Encontro reuniu diferentes áreas operacionais e ambientais para analisar estudos realizados nas propriedades da companhia e definir diretrizes para 2026.
A LD Celulose realizou o 1º Workshop de Uso e Conservação de Água e Solo, reunindo equipes de diferentes áreas para discutir os resultados de estudos conduzidos nas propriedades da companhia e estabelecer diretrizes para o próximo ciclo de planejamento.
A iniciativa foi precedida por meses de análises multidisciplinares realizadas nas áreas operacionais da empresa. Durante o encontro, os levantamentos foram avaliados por profissionais das áreas de Estradas, Transporte, Colheita, Planejamento Florestal, Excelência e Qualidade, Silvicultura, Relacionamento com a Comunidade e Meio Ambiente.
O objetivo do workshop foi consolidar diretrizes voltadas à gestão sustentável dos recursos naturais e alinhar ações que devem orientar as atividades da companhia em 2026.
De acordo com a empresa, o encontro também buscou fortalecer a integração entre as áreas técnicas e operacionais, promovendo uma abordagem conjunta na gestão ambiental.
A iniciativa também contribui para o aprimoramento da governança ambiental, ao reunir diferentes especialistas em torno da análise de dados e da definição de práticas voltadas ao uso responsável do solo e da água.
A Suzano, maior produtora mundial de celulose, em uma iniciativa pioneira no setor, passou a utilizar robôs autônomos para a movimentação de fardos de celulose na Unidade de Ribas do Rio Pardo (MS). O FlexNav, robô móvel autônomo desenvolvido em parceria com a empresa brasileira Dalca, marca um avanço significativo para o setor ao aplicar, em larga escala, a tecnologia de AMR (Robôs Móveis Autônomos, na sigla em inglês) na armazenagem de celulose. A inovação alia sustentabilidade à eficiência operacional e à qualificação profissional.
“A Suzano acredita que a inovação precisa estar alinhada à sustentabilidade. Com a adoção de robôs nas operações de movimentação de fardos de celulose, estamos contribuindo para ampliar a eficiência operacional, reduzir emissões e valorizar o nosso time de profissionais, que foi capacitado e agora poderá se dedicar a atividades mais estratégicas”, destaca Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo.
Desenvolvido de forma customizada para atender às necessidades da companhia, o FlexNav tem capacidade para transportar até quatro toneladas e foi projetado para acomodar dois conjuntos de fardos de celulose por operação. Os robôs operam de forma totalmente autônoma, conectados em tempo real a um sistema central que monitora e coordena as atividades, incluindo a gestão do carregamento das baterias. A solução permite que a celulose seja retirada diretamente da linha de produção e transportada até pontos específicos do armazém, sem necessidade de manuseio manual.
Nesta primeira fase, quatro robôs estão em operação, atendendo cerca de um terço da produção da unidade. A expectativa é expandir gradualmente a tecnologia para 100% da produção, além de avaliar sua aplicação em outras unidades da companhia.
Qualificação profissional
A implantação do FlexNav incluiu a capacitação dos próprios funcionários da Suzano que atuam na logística de celulose. Os(as) colaboradores(as) foram treinados(as) para gerenciamento e operação dos robôs e nas atividades de manutenção elétrica, mecânica e de automação, permitindo a migração para funções de maior complexidade técnica.
“A adoção dos robôs autônomos na Unidade Ribas do Rio Pardo consolida o pioneirismo da Suzano na busca da aplicação em larga escala dessa tecnologia. Esse é um movimento estratégico que une inovação e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que fortalece a valorização dos nossos profissionais. Investimos na capacitação do nosso time para que esteja preparado para atuar em um ambiente industrial cada vez mais tecnológico, assumindo funções de maior complexidade e protagonizando essa transformação”, destaca Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da Suzano.
O desenvolvimento da tecnologia teve início em 2022, após o anúncio da construção da nova fábrica, e envolveu quatro anos de pesquisa, testes e integração até o início da operação, integrando desde a concepção o planejamento tecnológico da nova unidade. O projeto contou com a participação de cerca de 20 profissionais da Suzano, além de aproximadamente 30 especialistas da Dalca, das áreas de engenharia elétrica, mecânica, programação e suporte técnico.
Investimentos da Arauco, Suzano, CMPC, Bracell e Klabin ampliam capacidade produtiva e reforçam liderança do Brasil no setor de florestas e celulose.
