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Mato Grosso do Sul intensifica ações de prevenção a incêndios florestais

Prevenção, treinamento e tecnologia são foco para reduzir incêndios florestais.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) inicia a preparação da Operação Pantanal 2026, com ações de prevenção e combate a incêndios florestais nos biomas do Estado, que incluem Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. O trabalho envolve manutenção e vistoria de equipamentos, testes de novos recursos, como drones com sensor de calor, e treinamento das equipes.

Segundo o major Eduardo Teixeira, subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), a pré-temporada é dedicada a “treinamento, capacitação dos militares e readequação dos materiais, visando sempre estar pronto quando for necessário”. O capitão Samuel Pedrozo destaca a importância da manutenção dos equipamentos e testes operacionais para garantir atuação eficiente em todo o território sul-mato-grossense.

Entre as estratégias de prevenção estão a instalação de brigadas de incêndio em propriedades rurais, reativação de bases avançadas e queimas prescritas nos parques estaduais do Pantanal do Rio Negro e das Nascentes do Rio Taquari. “As brigadas disponibilizam conhecimento, equipamentos e técnicas para que moradores e comunidades possam se preparar, reduzindo danos em caso de sinistros”, explicou o major.

O risco de incêndios é potencializado pelo fenômeno El Niño, que aumenta a temperatura e altera o padrão de chuvas. Por isso, o Estado mantém planejamento estratégico com uso de tecnologia, mobilização de equipes por terra e ar e ações preventivas, visando reduzir a ocorrência de focos de calor e proteger a fauna, flora e áreas sensíveis da região.

Informações: Capital News


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BNDES aprova financiamento de R$ 122,55 mi para a Klabin

Recursos vão financiar 14 projetos de inovação até 2027.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 122,55 milhões para a Klabin, empresa brasileira do setor de papel e celulose com ações negociadas na Bolsa. Os recursos, de acordo com a coluna Painel S.A., do jornal Folha de São Paulo, serão destinados a 14 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), com foco em ampliar a produtividade, fortalecer a sustentabilidade e aumentar a competitividade da companhia. Segundo o banco de fomento, a iniciativa está alinhada às diretrizes de estímulo à indústria nacional e busca impulsionar tecnologias e processos mais eficientes no setor.

Investimentos em inovação e sustentabilidade

Parte do montante será aplicada na otimização do processo produtivo da celulose e no aprimoramento das propriedades dos papéis utilizados na fabricação de embalagens, com o objetivo de oferecer desempenho diferenciado. O financiamento também contempla iniciativas voltadas à viabilização da reciclagem e ao avanço de soluções ambientais.

De acordo com o BNDES, os investimentos pretendem consolidar ganhos de eficiência industrial e ampliar o desenvolvimento de tecnologias verdes, reforçando a posição da empresa no mercado nacional e internacional.

Pesquisa florestal e adaptação climática

Cerca de R$ 41 milhões serão direcionados a projetos de pesquisa florestal. Entre as ações previstas estão o melhoramento genético de eucalipto e pínus, além de iniciativas para elevar a qualidade da madeira.

Os resultados esperados incluem avanços no manejo de pragas e doenças e o desenvolvimento de soluções inovadoras para adaptação e tolerância a fatores climáticos adversos, fortalecendo a resiliência das florestas plantadas.

Projetos até 2027 no Paraná e em Santa Catarina

Os projetos financiados serão executados até junho de 2027 nas unidades industriais de Telêmaco Borba (PR) e Otacílio Costa (SC).

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o alinhamento do aporte com a política industrial do país. “Este é mais um financiamento aderente à Nova Indústria Brasil, cujos recursos permitirão que a maior produtora e exportadora brasileira de papéis para embalagens realize investimentos em tecnologias verdes inovadoras para desenvolver novas aplicações para seus produtos”, afirmou.

Segundo a Klabin, o investimento reforça o objetivo de consolidar a empresa como referência em soluções renováveis no Brasil e no exterior, ampliando sua atuação em inovação e sustentabilidade no setor de papel e celulose.


