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Papel de nota fiscal feito de madeira elimina contaminantes perigosos

Sabe aqueles cupons fiscais e recibos de banco, impressos em um papel amarelo, que você guarda como documento, mas cujos dados já desapareceram quando você mais precisa deles?

Estamos falando da impressão térmica, na qual o calor desencadeia uma reação entre um corante incolor e um revelador, produzindo texto escuro onde o papel termal é aquecido.

Mas não é só o sumiço do texto que incomoda: O papel térmico é feito com componentes químicos que se espalham pela água, pelo solo e pelos seres humanos. Durante décadas, os principais responsáveis por essa contaminação foram o bisfenol A (BPA) e, mais recentemente, o bisfenol S (BPS). Ambos podem afetar organismos vivos, interferindo na sinalização hormonal, e ambos são detectados no meio ambiente e em pessoas que manuseiam recibos com frequência.

Tom Nelis e colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, demonstraram agora que dá para fabricar papel térmico a partir de derivados de madeira, juntamente com um sensibilizador derivado de açúcares vegetais, virtualmente eliminando os riscos ambientais e de saúde das versões atuais.

“Nós desenvolvemos formulações de papel térmico – comumente encontradas em produtos do dia a dia, como recibos de pagamento, etiquetas de embalagens, passagens aéreas etc. – feitas a partir de moléculas de origem vegetal que apresentam níveis de toxicidade muito baixos ou inexistentes,” resumiu o professor Jeremy Luterbacher, que ganhou fama ao desenvolver um método para extrair lignina de plantas de forma barata, evitando sua destruição.

Papel térmico feito de madeira elimina contaminantes perigosos

Os materiais podem ser feitos de biomassa não comestível, incluindo grama.
[Imagem: Tom Nelis et al. – 10.1126/sciadv.adw9912]

Mais barato e mais seguro

O trabalho se baseia na lignina, o ingrediente natural da madeira que dá suporte e rigidez às árvores, mas que também contém grupos químicos que podem funcionar como reveladores de cor.

Para isolar a lignina, uma tarefa desafiadora por si só, a equipe desenvolveu um método de extração controlada, denominado “fracionamento sequencial assistido por aldeídos”, para produzir polímeros de lignina de cor clara com menos grupos escuros, que absorvem a cor e podem interferir na impressão. Sua composição química também permitiu uma boa mistura na camada térmica, um pré-requisito fundamental para a reatividade adequada.

Para tornar a lignina reativa às temperaturas de impressão, a equipe adicionou um sensibilizador, um composto que derrete quando aquecido e ajuda o corante e o revelador a interagirem. Em vez de usar sensibilizadores convencionais à base de petróleo, eles testaram a diformilxilose, uma molécula feita a partir do xilano, um açúcar encontrado nas paredes celulares das plantas. Em seguida, aplicaram as misturas resultantes como revestimentos finos sobre o papel e as testaram usando aquecimento controlado e impressoras comerciais.

O papel térmico à base de lignina produziu imagens impressas nítidas, com valores de densidade de cor na mesma faixa apresentada pelo papel térmico comercial. Os revestimentos permaneceram estáveis quando armazenados perto de uma janela por meses, e os logotipos impressos permaneceram legíveis após um ano. Embora o contraste da imagem ainda seja inferior ao do papel comercial totalmente otimizado, o desempenho se igualou ao dos papéis térmicos à base de BPA.

Os testes de segurança também mostraram uma clara vantagem, já que os reveladores de lignina apresentaram atividade semelhante à do estrogênio de duas a quatro ordens de magnitude menor que a do BPA. O sensibilizador à base de açúcar não apresentou perfil estrogênico ou de toxicidade nas condições testadas.

Bibliografia:

Artigo: Sustainable Thermal Paper Formulation Using Lignocellulosic Biomass Fractions
Autores: Tom Nelis, Manon Rolland, Claire L. Bourmaud, Etiënne L. M. Vermeirssen, Ghezae Tekleab, Harm-Anton Klok, Jeremy S. Luterbacher
Revista: Science Advances
DOI: 10.1126/sciadv.adw9912

Informações: Inovação Tecnológica

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Silvicultura de precisão eleva produtividade do setor florestal

A silvicultura brasileira vive uma transformação estrutural impulsionada pela adoção intensiva de tecnologia em todas as etapas do ciclo produtivo. Conhecida como silvicultura de precisão, essa abordagem combina genética avançada, sensoriamento remoto, automação, análise de dados e inteligência artificial para planejar, implantar, conduzir e colher florestas plantadas com alto nível de controle técnico.

Segundo o diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), Ailson Loper, a prática já está consolidada no Paraná e representa uma mudança profunda na forma de produzir.

