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Maior fábrica de celulose do mundo atinge 44% de construção no Brasil

A empreitada contará com 47 quilômetros de trilhos, começando dentro da própria estrutura, no galpão onde ficará armazenada a celulose e se somando aos demais até chegar à malha da Ferronorte, que vem de Mato Grosso, rumo ao Porto de Santos. O ponto de travessia do Rio Paraná é uma ponte rodoferroviária em Aparecida do Taboado.

Roncatti descreveu a localização de cada estrutura na fábrica, como depósitos para materiais químicos para o processo produtivo, como para branquear a madeira; tubulações; estação de tratamento de água, que poderá tratar 12 mil m³ por hora. A fábrica foi idealizada para aquela região para aproveitar água do Rio Sucuriú, que dá nome ao empreendimento, para o processo produtivo, com a devolução após o tratamento dos resíduos. Prédios administrativos também já começam a ganhar forma.

Serão várias etapas de produção: receber a madeira cozida (submetida a tratamento químico em alta temperatura), movimentar o processo de prensagem (com 20 máquinas) e realizar o branqueamento. A elaboração resulta em uma polpa branca que passa pela secagem e forma a matéria final. A celulose será acondicionada em fardos e embalada para permanecer em um armazém antes do transporte por trem.

A água inicialmente terá um tratamento inicial, depois será aquecida em caldeiras para o uso na indústria e ao final será resfriada. A lógica é de reaproveitamento no processo industrial, com o máximo uso possível do recurso natural, menciona o gerente.  Esse modelo de fábrica prevê o uso dos resíduos para a produção de energia, que permite movimentar todo o processo industrial e ainda venda de excedente. No caso da Arauco serão cerca de 200 MW excedentes, que poderiam atender cidade de 800 mil habitantes. Serão três turbos geradores.

A construção envolve uma logística gigantesca, com transporte de materiais, peças e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões, com recebimento de produtos de 18 países. A matéria-prima, o eucalipto, virá de 400 mil hectares de áreas plantadas na região.

A capacidade de produção anual está estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose, co estimativa diária de 11 mil toneladas. Quando estiver operando, a fábrica deverá ter cerca de mil trabalhadores, além de outros dois mil ligados à logística e aproximadamente três mil às atividades florestais.

Informações: Campo Grande News

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Fumaça de incêndios florestais pode causar 24 mil mortes por ano nos EUA, aponta estudo

A exposição à fumaça de incêndios florestais pode estar associada a cerca de 24,1 mil mortes por ano nos Estados Unidos, segundo estudo publicado na revista científica Science Advances. A pesquisa analisou dados entre 2006 e 2020 e reforça alertas sobre os impactos da crise climática na saúde pública.

Os incêndios têm se tornado mais frequentes, intensos e duradouros com o aquecimento global. Apesar disso, os efeitos da exposição prolongada à fumaça ainda são pouco compreendidos.

“Não encontramos evidências de um nível seguro para exposição crônica à fumaça de incêndios florestais. Trata-se de um problema de saúde pública muito preocupante”, afirmou o autor principal do estudo, Min Zhang, pesquisador da Escola de Medicina Icahn, do hospital Mount Sinai, em Nova York, em entrevista à AFP.

Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de políticas para reduzir as emissões que impulsionam o aquecimento global e também de medidas locais de adaptação. Entre as recomendações estão sistemas de alerta precoce para poluentes e o uso de filtros portáteis em residências, escolas, hospitais e escritórios.

O tema ganhou ainda mais relevância após os incêndios recordes no Canadá, em 2023, que expuseram centenas de milhões de pessoas à fumaça tóxica.

Associação com doenças neurológicas

Para estimar os impactos da fumaça, os cientistas cruzaram registros de mortalidade de 3.068 condados dos Estados Unidos continentais com dados de satélite sobre incêndios. O estudo focou em partículas finas liberadas pela queima de vegetação, que podem conter compostos cancerígenos e metais pesados.

Os resultados apontaram aumento na mortalidade geral associado à exposição prolongada à poluição. As doenças neurológicas, como demência e Parkinson, apresentaram a relação mais forte, seguidas por enfermidades cardiovasculares, distúrbios endócrinos e câncer.

