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Arauco lança dia 5 a pedra fundamental de ramal ferroviário em Inocência

No evento, a organização também promoverá uma visita às obras da futura fábrica de celulose da empresa.

A Arauco Brasil realizará, no dia 5 de fevereiro, a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário do Projeto Sucuriú, em Inocência, Mato Grosso do Sul. O evento marca o início de uma das principais obras de logística vinculadas ao novo complexo industrial da empresa, que inclui a maior fábrica de celulose construída em etapa única. O ramal ferroviário, exclusivo para a unidade industrial, representa um investimento de US$ 4,6 bilhões e terá capacidade para transportar 3,5 milhões de toneladas de fibra curta por ano. A obra, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2027, é a primeira “shortline” ferroviária após o Novo Marco Regulatório das Ferrovias, instituído em 2021. Além disso, a Arauco firmou contrato de R$ 770 milhões para aquisição de vagões ferroviários, que serão utilizados no escoamento da produção. O projeto consolida Inocência como um novo polo industrial e logístico do setor florestal no estado.

O evento está marcado para ocorrer das 9h às 12h e marca oficialmente o início de uma das principais obras de logística vinculadas ao novo complexo industrial da companhia no país.

Na ocasião, também será promovida uma visita às obras da futura fábrica de celulose da empresa, considerada a maior do mundo construída em etapa única.

O ramal ferroviário atenderá com exclusividade à unidade industrial da Arauco, que representa a entrada da companhia chilena no segmento de celulose no Brasil. O projeto prevê investimento de US$ 4,6 bilhões na construção de uma planta com capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta por ano.

Trata-se da primeira “shortline” ferroviária a ser implantada após o Novo Marco Regulatório das Ferrovias, instituído em dezembro de 2021.

Por meio do novo trecho, 100% da produção da fábrica será transportada até o pátio da RMN (Rumo Malha Norte), de onde os trens seguirão diretamente para o Porto de Santos (SP), para exportação aos mercados internacionais.

A previsão é de que as obras do ramal sejam concluídas no segundo semestre de 2027.

Investimentos em logística – Recentemente, a Arauco Porto Brasil firmou contrato estimado em R$ 770 milhões para a aquisição de vagões ferroviários que serão utilizados no escoamento da produção de celulose da unidade de Inocência. Os equipamentos serão fornecidos pela Randoncorp, com participação operacional da Rumo.

De acordo com fato relevante divulgado ao mercado, o acordo prevê o fornecimento de um volume considerado significativo de vagões, com fabricação e entregas programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O número exato de unidades não foi informado.

A compra dos vagões está diretamente ligada à implantação da nova fábrica de celulose e à estruturação do corredor logístico ferroviário que ligará a planta industrial à Malha Norte.

Em novembro, a Arauco obteve licença prévia para a construção do ramal ferroviário. Já em abril de 2025, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a construção e a exploração da ferrovia por um período de 99 anos.

A expectativa é de que o sistema permita o escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose, consolidando Inocência como um novo polo industrial e logístico do setor florestal em Mato Grosso do Sul.

Com a cerimônia da pedra fundamental, a empresa dá início oficial a mais uma etapa estratégica do Projeto Sucuriú, considerado um dos maiores investimentos privados já realizados no Estado.

Informações: Campo Grande News

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ONU alerta para custos invisíveis dos incêndios florestais em 2025

Segundo análise da agência sobre o tema, os incêndios florestais queimaram cerca de 390 milhões de hectares em todo o mundo em 2025, mas os maiores impactos socioeconômicos ultrapassaram largamente os danos segurados.

De acordo com dados apresentados pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Undrr,  os desastres naturais causaram prejuízos globais estimados em US$ 224 bilhões, no ano passado, dos quais apenas US$ 108 bilhões estavam cobertos por seguros.

Os incêndios florestais destacaram-se como uma das ações mais destrutivas com impactos que vão muito além das perdas imediatas à economia e outros setores.

Los Angeles, o caso mais caro

O evento mais dispendioso do ano foi o incêndio, de janeiro de 2025, na região de Los Angeles, que afetou cerca de 23 mil hectares, matou 30 pessoas e gerou prejuízos estimados em US$ 53 bilhões, segundo a Munich Re, com US$ 40 bilhões cobertos por seguros.

Em comparação, o terremoto de magnitude 7,7 em Mianmar, em março, levou à morte de 4,5 mil pessoas e gerou US$ 12 bilhões de prejuízos.

O Undrr ressalta que uma parte significativa dos impactos ainda está por mensurar.

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Um prédio de um banco pega fogo em Los Angeles, Califórnia

África concentra maior área ardida

Em termos globais, mais de metade da área total queimada em 2025 localizou-se em África, com cerca de 246 milhões de hectares afetados.

Estas áreas, em grande parte não seguradas, são habitadas por milhões de pessoas que dependem de meios de subsistência ligados à terra e que enfrentam perdas económicas, ambientais e culturais significativas.

A Austrália teve uma das maiores proporções do território afetada por incêndios em 2025. 

Exposição crescente 

Segundo o Undrr, as perdas associadas a incêndios florestais têm custado à economia cerca de US$ 170 milhões a mais por ano desde 1970, em grande parte devido à expansão de moradias povoamentos em zonas de risco. 

