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Chuvas favorecem florestas de acácia-negra

Emater aponta estabilidade até o inverno.

O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar aponta que a demanda por produtos florestais segue constante na regional de Lajeado, com manutenção do ritmo de produção de carvão vegetal em razão da procura.

Segundo o relatório, as chuvas têm favorecido o desenvolvimento das florestas de acácia-negra e eucalipto, e os períodos de tempo seco não foram suficientes para comprometer o crescimento das plantas ou provocar perdas de mudas. A tendência é de estabilidade nos preços do carvão e da lenha até a chegada do inverno.

Em Paverama, o carvão retirado na propriedade é comercializado a R$ 2,00 por quilo, enquanto a lenha empilhada na propriedade está cotada a R$ 180,00 por estéreo. Já em Taquari, o valor do carvão retirado na propriedade chega a R$ 2,20 por quilo.

Na regional de Pelotas, as áreas de acácia-negra permanecem estáveis nos últimos anos. O preço da lenha de acácia-negra está em torno de R$ 180,00 por estéreo quando adquirida à beira de estrada interna, podendo alcançar R$ 200,00 nas unidades consumidoras.

Informações: Tarobá

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Suzano registra recorde de vendas e receita líquida bilionária

Empresa registra crescimento de 15% no volume de celulose e papéis.

A Suzano encerrou 2025 com resultados históricos, divulgou em seu balanço anual. Foram vendidas 14,2 milhões de toneladas de celulose e papéis, 15% a mais que em 2024, impulsionando a receita líquida para R$ 50 bilhões. O desempenho foi favorecido pela operação da fábrica em Ribas do Rio Pardo e pelo aumento da produção nas unidades de papel nos Estados Unidos.

O custo caixa de produção de celulose apresentou redução significativa, fechando o ano em R$ 817 por tonelada, nível não visto desde 2021. A estratégia de controle de custos e ganhos de eficiência operacional ajudou a sustentar o desempenho mesmo diante de preços internacionais menos favoráveis. A geração de caixa operacional chegou a R$ 13,9 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 21,7 bilhões, resultando em lucro líquido de R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado caiu para 3,2 vezes em dólar, mantendo trajetória de ajuste gradual. Segundo o presidente Beto Abreu, os números refletem disciplina na execução, foco em eficiência e gestão de custos em um mercado desafiador, com preços da celulose abaixo da média histórica.

O balanço destacou, ainda, o portfólio diversificado da Suzano e a atuação em diferentes regiões, reforçando a robustez operacional e financeira da companhia. O recorde de vendas, receita líquida e controle de custos marcam o desempenho da empresa ao longo de 2025.

Informações: Capital News

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Leilão da Malha Oeste destrava retomada de ferrovias para megafábricas de celulose

Com R$ 89,2 bilhões previstos na concessão, governo federal impulsiona construção de 248 km de shortlines em MS.

O anúncio do leilão da Malha Oeste pelo governo federal consolidou o ambiente regulatório necessário para acelerar a construção das três linhas férreas privadas que vão atender as indústrias de celulose instaladas em Mato Grosso do Sul. Juntas, as shortlines somam 248 quilômetros de extensão e mais de R$ 5 bilhões em investimentos, com a função de alimentar a ferrovia estruturante e garantir o escoamento da produção até os portos marítimos.

Conforme já publicou o Correio do Estado, a concessão da Malha Oeste, trecho de 1.593 quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), prevê R$ 89,2 bilhões em investimentos ao longo de 57 anos. Desse total, R$ 35,7 bilhões serão destinados a investimentos diretos, como trilhos, locomotivas e edificações, e R$ 53,5 bilhões à operacionalização, incluindo manutenção e veículos.

A perspectiva de retomada definitiva da ferrovia estruturante dá sustentação econômica às shortlines privadas, concebidas justamente para conectar as plantas industriais à malha nacional.

A ferrovia em estágio mais avançado é a que atenderá o Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência. O traçado prevê 46 quilômetros até a Malha Norte. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 28% da área necessária já foi desapropriada e 1% da estrutura física estava concluída desde dezembro do ano passado, quando começaram os trabalhos. O contrato de adesão foi assinado em abril do ano passado.

A infraestrutura foi projetada para movimentar até 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose, com operação de trens de até 100 vagões, e investimentos estimados em R$ 2,8 bilhões.