“Tradicionalmente, o foco está nas doenças respiratórias e cardiovasculares, mas nossos dados sugerem que o cérebro pode ser ainda mais vulnerável”, disse o pesquisador Yaguang Wei, coautor do estudo.

Impactos maiores em áreas rurais e entre jovens

Os efeitos foram mais intensos em regiões rurais, possivelmente por estarem mais próximas das áreas de incêndio. A pesquisa também indicou maior impacto entre pessoas mais jovens, possivelmente porque passam mais tempo ao ar livre.

Os autores observaram ainda que temperaturas mais baixas podem aumentar os riscos. Verões mais amenos incentivam atividades externas, enquanto invernos frios dificultam a dispersão da fumaça.

O número estimado de mortes é mais que o dobro de uma projeção anterior, publicada em 2024 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Ainda assim, os pesquisadores afirmam que o total pode estar subestimado, já que a análise foi feita com dados amplos, por condado, e não em escala mais detalhada.

Informações: Um Só Planeta

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Pesquisadores da Ufes investigam como aumentar a durabilidade da madeira na indústria e na construção civil

O grupo de pesquisa Modificação da Madeira, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL) do campus de Alegre, vem se dedicando a estudar os processos de modificação da madeira destinada à construção civil e à indústria com o objetivo de aumentar a resistência à biodeterioração (degradação ou dano provocado por seres vivos, principalmente fungos e insetos). O principal objeto de estudo do grupo tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de rápido crescimento e rotações curtas. O grupo pesquisa também a madeira tropical da Amazônia brasileira, com foco na madeira de tauari, ideal para pisos, móveis, portas e painéis, porém ainda pouco valorizada no mercado nacional.

O professor e coordenador do grupo, Djeison Cesar Batista, explica que a modificação da madeira, uma subárea da proteção da madeira, é muito desenvolvida em termos científicos e industriais, principalmente na Europa. Entretanto, é um tema pouco estudado no Brasil. “A nossa produção industrial de madeira modificada é muito pequena. Assim, os principais focos do nosso grupo de pesquisa são gerar conhecimento sobre o processo aplicado às matérias-primas brasileiras; divulgar o assunto; fornecer orientação a empresários interessados e cooperar com pesquisadores brasileiros interessados”, afirma.

As pesquisas contam com parcerias de instituições brasileiras como as universidades federais de Lavras (UFLA), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do Mato Grosso (UFMT), do Oeste do Pará (Ufopa) e do Paraná (UFPR); o Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro; e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), além de instituições internacionais como a Universidade Georg-August (Alemanha); a Universidade do País Basco (Espanha); e o Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad).

Modificação térmica

Uma das integrantes do grupo de pesquisa na Ufes é a doutoranda do PPGCFL Anna Clara Rupf, que estuda os efeitos da modificação térmica da madeira de Eucalyptus grandis em sistema fechado (pressurizado) e aberto (não pressurizado). A pesquisa dá continuidade ao trabalho do mestrado, que teve o objetivo de avaliar a influência desses diferentes sistemas de modificação térmica da madeira na composição química do produto, na sua resistência a fungos apodrecedores e na sua higroscopicidade, que é a propriedade de absorver a umidade do ambiente.

Na avaliação da pesquisadora, a modificação térmica é uma alternativa sustentável aos tratamentos químicos convencionais, pois aumenta a durabilidade da madeira sem o uso de produtos tóxicos. “Ao prolongar a vida útil da madeira, também contribui para a diminuição da pressão sobre florestas nativas e para o uso mais eficiente dos recursos florestais plantados”. Rupf destaca que os resultados da pesquisa “podem agregar valor à madeira de eucalipto, que é a principal essência florestal cultivada no Brasil, ampliando suas possibilidades de aplicação em produtos de maior valor agregado”.

Proteção da madeira

Doutorando na University of the Sunshine Coast (UniSC), na Austrália, o biólogo Paulo Henrique Silvares começou a pesquisar a modificação térmica da madeira durante o mestrado no PPGCFL/Ufes, com foco na proteção de uma espécie tropical amazônica (tauari) contra fungos e cupins. No doutorado na Austrália, Silvares vai trabalhar com madeira de pinus e “investigar a relação entre umidade, desenvolvimento de mofo e durabilidade da madeira aplicada à construção civil, com foco em produtos de madeira engenheirada (processada industrialmente) e madeira maciça”.

