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Brasil corta R$ 101 milhões para prevenção de incêndios e fiscalização ambiental

O orçamento federal para fiscalização do meio ambiente e prevenção de incêndios florestais em 2026 sofreu corte de 17% em relação a 2025. Estão previstos R$ 495,8 milhões, R$ 101 milhões a menos que os R$ 596,9 milhões destinados no ciclo anterior.

A quantia reservada para a área neste ano é a menor de todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se considerada a inflação no período. Com a redução, o montante determinado para 2026 é inferior ao de 2024, quando o Brasil registrou 278,2 mil focos de incêndio, o pior número desde 2010.

A Folha analisou dados do Painel do Orçamento Federal após Lula sancionar a Lei Orçamentária Anual (LOA), que fixa as despesas públicas. O levantamento considera os valores previstos no início de cada ano e envolve três ações voltadas às queimadas e à fiscalização ambiental, todas de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Em nota, a pasta da ministra Marina Silva afirma que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2026) previa R$ 507,4 milhões para o conjunto das medidas e que o Congresso Nacional cortou R$ 11,5 milhões durante a tramitação, resultando em R$ 495,8 milhões.

“Ressalta-se que, ao longo do exercício de 2026, recursos adicionais poderão ser realocados para as ações de fiscalização ambiental e combate a incêndios, conforme a evolução das necessidades, o cenário e risco climático e as possibilidades orçamentárias”, diz o MMA.

Após ajustes feitos no decorrer de 2025, a verba para a área passou de R$ 596,9 milhões para R$ 613,6 milhões, dos quais R$ 606,5 milhões foram empenhados, ou seja, de fato reservados para as atividades.

Nos últimos meses de 2024, o governo Lula liberou recursos emergenciais para combater as queimadas registradas naquele ano, sendo que R$ 185,3 milhões foram aplicados em 2025 no conjunto das três ações orçamentárias analisadas. Com isso, o total empenhado em 2025 saltou para R$ 791,9 milhões, 59,7% a mais que os R$ 495,8 milhões previstos oficialmente para 2026.

A verba para prevenir e combater queimadas em áreas federais prioritárias, locais que deveriam receber atenção especial do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), sofreu a redução mais expressiva. O montante estimado em 2026 é de R$ 66,6 milhões, 48% a menos que os R$ 128,7 milhões fixados na LOA de 2025. As comparações consideram a correção pela inflação no período.

O orçamento para controle e fiscalização ambiental, também atribuído ao Ibama, passou de R$ 305,2 milhões em 2025 para R$ 232,7 milhões em 2026, um corte de 24%.

O recurso para fiscalização ambiental e prevenção de incêndios florestais em unidades de conservação federais, que deve ser gasto pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), foi reduzido em 6%, de R$ 209 milhões para R$ 197,1 milhões.

Brasília (DF), 16/09/2024 – Grandes focos de incêndio atingem áreas do Parque Nacional de Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Especialistas mostram preocupação com os cortes e temem a ocorrência de novas queimadas em 2026. A volta do El Niño, o aquecimento cíclico das águas do oceano Pacífico que intensifica a seca na amazônia, poderia agravar a situação, mas ainda não há confirmação sobre o retorno do fenômeno.

Gustavo Figuerôa, biólogo e diretor de comunicação da ONG SOS Pantanal, afirma que é essencial ter recursos crescentes para a prevenção de incêndios florestais. “É muito preocupante subir e descer o orçamento todo ano. Não tem uma constância, e descontinua trabalhos que estão sendo iniciados.”

“Esse investimento tem de ser constante e cada vez maior, para no futuro próximo, inclusive, deixar de gastar o que se gasta nessas ações emergenciais”, diz. “É uma questão estratégica. Trabalhar na prevenção é muito mais eficaz e barato do que trabalhar no combate depois.”

Informações: Revista Cenarium

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Cidade turística de 12 mil habitantes no Sul vai ganhar nova fábrica de R$ 24 bilhões

A chilena CMPC avançou mais uma etapa no projeto de instalação de sua nova fábrica de celulose no Brasil ao assinar, nesta semana, o contrato de concessão do terreno e de construção de um Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Também foram firmados contratos para a construção de novas embarcações, reforçando a logística do empreendimento. Com os novos avanços, a companhia reafirmou o cronograma de entrega do projeto para o segundo semestre de 2029.

