PÁGINA BLOG
Featured Image

Acordo Mercosul-UE pode aumentar o controle da origem da madeira brasileira 

Em entrevista à CNN Money nesta terça-feira (10), a presidente da AMIF (Associação Mineira de Indústria Florestal), Adriana Maugeri, destacou que o setor florestal de Minas Gerais vê o acordo entre Mercosul e União Europeia como uma oportunidade para aumentar o controle sobre a origem da madeira produzida no Brasil. Segundo ela, a medida pode trazer avanços além do campo econômico, contribuindo para a regulação e sustentabilidade do setor.

“O acordo traz um reforço ao que a Europa já coloca como regras, principalmente para garantir a rastreabilidade de produtos brasileiros, principalmente que eles tenham garantia que são livres de desmatamento”, afirmou.

O acordo estabelece metas ambientais importantes, como a redução do desmatamento em 50% em um curto prazo, o que está alinhado com os compromissos firmados pelo Brasil na COP30. A expectativa é alinhar a produtividade com a rastreabilidade, para desincentivar a venda de madeira fruto de desmatamento.

Desafios da rastreabilidade

Um dos principais desafios apontados pela presidente da Amif é a diferença entre as metodologias brasileiras e europeias para definir o que é desmatamento. “No Brasil, a gente tem uma legislação ambiental muito rica, muito vasta, tanto federal quanto em todos os estados”, explicou Malgeri, destacando que há casos de “desmatamento legal” autorizados pela legislação brasileira, mas que a Europa pode interpreta como desmatamento.

Essa diferença de entendimento cria obstáculos para que o Brasil comprove que os produtos são livres de desmatamento segundo os critérios europeus. “A metodologia nossa não está sendo respeitada a toda a legislação brasileira, que é muito mais rigorosa, inclusive do que vários países europeus”, destacou.

Malgeri ressalta que o setor florestal de Minas Gerais demonstra que é possível conciliar produção e conservação. No estado, a cultura de floresta plantada supera a produção agrícola local, são 2.3 milhões de hectáres plantados. “E ao mesmo tempo nós somos a atividade econômica que mais conserva a vegetação no estado de Minas, mais de 1 milhão e 300 mil hectares”, relatou.

O futuro do setor florestal

O setor entende que a China, um dos principais destinos comerciais do setor, tem sinalizado buscar autossuficiência em papel e celulose. No entanto, Maugeri aponta que esse processo demanda tempo e tecnologia, áreas em que o Brasil tem vantagem competitiva.

“A China vem mostrando estratégias com vários produtos, além da madeira, de autossuficiência. Ela tem uma diversidade de território, diversidade de clima, diversidade de consumo”, analisa. Porém, segundo a presidente da Amif, o país asiático enfrenta desafios como a necessidade de equilibrar a produção de alimentos e madeira no território. Ela destaca que, com a aproximação da China a outros países asiáticos, o Brasil ganha outros concorrentes nesse mercado.

Como alternativa à possível redução das exportações de celulose para a China, Malgeri aposta na diversificação dos compradores e dos usos da madeira. “A madeira é material do futuro. Ela produz desde combustível, energia, tecido, alimento. Você pode produzir mais de 5 mil bioprodutos por meio da madeira”, ressaltou. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), até 2050 o consumo de madeira deve dobrar.

Informações: CNN

Featured Image

MS: pastagens degradadas caem 52% com políticas públicas e crédito rural 

Estado reduz áreas de baixo vigor e amplia recuperação com uso de tecnologias e programas estruturantes.

O estado do Mato Grosso do Sul registrou redução das áreas de pastagens com baixo vigor entre 2010 e 2024. Dados do MapBiomas, analisados pela Coordenadoria de Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), mostram queda de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares no período, redução de cerca de 52%.

O avanço ocorre em um contexto em que o Estado ainda possuía, em 2023, aproximadamente 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

A condição dessas áreas está associada à expansão histórica da pecuária extensiva, à baixa lotação animal, ao manejo inadequado e à falta de reposição de nutrientes, além da presença de solos arenosos e de períodos prolongados de seca.

