períodos de seca.

Experimentos demonstram que solos enriquecidos com matéria orgânica podem aumentar significativamente sua capacidade de armazenar água. Um estudo clássico mostrou que a incorporação de 7,6 centímetros de composto orgânico a 15 centímetros de profundidade aumentou a retenção de água em 2,5 vezes quando comparada a solos arenosos degradados.

Solos com 4% de matéria orgânica podem reter mais que o dobro de água em comparação a solos com apenas 1%. Isso ocorre porque a matéria orgânica possui partículas carregadas que atraem moléculas de água por forças eletrostáticas.

Em média, cada aumento de 1% no teor de matéria orgânica pode permitir que o solo armazene até 20 mil galões adicionais de água por acre. Esse efeito reduz o escoamento superficial, diminui erosão, melhora infiltração e aumenta a recarga hídrica dos sistemas agrícolas.

Microbioma do solo restaurado pode abrigar até 10 mil espécies por grama

A recuperação do solo também restaura um dos ecossistemas mais complexos do planeta: o microbioma do solo. Um solo saudável pode conter até 10 bilhões de células microbianas e cerca de 10 mil espécies diferentes em apenas um grama de terra. Essa diversidade é essencial para manter os ciclos biogeoquímicos que sustentam a fertilidade do solo.

Os microrganismos realizam funções fundamentais, incluindo:

  • reciclagem de nutrientes
  • fixação biológica de nitrogênio
  • produção de fitohormônios
  • decomposição de matéria orgânica
  • supressão de doenças
  • aumento da resistência das plantas ao estresse hídrico

Estudos conduzidos na Amazônia indicam que o desmatamento pode reduzir mais de 60% da diversidade microbiana do solo, comprometendo a saúde do ecossistema agrícola.

Recuperação de pastagens pode evitar expansão da fronteira agrícola

A recuperação de áreas degradadas também pode reduzir a necessidade de expansão agrícola sobre áreas naturais.

Estimativas indicam que recuperar 12 milhões de hectares de pastagens degradadas poderia gerar produção adicional equivalente a 17,7 milhões de bovinos, sem necessidade de abertura de novas áreas.

Além disso, apenas cerca de 1% dos municípios brasileiros concentra aproximadamente 25% das pastagens degradadas, o que facilita o direcionamento de políticas públicas, assistência técnica e crédito rural.

Plano ABC+ amplia metas e busca restaurar mais de 70 milhões de hectares até 2030

Em 2021 o governo brasileiro lançou uma nova fase do programa, denominada Plano ABC+. O objetivo é expandir significativamente as metas de recuperação ambiental e intensificação produtiva sustentável.

Entre as metas estabelecidas até 2030 estão:

  • recuperação de 30 milhões de hectares de pastagens degradadas
  • implementação de 10 milhões de hectares de sistemas integrados
  • expansão do plantio direto em mais 12,58 milhões de hectares
  • ampliação de florestas plantadas em 4 milhões de hectares
  • adoção de bioinsumos em 13 milhões de hectares
  • implantação de sistemas irrigados em 3 milhões de hectares

No total, o plano busca atingir 72,68 milhões de hectares com tecnologias de agricultura de baixo carbono até 2030.

Agricultura de baixo carbono brasileira torna-se referência internacional

O modelo brasileiro de agricultura de baixo carbono tem atraído atenção internacional. O país aderiu em 2016 à Iniciativa 20×20, comprometendo-se a restaurar 22 milhões de hectares de terras degradadas até 2030.

Parte desse compromisso será cumprida por meio do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê restaurar 12 milhões de hectares com reflorestamento e regeneração natural. Os 10 milhões de hectares restantes devem ser recuperados por meio das tecnologias agrícolas do Plano ABC, incluindo sistemas integrados e recuperação de pastagens.

O financiamento dessas iniciativas envolve recursos públicos, bancos nacionais, instituições multilaterais e fundos internacionais voltados para conservação ambiental.

Intensificação sustentável mostra que é possível produzir mais sem desmatamento

A experiência brasileira demonstra que é possível aumentar a produção agropecuária sem expandir a área agrícola. Entre 2000 e 2013, a produtividade agrícola do país cresceu 105,6%, impulsionada por inovação tecnológica e melhoria de práticas agrícolas.

No mesmo período, a produtividade da pecuária aumentou 172%, enquanto a área total de pastagens diminuiu cerca de 16%.