“A silvicultura de precisão é o uso coordenado de todas as tecnologias disponíveis para maximizar a produtividade e garantir a sustentabilidade. Hoje, conseguimos trabalhar em escalas cada vez menores, chegando ao nível da árvore individual”, afirma.

Genética avançada e viveiros altamente tecnológicos

O processo começa muito antes do plantio, nos viveiros clonais e pomares de sementes, onde a base genética das florestas é definida. Técnicas como polinização controlada, embriogênese somática, hibridação e clonagem são utilizadas para garantir maior vigor, sanidade e adaptação das mudas às condições locais.

A automação já está presente nesses ambientes, com sistemas que controlam irrigação, nutrição e temperatura em tempo real. O uso de bioinsumos e inimigos naturais reduz a dependência de defensivos químicos e fortalece o equilíbrio ecológico desde a fase inicial.

“Cada muda é resultado de um planejamento preciso, sustentado por dados de solo, clima, relevo e material genético”, destaca Loper.

Plantio orientado por dados e microplanejamento

Ao chegar ao campo, a implantação florestal segue um planejamento altamente detalhado. Mapas de produtividade, análises de solo, modelos altimétricos e dados climáticos são integrados para definir a espécie e o clone mais adequados a cada área.

A silvicultura de precisão rompe com o modelo tradicional baseado apenas no hectare e passa a operar em microtalhões, ajustando práticas de manejo conforme a variabilidade do terreno. Sensores, estações meteorológicas e softwares de planejamento espacial orientam o uso eficiente de água, fertilizantes e insumos, aumentando o índice de sobrevivência das mudas e reduzindo perdas.

Monitoramento remoto e inteligência artificial no manejo

Após o plantio, o monitoramento da floresta é sustentado por drones equipados com sensores multiespectrais, câmeras térmicas e radares de alta resolução. Essas ferramentas permitem identificar falhas de plantio, estresse hídrico, pragas e áreas de baixa produtividade com elevada precisão.

As informações são processadas em plataformas digitais que geram mapas de vigor, biomassa e alertas operacionais. “Hoje, a tomada de decisão no setor florestal é cada vez mais baseada em evidências. A inteligência artificial nos permite antecipar riscos climáticos, ciclos de pragas e ajustar o manejo de forma muito mais assertiva”, explica Ailson Loper.

Colheita de alta precisão

Durante o ciclo de crescimento, operações como poda, desbaste e manejo de pragas são definidas a partir de modelos de crescimento e prognoses produtivas. Máquinas florestais modernas, com sistemas automatizados, executam essas atividades com menor impacto ao solo e maior segurança operacional.

Na colheita, a mecanização atinge seu ponto máximo. Harvesters e forwarders são máquinas florestais que trabalham em conjunto na colheita mecanizada. O harvester corta, desgalha e secciona a árvore em toras, enquanto o forwarder transporta essas toras processadas. Elas operam com sistemas embarcados de georreferenciamento e otimização de sortimentos, permitindo que cada árvore seja processada de forma precisa, reduzindo perdas e aumentando o rendimento industrial. Centros de comando integrados coordenam rotas, cronogramas e sequências de corte.

Uma tendência que já é realidade no setor florestal

O volume de dados gerado ao longo de todo o ciclo florestal alimenta sistemas de modelagem preditiva e mineração de dados, que orientam decisões estratégicas de longo prazo. Para a APRE Florestas, a silvicultura de precisão não é uma promessa futura, mas uma prática já consolidada nas empresas do setor. 

“Estamos produzindo mais, com menor impacto ambiental e com base em conhecimento científico. Esse é o novo paradigma da silvicultura brasileira e ele já está presente nas empresas de base florestal no Paraná”, conclui Ailson Loper

Informações: Minuto Rural

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Projeto propõe arranha céu de madeira em Tóquio com 350 metros e 70 andares, usando 185 mil m³ de madeira para armazenar carbono, reduzir emissões em até 60% e reposicionar a engenharia do Japão

Em Tóquio, a Sumitomo Forestry propôs uma torre de 350 metros com grande volume de madeira para armazenar carbono e diminuir emissões da construção, provocando debate técnico e chamando atenção do setor.

A ideia de arranha céu de madeira deixou de ser apenas curiosidade e passou a entrar no radar de engenheiros e urbanistas por um motivo direto: emissões.

A construção civil responde por uma fatia relevante das emissões globais, principalmente por causa do cimento, do aço e da energia usada nas obras, o que transforma cada grande prédio em um tema climático, além de urbano.

Nesse cenário, a madeira engenheirada aparece como alternativa porque mantém na estrutura o carbono que as árvores já capturaram durante o crescimento, funcionando como uma forma de armazenamento por décadas.