Tecnologias e sistemas produtivos

A redução das áreas de baixo vigor é atribuída à adoção de tecnologias, ao uso de práticas de conservação do solo e à implementação de sistemas produtivos como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Em Mato Grosso do Sul, os sistemas integrados já ultrapassam 3,6 milhões de hectares.

Parte das áreas com pastagens de baixo vigor permanece no Pantanal, em regiões de campo nativo localizadas em zonas de uso restrito, classificadas como áreas de resguardo ambiental e não passíveis de alteração conforme a legislação. As análises por imagens de satélite também sofrem influência da sazonalidade, principalmente em períodos de estiagem, o que afeta os índices de vegetação utilizados na avaliação do vigor das pastagens.

Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News. Ela te avisa quando tiver um conteúdo novo no portal. Acesse lá e fique sempre atualizado sobre tudo que você precisa saber sobre pecuária de corte!

Políticas públicas e financiamento

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o enfrentamento do problema envolve políticas públicas e integração entre governo, produtores e setor produtivo.

“Mato Grosso do Sul tem clareza do tamanho do desafio, mas também das oportunidades. A recuperação de pastagens degradadas é estratégica para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Estamos atuando com planejamento, base técnica e instrumentos financeiros para apoiar o produtor rural nessa transição”, afirmou.

Entre os instrumentos de apoio está o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Em 2023, o FCO destinou mais de R$ 500 milhões a projetos de correção do solo e recuperação de pastagens na modalidade FCO Rural. Desse total, mais de R$ 180 milhões foram aplicados em reforma de pastagens, em 93 cartas-consulta, e cerca de R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo.

“A melhoria nestes índices está relacionada a adoção de novas tecnologias e investimentos na recuperação das pastagens e correção do solo. Temos políticas públicas e obviamente estamos usando o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que tem sido o grande financiador de recuperação de áreas degradadas”, disse Verruck.

Programas estaduais em execução

O Governo do Estado atua por meio de programas como o Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (Prosolo), voltado à recuperação da fertilidade do solo, ao controle de processos erosivos e à adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores.

Precoce MS incentiva a produção de carne bovina e concede bonificações a produtores que adotam práticas de manejo de pastagens, diversificação de forrageiras, reposição de nutrientes e análise de solo.

Outro eixo é o Programa Estadual de Irrigação (MS Irriga), que estimula o uso racional da água e tecnologias de irrigação, permitindo a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias. O Plano Estadual ABC+ complementa as ações ao incentivar sistemas ILPF, plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e intensificação da pecuária.

“Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em sistemas de ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Isso mostra que é possível produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às demandas do mercado e da sociedade”, afirmou Verruck.

Informações: Giro do Boi / Canal Rural

Featured Image

Florestas estão ficando mais rápidas, mais frágeis e menos capazes de salvar o planeta

Estudo global revela que o avanço de árvores de crescimento rápido está enfraquecendo os ecossistemas florestais.

À primeira vista, pode parecer uma boa notícia: as florestas do mundo estão crescendo mais rápido. No entanto, por trás desse aparente avanço, esconde-se um fenômeno preocupante. Ecossistemas florestais estão se tornando mais simples, homogêneos e vulneráveis, com perda progressiva de espécies essenciais para a estabilidade ambiental.

Uma análise global publicada na revista científica Nature Plants, baseada em dados de mais de 31 mil espécies de árvores, mostra que as florestas estão sendo dominadas por árvores de crescimento acelerado. Essas espécies, embora eficientes em colonizar áreas degradadas, não conseguem substituir o papel ecológico das árvores de crescimento lento, que funcionam como a verdadeira espinha dorsal dos ecossistemas. Alguns pontos centrais ajudam a entender a gravidade do cenário:

  • Redução da biodiversidade florestal;
  • Maior presença de espécies exóticas e naturalizadas;
  • Menor capacidade de armazenamento de carbono;
  • Aumento da vulnerabilidade a secas, pragas e eventos extremos.