Na avaliação do pesquisador, “do ponto de vista ambiental, a pesquisa contribui para a ampliação da vida útil da madeira, reduzindo perdas por descarte precoce e incentivando o uso de um material renovável – quando vêm de florestas plantadas ou manejadas de forma responsável, com reposição contínua – e de menor impacto ambiental na construção civil se comparado a materiais como concreto e aço”.

“Em termos econômicos”, explica Silvares, “o trabalho tem potencial para reduzir custos associados a falhas por mofo, retrabalho e remediações ineficientes, oferecendo à indústria ferramentas para tomada de decisão mais precisa, técnica e baseada em risco”. Ele destaca que essas contribuições são particularmente relevantes para o Brasil, onde a adoção da madeira na construção civil ainda é limitada por questões relacionadas à durabilidade, manutenção e percepção de riscos.

Texto: Sueli de Freitas / Grafiti News

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Mais 2 rodovias do Vale da Celulose vão a leilão este ano, garante Riedel

Ligando Água Clara, Inocência e Paranaíba, trechos são estratégicos para o escoamento da produção.

Previstas no Plano Estadual de Parcerias 2026, as rodovias estaduais MS-377 e MS-240 vão a leilão na B3, na Bolsa de Valores de São Paulo (SP), ainda este ano. A expectativa do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), é que, até o fim do seu mandato, as empresas privadas já estejam à frente da gestão dos novos trechos no Vale da Celulose.

O governo de Mato Grosso do Sul planeja realizar o leilão das rodovias estaduais MS-377 e MS-240 na Bolsa de Valores de São Paulo ainda este ano. As vias, que conectam Água Clara a Inocência e Inocência a Paranaíba, são estratégicas para o setor de celulose, ligando-se à BR-262 com acesso a Minas Gerais e São Paulo. A MS-377, que margeia a construção da nova fábrica da Arauco em Inocência, já apresenta sinais de desgaste devido ao intenso tráfego de veículos pesados. O governo estadual anunciou investimentos emergenciais de R$ 30 milhões para recuperação de trechos críticos da rodovia, enquanto aguarda sua concessão à iniciativa privada.

A MS-377 liga Água Clara a Inocência, já a MS-240 faz a ligação entre Inocência e Paranaíba. As rotas são estratégicas para o setor de celulose, conectando a BR-262, com acesso a Minas Gerais e São Paulo.

“Até o final do ano, a gente leva para a B3 a concessão. A previsão é que, no fim do ano, a MS-377 e a MS-240, que liga até Paranaíba, já estejam concessionadas”, disse Riedel, nesta sexta-feira (6), durante o lançamento da pedra fundamental do ramal da ferrovia que ligará a planta do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, à malha ferroviária nacional.

A empresa chilena iniciou, no ano passado, a construção da fábrica de celulose à margem da MS-377. O trecho de cerca de 130 quilômetros da rodovia estadual é caminho para o transporte de matéria-prima e produção de outras fábricas já instaladas no Estado.

Pela MS-377 também circulam veículos com maquinário e material de construção, e, com o fluxo pesado, ela já apresenta sinais de “exaustão”, com elevação na lateral e fissuras no pavimento. O trecho mais desgastado, com buracos e remendos, está localizado próximo de Inocência.

A demanda adicional de veículos pesados também levou o governo a contratar a recuperação de parte da MS-377, diante da deterioração de trechos. “A MS-377 tem uma primeira ação do Governo do Estado agora, de caráter emergencial. Esse acesso aqui tem essa intervenção, e tem também lá a segunda entrada. São cerca de R$ 30 milhões”, completou o governador.

Rota da Celulose – No ano passado, o governo fez a concessão da Rota da Celulose, que abrange trechos das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, formando um corredor logístico para escoamento da produção industrial e agropecuária do Estado.

Informações: Campo Grande News

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Vale da Celulose impulsiona investimentos e consolida Mato Grosso do Sul como polo global do setor

Crescimento industrial, infraestrutura logística e novos aportes fortalecem economia e geração de empregos no Estado.