O que é o W350 Project e por que ele virou assunto em Tóquio

O caso que mais se aproxima dessa proposta é o W350 Project, um conceito de arranha céu de madeira com 350 metros de altura planejado para o centro de Tóquio, no Japão.

A proposta chama atenção por unir dois pontos raros em um mesmo projeto: altura extrema e uso massivo de madeira como material estrutural.

Se for construído, o W350 Project pode se tornar o prédio de madeira mais alto do mundo e também o edifício mais alto do Japão, segundo descrições do conceito.

Como a estrutura mistura madeira e aço para chegar aos 350 metros

O projeto foi pensado como uma torre híbrida, combinando madeira e aço em um sistema estrutural voltado para suportar cargas elevadas e ventos fortes em grande altura.

A estrutura prevê colunas e vigas em timber, com aço atuando no travamento em um sistema do tipo braced tube, solução usada para dar rigidez e estabilidade a edifícios muito altos.

Outro detalhe que mais chamou atenção é o visual proposto: grandes varandas com vegetação, criando a imagem de uma floresta vertical no meio da cidade.

Os números do projeto, 185 mil m³ de madeira e o que essa escala revela

A torre é descrita com 70 andares e um volume estimado de cerca de 185 mil m³ de madeira, o que deixa claro o tamanho do desafio técnico e logístico.

Esse número também reforça por que o tema entrou no centro do debate sobre construção sustentável. Quanto maior a estrutura, maior o potencial de reduzir emissões quando se troca parte do concreto e do aço por madeira engenheirada.

Especialistas citam que cada tonelada de madeira pode manter armazenado até cerca de 1,8 tonelada de CO₂, já capturado pelas árvores durante o crescimento.

Por que madeira pode funcionar como cofre de carbono em vez de emitir como concreto

A lógica do chamado “armazenamento de carbono” é simples, mas poderosa: enquanto concreto e aço costumam estar associados a emissões relevantes no ciclo de produção, a madeira carrega carbono que já foi absorvido.

Na prática, esse carbono fica retido na estrutura por décadas, desde que o material continue em uso, transformando o edifício em uma espécie de cofre de carbono urbano.

Estudos citados por especialistas apontam que substituir concreto por madeira em edifícios de múltiplos andares pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 50% a 60%, dependendo do tipo de construção e do método aplicado.

Projeto propõe arranha céu de madeira em Tóquio com 350 metros e 70 andares, usando 185 mil m³ de madeira para armazenar carbono, reduzir emissões em até 60% e reposicionar a engenharia do Japão

Vantagens, desafios e o que isso sinaliza para a engenharia em 2026

Entre as vantagens apontadas para o uso de madeira engenheirada estão menor pegada de carbono, boa performance térmica, menor peso estrutural e montagem mais rápida com elementos pré fabricados.

Por outro lado, existem desafios importantes. O custo inicial ainda pode ser mais alto do que o de um prédio convencional e, no caso do W350 Project, estimativas apontam que o valor pode chegar perto do dobro.

Também entram na conta as exigências de normas rígidas contra incêndio e a necessidade de garantir manejo florestal sustentável, para evitar que a solução ambiental se transforme em um novo problema.

O que pode acontecer agora é uma aceleração desse tipo de conceito em projetos reais, impulsionada por tendências de 2026 que combinam inovação, sustentabilidade e tecnologia, com uso de materiais de baixo carbono e ferramentas digitais como BIM e gêmeos digitais para otimizar obras complexas.

No fim, a proposta do W350 Project chama atenção por inverter a lógica da construção em altura: em vez de uma torre vista apenas como consumo de recursos e emissões, o projeto tenta transformar o prédio em um grande estoque de carbono no meio de Tóquio.

Informações: Click Petróleo e Gás

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Suzano seleciona trabalhadores em duas cidades de MS

Inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem ou etnia.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com cinco processos seletivos abertos em diferentes áreas para atender suas operações em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As inscrições são destinadas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser realizadas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).

Para Ribas do Rio Pardo, há oportunidade para o cargo de Supervisor(a) de Manutenção (Planejamento e Controle de Manutenção). Já em Três Lagoas, estão abertas vagas para Aprendiz Administrativo, Analista de Manutenção Industrial Sênior (Preditiva e Lubrificação), Analista de Projeto Pleno (Projetista), e Consultor(a) de Manutenção (Controle Avançado de Processos).

Segue a lista completa dos processos seletivos da Suzano em andamento no estado e os respectivos links para inscrições. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos de cada vaga, detalhamento da função e benefícios ofertados pela empresa.