Esses resultados indicam que tecnologias como ILPF, plantio direto e recuperação de pastagens degradadas podem permitir que o Brasil continue expandindo sua produção agrícola sem ampliar significativamente a pressão sobre ecossistemas naturais.

A recuperação de solos degradados transforma um dos maiores passivos ambientais da agropecuária brasileira em uma das principais oportunidades climáticas do setor agrícola mundial.

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MS Florestal abre novo ciclo de contratações para trainees

Além de entrevistas a empresa fará uma exposição de maquinários na praça do município de 11 a 13 de março.

A MS Florestal, empresa sul-mato-grossense do Grupo RGE, anuncia a abertura de um novo ciclo de contratações voltado para a formação de profissionais no município de Água Clara. As vagas são para Operador Trainee e Mecânico e o programa é direcionado a candidatos que possam residir em Água Clara. 

Como parte das ações de mobilização, a empresa promoverá uma exposição presencial de máquinas Harvester nos dias 11, 12 e 13 de março na praça do município, facilitando o acesso da comunidade às informações e aproximando a comunidade à realidade da silvicultura.

Para participar do processo seletivo, os interessados devem possuir ensino fundamental completo, CNH categoria B (podendo ser a provisória) e disponibilidade para trabalhar em turnos, escalas e viagens. Para as vagas de mecânico, são valorizadas noções básicas em manutenção diesel, máquinas pesadas ou curso técnico na área, enquanto para a operação, é desejável, mas não obrigatório, experiência prévia com máquinas como tratores de pneus ou esteiras.

Os candidatos aprovados serão contratados como Trainee pela MS Florestal e deverão ter disponibilidade integral para participar do programa de capacitação.

Com um quadro superior a 2,3 mil colaboradores diretos no estado, a MS Florestal oferece um dos pacotes de benefícios mais competitivos do setor, incluindo planos médico e odontológico, auxílio farmácia, seguro de vida, cartão alimentação, refeição no local, participação nos lucros (PLR) e suporte ao bem-estar via programas como o Wellhub e o Levemente.

Auxiliar de Serviços Gerais em Viveiro – Além das oportunidades de formação técnica, a MS Florestal está com um processo seletivo aberto para o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais no viveiro, também em Água Clara. Para essa vaga, os interessados devem comparecer para entrevistas presenciais no dia 10 de março de 2026, das 08h às 11h, no escritório da empresa localizado na Rua Gabriel Ferreira Domingues, 355.

Para as vagas de Operador Trainee e Mecânico, cadastrar currículo no link: http://forms.gle/a2i1b15aHsU7f6cUA

Para a vaga de Auxiliar de Serviços Gerais no viveiro, enviar currículo no WhatsApp: (67) 99963-5230

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Gigante de 300 toneladas chega ao canteiro e marca avanço decisivo do Projeto Sucuriú em Inocência

Equipamento de 300 toneladas, considerado o coração da fábrica de celulose, chega ao canteiro do Projeto Sucuriú após quase três meses de complexa operação logística entre China e Mato Grosso do Sul.


A peça, fabricada na China, percorreu aproximadamente 45 dias de transporte marítimo até o Brasil e mais 48 dias de deslocamento rodoviário até o interior sul-mato-grossense

Por: Notícias do Cerrado

A implantação da futura fábrica de celulose do Projeto Sucuriú, em Inocência, no Mato Grosso do Sul, alcançou neste fim de semana um de seus marcos técnicos mais relevantes. Após uma complexa operação logística internacional, chegou ao canteiro de obras o balão da Caldeira de Recuperação Química, componente considerado estratégico para o funcionamento da planta industrial.

A peça, fabricada na China, percorreu aproximadamente 45 dias de transporte marítimo até o Brasil e mais 48 dias de deslocamento rodoviário até o interior sul-mato-grossense, em uma operação considerada uma das mais desafiadoras da fase de implantação do empreendimento.

Com 32 metros de comprimento, 2,6 metros de diâmetro e cerca de 300 toneladas, o equipamento é o componente mais pesado da futura caldeira e exigiu uma logística especial para seu transporte terrestre. A operação mobilizou uma carreta de grande porte equipada com 28 linhas de eixo, além de três cavalos mecânicos de tração, responsáveis por garantir estabilidade e segurança durante todo o trajeto.