Quando crescer rápido não significa ser resiliente

À primeira vista, pode parecer uma boa notícia: as florestas do mundo estão crescendo mais rápido. No entanto, por trás desse aparente avanço, esconde-se um fenômeno preocupante. Ecossistemas florestais estão se tornando mais simples, homogêneos e vulneráveis, com perda progressiva de espécies essenciais para a estabilidade ambiental.

Uma análise global publicada na revista científica Nature Plants, baseada em dados de mais de 31 mil espécies de árvores, mostra que as florestas estão sendo dominadas por árvores de crescimento acelerado. Essas espécies, embora eficientes em colonizar áreas degradadas, não conseguem substituir o papel ecológico das árvores de crescimento lento, que funcionam como a verdadeira espinha dorsal dos ecossistemas. Alguns pontos centrais ajudam a entender a gravidade do cenário:

  • Redução da biodiversidade florestal;
  • Maior presença de espécies exóticas e naturalizadas;
  • Menor capacidade de armazenamento de carbono;
  • Aumento da vulnerabilidade a secas, pragas e eventos extremos.

Quando crescer rápido não significa ser resiliente

As chamadas árvores “velocistas” possuem folhas mais leves e madeira menos densa, o que permite crescimento acelerado. Contudo, essa vantagem vem acompanhada de um custo ecológico: elas são mais sensíveis a estresses climáticos e têm vida útil mais curta. Como resultado, as florestas passam a perder estabilidade a longo prazo.

Por outro lado, árvores de crescimento lento apresentam madeira densa, folhas espessas e grande longevidade. São justamente essas espécies que garantem resiliência climática, proteção do solo e manutenção dos ciclos da água. Além disso, elas são fundamentais para sustentar cadeias ecológicas complexas, especialmente em regiões tropicais.

A expansão silenciosa das espécies exóticas

Outro fator crítico é a disseminação de espécies arbóreas não nativas. Essas árvores se adaptam facilmente a ambientes degradados, mas tendem a competir com espécies locais por luz, água e nutrientes. Com isso, aceleram o processo de homogeneização florestal, reduzindo a diversidade funcional dos ecossistemas.

Embora pareçam eficientes, essas espécies raramente desempenham os mesmos papéis ecológicos das nativas, o que compromete a saúde ambiental a longo prazo.

As florestas tropicais e subtropicais concentram a maior parte das espécies de crescimento lento e distribuição restrita. Justamente por isso, são também as mais vulneráveis. A destruição desses habitats pode levar à extinção definitiva de árvores que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

Além disso, mudanças climáticas, desmatamento, silvicultura intensiva e comércio global de espécies estão acelerando esse processo, impulsionado diretamente pela atividade humana.

A gestão florestal precisa mudar urgentemente

Modelos ecológicos indicam que, sem intervenção, as florestas do futuro serão mais produtivas no curto prazo, porém menos capazes de cumprir suas funções climáticas. A solução passa por estratégias de conservação que priorizem a proteção de espécies raras e nativas, a restauração de florestas com alta diversidade funcional, a redução da dependência de monoculturas e o planejamento ecológico de longo prazo. Desse jeito, florestas saudáveis não são apenas rápidas: são diversas, estáveis e complexas, e preservar essa complexidade é essencial para garantir o equilíbrio climático do planeta.

Informações: R7

Featured Image

Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical abre vaga de pós-doutorado

Bolsista participará de projeto sobre estoque de carbono e silvicultura. Vaga requer experiência em florestas multifuncionais e plantadas.

Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) está com inscrição aberta até a próxima quarta-feira (18/02) para uma oportunidade de pós-doutorado em estoque de carbono e silvicultura com bolsa da FAPESP.

O CCARBON é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba.

São requisitos para a vaga: doutorado em engenharia florestal, engenharia agronômica ou áreas correlatas; experiência em florestas multifuncionais e florestas plantadas; experiência em análise de dados; fluência em inglês; carteira de motorista válida; e disponibilidade para residir em Piracicaba.