Para viabilizar o fluxo de carga, a Arauco firmou contrato de R$ 770 milhões no início do ano com a montadora Randoncorp para o fornecimento de 750 vagões e 20 locomotivas. Os equipamentos deverão ser entregues ao longo de 19 meses, entre maio de 2026 e novembro de 2027.

No campo ambiental, as licenças prévia e de instalação foram concedidas em novembro do ano passado, com validade até 2029.

Mapa ferroviário de MS

Ferrovias já implantadas e planejadas no Estado

OUTROS PROJETOS

Outro projeto em andamento é a construção da linha férrea entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com extensão de 88,9 quilômetros, pela Eldorado Celulose. O contrato de adesão foi assinado em dezembro de 2021. A autorização federal foi concedida três anos depois, em dezembro de 2024, e a instalação deve começar até dezembro deste ano, quando expira o prazo estabelecido.

A licença de autorização de operação vai até 2031, e o prazo para entrada definitiva em operação é dezembro de 2033.

Para viabilizar o empreendimento, a Eldorado recorreu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou em dezembro passado o valor de R$ 1,05 bilhão. O apoio ocorre por meio da subscrição de R$ 1 bilhão em debêntures de infraestrutura, com emissão coordenada pela própria instituição, além de financiamento de R$ 50 milhões pela linha Finem.

O pedido de licença ambiental foi feito em 2023, e a licença prévia foi concedida em julho de 2024, com validade até 2028.

O terceiro projeto de shortline é da Suzano. Autorizado pelo governo federal em março de 2023, o traçado prevê 111,7 quilômetros de ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com previsão de investimentos de R$ 1,27 bilhão.

Segundo a ANTT, a licença prévia começa a valer em março deste ano, a licença de instalação vai até março de 2028 e o prazo para entrada em operação está previsto para junho de 2032.

No entanto, o processo de licença ambiental no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), aberto em 2024, ainda não resultou na concessão das licenças prévia e de instalação, cenário diferente do observado nos projetos da Arauco e da Eldorado.

De acordo com o Ministério dos Transportes, “por se tratar de shortlines, essas ferrovias têm a função de alimentar a malha estruturante – no caso, a Malha Oeste – fortalecendo o fluxo de cargas e potencializando o escoamento da produção até os portos”, enfatizando, por meio de nota ao Correio do Estado, que “as autorizações em questão [para construção das linhas férreas privadas] não reduzem a demanda da Malha Oeste. Ao contrário, elas se conectam tanto à Malha Oeste quanto à Malha Norte, ampliando a integração da rede”.

INVESTIDORES

Após estruturar o modelo da concessão, o governo federal iniciou a etapa de apresentação do projeto a investidores. Conforme publicado pelo Correio do Estado na semana passada, a Malha Oeste será oferecida em um roadshow fechado a investidores chineses e brasileiros, como forma de testar o apetite do mercado antes da realização do leilão.

Conforme o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, além do roadshow nacional, Campo Grande também receberá uma apresentação oficial do projeto no dia 5 de março. O encontro reunirá representantes do governo federal, estadual e potenciais interessados, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na articulação da ferrovia.

O cronograma segue avançando e a expectativa do governo é levar o projeto à B3 ainda neste ano. “No dia 5 de março, nós vamos fazer uma reunião em Campo Grande para eles apresentarem o projeto também. E o ministro falou para o governador aqui, agora, que vai para a B3 aí desse ano, a expectativa é em novembro”.

A modelagem prevê a divisão da ferrovia em blocos independentes, permitindo que grupos interessados escolham trechos específicos para exploração. A estratégia busca ampliar a competitividade e reduzir riscos de um empreendimento de grande porte.

O leilão, inicialmente previsto para julho, deve ocorrer em novembro, conforme declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, na semana passada.

Com a concessão estruturada e as shortlines em fase de implantação, a Malha Oeste passa a ocupar papel central na nova configuração logística de Mato Grosso do Sul.

Informações: Correio do Estado

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MS Florestal abre vagas para início imediato e realiza entrevistas em dois municípios de MS

As entrevistas em Santa Rita do Pardo e Nova Alvorada do Sul, reforçam a liderança do setor de eucalipto, na geração de empregos em Mato Grosso do Sul.