O setor de celulose no Brasil vive um novo ciclo de expansão industrial. Cinco das maiores empresas do segmento como Arauco, Suzano, CMPC, Bracell e Klabin, anunciaram planos que somam aproximadamente R$ 105 bilhões em investimentos até 2028, incluindo construção de novas fábricas, ampliação de unidades industriais e projetos em fase de licenciamento ambiental.
O movimento reforça a posição do Brasil como um dos principais produtores mundiais de celulose , impulsionado pela produtividade das florestas plantadas, escala industrial e competitividade logística.
Além de ampliar a capacidade produtiva da indústria de celulose , os investimentos gerarão empregos durante a fase de construção das plantas industriais, fortalece as cadeias logísticas e consolida novos polos de produção ligados ao setor florestal.
Mato Grosso do Sul se consolida como polo da celulose
Uma parcela significativa desses investimentos está concentrada em Mato Grosso do Sul , estado que vem se consolidando como um dos principais polos globais da indústria de celulose.
Nos últimos anos, grandes empresas anunciaram projetos industriais que ampliam a presença do setor na região, com destaque para a nova fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, o Projeto Sucuriú da Arauco em Inocência e o empreendimento em análise da Bracell em Bataguassu .
A expansão fortalece a cadeia produtiva regional, que envolve florestas plantadas, transporte ferroviário, logística portuária e exportação de celulose para mercados internacionais .
Veja os destaques de cada empresa;
Empresa: Suzano Status: unidade já em operação Projeto: fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS) Investimento: cerca de R$ 22 bilhões Capacidade produtiva: aproximadamente 2,55 milhões de toneladas por ano
A nova unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo é considerada uma das maiores linhas únicas de produção de celulose do mundo. O projeto ampliou significativamente a presença da empresa no Centro-Oeste e reforçou o protagonismo de Mato Grosso do Sul no setor global de celulose.
A companhia também avalia novos projetos de expansão industrial , acompanhando o crescimento da demanda global por fibras sustentáveis.
Empresa: Arauco Status: em construção Projeto: Projeto Sucuriú Localização: Inocência (MS) Investimento estimado: cerca de US$ 4,6 bilhões (aprox. R$ 25 bilhões) Capacidade prevista: cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano
A empresa chilena Arauco iniciou a construção de sua primeira fábrica de celulose no Brasil . O empreendimento representa um dos maiores investimentos industriais do setor e deverá transformar a região em um novo polo produtivo.
O início das operações está previsto para 2027 .
Empresa: Bracell Status: projeto em fase de licenciamento ambiental Projeto: nova fábrica de celulose Localização: Bataguassu (MS) Situação: aguardando licenças ambientais Previsão de decisão: até maio
Investimento estimado: cerca de R$ 16 bilhões
A nova unidade industrial será instalada às margens da BR-267, a aproximadamente nove quilômetros do centro urbano de Bataguassu, representando um investimento de R$ 16 bilhões, um dos maiores do país na iniciativa privada.
Empresa: CMPC Status: expansão industrial Localização: Barra do Ribeiro (RS)
Projeto: Projeto Natureza
Investimento estimado: cerca de 25 bilhões
A multinacional CMPC vai investir R$ 25 bilhões em uma nova planta industrial e um terminal portuário no Rio Grande do Sul. A fábrica terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano, gerando 12 mil empregos durante a construção e 1,5 mil na operação.
A Klabin, maior produtora de papéis para embalagem do Brasil, anunciou que está concluindo um investimento de R$ 1,6 bilhão em sua unidade de Piracicaba, SP, fortalecendo sua posição no mercado.
A Klabin segue ampliando a capacidade produtiva e modernizando suas plantas industriais, mantendo a estratégia de crescimento no segmento de celulose, papel e embalagens sustentáveis .
Brasil amplia liderança global na produção de celulose
O conjunto de projetos confirma a confiança das grandes empresas no potencial brasileiro para expansão da indústria de celulose e base florestal.
Com florestas de eucalipto altamente produtivas, escala industrial e crescente competitividade logística, o país deverá ampliar sua participação no mercado internacional nos próximos anos.
Os investimentos anunciados reforçam a tendência de consolidação do Brasil como um dos principais centros globais de produção e exportação de celulose.+
Equipamentos vindos da China pesam mais de 300 toneladas, e a operação do transporte rodoviário avança rumo à Inocência (MS).