Mato Grosso do Sul vive uma transformação econômica acelerada a partir da expansão da cadeia produtiva da celulose, que vem impulsionando o desenvolvimento de diversos municípios e posicionando o Estado entre os principais polos globais do setor. A região oficialmente denominada Vale da Celulose reúne territórios estratégicos voltados à produção de eucalipto, bioprodutos e celulose, tornando-se referência nacional e internacional em produção florestal e industrial.

O reconhecimento institucional desse protagonismo ocorreu em 2025, quando o governador Eduardo Riedel sancionou a lei que oficializa o nome “Vale da Celulose” para a região, destacando sua relevância econômica e social para Mato Grosso do Sul.

A base florestal plantada segue em expansão contínua e deve crescer cerca de 40% até 2028, alcançando aproximadamente 2,5 milhões de hectares. O avanço fortalece a produção sustentável e amplia a inserção do Estado no mercado global de celulose. O impacto econômico também se reflete no emprego: apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 27 mil postos formais foram gerados em municípios como Água Clara, Bataguassu, Inocência, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, consolidando o setor como um dos principais motores de renda no interior.

Um dos marcos recentes desse processo foi o leilão da Rota da Celulose, realizado em maio de 2025 na Bolsa de Valores de São Paulo. O projeto prevê a concessão de mais de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais, incluindo trechos das BR-262, BR-267 e das MS-040, MS-338 e MS-395, com foco na modernização da malha viária, aumento da segurança e melhoria do escoamento da produção florestal e industrial.

Inicialmente, o Consórcio K&G foi declarado vencedor ao apresentar maior desconto financeiro. No entanto, após a desclassificação, o Governo do Estado convocou o segundo colocado, o Consórcio Caminhos da Celulose, ligado à XP Infra. A decisão foi homologada em setembro de 2025, consolidando a concessão que prevê cerca de R$ 10,1 bilhões em investimentos privados e a implantação de até 12 praças de pedágio.

No fim de 2025, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido de suspensão do leilão apresentado por uma das empresas envolvidas, mantendo o resultado do certame. A decisão considerou o interesse público e ressaltou que uma eventual paralisação poderia atrasar obras e melhorias fundamentais para a logística estadual.

A assinatura do contrato da Rota da Celulose marca um passo decisivo para a modernização da infraestrutura logística sul-mato-grossense. A concessão formaliza a parceria entre o Governo do Estado e o Consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela administração de cerca de 870 quilômetros de rodovias estratégicas para o transporte da produção florestal, industrial e agrícola. O projeto contempla recuperação total das estradas, duplicações, implantação de acostamentos, dispositivos de segurança viária, passagens de fauna, áreas de descanso e sistemas modernos de atendimento aos usuários.

O avanço logístico também ganhou reforço com o anúncio de um investimento federal de R$ 2,8 bilhões para a construção de uma ferrovia voltada ao escoamento da produção de celulose no Vale da Celulose. O novo trecho integra a logística multimodal do Estado, conectando áreas produtivas aos principais corredores de exportação e reduzindo gargalos, custos de transporte e impactos ambientais.

Além disso, o Governo do Estado anunciou a restauração de rodovias estratégicas, como a MS-377, atendendo à expansão produtiva em regiões como Três Lagoas e Inocência e fortalecendo a integração viária da área que mais cresce no setor florestal.

Com a combinação de investimentos públicos e privados, o Vale da Celulose deixa de ser apenas um centro regional de produção e se consolida como pilar estratégico da economia de Mato Grosso do Sul. A integração entre agricultura florestal, indústria de base, infraestrutura e logística sustenta a perspectiva de crescimento contínuo, posicionando a região como um dos vetores mais dinâmicos do desenvolvimento socioeconômico do Estado e do Brasil.

Informações: Capital News

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Arauco lança Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú

A primeira shortline do Brasil após o novo marco regulatório inaugura capítulo para a logística sustentável do setor de celulose.