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Eucalipto avança no Brasil e MS se consolida como epicentro da nova fronteira florestal 

Estudo de 2024 aponta que esses empreendimentos podem gerar até 24 mil empregos diretos e indiretos, reforçando o papel estratégico do estado na economia florestal brasileira.

Por: Nathália Santos / Perfil News

O Brasil encerrou 2024 com 8,1 milhões de hectares plantados com eucalipto, consolidando a espécie como a principal cultura florestal do país, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O crescimento recente tem endereço certo: Mato Grosso do Sul, hoje o principal eixo de expansão da silvicultura nacional.

A região Sudeste concentra 43% das plantações (cerca de 3,5 milhões de hectares), seguida pelo Centro-Oeste, com 22%. No ranking estadual, Minas Gerais permanece na liderança, com 2,2 milhões de hectares (27% do total), reflexo da tradição na produção de carvão vegetal e celulose.

Mas é o Mato Grosso do Sul que mais chama atenção. O estado já soma 1,5 milhão de hectares (19% da área nacional) e respondeu por 80% dos 234 mil novos hectares plantados em 2024. O avanço é impulsionado por uma nova onda de investimentos industriais que vem consolidando o chamado “Vale da Celulose”.

Entre os principais projetos estão:

– Projeto Cerrado, da Suzano, em Ribas do Rio Pardo;

– Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência;

– Nova fábrica da Bracell, em Bataguassu;

– Expansão da unidade da Eldorado Brasil, em Três Lagoas.

Estudo de 2024 aponta que esses empreendimentos podem gerar até 24 mil empregos diretos e indiretos, reforçando o papel estratégico do estado na economia florestal brasileira.

Enquanto isso, São Paulo mantém posição estratégica como um dos principais produtores, com crescimento orgânico da área plantada no último ano.

Pinus segue concentrado no Sul

Os plantios de pinus totalizaram 1,9 milhão de hectares em 2024, com leve retração de 2%, especialmente no Paraná.

Diferentemente do eucalipto, 89% das áreas estão concentradas na região Sul (1,69 milhão de hectares), favorecida por condições edafoclimáticas ideais.

Fora do Sul, São Paulo abriga os maiores plantios da espécie, com 154,2 mil hectares.

Outras espécies ganham espaço

Além de eucalipto e pinus, cerca de 500 mil hectares são destinados a outras espécies florestais. Destaque para:

– Hevea brasiliensis (seringueira): 247 mil hectares, em crescimento;

– Tectona grandis (teca): segunda maior área, com leve redução;

– Acácia (acácia) e Araucaria angustifolia (araucária): ambas em expansão.

Estrutura fundiária e mercado

A maior parte da área plantada pertence à indústria de celulose e papel, seguida por produtores independentes.

Cerca de 74% das florestas estão em áreas próprias das indústrias, complementadas por arrendamentos, parcerias e contratos de fomento. Apenas 5% da madeira é adquirida via mercado spot, o que garante segurança no abastecimento e previsibilidade ao setor.

Os produtores independentes destinam madeira para múltiplos usos: secagem de grãos, geração de energia térmica, cerâmica e extração de óleos essenciais para cosméticos e medicamentos.

Produtividade entre as maiores do mundo

A produtividade média do eucalipto em 2024 foi estimada em 34,4 m³/ha.ano, com idade média de 6,8 anos, uma das maiores do mundo. O estado menos produtivo registrou 20 m³/ha.ano, enquanto o mais produtivo alcançou 41,3 m³/ha.ano.

No caso do pinus, a média nacional foi de 31,1 m³/ha.ano, com idade média de 16,2 anos.

Esse desempenho é resultado de décadas de investimento em pesquisa, mecanização, agricultura de precisão, melhoramento genético e Manejo Integrado de Pragas (MIP), dentro do conceito de Intensificação Sustentável, que alia ganhos de produtividade à geração de valor ambiental e social.

ILPF: Mato Grosso do Sul como referência nacional

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) somou 65,7 mil hectares em 2024, sendo 55% concentrados no Centro-Oeste, principalmente no Mato Grosso do Sul. O Sudeste aparece em seguida (18%), puxado por Minas Gerais.

