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Pastagens degradadas recuam 52% em MS com mudança no manejo e expansão da ILPF

Tecnologia, crédito rural e sistemas integrados puxam recuperação do solo.

Mato Grosso do Sul conseguiu reduzir de forma significativa a área de pastagens degradadas nos últimos anos, em um movimento puxado menos por discurso e mais por investimento, tecnologia e mudança no manejo da pecuária.

Mato Grosso do Sul registrou uma redução significativa de 52% nas áreas de pastagens degradadas entre 2010 e 2024, passando de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares, segundo dados do MapBiomas analisados pela Semadesc. A transformação foi impulsionada por investimentos em tecnologia e mudanças no manejo da pecuária.A recuperação das áreas foi possível graças à adoção de sistemas produtivos mais intensivos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que ocupa 3,6 milhões de hectares no estado. O governo disponibilizou mais de R$ 500 milhões em 2024 através do Fundo Constitucional do Centro-Oeste para projetos de correção do solo e recuperação de pastagens.

Dados do MapBiomas analisados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) indicam que as áreas de pastagens com baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024, uma redução de cerca de 52% no Estado.

O problema, histórico em regiões de pecuária extensiva, sempre esteve ligado ao uso intensivo do solo sem reposição de nutrientes, baixa taxa de lotação animal e manejo inadequado, cenário agravado por solos arenosos e longos períodos de estiagem. Em 2023, ainda havia cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas.

A virada começou com a adoção mais ampla de tecnologias e sistemas produtivos mais intensivos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que hoje já ocupa mais de 3,6 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. A lógica é simples: produzir mais na mesma área, reduzir a pressão por abertura de novas fronteiras agrícolas e recuperar o solo ao mesmo tempo.


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El Niño eleva risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul

Fenômeno deve intensificar calor e irregularidade de chuvas, com alerta ao Pantanal.

A influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul deve aumentar significativamente o risco de incêndios florestais ao longo deste ano, especialmente nos biomas do Cerrado, da Mata Atlântica e, de forma mais crítica, no Pantanal. O fenômeno altera o regime de chuvas, as temperaturas e o padrão dos ventos, criando condições favoráveis à propagação do fogo.

No Estado, o El Niño atua de maneira direta, elevando as temperaturas e provocando irregularidades nas precipitações. Em 2026, inclusive, há previsão de temperaturas mais elevadas durante o período de inverno. Diante desse cenário, o Governo do Estado mantém uma estrutura de resposta considerada estratégica, que inclui monitoramento tecnológico, atuação terrestre e aérea, além de bases avançadas para ações rápidas de prevenção e combate aos focos de incêndio.

Segundo a meteorologista Valesca Fernandes, do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a situação tende a se agravar nos próximos meses, reflexo das chuvas abaixo da média registradas até janeiro. “Mesmo com a mudança do cenário a partir de fevereiro, quando alguns municípios já ultrapassaram a média de chuva do mês, o estado ainda permanece em alerta”, explicou.

De acordo com Valesca, o trimestre de fevereiro a abril apresenta condições de neutralidade climática, mas há indícios de retorno do El Niño no segundo semestre. “Esse cenário pode favorecer temperaturas acima da média e a ocorrência de ondas de calor”, afirmou. Ela acrescenta que o período seco coincide com fatores críticos. “Altas temperaturas, baixa umidade do ar e ondas de calor formam um conjunto de condições que intensificam o risco de incêndios florestais.”

Os dados utilizados no monitoramento climático são consolidados a partir de informações de 48 municípios, com apoio da Semadesc, Inmet, ANA e Cemaden. A previsão geral aponta que o próximo período seco será marcado por chuvas irregulares e abaixo da média histórica, reforçando a necessidade de ações preventivas contínuas em todo o território sul-mato-grossense.

Informações: Capital News

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Celulose consolida força econômica em 2025 e amplia protagonismo de MS para 2026

Resultados financeiros, novos projetos e investimentos bilionários reforçam Três Lagoas e região como eixo estratégico do setor.

