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Expoforest 2027 é lançada em Mogi Guaçu e promete movimentar o setor florestal mundial

Maior feira florestal dinâmica do planeta será realizada dentro de uma fazenda de eucaliptos no segundo semestre de 2027

Foi lançada nesta terça-feira (3), em Mogi Guaçu, a sexta edição da Expoforest, considerada a maior feira florestal dinâmica do mundo. O anúncio oficial ocorreu durante evento realizado no Soberano Eventos, reunindo representantes do setor, empresários e convidados.

A programação teve início às 8h, com credenciamento e café de boas-vindas, seguida de apresentações sobre o histórico da feira e o panorama do setor de base florestal, no qual o Brasil ocupa posição de destaque mundial. Também houve espaço para empresas interessadas garantirem participação na edição de 2027. O encontro foi encerrado com visita técnica à fazenda de eucaliptos da empresa Sylvamo, onde a feira será realizada.

A Expoforest acontece a cada quatro anos e se diferencia por ser realizada dentro de uma floresta de eucaliptos, promovendo demonstrações reais de operações, com máquinas em atividade, sistemas de silvicultura, colheita mecanizada, transporte de madeira e produção de biomassa. O evento reúne profissionais do Brasil e do exterior em busca de inovação, tecnologia e oportunidades de negócios.

Na edição de 2023, realizada em Guatapará, a feira contou com 235 expositores, mais de 35 mil visitantes e representantes de 42 países. A estimativa foi de mais de R$ 1 bilhão em negócios fechados ou prospectados durante o evento.

O setor de base florestal é considerado estratégico para a economia e para o desenvolvimento sustentável. O Brasil possui 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas e é o segundo maior produtor mundial de celulose, além de líder em exportações no segmento. Em 2024, o setor foi responsável por cerca de 6% do PIB Industrial do país e registrou receita bruta de R$ 240 bilhões.

Com a confirmação de Mogi Guaçu como sede da edição de 2027, a expectativa é de que o município receba milhares de visitantes e consolide ainda mais sua relevância no cenário do agronegócio e da indústria florestal.

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Silvicultura de precisão: Bracell impulsiona a qualidade de mudas

A adoção das chamadas “janelas de plantio” na silvicultura de precisão permitiu aumento de 15% na qualidade das florestas e deverá refletir em ganho de produtividade para os plantios de eucalipto.

A Bracell consolidou, em 2025, um marco relevante na gestão florestal ao aplicar uma nova abordagem da silvicultura de precisão, com uma inovação no manejo, na escolha de melhores épocas de plantio na Bahia. O aperfeiçoamento, fruto de um estudo iniciado em 2023, trouxe ganhos significativos, incluindo um aumento de 15% na qualidade do cultivo, com redução da incidência de doenças, menor mortalidade e práticas de manejo adequadas, resultando no melhor desempenho no 1º ano.

Para determinar as melhores épocas de plantio foram instalados experimentos ao longo de todos os meses do ano, utilizando materiais genéticos representativos e em três regiões, com características ambientais diferentes contrastantes (condições de clima, tipo de solo e relevo). Após o 1º ano de avaliação, os resultados demonstraram forte potencial de aplicação em escala operacional.

A partir dessa evidência técnica, a equipe operacional estruturou, em julho de 2024, cenários mensais de plantio capazes de identificar o nível de compatibilidade de cada material genético conforme o período em que foi plantado. Dessa forma, por exemplo, clones suscetíveis à determinadas doenças apresentaram melhor desempenho em períodos pós inverno, com a redução das chuvas, tornando-se escapes às condições mais favoráveis para estas doenças.

Em contrapartida, o plantio de clones resistentes foi priorizado no início da estação chuvosa, buscando aumentar a sobrevivência, reduzir o uso de água e o custo de irrigação de plantio. A nova técnica permitiu direcionar cada clone para a “janela de plantio” mais adequada, considerando restrições climáticas, escape às principais doenças e condições ambientais específicas de cada regional de plantio da empresa. Isso elevou de forma consistente a qualidade dos plantios no 1º ano de desenvolvimento. Em 2025, toda a base de plantio da Bracell Bahia passou a seguir integralmente esse modelo, consolidando a aplicação da silvicultura de precisão, com a inovação do manejo, como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade e reduzir perdas.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell Bahia, destaca que a iniciativa já se posiciona como uma das ações mais impactantes na performance florestal recente da companhia. “Observamos uma correlação direta entre a qualidade da floresta aos 12 meses e a produtividade futura. Antes, enfrentávamos problemas recorrentes de plantio de clones em períodos que não potencializavam a performance da floresta, o que resultava em maior incidência de doenças, aumento da mortalidade e menor desempenho no primeiro ano. Com a introdução dessa técnica, conseguimos direcionar cada material genético para a sua melhor época e para o talhão mais adequado. Isso fez com que as plantas crescessem de forma mais saudável e consistente. Uma floresta de alta qualidade aos 12 meses representa, de forma muito clara, uma floresta mais produtiva no futuro. O ganho de 15% que alcançamos, até o momento, é extremamente representativo para a operação e evidencia o impacto positivo dessa mudança”, afirma.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell na Bahia