Cerca de 73% da área total corresponde a sistemas de Integração Floresta-Pecuária (IFP). O Mato Grosso do Sul reúne mais de 27 mil hectares de IFP, consolidando-se como referência nacional na adoção da técnica.

A ILPF contribui para:

– Mitigação de gases de efeito estufa;

– Recuperação de áreas degradadas;

– Aumento da fertilidade do solo;

– Maior resiliência climática e produtividade integrada.

MS no centro da nova geografia florestal

Os dados da Ibá mostram uma mudança clara na geografia da silvicultura brasileira. Se Minas Gerais mantém a liderança histórica, é o Mato Grosso do Sul que hoje simboliza a nova fronteira de crescimento, combinando expansão industrial, geração de empregos, ganhos de produtividade e inovação em sistemas integrados.

Com novos projetos industriais em andamento e protagonismo na ILPF, o estado se consolida não apenas como grande produtor de madeira plantada, mas como hub estratégico da bioeconomia florestal brasileira.

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Startup transforma micro-organismo do solo pantaneiro em bioinsumo para a silvicultura

Do Pantanal à celulose, empresa fecha acordo com a indústria florestal.

Uma pesquisa iniciada em 2015, a partir do isolamento de um micro-organismo no solo do Pantanal, começa a ganhar escala industrial em Mato Grosso do Sul. A startup Pantabio firmou acordo de pesquisa, desenvolvimento e inovação para adaptar um bioinsumo à base de trichoderma à silvicultura, um dos setores mais estratégicos da economia estadual.

O projeto é resultado de uma trajetória que começou no meio acadêmico. O engenheiro agrônomo Tiago Calves Nunes, CEO da empresa, teve o primeiro contato com o fungo durante o doutorado na Unesp de Ilha Solteira (SP). Depois, aprofundou os estudos na Espanha e na Itália, com pesquisadores especializados em controle biológico.

“O trichoderma já é conhecido no mundo inteiro, mas a gente nunca tinha pensado em isolar microrganismos da região do Pantanal”, afirma. A escolha não foi aleatória. Segundo ele, as condições extremas do bioma — períodos de inundação, estiagens prolongadas e queimadas — podem favorecer a seleção de cepas mais resistentes ao estresse climático, como altas temperaturas.

De volta ao estado, Calves iniciou um pós-doutorado na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em parceria com a pesquisadora Dra. Mércia Ikarugi Bomfim Celoto, hoje sua sócia. A equipe isolou 50 microrganismos do solo pantaneiro, fez a identificação molecular e selecionou os mais promissores para testes em laboratório e, depois, em campo.

A Pantabio tornou-se a primeira startup incubada dentro da UEMS. O processo incluiu mentorias e apoio de instituições como Sebrae, Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação(Semadesc) e a incubadora Fênix.

Desafios e Avanços da Startup

A transição do laboratório para o mercado foi um dos principais desafios. “Na graduação e na pós, a gente é treinado para ser pesquisador ou professor. O maior desafio foi mudar a chave e enxergar que a pesquisa também pode virar negócio”, diz.

O avanço mais recente é a assinatura de contrato com a Embrapii, em parceria com empresas do setor florestal, como Arauco e MS Florestal. O objetivo é adaptar o bioinsumo à produção de eucalipto, em um momento em que Mato Grosso do Sul consolida-se como polo da celulose no país.

Apostas para o Futuro

A aposta da empresa é que o uso de microrganismos adaptados às condições locais possa contribuir para aumentar a produtividade sem ampliar a área plantada, reduzindo impactos ambientais e respondendo aos desafios das mudanças climáticas.

Informações: RCN 67

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Indústria de papel e celulose cresce mais de 10% em Minas

Em 2025, resultado significativo está ligado à expansão das exportações das duas gigantes do setor no Estado; entre os maiores desafios do setor estão alta dos custos de mão de obra e de insumos.

Diferentemente do que ocorreu em 2024, quando recuou 0,8%, a produção da indústria de celulose, papel e produtos de papel em Minas Gerais subiu 10,1% em 2025, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo maior avanço entre as atividades observadas pelo levantamento, atrás do de veículos automotores (12,1%), o que chama a atenção.