Investimento bilionário e cronograma mantido

Os investimentos relacionados à estrutura portuária e logística devem consumir cerca de R$ 3 bilhões do total aproximado de R$ 24 bilhões previstos para a implantação da unidade industrial em Barra do Ribeiro, município localizado a cerca de 30 quilômetros ao sul de Porto Alegre, às margens do Lago Guaíba. Segundo o diretor de celulose da CMPC, Antonio Lacerda, a estimativa é que as obras do terminal sejam concluídas em meados de 2029, com a fábrica iniciando operação dois meses depois. “Tudo está dentro do cronograma”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor.

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Foto: Reprodução

Batizado de Projeto Natureza, o empreendimento terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto. O investimento ainda depende da aprovação do conselho de administração da empresa, condicionada à obtenção das licenças ambientais. De acordo com Lacerda, a companhia está na fase final dessas autorizações, com expectativa de levar o projeto ao conselho em meados deste ano.

Base florestal e desafio da mão de obra

Na frente florestal, a CMPC afirma já possuir madeira plantada suficiente para abastecer, por cinco anos, tanto a nova fábrica em Barra do Ribeiro quanto a unidade que a empresa já opera no Brasil. Outro desafio estratégico é a formação de mão de obra. Atualmente, a companhia conta com cerca de 6,5 mil colaboradores diretos e indiretos, número que deve ultrapassar 10 mil com a entrada em operação da segunda fábrica.

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Foto: Reprodução

Segundo o executivo, a empresa já mapeou as necessidades futuras de pessoal, as habilidades exigidas e o tempo de capacitação necessário. A CMPC vem trabalhando em parceria com entidades do Rio Grande do Sul para preparar os profissionais que atuarão no projeto. “É um grande desafio, e a tendência é ficar mais complexo, mas estamos nos preparando para minimizar esse impacto”, afirmou Lacerda.

Mercado global em ajuste e impacto regional

O avanço do projeto ocorre em um momento de ajustes no mercado global de celulose. Em 2025, o preço da celulose de fibra curta (BHKP) na China — principal referência para a commodity — registrou forte queda, passando de US$ 540 por tonelada, no início do ano, para US$ 495 em julho. A partir de agosto, houve recuperação, com o preço encerrando o ano em torno de US$ 560 por tonelada.

Apesar da instabilidade gerada por fatores como o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e a desaceleração do setor de construção na China, a CMPC avalia que a principal pressão sobre os preços veio do aumento da oferta, impulsionado pela entrada de novos volumes no mercado e pelo avanço de fábricas integradas no país asiático. “Ninguém esperava uma oferta de madeira tão grande aos produtores chineses em função da queda da demanda do mercado de construção. Isso alterou a dinâmica do mercado”, observou Lacerda, acrescentando que, ainda assim, a celulose brasileira segue competitiva.

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Foto: Reprodução

Com pouco mais de 12 mil habitantes, Barra do Ribeiro tem origem histórica ligada à instalação de uma charqueada em 1780 e se emancipou de Porto Alegre em 1959. Conhecida pelas praias de água doce, áreas de mata nativa e atrativos culturais, como a Fábrica de Gaiteiros, a cidade deve passar por transformações significativas com a chegada do novo empreendimento industrial, que promete impactar a economia local e regional nos próximos anos.

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Pelo terceiro ano consecutivo, CMPC é reconhecida como a empresa florestal mais sustentável do mundo

A companhia foi classificada na categoria Paper & Forest Products, de acordo com o índice Dow Jones Best-in-Class Index.

Pelo terceiro ano consecutivo, a CMPC obteve o primeiro lugar como indústria florestal e de papel mais sustentável do mundo no Dow Jones Best-in-Class Index. O ranking considera o período de 2025 e novamente reconhece a posição da empresa como referência global no setor.

O DJBCI avalia anualmente cerca de 2.500 das empresas de capital aberto mais relevantes do mundo, selecionando aquelas com o melhor desempenho por indústria, com base em critérios econômicos, ambientais, sociais e de governança corporativa. Nesse contexto, a CMPC voltou a liderar a categoria Paper & Forest Products, dando continuidade ao primeiro lugar alcançado nas medições de 2023 e 2024.

“Ser reconhecidos pela terceira vez consecutiva como a empresa florestal mais sustentável do mundo reflete uma trajetória construída com visão de longo prazo, padrões exigentes e uma profunda responsabilidade com nossos impactos. Este resultado valida uma forma de fazer empresa que entende a sustentabilidade como um eixo central em toda a sua cadeia de valor”, afirmou Francisco Ruiz-Tagle, CEO da CMPC.