O deslocamento foi acompanhado por equipes técnicas especializadas e contou com coordenação integrada entre autoridades de trânsito, concessionárias de rodovias e equipes de engenharia, garantindo precisão operacional em cada etapa da jornada até o canteiro de obras em Inocência.

O “coração” de uma fábrica de celulose

Mais do que um desafio logístico, a chegada do equipamento representa um marco técnico crítico na construção da unidade industrial. A Caldeira de Recuperação Química é considerada o coração de uma fábrica de celulose, responsável por recuperar produtos químicos utilizados no processo produtivo, gerar vapor para as operações industriais e contribuir diretamente para a autossuficiência energética da planta.

Esse sistema é fundamental para a eficiência e sustentabilidade do processo de produção de celulose, permitindo que grande parte da energia necessária para o funcionamento da fábrica seja gerada dentro da própria unidade industrial.

Marco semelhante ao vivido por Ribas do Rio Pardo

A chegada de grandes equipamentos industriais costuma representar momentos simbólicos na implantação de fábricas de celulose. Situação semelhante foi registrada durante a construção da planta da Suzano em Ribas do Rio Pardo, quando a movimentação de estruturas gigantes mobilizou a logística regional e chamou atenção pela magnitude das operações.

No caso do Projeto Sucuriú, a chegada do balão da caldeira sinaliza que o empreendimento avança para uma fase cada vez mais intensa da montagem industrial.

Engenharia e logística integradas

Segundo equipes técnicas envolvidas na operação, o sucesso da movimentação foi resultado de um planejamento detalhado e da atuação integrada das áreas de engenharia, suprimentos, logística e construção, além da parceria com a Valmet, empresa responsável por tecnologias industriais no setor de celulose.

Cada etapa da operação foi conduzida com rigor técnico e protocolos rigorosos de segurança, considerados indispensáveis em operações que envolvem cargas superdimensionadas e de alto valor estratégico.

A chegada do equipamento reforça o ritmo de avanço do Projeto Sucuriú, que deve consolidar Inocência como um novo polo da indústria de celulose no Brasil, repetindo no leste de Mato Grosso do Sul um movimento de desenvolvimento industrial semelhante ao observado recentemente em Ribas do Rio Pardo.

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Suzano atinge recorde com mais de 5,8 mi de toneladas de celulose embarcadas

Volume movimentado nos terminais da empresa corresponde a 58,8% de toda a celulose exportada via Porto.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose, quebrou novo recorde histórico ao alcançar a marca de 5,8 milhões de toneladas de celulose embarcadas em seus terminais no Porto de Santos em 2025, um aumento de 41% em comparação a 2024 (4,1 milhões de toneladas).

O número colabora diretamente para os resultados do setor no mercado externo: a exportação de celulose fechou 2025 com alta de 21%, totalizando 9,9 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% foram de celulose da Suzano, de acordo com dados do Porto de Santos.

“Esses recordes consecutivos são frutos de uma busca constante para melhorar a nossa eficiência operacional, investimentos robustos na modernização e ampliação dos nossos terminais portuários, aliados à determinação e comprometimento da nossa equipe. Na Suzano, temos um direcionador que diz que ‘só é bom para nós se for bom para o mundo’ e, ao ampliarmos a nossa capacidade logística, estamos contribuindo para o fortalecimento da economia nacional e, principalmente, para a geração de trabalho e renda em todas as regiões em que mantemos operações”, destaca Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da Suzano.

Os terminais T32 e DPW – este último operado pela empresa DP World –, no Porto de Santos, são responsáveis pelo escoamento da produção das três fábricas da companhia em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo (MS), que somam uma capacidade produtiva de 5,8 milhões de toneladas de celulose/ano, e de Jacareí (SP), com capacidade para produzir 1,1 milhão de toneladas ao ano.

Além disso, o último recorde registrado pela empresa ocorreu em dezembro de 2025, quando a Suzano alcançou o volume de 481 mil toneladas de celulose embarcadas em um único mês.

Dessa maneira, esse desempenho representa um crescimento de 2,6% em relação ao recorde anterior, registrado em maio do mesmo ano, quando foram embarcadas 469 mil toneladas de celulose.

Investimentos nos terminais

Portanto, para dar vazão ao alto volume de produção, os dois terminais passaram por obras de obras para ampliação e modernização.