Esse resultado significativo está ligado à expansão das exportações das duas empresas do setor em Minas Gerais consideradas gigantes, segundo o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão no Estado de Minas Gerais, Antônio Baggio. Ele afirma que, entre as intermediárias, que são algumas, observou-se uma alta menor, de cerca de 3%, e, entre as centenas de pequenas, o incremento foi ainda menos intenso, de 2%.

De acordo com o executivo, as gigantes no Estado são a Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) e a LD Celulose. A primeira produz celulose branqueada de fibra curta de eucalipto no município de Belo Oriente, no Vale do Rio Doce, enquanto a outra tem fábrica de celulose solúvel em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.

“Como estas duas empresas citadas cresceram mais e representam muito mais no faturamento, é natural que ‘levantem’ o índice”, destaca. “As empresas menores sofreram com aumentos de custos e falta de mão de obra”, pondera.

As intermediárias, conforme Baggio, são, por exemplo, a Paraibuna Embalagens – fabricante de papel para embalagens e papelão ondulado em Juiz de Fora, na Zona da Mata – e a Klabin – que produz embalagens de papel ondulado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Já no grupo das pequenas, figuram empresas como a Imballaggio, que fabrica sacos de papel em Lagoa Santa, também na RMBH.

Alta nos custos e escassez de trabalhadores

Sobre os desafios que parte do setor enfrentou, o executivo explica que o papel e as aparas de papel, com as quais se faz papel reciclado, subiram, em média, 18% no ano passado. Além disso, houve aumento dos salários. Esses fatores fizeram os custos crescerem.

Já a escassez de trabalhadores, na visão de Baggio, tem relação com os programas de assistência social do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo. O vice-presidente do Sinpapel diz que, “longe de ajudar os necessitados ou incapazes”, com o que o sindicato concorda, essas iniciativas “acabam beneficiando preguiçosos em sua maioria”.

Copa do Mundo e eleições devem impor obstáculos em 2026

Analisando o cenário para a indústria mineira de papel e celulose em 2026, Baggio crê em um novo cenário de crescimento para o mercado de celulose de fibra curta. No entanto, para os convertedores, isto é, as empresas que transformam papel em sacos e chapas de papelão ondulado em caixas, o ano tende a ser negativo, na avaliação dele.

O executivo afirma que os convertedores sofrerão muita quebra de produção com a Copa do Mundo, época em que o dinheiro do consumidor “some”. Também serão afetados por um agravamento da falta de mão de obra devido às eleições, pois, nesses períodos, existem muitos empregos informais concorrendo com os formais e atraindo os trabalhadores.


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Indústria de papel e celulose segue em expansão e reforça a necessidade de eficiência energética

Estudos apontam que segmento é responsável por 16% do consumo industrial de energia no Brasil. Demanda cada vez maior vai exigir uso estratégico de eletricidade para manter competitividade do setor.

O segmento de papel e celulose no Brasil e no mundo segue em trajetória de crescimento, impulsionado por fatores estruturais como urbanização, aumento da classe média global, mudanças no perfil de consumo e maior demanda por materiais recicláveis e de base florestal. Ao mesmo tempo, a expansão de capacidade produtiva e os novos investimentos previstos ampliam um desafio já conhecido do setor: o alto consumo de energia e a pressão constante sobre os custos operacionais.
Segundo Alisson D´Agostin, gerente técnico da Eletron Energia, o consumo específico do setor ajuda a dimensionar a importância da busca por eficiência energética. A produção de celulose pode demandar cerca de 600 kWh por tonelada, enquanto a transformação em papel exige aproximadamente mais 800 kWh por tonelada. Nesse contexto, pequenos ganhos percentuais se traduzem em impactos relevantes no custo final do produto, influenciando diretamente a competitividade, a previsibilidade operacional e o cumprimento de metas de sustentabilidade.
Estudo divulgado pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel mostra continuidade de crescimento global e protagonismo brasileiro do setor. No cenário internacional, a demanda por celulose permanece aquecida, com destaque para a China, que responde sozinha por mais de 31% do consumo global, superando a Europa, com 21%, e a América do Norte, com 17%. As preocupações ambientais e a busca por soluções mais sustentáveis reforçam o papel estratégico da indústria de base florestal, mesmo em um contexto de incertezas políticas que afetam o comércio global.
O Brasil ocupa uma posição de destaque nesse cenário. Entre 2005 e 2024, a produção brasileira de celulose cresceu a uma taxa média de 4,9% ao ano, com tendência de continuidade nesta década. Nesse mesmo período, o perfil do setor se tornou ainda mais exportador: se em 2005 cerca de 53% da produção era destinada ao mercado externo, em 2024 essa participação alcançou 73%, consolidando o país como o maior exportador mundial de celulose. Apenas em 2024, a produção cresceu 5,2% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações avançaram 2,8% e o consumo aparente interno saltou 12,4%, atingindo o maior volume desde 2005. A China concentrou 44% das exportações brasileiras, seguida pela Europa, com 27%.