O Projeto Sucuriú, da Arauco, considerado o maior empreendimento de celulose em etapa única do mundo, alcançou novos marcos com a chegada – no Brasil – de componentes vitais fornecidos pela multinacional finlandesa Valmet. Em uma complexa logística, peças estratégicas desembarcaram nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). A jornada dos equipamentos avança agora pelo modal rodoviário, rumo ao canteiro de obras, em Inocência, município do estado de Mato Grosso do Sul.
A entrega mais recente e de maior porte ocorreu no Porto de Santos (SP), com o desembarque do Balão da Caldeira. Considerado o coração do sistema de geração de vapor, o equipamento é o componente mais pesado da caldeira de recuperação. Trata-se de um vaso único, com 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura, 3,81 metros de altura e 312 toneladas. O transporte marítimo entre a China e o Brasil levou cerca de 45 dias.
“O balão da caldeira é um dos equipamentos mais importantes da ilha de recuperação. Ele concentra a geração de vapor que sustenta a operação industrial. Receber e preparar a instalação de um componente dessa magnitude, é um marco técnico e logístico que comprova o alto nível de engenharia, planejamento e integração do nosso time”, destaca Fábio Moreira, gerente de projetos da Valmet.
A movimentação da carga envolveu um comboio de aproximadamente dez veículos, incluindo uma carreta especial com 28 linhas de eixo e três cavalos de tração. A operação conta ainda com escolta particular, apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), além do suporte das concessionárias de rodovias.
“O balão será instalado a quase 90 metros de altura. Dois guindastes de 750 toneladas serão necessários para o içamento. Esse é um desafio extraordinário de engenharia e construção — mais um marco que caracteriza megaprojetos como o Sucuriú. Quando içado, marcará oficialmente o início da montagem das partes de pressão do equipamento que será a maior caldeira de recuperação química do mundo”, comenta Claudinei Santos, diretor de engenharia e implantação do Projeto Sucuriú.
O Porto de Paranaguá (PR) também recebeu dois separadores de topo, com 65 toneladas e 6,60 metros de altura cada, são as peças com maior altura que serão transportadas no projeto. Esses equipamentos são essenciais para o processo de cozimento da celulose, pois realizam a separação dos cavacos de madeira do licor de cozimento no digestor.
“Para 2026, está previsto um fluxo contínuo de operações logísticas até o final do ano. Mais de 150 peças de grande porte — como filtros e espelhos de evaporação — ainda devem passar pelos portos brasileiros com destino a Mato Grosso do Sul”, comenta Claudinei, sobre as peças fornecidas pela Valmet.
Devido às dimensões das cargas, é preciso utilizar carretas especiais com plataforma e linha de eixo, solução que reduz a altura total e facilita as manobras ao longo do percurso. A logística para esse equipamento também exige escolta obrigatória, com apoio da PRF, da PRE, da Copel, das concessionárias de rodovias e de batedores.
“O próximo grande marco já está definido: serão os filtros da WLP (White Liquor Plant). A chegada desses equipamentos reflete um progresso significativo no cronograma, e a sinergia entre Valmet e Arauco, com entregas estratégicas para o projeto, de acordo com o cronograma da obra”, ressalta Thiago Brandalize, gerente de projetos da Valmet.
Papel da Valmet no Projeto Sucuriú
A Valmet mantém uma parceria estratégica de longo prazo com a Arauco, fornecendo tecnologias, automação e serviços para as indústrias da companhia. O Projeto Sucuriú representa um marco para o setor, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade.
A colaboração envolve soluções avançadas de automação e serviços de manutenção. A multinacional finlandesa implementa sistemas de automação e controle DNA/IQ, fundamentais para a otimização dos processos industriais, garantindo maior eficiência, estabilidade operacional e qualidade da produção.
Além da tecnologia, o escopo inclui um contrato abrangente de serviços, que assegura a confiabilidade e o desempenho contínuo dos equipamentos ao longo de seu ciclo de vida, desde o planejamento até a execução, com fornecimento de peças e suporte técnico especializado.
Estratégia conecta produção de mudas, logística e gestão aplicada ao campo para elevar o padrão de projetos florestais.