O setor de celulose segue como um dos pilares da indústria brasileira em 2025, sustentado por resultados financeiros robustos, eficiência operacional e novos investimentos de grande porte a partir de 2026. Em Mato Grosso do Sul, especialmente em Três Lagoas e municípios do entorno, o segmento consolida sua posição estratégica com impactos diretos na geração de empregos, na arrecadação e na expansão da cadeia florestal-industrial.

Desempenho recente do setor

Mesmo diante de oscilações nos preços internacionais, a celulose mantém competitividade apoiada em escala produtiva, disciplina de custos e forte inserção no mercado externo. O segmento continua entre os mais relevantes da indústria nacional, com foco especial nas exportações para Ásia e Europa.

Entre as empresas acompanhadas pelo mercado estão Suzano, Klabin, Dexco, Eldorado Brasil Celulose, além de novos projetos liderados por Arauco e Bracell no Estado.

Suzano

Data de referência: 3º trimestre de 2025.

A Suzano registrou vendas de aproximadamente 3,6 milhões de toneladas de celulose e papel, com crescimento anual próximo de 20%. O custo caixa de produção ficou em torno de R$ 801 por tonelada, enquanto o EBITDA ajustado do segmento alcançou cerca de R$ 5,2 bilhões.

A unidade instalada no município de Três Lagoas, está entre as maiores do mundo e tem papel central na economia local, com reflexos diretos sobre empregos, logística, cadeia florestal e arrecadação.

Klabin

Data de referência: projeções e análises de mercado de 2025.

Estimativas indicam crescimento aproximado de 13% no EBITDA em comparações recentes, impulsionado pelo aumento de volumes e pela eficiência operacional. A receita líquida projetada supera R$ 12 bilhões. Mesmo sem planta em Três Lagoas, a empresa influencia preços, contratos e estratégias do setor em Mato Grosso do Sul.

Dexco

Data de referência: análises setoriais de 2025.

A Dexco apresenta desempenho estável no segmento de base florestal, com resultados ligados à demanda por madeira, painéis e celulose. A atuação da companhia fortalece fornecedores e prestadores de serviços ligados à cadeia florestal no Estado.

Eldorado Brasil Celulose

Data de referência: 2º e 3º trimestres de 2025.

Em 2025, a Eldorado apresentou resultados expressivos. No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 751 milhões, com EBITDA ajustado de aproximadamente R$ 811 milhões. No terceiro trimestre, o lucro líquido alcançou R$ 458 milhões, com EBITDA ajustado em torno de R$ 604 milhões e margem superior a 40%.

A fábrica localizada em Três Lagoas opera com capacidade próxima de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano, acima do previsto no projeto original. A operação movimenta a economia local por meio da geração de empregos diretos e indiretos, impulsionando os setores de silvicultura, transporte, logística e serviços industriais.

Arauco

Projeto Sucuriú – Inocência (MS)

Situação: em obras

Data de referência: 2025

A Arauco conduz em Inocência a implantação do Projeto Sucuriú, considerado o maior complexo de celulose em linha única do mundo. O investimento estimado é de aproximadamente US$ 4,6 bilhões, com capacidade produtiva prevista entre 3,5 e 3,8 milhões de toneladas de celulose por ano após a conclusão.

Durante o pico das obras, o projeto deve empregar até 14 mil trabalhadores, com estimativa de cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos na fase de operação. Mesmo antes do início das operações, o projeto já movimenta a economia regional, gerando empregos, demandando serviços, ampliando a infraestrutura e fortalecendo a cadeia florestal em municípios vizinhos, incluindo Três Lagoas.

Bracell MS

Projeto industrial – Bataguassu (MS)

Situação: fase de implantação

Data de referência: 2025

A Bracell anunciou investimento estimado em cerca de US$ 4 bilhões para a instalação de uma nova fábrica de celulose em Bataguassu. A unidade terá capacidade produtiva prevista de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas por ano.