Energia como fator crítico de competitividade
Esse ritmo contínuo de crescimento traz consigo um impacto direto sobre o consumo energético. O setor de papel e celulose é um dos maiores consumidores de energia elétrica da indústria brasileira. De acordo com o estudo “A indústria de papel e celulose no Brasil e do Mundo”, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em conjunto com a Agência Internacional de Energia, o segmento responde por 16% de todo o consumo industrial de energia elétrica no país. Em 1970, essa participação era de apenas 5%, o que representa um crescimento médio de 5,4% ao ano até 2020.
Com a perspectiva de novos projetos e ampliações de plantas industriais nos próximos anos para absorver essa expansão constante da produção, a energia deixa de ser apenas um insumo básico e passa a ocupar um papel estratégico. Para Alisson D´Agostin, da Eletron, ainda é comum encontrar projetos que subestimam a importância do planejamento energético, priorizando a redução do investimento inicial em detrimento da eficiência ao longo da vida útil da planta. Esse tipo de decisão pode resultar em desperdícios recorrentes e margens pressionadas à medida que a produção aumenta.

Investimentos e expansão da capacidade produtiva
Para sustentar esse ritmo de crescimento nos próximos anos, o setor projeta investimentos robustos. Estão previstos R$ 105,4 bilhões em aportes no Brasil entre 2024 e 2028, incluindo projetos já concluídos, em andamento ou em fase de implantação. No longo prazo, a combinação entre crescimento demográfico, avanço tecnológico, novas aplicações para a celulose e a centralidade do tema da sustentabilidade indica que a tendência de expansão deve se manter tanto no Brasil quanto no mercado global.
A eficiência energética, segundo Alisson, exige também visão de longo prazo, engenharia aplicada ao processo e, muitas vezes, um investimento inicial maior, compensado por ganhos consistentes e duradouros. “Indústrias que planejam bem o uso da energia conseguem crescer com maior controle de custos, evitando que a expansão da produção venha acompanhada de perdas energéticas”, afirma.

Trabalho especializado
Embora o planejamento interno da empresa visando economizar no consumo de energia seja um passo importante, ele raramente é suficiente para capturar todo o potencial de economia. “A experiência mostra que os melhores resultados surgem a partir de diagnósticos baseados em dados, medições em campo e projetos de engenharia focados nas particularidades de cada processo industrial”, ressalta Alisson, da Eletron. É nesse ponto que a atuação de empresas especializadas se torna decisiva, seja para otimizar plantas antigas, seja para desenhar novas unidades já com sistemas energéticos mais eficientes desde a concepção.
Especializada na elaboração e execução de projetos de eficiência energética para o setor industrial, a Eletron Energia atua de forma integrada, desde o diagnóstico inicial até a execução e o comissionamento das soluções. O processo começa com estudos de viabilidade técnica, que identificam as reais necessidades de cada planta, e avança para o desenvolvimento de projetos que priorizam a redução do consumo específico de energia, medido em kWh por tonelada, sem comprometer a confiabilidade operacional. As soluções incluem automação de equipamentos e sistemas, substituição de motores por versões de alta eficiência e otimizações em sistemas de climatização e processos produtivos.

Informações: Diário Indústria e Comércio


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