Mais informações sobre a vaga e as inscrições em: www.fapesp.br/oportunidades/8885/.

A oportunidade de pós-doutorado está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 12.570,00 mensais e Reserva Técnica equivalente a 10% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precise se mudar, poderá ter direito a um auxílio-instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.

Informações: Agência FAESP

Featured Image

Efeito cancro no mogno africano – Khaya grandifoliola

Embora muitos aleguem que o cancro não causa danos a madeira do Khaya Grandifoliola, estudos recentes revelam que o cancro do córtex altera significativamente a qualidade da madeira de Khaya grandifoliola. Embora alguns analisem o impacto técnico nas propriedades, a doença é amplamente vista como um problema comercial e estrutural. 

Aqui estão os principais efeitos que alguns estudos recentes afirmam que essa doença causa na madeira:

  • Alteração da Estrutura e Densidade: O cancro é capaz de modificar a estrutura interna da madeira, podendo elevar sua densidade em áreas afetadas.
  • Danos Mecânicos: A infecção, frequentemente causada por fungos como Cryphonectria cubensis ou Lasiodiplodia theobromae, provoca danos diretos que podem comprometer a resistência mecânica das peças serradas.
  • Necrose e Lesões no Tronco: O fungo ataca a casca e o câmbio, gerando lesões que podem ser localizadas ou se estender por grandes áreas do tronco, causando a morte dos tecidos (necrose).
  • Deformações no Fuste: Em estágios avançados, a árvore apresenta áreas de lenho expostas circundadas por tecidos protuberantes, o que prejudica o aproveitamento do fuste para serraria.
  • Desvalorização Comercial: Por afetar o aspecto visual e a integridade física, a madeira de árvores doentes perde valor de mercado, dificultando seu uso em movelaria de luxo. 

Para evitar perdas, recomenda-se o controle precoce por meio da raspagem dos tecidos afetados seguida da aplicação de calda bordalesa ou soluções de sulfato de cobre, preferencialmente durante o período de estiagem. 

Artigo por Milton Frank

Featured Image

Arauco fortalece proteção às mulheres, crianças e adolescentes em Inocência

Parceria com o TJMS e a Prefeitura amplia ações educativas e reforça a rede de apoio no município.

A Arauco formalizou um Termo de Cooperação Mútua com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Prefeitura de Inocência que consolida uma parceria estratégica voltada à proteção das mulheres e à promoção dos direitos da infância e da juventude no município e em toda a região. A iniciativa amplia e fortalece as ações sociais e preventivas já desenvolvidas pelo Judiciário.

Com vigência de 60 meses, o acordo prevê a atuação integrada das instituições, reforçando a rede de apoio local e promovendo uma cultura de paz, justiça e cidadania — princípios alinhados à proposta apresentada pelo Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU). Uma reunião de alinhamento sobre os programas do TJMS para 2026 está marcada para o dia 6 de fevereiro, quando serão discutidas as iniciativas a serem implementadas em Inocência.

Para o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Arauco, Theófilo Militão, apoiar programas já consolidados do Judiciário reforça a responsabilidade compartilhada na promoção da proteção social. Ele destaca que “a Companhia reafirma sua visão de que o cuidado com as pessoas deve ser um compromisso de todos os atores sociais”.

O prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, também ressalta o impacto da colaboração, afirmando que “a parceria fortalece a capacidade de resposta ao enfrentamento da violência contra a mulher, crianças e adolescentes com mais eficiência e agilidade”.

Na Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a desembargadora Jaceguara Dantas reforçou a importância do trabalho conjunto. “Parcerias com instituições privadas, como a Arauco, são fundamentais para ampliar o alcance das iniciativas, especialmente no município de Inocência e seu entorno”. Após três anos à frente do setor, a magistrada se afastou para assumir a cadeira de conselheira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A desembargadora Elizabete Anache, coordenadora da Infância e Juventude do TJMS, destaca que o crescimento da região precisa caminhar lado a lado com os avanços sociais. Segundo ela, “o desenvolvimento econômico deve ser acompanhado de desenvolvimento humano, dignidade e segurança social”, reafirmando que nenhum progresso é completo se não incluir a proteção e a valorização das pessoas.