Durante a fase de construção, a expectativa é de geração de cerca de 10 mil empregos, com aproximadamente 3 mil postos diretos e indiretos na fase operacional. O projeto deve ampliar a base industrial do leste sul-mato-grossense, atrair fornecedores, fortalecer a logística e gerar oportunidades de trabalho, com efeitos indiretos sobre a economia de Três Lagoas e região.

Com plantas em operação e novos projetos em implantação, Mato Grosso do Sul consolida-se como um dos principais polos de celulose do mundo. A concentração de investimentos, empregos e produção fortalece o desenvolvimento regional e posiciona Três Lagoas como referência nacional do setor.

Perspectivas

A expectativa para os próximos anos é de manutenção da relevância do setor, com atenção à evolução dos preços internacionais, aos custos de produção e à maturação dos novos projetos industriais. Para Três Lagoas e região, o cenário confirma a celulose como eixo estruturante da economia.

A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

Informações: Vale Celulose / Hoje Mais

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20 mil vagas de emprego: gigante chilena abre contratações em massa para megafábrica no Brasil

Construção da megafábrica de celulose já emprega 7 mil pessoas em pequena cidade do MS e empresa pretende dobrar oportunidades em 2026.

A megafábrica de celulose da Arauco começou a ser construída em Inocência, Mato Grosso do Sul, em 2025. Segundo a empresa chilena, a obra já emprega 7 mil pessoas atualmente, número que deve dobrar no primeiro semestre de 2026.

A Arauco prevê que o complexo industrial vai gerar 20 mil empregos ao todo, sendo 14 mil na fase de obras e 6 mil empregos quando entrar em operação, nas áreas de industrial, florestal e operações de logística.

Batizado de Projeto Sucuriú, a construção da megafábrica no Brasil é estimada em $ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), maior investimento da história da companhia chilena. O complexo deve entrar em operação até o fim de 2027.

A megafábrica no Brasil terá capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano. Desse volume, entre 95% e 98% serão destinados à exportação, principalmente para China, Europa e América do Norte.

Gigante da celulose aposta em capacitação para megafábrica no Brasil

A Arauco defende que a megafábrica no Brasil deve impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região, com aumento da renda, arrecadação de impostos e atração de novos investimentos em infraestrutura, transporte e energia.

Em parceria com o Senai, empresa chilena promove cursos de capacitação para a megafábrica no BrasilFoto: Divulgação/Senai/ND

Em parceria com o Senai, empresa chilena promove cursos de capacitação para a megafábrica no Brasil

Foto: Divulgação/Senai/ND

Em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a empresa lançou a iniciativa “Abrace este Projeto”, que oferece cursos técnicos em eletrotécnica e mecânica em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O objetivo é capacitar a mão de obra para a indústria de celulose.

Outra parceria, com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), abre vagas em capacitações de hospedagem e alimentação para moradores de Inocência e do distrito de São Pedro. São 27 cursos nas áreas de saúde, hospedagem e gastronomia, como camareira, higiene e manipulação de alimentos.

Conheça o Projeto Sucuriú em números

Fundada em em 1979, a Arauco está entre as maiores empresas globais de celulose e produtos de madeira, com cerca de 1 milhão de hectares de florestas plantadas na América do Sul.

A companhia atende aproximadamente 5 mil clientes nos cinco continentes e mantém plantas industriais em 11 países. Também atua em bioenergia, produção de energia limpa e geração de créditos de carbono.

Presente no Brasil desde 2002, a empresa emprega mais de 3 mil colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais no país, localizadas em Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR), Piên (PR), Araucária (PR) e Montenegro (RS).

O que esperar da megafábrica no Brasil:

  • Investimento: U$ 4,6 bilhões (ou R$ 25 bilhões)
  • Capacidade produtiva: 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano
  • Empregos no pico da obra: 14 mil
  • Empregos na operação: 6 mil nas áreas industrial, florestal e logística
  • Área florestal: 400 mil hectares de plantação de eucalipto
  • Autossuficiência energética: 400 MW de energia limpa, dos quais 200 MW excedentes serão injetados no sistema elétrico nacional

Informações: ND Mais

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