É importante reforçar que, para a CMPC, a sustentabilidade é um pilar estratégico essencial que impulsiona sua competitividade e liderança global, integrando-se de forma transversal em toda a sua cadeia de valor. Este enfoque se materializa por meio de certificações internacionais (FSC/PEFC), operações industriais eficientes e sólidas políticas de governança corporativa, garantindo o cumprimento dos mais altos padrões de transparência e resiliência em todas as suas áreas funcionais.

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Chilena CPMC confirma cronograma para nova fábrica de celulose no Brasil

Nesta semana, a chilena CMPC deu mais um passo no projeto de instalação de sua nova fábrica de celulose no Brasil ao assinar o contrato de concessão do terreno e construção de um Terminal de Uso Privado (TUP), no Porto de Rio Grande (RS). Também foram firmados contratos para a construção de novas embarcações. Com esses avanços, a companhia reafirmou o cronograma de entrega do projeto para o segundo semestre de 2029.

As iniciativas devem consumir cerca de R$ 3 bilhões do montante aproximado de R$ 24 bilhões previsto pela empresa para a construção da unidade industrial em Barra do Ribeiro (RS). “A estimativa de término das obras [do terminal portuário] é em meados de 2029, com a fábrica entrando em operação dois meses depois, ou seja, tudo está dentro do cronograma”, disse Antonio Lacerda, diretor de celulose da CMPC, em entrevista ao Valor.

O Projeto Natureza, como o empreendimento foi batizado, terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto. O investimento ainda precisa ser aprovado pelo conselho de administração. “Precisamos ter as licenças ambientais para ir ao conselho. Estamos na fase final de aprovações”, afirmou Lacerda. Segundo ele, isso deve acontecer em meados deste ano.

Em relação à base florestal, o executivo disse que a CMPC já possui madeira plantada suficiente para rodar as duas fábricas no país por cinco anos. Além da nova unidade em Barra do Ribeiro, a empresa chilena já opera uma fábrica de celulose no município de Guaíba (RS), com capacidade anual de 2,4 milhões de toneladas de celulose de eucalipto.

Outra frente importante para o projeto é a de capacitação de mão de obra, que tem sido um desafio comum para diversas empresas do setor. Hoje, a CMPC conta com 6,5 mil colaboradores diretos e indiretos, número que deve superar a marca de 10 mil com a entrada em operação da segunda fábrica.

Segundo Lacerda, a empresa já mapeou quando precisará dos novos colaboradores, quais habilidades serão necessárias e o tempo de formação exigido. “Estamos trabalhando junto com entidades do Rio Grande do Sul para capacitar essas pessoas. É um grande desafio, e a tendência é ficar mais complexo, mas estamos nos preparando para que ele seja um pouco menor”, disse.

Momento de ajustes sob efeitos da China e do tarifaço dos EUA
O mercado de celulose atravessa um momento de ajustes após um ano de oscilações. Em 2025, o preço da celulose de fibra curta (BHKP) na China — mercado de referência para a commodity — teve forte recuo, saindo de US$ 540 por tonelada, nos primeiros meses, para US$ 495, em julho. Uma recuperação começou a se desenhar em agosto, com a cotação encerrando o ano em cerca de US$ 560 por tonelada.

A leitura é que, embora o tarifaço de Donald Trump tenha gerado instabilidade no comércio global, a entrada de novos volumes no mercado — principalmente da nova fábrica da Suzano — e o avanço de fábricas integradas na China (que produzem a própria celulose) foram as principais explicações para o cenário desafiador de preços observado no ano passado.

“Ninguém esperava uma oferta de madeira tão grande aos produtores chineses em função da queda da demanda do mercado de construção. Isso alterou a dinâmica do mercado”, observou Lacerda. Na sua avaliação, o movimento de integração de produtores chineses vai continuar, mas a celulose brasileira continua sendo mais competitiva.

Embora os preços da fibra tenham apresentado um leve incremento nos últimos meses, Lacerda avalia que o patamar atual continua desafiador, especialmente para produtores da Europa e dos Estados Unidos, onde as fábricas são mais antigas e menos eficientes. “Temos visto vários fechamentos, e esse movimento deve continuar”, disse. Diante desse cenário, ele mantém um “otimismo cauteloso” em relação ao mercado.

Informações: Valor Econômico

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Parada Geral da Veracel deve gerar cerca de 1.200 empregos temporários e movimentar R$ 8,5 milhões na economia

A Parada Geral 2026 da Veracel Celulose, que terá início no dia 26 de janeiro, deve gerar um impacto positivo significativo para a economia do sul da Bahia. Durante o período, a empresa prevê a contratação direta de aproximadamente 1.200 profissionais, com prioridade para a mão de obra local, além de um investimento estimado em R$ 8,5 milhões em serviços de transporte, alimentação e hospedagem na região.