A MS Florestal, empresa sul-mato-grossense do Grupo RGE, promove nos dias 21, 24 e 25 de fevereiro, um novo ciclo de recrutamento presencial nas regiões de Santa Rita do Pardo, Nova Alvorada do Sul e distrito de Prudêncio Thomaz, respectivamente. A companhia busca profissionais para as funções de Operador de Máquinas (Plantio e Silvicultura) e Auxiliar de Serviços Gerais em Campo, sendo que esta última categoria é para início imediato, com a finalidade de para atender o começo da fase de colheita das operações no “Vale da Celulose”.

As entrevistas em Santa Rita do Pardo acontecerão no Paço Municipal, na Rua Vitor Meirelles, 89. Já em Nova Alvorada do Sul, acontecerão na Rua Antônio Carlos, 1195, anexo à sede da assistência social. E em Prudêncio Thomaz, será na subprefeitura, na Rua Euzébio Thomas Leme. As ações ocorrem em um cenário de protagonismo econômico do setor florestal, que se consolidou como o principal motor de empregabilidade do agronegócio sul-mato-grossense. Dados do encerramento de 2025 indicam que a cada dois empregos gerados pela agropecuária no estado, um está ligado diretamente ao cultivo de eucalipto.

Para Helen Branício Guarini e Silva, Coordenadora de Recrutamento e Seleção da MS Florestal, as contratações integram ações que visam a sustentabilidade social. “Nossa política entende que contribuir diretamente para o desempenho social da região é primordial. Não há espaço para desenvolver dentro de Mato Grosso do Sul sem devolver contribuições diretas às comunidades. Ao abrirmos vagas para início imediato e investirmos em capacitação, transformamos o morador local em protagonista de um setor que hoje lidera o crescimento do estado”, destaca.

Com um quadro superior a 2,2 mil colaboradores diretos no estado, a MS Florestal oferece um dos pacotes de benefícios mais competitivos do setor, incluindo planos médico e odontológico, auxílio farmácia, seguro de vida, cartão alimentação, refeição no local, participação nos lucros (PLR) e suporte ao bem-estar via programas como o Wellhub e o Levemente.

Serviço:

Ação: Entrevistas presenciais para Operador de Máquinas e Auxiliar de Serviços Gerais Campo (Início Imediato).

21 de fevereiro, das 8h às 12h

Santa Rita do Pardo. Rua Vitor Meirelles, 89 – Paço Municipal.

24 de fevereiro, das 8h às 12h

Nova Alvorada do Sul. Rua Antonio Carlos, 1195 – Anexo à Assistência Social.

25 de fevereiro, das 8h às 12h

Prudêncio Thomaz (distrito de Nova Alvorada do Sul). Rua Euzébio Thomas Leme – Subprefeitura.

Canal de Contato: (67) 99963-5230

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John Deere anuncia aquisição de propriedade intelectual e ativos relacionados da Risutec Oy

A John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, anuncia a aquisição da propriedade intelectual e de ativos relacionados às soluções de plantio mecanizado de árvores da Risutec Oy, fabricante finlandesa de equipamentos industriais. A conclusão da transação está prevista para fevereiro de 2026.

O movimento reforça a estratégia de crescimento da companhia no segmento florestal e amplia sua capacidade de oferecer soluções de reflorestamento mais produtivas, seguras e sustentáveis.

“A incorporação da tecnologia da Risutec Oy representa um avanço importante para nossa atuação em silvicultura. A combinação da experiência global da John Deere com a especialização em plantio mecanizado fortalece nosso portfólio e acelera a transição para operações mais eficientes e baseadas em tecnologia”, afirma Roberto Marques, diretor da divisão de Florestal da John Deere para América Latina.

As soluções adquiridas ampliam as alternativas ao plantio manual, contribuindo para reduzir a exposição dos trabalhadores a condições climáticas adversas, terrenos complexos e outros riscos operacionais, ao mesmo tempo em que elevam os níveis de produtividade nas operações.

As plantadoras podem ser configuradas para diferentes ambientes operacionais e integradas a softwares de silvicultura de precisão, possibilitando maior controle, análise de dados e otimização das operações. A comercialização e o suporte técnico serão realizados pela rede global de distribuidores John Deere e Waratah.

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