Dessa forma, as obras integraram um amplo pacote de investimentos em logística da empresa, o que possibilitou o aumento da capacidade média de movimentação de carga anual do complexo portuário em 43,48%, passando de 4,6 milhões de toneladas para 6,6 milhões de toneladas anuais de celulose. E incrementou também a capacidade estática em cerca de 42%, saltando de 162 mil toneladas para 230 mil toneladas aproximadamente.

Além dos terminais portuários, os investimentos também englobaram ampliação e melhorias no modal ferroviário, responsável pelo transporte de toda a produção das fábricas da Suzano para os terminais em Santos. “Com os investimentos nos terminais portuários e modal ferroviário, reforçamos nosso compromisso com soluções logísticas mais sustentáveis e eficientes. O uso da ferrovia representa a nossa estratégia de otimizar o escoamento e reduzir as emissões de gases, contribuindo diretamente para o meio ambiente e para combater as mudanças climáticas”, conclui Renan.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável.

Desse modo, os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis.

Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br.

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Obras da maior fábrica de celulose da Arauco avançam em Mato Grosso do Sul

Projeto de R$ 25 bilhões deve começar a operar em 2027 e prevê milhares de empregos durante a fase de construção.

As obras da maior fábrica de celulose do grupo Arauco avançam em ritmo acelerado no município de Inocência, no interior de Mato Grosso do Sul. O empreendimento representa um dos maiores investimentos privados já realizados no Estado.

Com aporte estimado em R$ 25 bilhões, o projeto deve iniciar as operações em setembro de 2027. Durante a fase de construção, a previsão é de geração de aproximadamente 14 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas.

A instalação da nova unidade de celulose deve impulsionar o desenvolvimento econômico da região, fortalecendo cadeias produtivas, ampliando oportunidades de trabalho e atraindo novos investimentos para o Estado.


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O Efeito Suzano: Megaoperação em Ribas cria “boom” econômico que vai de Três Lagoas ao Noroeste Paulista

Com mais de 3.300 trabalhadores mobilizados para o final de março, Parada Geral da fábrica lota rede hoteleira no MS e aquece mercado de prestadores de serviço até na divisa com São Paulo.

A contagem regressiva para a Parada Geral (PG) da unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS), com pico de atividades previsto para o final deste mês de março, já altera a rotina em um raio de centenas de quilômetros. Se o foco técnico está na manutenção da maior linha única de celulose do mundo, o fenômeno que se desenrola nos bastidores revela uma característica fascinante e pouco contada: a “microeconomia invisível” que sustenta a grande indústria.

Não se trata apenas de engenheiros e maquinário pesado. A chegada de milhares de profissionais extras engatilha um impacto econômico imediato e descentralizado. Com a rede hoteleira de Ribas do Rio Pardo atingindo sua capacidade máxima rapidamente, ocorre um transbordamento logístico natural para Três Lagoas. A cidade vizinha assume o papel de hub estratégico, absorvendo a demanda por alojamentos, locação de frotas e servindo como base operacional para dezenas de empresas terceirizadas.

Esse impacto financeiro, no entanto, não respeita fronteiras estaduais e cruza a ponte sobre o Rio Paraná. Prestadores de serviços industriais, fornecedores de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), empresas de transporte e técnicos especializados do Noroeste Paulista — especialmente no eixo logístico que liga Andradina a Araçatuba — também entram no radar de contratações, suprindo a gigantesca demanda exigida pela operação.

Os números que não aparecem nos balanços

O reflexo mais dinâmico dessa movimentação acontece na base do comércio. Lavanderias industriais e comerciais da região precisam multiplicar seus turnos para dar conta da higienização diária de milhares de uniformes. Padarias, mercados e restaurantes adaptam suas estruturas para o fornecimento de marmitas e “kits lanche” em escala industrial. Até mesmo borracharias, autoelétricas e oficinas ao longo das rodovias de acesso registram um pico de faturamento com a circulação constante das frotas de serviço.

A Parada Geral tem como objetivo primário garantir a segurança, a sustentabilidade e a excelência operacional da fábrica por meio de manutenções preventivas e adoção de novas tecnologias. Porém, na prática das ruas, ela atua como uma espécie de injeção de capital direto na veia do comércio varejista.

Com o cronograma se afunilando para os próximos dias, a forte integração entre Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e as cidades vizinhas paulistas comprova que o verdadeiro motor do “Vale da Celulose” é, também, a rede de pequenos e médios empreendedores que garante que a engrenagem gigante não pare de girar.

Informações: Andra Virtual

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