A assinatura do Termo de Cooperação Mútua soma-se a outras iniciativas da Arauco voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos de saúde, educação e segurança. Com isso, a Companhia reafirma seu compromisso com uma atuação integrada ao poder público e à sociedade, contribuindo para um desenvolvimento territorial equilibrado e sustentável.

Featured Image

ALSV Drone Florestal aposta em novas aplicações para drones na silvicultura durante a Feira Mais Floresta ExpoRibas

Empresa apresenta soluções que ampliam o uso de drones para pulverização, adubação, controle de formigas e logística em áreas de difícil acesso.

Em uma região marcada pelo avanço acelerado da silvicultura e pela chegada de grandes empreendimentos florestais, a ALSV Drone Florestal chega à Feira Mais Floresta ExpoRibas com expectativas elevadas e um portfólio que reflete a evolução do uso de drones no campo. Com mais de 100 mil hectares atendidos na silvicultura, a empresa se consolidou como referência nacional e foi a primeira a obter licença da Adapar para aplicação aérea com drones no Brasil.

Para André Veiga, sócio-fundador da ALSV, o evento tem um significado que vai além da exposição de tecnologias. “A melhor possível. Uma região que cresce de forma acelerada, como o entorno de Ribas do Rio Pardo, merece respeito. Pequenas cidades que recebem grandes empreendimentos têm um valor único de transformação da sociedade”, afirma.

Drones que vão além da pulverização

Embora os drones de pulverização já façam parte da realidade operacional do setor florestal, a ALSV aposta em soluções que ampliam significativamente as aplicações dessa tecnologia. Nesta edição da feira, a empresa destaca três frentes principais.

A primeira é a distribuição de sólidos, com uso de drones para adubação com NPK, ampliando a eficiência operacional em áreas onde o acesso mecanizado é limitado.

Outro destaque é o lançamento de isca formicida, já autorizado pelo MAPA para aplicação aérea de uma nova molécula, trazendo mais precisão e segurança ao controle de formigas em florestas plantadas.

A terceira inovação é o transporte de cargas com o sistema Lifting da DJI, que permite o deslocamento de mudas e outros insumos para locais de difícil acesso a veículos tradicionais.

Eficiência operacional e tomada de decisão

Segundo Veiga, o ganho de produtividade é um dos principais diferenciais do uso de drones no setor florestal. “Os drones são mais eficientes que tratores na produtividade diária de pulverização. Esse é um fator decisivo em um mercado que sofre alta pressão por eficiência”, explica.

Além disso, os drones de monitoramento têm papel estratégico na identificação rápida de falhas operacionais, pragas e problemas de desenvolvimento, contribuindo para decisões mais ágeis e assertivas no manejo florestal.

Tendências para os próximos anos

Ao olhar para o futuro, a ALSV enxerga que a evolução da tecnologia continuará ocorrendo por meio de avanços pontuais, porém altamente estratégicos. Entre as tendências, Veiga destaca o desenvolvimento de jatos direcionados para aplicação em entrelinhas, aumentando a precisão das operações.

Outra frente promissora é a aplicação de produtos mais concentrados ou até “puros”, sem adição de água, o que pode reduzir o volume de calda, aumentar a efetividade dos tratamentos e acelerar os resultados no campo.

“Acreditamos que esses avanços vão continuar surgindo nos próximos anos e ampliando ainda mais o papel dos drones como ferramentas centrais da silvicultura moderna”, conclui.

Seja também um patrocinador da feira Mais Floresta ExpoRibas26. Entre em contato com comercial@maisfloresta.com.br e whatsapp 34-9164-3122 e fale com a Aline Brandão.

Anúncios aleatórios