Ribas do Rio Pardo – Supervisor(a) de Manutenção – (Planejamento Controle Manutenção) – inscrições até 25/01/2026: Página da vaga | Supervisor(a) de Manutenção (Planejamento Controle Manutenção

Três Lagoas – Analista de Projeto Pleno – (Projetista) – inscrições até 25/01/2026: Página da vaga | Analista de Projeto Pleno (Projetista)

Analista de Manutenção Industrial Sênior – (Preditiva e Lubrificação) – inscrições até 26/01/2026: Página da vaga | Analista de Manutenção Industrial Sênior (Preditiva e Lubrificação)

Consultor(a) de Manutenção – (Controle Avançado de Processos) – inscrições até 26/01/2026: Página da vaga | Consultor(a) de Manutenção (Controle Avançado de Processos)

Aprendiz Administrativo – inscrições até 14/02/2026: Página da vaga | Aprendiz Administrativo

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa

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Consórcio liderado pela XP assume Rota da Celulose no fim de janeiro

Termo de transferência deve ser assinado na terça-feira (27) e a cobrança de pedágio começa até 1 ano após o cumprimento de exigências.

As rodovias federais e estaduais que integram a Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul serão entregues à iniciativa privada neste mês e, no início de fevereiro, o governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a concessionária, a XP Investimentos, pretendem realizar um evento para marcar a transferência dos ativos para a empresa vencedora da concorrência realizada no ano passado.

A assinatura do termo de transferência dos ativos está prevista para terça-feira, segundo informou o governador Eduardo Riedel (PP). Após essa formalização, a XP Investimentos passa a ser responsável por 870,3 quilômetros de rodovias federais e estaduais na região leste do Estado.

Os trechos que ficarão sob responsabilidade da XP são os da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas; da MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; da MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu; e da BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.

A companhia sob controle da XP Investimentos que administrará o conjunto de quatro rodovias receberá um nome semelhante ao do conjunto de rodovias denominado no edital do leilão: “Caminhos da Celulose”.

MS-040 é uma das rodovias que integram a Rota da Celulose

O contrato entre a XP Investimentos e o governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do escritório de parcerias estratégicas (EPE), prevê investimentos de mais de R$ 10 bilhões nas rodovias ao longo dos próximos 30 anos.

Entre os investimentos previstos ao longo da concessão estão a duplicação de 115 km de rodovias, 245 km de terceiras faixas, 38 km de contornos urbanos e 12 km de vias marginais, além da criação de 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes.

“As primeiras obras serão as adequações de sinalização, pavimento, construção de serviços de atendimento ao usuário, entre outras melhorias”, explicou ao Correio do Estado o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

PEDÁGIO

O contrato prevê que a Rota da Celulose só passe a cobrar pedágio depois de atender a todas as exigências contratuais para tal. 

Até o início das cobranças, as rodovias sob responsabilidade da XP terão de apresentar padrões mínimos de regularidade do pavimento; sinalização horizontal e vertical em conformidade com as normas vigentes, inclusive com elementos retrorefletivos; revisão completa dos sistemas de drenagem, com ausência total de trechos com empoçamento de água; correção de todos os aterros da rodovia, de modo a zerar qualquer risco de deslizamento; além da adoção de práticas de manutenção permanente, como roçada das margens da rodovia e correção do pavimento.

O cumprimento de todas essas exigências deve fazer com que o usuário das rodovias já perceba uma grande diferença ao trafegar por elas.

Depois que as exigências forem cumpridas, a Rota da Celulose instalará o sistema de pedágio no modelo free flow, um sistema eletrônico que elimina praças físicas e cancelas e permite que os veículos passem sem parar, com a cobrança feita automaticamente por pórticos que leem tags ou placas (OCR) e registram a passagem e o trecho percorrido.

Serão 12 pórticos de cobrança, e o valor da tarifa variará de R$ 5,15 por veículo ou eixo a até R$ 16,55.

O consórcio Caminhos da Celulose, que vai administrar as rodovias, é composto pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações (FIV), CLD Construtora, Ética Construtora, Distribuidora Brasileira de Asfalto, Conter Construções e Comércio e Conster Construções e Terraplanagem.

As obras de duplicação devem ter início no segundo ano da concessão, já com a cobrança de pedágio em vigor. O contrato prevê que as duplicações na BR-262, em um trecho de 86 km entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, e de 3,2 km próximo a Três Lagoas, estejam concluídas até o sexto ano da concessão.

O trecho de duplicação da BR-267, entre Bataguassu e o Rio Paraná, com extensão de 13,5 quilômetros, deve começar no sétimo ano da concessão e ser concluído no oitavo ano.

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