Em um setor cada vez mais pressionado por eficiência, padronização e decisões técnicas baseadas em dados, a UNA Florestal tem construído sua trajetória apostando em um modelo que integra gestão estratégica, técnica de campo e inovação aplicada à realidade operacional dos viveiros para transformar a silvicultura brasileira.
Segundo Augusto Massaro, sócio-diretor da empresa, a UNA nasceu a partir de uma leitura clara das lacunas existentes no setor.
“A UNA Florestal surgiu para responder a dores reais da operação florestal, como a falta de padronização em viveiros, dificuldades de gestão, decisões técnicas pouco orientadas por dados e a crescente demanda por mão de obra qualificada”, afirma.
Desde sua concepção, a proposta foi ir além do modelo tradicional de fornecimento de mudas.
“O mercado precisava de algo além do convencional. Precisava de inteligência aplicada ao campo”, resume Augusto.
Gestão técnica e sustentabilidade como partes do mesmo sistema
O modelo de atuação da UNA Florestal foi estruturado a partir da convergência entre experiência prática, uso de tecnologias e uma visão estratégica voltada à sustentabilidade produtiva. Na empresa, eficiência técnica e responsabilidade ambiental não são tratadas como objetivos isolados.
“Estruturamos um sistema em que produtividade e sustentabilidade se fortalecem mutuamente, com base em métodos técnicos consolidados, planejamento, monitoramento contínuo e tomada de decisão orientada por indicadores”, explica o executivo.
A padronização de processos na produção de mudas, logística e gestão de viveiros reduziu a variabilidade operacional e aumentou a previsibilidade dos resultados no campo. Ao transformar conhecimento técnico em protocolos claros e replicáveis, o modelo fortalece a base dos projetos florestais e contribui para ganhos consistentes de eficiência e qualidade.
Além disso, a UNA desenvolve soluções sob medida para diferentes realidades operacionais, integrando ferramentas digitais, softwares de gestão e metodologias próprias.
“Cada projeto é único. Nossa atuação é personalizada, adaptada às condições edafoclimáticas, ao objetivo do cliente e ao nível tecnológico da operação”, destaca Augusto.
Diferenciais na gestão e comercialização de mudas
No mercado de mudas florestais, a UNA se diferencia ao atuar como gestora estratégica de todo o ciclo produtivo.
“Não somos apenas fornecedores. Atuamos como parceiros técnicos de longo prazo, apoiando na escolha da genética mais adequada para cada área, na produção das mudas e no acompanhamento técnico até a formação da floresta.
Um dos pontos críticos do setor — a logística de mudas — recebe atenção especial. O planejamento integrado garante que o material chegue ao campo no momento correto e em condições ideais, reduzindo perdas e aumentando a taxa de sucesso dos plantios.
Escala, qualidade e atuação nacional
A atuação em diferentes regiões e as parcerias técnicas com viveiros permitem à UNA ganhar escala sem abrir mão da qualidade.
“Construímos um modelo descentralizado, mas tecnicamente padronizado, que garante adaptação regional, escala de produção, eficiência logística e confiabilidade nas entregas”, explica Augusto.
Hoje, a empresa conta com mais de 80 viveiros mapeados, mais de 10 parceiros fixos, presença em todos os estados brasileiros e atuação internacional no Paraguai.
Crescimento acelerado e impacto no setor
Em 2026, a UNA Florestal completa três anos de atividade com crescimento médio superior a 100% ao ano. Ainda no primeiro ciclo operacional, a empresa licenciou seu primeiro material genético, o clone SI0520, em parceria com a SINÓBRAS.
Outro destaque está na atuação em viveiros de pesquisa, onde a empresa participa diretamente da condução de mais de 1.000 clones experimentais. Com uma equipe multidisciplinar, a UNA Florestal oferece consultoria baseada em três pilares: técnico, regulatório e gestão, atuando desde a adequação às normas do MAPA até a melhoria da eficiência operacional.
Próximos passos: escala com impacto
O futuro da UNA Florestal é orientado por escala, eficiência e inovação.
“Nosso objetivo para 2026 é fornecer 50 milhões de mudas, mantendo excelência genética, padronização operacional e ampliando nossa atuação no Brasil e no Paraguai”, projeta Augusto.
Mais do que crescer em volume, a empresa busca ampliar seu impacto no setor.
“Queremos conectar florestas, pessoas, tecnologia e genética de ponta para fortalecer o ecossistema florestal de forma sustentável e colaborativa”, conclui.