Ele acrescenta ainda que a adoção dessa nova abordagem da silvicultura de precisão consolidou um novo patamar tecnológico na operação florestal. “Ao integrar dados climáticos, análises de solo e o comportamento dos materiais genéticos ao longo do ano, conseguimos transformar informação em decisão estratégica. Essa previsibilidade operacional nos permite planejar melhor, reduzir riscos e assegurar que cada hectare plantado atinja seu máximo potencial produtivo. Trata-se de uma inovação que não só fortalece a performance da floresta no curto prazo, mas também reforça os pilares de sustentabilidade, eficiência e competitividade que orientam o nosso planejamento de longo prazo”, conclui

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Épocas de incêndios florestais estão começando a sobrepor pelo planeta; entenda perigo que isso representa

Estudo mostra que a crise climática está fazendo regiões diferentes do mundo queimarem ao mesmo tempo, reduzindo a possibilidade de cooperação internacional entre equipes de emergência.

A crise climática está alterando não apenas a intensidade dos incêndios florestais, mas também a capacidade global de resposta a eles. Reportagem publicada pelo The New York Times, com base em estudo divulgado na revista científica Science Advances, aponta que as temporadas de incêndios em diferentes regiões do planeta estão começando a ocorrer simultaneamente — o que pode limitar o compartilhamento internacional de brigadistas, aeronaves e equipamentos de combate ao fogo.

A pesquisa mostra que as condições climáticas extremas que favorecem incêndios, como ondas de calor, secas prolongadas e baixa umidade, estão ocorrendo em mais dias ao longo do ano. Como consequência, períodos historicamente alternados de queimadas passam a se sobrepor entre continentes.

Durante décadas, essa diferença sazonal permitiu uma espécie de cooperação global no enfrentamento das chamas. Em janeiro de 2025, quando incêndios atingiram a região de Los Angeles por semanas, Canadá e México enviaram bombeiros e apoio logístico. Em 2023, durante grandes queimadas na Espanha e em Portugal, países distantes, como a África do Sul, também contribuíram com equipes especializadas.

De acordo com o cientista climático Cong Yin, da Universidade da Califórnia em Merced e autor principal do estudo, essa dinâmica pode mudar rapidamente.

“Se a temporada de incêndios aumenta e começa a se sobrepor, a janela de oportunidade para que os países ajudem uns aos outros diminui”, afirmou ao jornal dos EUA.
De acordo com ele, as mudanças observadas estão diretamente associadas ao aquecimento global.

O compartilhamento internacional de recursos funciona como uma rede de segurança diante de grandes emergências ambientais. Quando diferentes regiões enfrentam incêndios simultaneamente, essa flexibilidade operacional desaparece, pressionando sistemas nacionais já sobrecarregados.

Diferentemente de pesquisas anteriores, focadas em países ou regiões específicas, o novo estudo analisou padrões globais de clima favorável ao fogo e identificou uma tendência consistente de expansão simultânea do risco. O resultado aponta para um cenário em que incêndios extremos podem ocorrer ao mesmo tempo na América do Norte, América do Sul, Europa e Oceania.

Para os pesquisadores, o avanço das temporadas de fogo transforma os incêndios florestais em um risco climático global, com impactos que ultrapassam fronteiras e desafiam a capacidade internacional de resposta a desastres.

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Pesquisa do SFB atinge 99% de acerto na diferenciação entre a madeira pau-brasil nativa e de plantio

O método diferencia morfotipos e linhagens da madeira pau-brasil e pode ser uma ferramenta para auxiliar no combate ao comércio ilegal.

OServiço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu, por meio do Laboratório de Produtos Florestais (LPF), uma pesquisa que consegue diferenciar, com eficiência, a origem da madeira de pau-brasil (Paubrasilia echinata), distinguindo as coletadas em florestas nativas daquelas provenientes de reflorestamento. O estudo foi apresentado nesta semana e é resultado de uma dissertação de mestrado do Instituto de Química da UnB. 

No projeto, o aluno aplicou técnicas avançadas de análise química, como espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) e espectrometria de massas por DART-TOF-MS. A primeira explora a interação da radiação infravermelha com a matéria. Já a segunda identifica substâncias “quebrando” suas moléculas e pesando cada pedaço da molécula para descobrir exatamente o que elas são, como se estivesse lendo a impressão digital química de um material. 

Com o NIRS e utilizando 100 amostras reais provenientes de apreensão, chegou-se ao índice de acerto de 99% na distinção da madeira nativa e plantada, mas os dois métodos alcançaram índices de acerto maiores que 80% na diferenciação das linhagens genéticas.  

Ao conseguir a diferenciação das origens, a técnica pode auxiliar em diversas ações importantes, como aumentar a segurança jurídica e técnica para produtores que investem no plantio da espécie, valorizar iniciativas legais de cultivo, especialmente de áreas de recuperação ambiental e regularização de passivos florestais, e contribuir no controle e fiscalização do comércio. 

Com grande procura pelo mercado, o pau-brasil é principal matéria-prima utilizada na fabricação de arcos de violino de alto valor agregado no mercado internacional, porém desde 1992 é classificada como espécie ameaçada de extinção. 

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