A Arauco celebrou, nesta sexta-feira (6), o lançamento da Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS). O evento reuniu, em um marco histórico para o setor e para a infraestrutura logística do país, executivos da companhia, o prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofap, Paulo Hartung, presidente executivo da IBÁ, Guilherme Theo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Senadora Tereza Cristina, Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, Ministro dos Transportes, Renan Filho, além de parceiros como AFRY, Castilho, Comexport, Construcap, EPYA, GBMX, Randon, Rumo e Wabtec.

A adoção do modal ferroviário trará ganhos expressivos para a operação e para o Estado. “Essa shortline representa um marco dentro do novo arcabouço regulatório ferroviário brasileiro. Um modelo moderno, que amplia a capacidade logística do país, fortalece a integração com as malhas nacionais e cria condições reais para novos investimentos privados em infraestrutura”, comenta Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil. “Quando falamos em conectar, falamos de algo maior do que infraestrutura. Falamos em levar o Brasil, o Mato Grosso do Sul e a cidade de Inocência ao mundo. De transformar um território produtivo em referência global, capaz de inserir a celulose brasileira de forma competitiva nos principais mercados internacionais”, finalizada o executivo.

A nova ferrovia permitirá reduzir até 94% das emissões de CO₂ e eliminar aproximadamente 190 viagens por dia de caminhões das rodovias, fortalecendo a segurança e consolidando um modelo logístico mais sustentável e eficiente.

Com investimento estimado em R$ 2,4 bilhões, o projeto terá 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição — uma solução moderna, tecnológica e alinhada ao DNA inovador do Projeto Sucuriú.  “Hoje, ao lançarmos a Pedra Fundamental dessa linha férrea, mostramos que sonhos bem planejados saem do papel, e quando saem do papel, movem desenvolvimento, sustentabilidade e futuro”, reforça Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco Celulose Brasil.

O traçado contempla 45 quilômetros de linha férrea, além de 9 quilômetros dentro da fábrica, seguindo paralelamente às rodovias MS-377 e MS-240 até a conexão com a Rumo Malha Norte. A obra deve gerar aproximadamente mil postos de trabalho, e tem previsão de ser concluída ao final de 2027, alinhado ao início das operações da fábrica.

Desenvolvimento integrado

Para Pedro Palma, CEO da Rumo, “a visão de longo prazo da Arauco e a confiança depositada na Rumo com esta conexão ao corredor ferroviário de exportação pelo Porto de Santos contribuem para alavancar a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva da celulose. Desta forma, o país reforça seu protagonismo global neste mercado e o estado de Mato Grosso do Sul se consolida com o maior exportador, por meio de uma solução logística eficiente, segura e de baixo carbono”.

Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), afirma que “projetos bem estruturados e uma regulação bem feita trazem tudo o que o investidor, nacional ou estrangeiro, busca: estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. E isso significa integração multimodal, tornando o Brasil eficiente ‘da porteira para dentro’ e ‘da porteira para fora’. Quem ganha com isso é o Brasil e os brasileiros”.

Na opinião do Ministro dos Transportes, Renan Filho, “a ferrovia significa uma nova rota para o desenvolvimento. É a reintegração do Estado do Mato Grosso do Sul com a malha ferroviária nacional. Hoje é um dia marcante para o Estado, para o país e para a Arauco, e eu tenho muito felicidade de estar aqui”.

Já o governador Eduardo Riedel ressalta que “este é um grande projeto, fruto de um Estado que possui um ambiente de negócios que atrai investimentos privados e que governa com uma visão clara de desenvolvimento e crescimento”. Segundo ele, “o Governo do Estado continuará sendo parceiro de Inocência e da Arauco para viabilizar essa infraestrutura que consolida o Mato Grosso do Sul como protagonista global no setor de florestas plantadas e transforma o imenso potencial da nossa região em oportunidades reais para a população.”

O prefeito Antônio Ângelo, enfatiza a união de esforços entre o setor público e privado como o motor do desenvolvimento regional: “Quero destacar a importância das parcerias que tornaram este projeto possível. O diálogo com a Arauco, com o Governo do Estado, com o Governo Federal e com as demais instituições envolvidas foi fundamental para que este marco se tornasse realidade. Quando há cooperação, os projetos saem do papel. Em breve, veremos locomotivas e vagões cruzando este território, não apenas como símbolo de progresso, mas como parte de uma história que avança com muito trabalho e responsabilidade.”

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