A mobilização envolve fornecedores e prestadores de serviço de diferentes estados do Brasil e dos municípios do entorno da fábrica, contribuindo para o fortalecimento da cadeia local e para a geração de renda em setores estratégicos, como industrial, hotelaria, alimentação e logística. A Parada Geral é considerada uma das principais iniciativas industriais da Veracel com reflexos diretos na economia regional, ao estimular a circulação de recursos e a contratação temporária de trabalhadores.

“Além do impacto socioeconômico, a Parada Geral integra o compromisso contínuo da Veracel com a segurança operacional, a confiabilidade de seus processos industriais e a sustentabilidade do negócio, assegurando a estabilidade da fábrica e a eficiência de longo prazo da operação”, explica Fabrício Stange, diretor industrial da Veracel.

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Chile prendeu 111 pessoas por incêndios florestais, incluindo o principal suspeito de causar 21 mortes

Os incêndios florestais no Chile das últimas semanas deixaram um saldo trágico de 21 vítimas fatais e milhares de desabrigados no sul do país.

Em consequência disso, as autoridades informaram que detiveram 111 pessoas relacionadas com esses sinistros, incluindo o presumido responsável pela maioria das mortes.

Desde dezembro, devastadores incêndios florestais que ainda não pararam assolam as regiões de Ñuble e Biobío no Chile.

Os sinistros destruíram aproximadamente 800 residências e deixaram milhares de pessoas sem lar.

A maioria dos falecimentos foi registrada na região de Biobío, especificamente nas zonas de Lirquén e Penco.

As chamas avançaram rapidamente para áreas povoadas devido aos ventos intensos do verão austral.

A captura do principal suspeito pelos incêndios no Chile
A Fiscalia do Chile anunciou a captura do presumido autor do incêndio que causou a maioria das vítimas. Trata-se de um homem chileno de 39 anos que será apresentado à justiça.

“A polícia deteve um quarto homem que acaba provocando as até hoje 21 mortes” em Biobío, declarou a fiscal regional Marcela Cartagena em conferência de imprensa em Concepción. A outra vítima faleceu em Ñuble.

O detido tem “antecedentes policiais por lesões graves e infrações à lei de propriedade industrial e intelectual”, afirmou Claudia Chamorro, inspetora da polícia civil de investigações.

Operação massiva de detenções
As autoridades prenderam 111 pessoas no total durante o último mês por sua relação direta com os incêndios florestais no Chile. A maioria enfrenta acusações de negligência e intencionalidade.

As acusações incluem:

  • Uso de ferramentas que geram faíscas
  • Atividades agrícolas inadequadas
  • Problemas com linhas elétricas
  • Queimadas intencionais por motivos econômicos
  • Um dos detidos foi capturado durante o toque de recolher no setor de Punta de Parra, Biobío.

“O sujeito portava um isqueiro, um bastão retrátil e cocaína base“, informou um comunicado da Polícia de Investigações.

As autoridades alertam que as pessoas culpadas de causar esses incêndios podem enfrentar até 20 anos de prisão ou pagar uma multa de 12 milhões de pesos.

Situação atual e resposta governamental
O presidente Gabriel Boric realizou sua segunda visita à região de Biobío em 21 de janeiro. O mandatário assegurou que continuam os trabalhos para desobstruir ruas, retirar escombros e combater os incêndios.

A zona permanece em estado de emergência enquanto os bombeiros lutam contra 18 focos ativos.

Os incêndios florestais no Chile consumiram mais de 42.000 hectares de floresta e terrenos até o momento.

“A situação continua complexa. Ainda não podemos baixar a guarda”, afirmou o ministro do Interior, Álvaro Elizalde. O governo estima em 20.000 o número de desabrigados por esta catástrofe.

Cerca de 2.000 residências foram afetadas segundo o balanço oficial. Durante o dia, o mandatário Gabriel Boric decretou dois dias de luto nacional.

Em Punta de Parra, uma localidade de cerca de 3.000 habitantes rodeada de florestas de eucalipto, os incêndios deixaram poucas residências de pé.

“É pura maldade, só para fazer dano, não há outra explicação”, disse Felicia Lara, de 68 anos.

As investigações continuam enquanto as autoridades trabalham para controlar completamente os incêndios florestais que afetam o sul do Chile.

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