Nas últimas duas décadas, o número de pessoas nessas áreas subiu mais de 40%.

Apesar disso, o risco associado aos incêndios florestais continua pouco quantificado em muitos países. 

Indicadores como perdas anuais médias ou perdas máximas prováveis estão frequentemente ausentes ou incompletos, levando a que este risco seja subvalorizado no planeamento financeiro e nas decisões de investimento.

Custos invisíveis 

Segundo o Undrr, os dados de perdas seguradas ocultam impactos de longo prazo, como a degradação de ecossistemas, a perda de meios de subsistência, a interrupção de serviços essenciais e efeitos prolongados na saúde pública. 

A exposição aos incêndios está associada a doenças respiratórias e cardiovasculares, bem como a impactos indiretos na mortalidade.

As queimadas são também identificadas como o principal fator de perda global de cobertura florestal, afetando ecossistemas, recursos hídricos e a resiliência ambiental. 

A degradação de bacias hidrográficas e o aumento do risco de cheias e deslizamentos de terras são apontados como consequências frequentes após grandes incêndios.

Tornar visíveis os impactos totais

O Undrr defende que a forma como os riscos são medidos influencia diretamente a forma como são geridos. 

A organização destaca a necessidade de melhorar a recolha de dados, incluindo impactos indiretos e de longo prazo, para apoiar políticas públicas, planeamento orçamental e estratégias de redução do risco de desastres.

Segundo a análise, reconhecer e quantificar os custos invisíveis dos incêndios florestais é um passo essencial para compreender plenamente o impacto destes eventos e para preparar respostas mais eficazes a riscos futuros.

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Setor florestal de Mato Grosso registra alta de 5% na geração de empregos formais em 2025

Impulsionado pelo cultivo de teca e eucalipto, o segmento alcançou a marca de 1.018 novas vagas entre janeiro e novembro, sinalizando o aquecimento do reflorestamento no estado.

As florestas plantadas em Mato Grosso consolidaram um novo patamar de empregabilidade em 2025, transformando o ritmo das colheitas em postos de trabalho. Entre janeiro e novembro, o setor gerou 1.018 empregos formais, um salto de 5% na comparação com o mesmo intervalo de 2024. O aquecimento reflete a maturidade de projetos florestais que agora alimentam desde a exportação de luxo até a matriz energética das biorrefinarias.

Os dados, consolidados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o contingente de profissionais no segmento chegou a 1.690 trabalhadores. Mais do que números isolados, o avanço de 1,81% no estoque total de empregos indica uma musculatura maior do setor para enfrentar as variações econômicas do agronegócio.

“Ampliamos em 1,81% o número de empregos formais até aqui, num sinal de que a atividade está aquecida, apesar de todos os desafios”, avalia o presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa.

Viveiros e extração sinalizam ciclo completo
A dinâmica de contratações revela que Mato Grosso vive um momento duplo: a renovação das florestas e a aceleração da colheita. O saldo positivo de 22 novas vagas tanto na produção de mudas quanto na extração de madeira mostra que o setor está investindo no futuro enquanto monetiza o passado. Atualmente, os viveiros já respondem por 20% de toda a mão de obra do segmento, com 330 postos ativos.

Para a Arefloresta, essa paridade nas contratações entre quem planta e quem extrai é o melhor termômetro para a saúde do mercado. “As mudas sinalizam que o investimento no futuro do reflorestamento continua sendo feito, e a extração de madeira nos mostra que muitos produtores já estão colhendo suas safras”, detalhou Takizawa.

Protagonismo da teca e do eucalipto
No topo da pirâmide de empregabilidade está a teca. Por ser uma madeira nobre que exige manejo intensivo ao longo de seus 20 anos de ciclo, ela concentra 36% das vagas (605 postos). Destinada quase integralmente ao mercado externo, a espécie ocupa 68 mil hectares no estado e produziu 198 mil m³ de toras para processamento em 2024, conforme dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já o eucalipto atua como a engrenagem energética do estado. Com um ciclo mais curto, de sete anos, a espécie é o pilar de sustentação das indústrias de etanol de milho, fornecendo biomassa em larga escala. Com a maior área plantada (174 mil hectares), o cultivo de eucalipto sustenta 488 empregos diretos, tendo entregue 4,4 milhões de m³ de lenha em 2024 para suprir a demanda industrial mato-grossense.

Informações: Canal Rural

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Nova malha ferroviária da celulose em MS reposiciona logística, reduz custos e fortalece rota até o Porto de Santos

A iniciativa reflete a consolidação de Mato Grosso do Sul como um dos maiores polos globais de celulose e responde à necessidade de substituir gradualmente o transporte rodoviário em longas distâncias, especialmente em trajetos superiores a mil quilômetros.

A implantação de uma nova malha ferroviária dedicada ao transporte de celulose em Mato Grosso do Sul representa uma mudança estrutural na logística do setor florestal. Com destaque para o Projeto Sucuriú, da Arauco, o Estado passa a priorizar o modelo ferroviário como principal estratégia de escoamento da produção até o Porto de Santos (SP), em um movimento alinhado à expansão industrial, à redução de custos logísticos e às metas ambientais do setor.

A iniciativa reflete a consolidação de Mato Grosso do Sul como um dos maiores polos globais de celulose e responde à necessidade de substituir gradualmente o transporte rodoviário em longas distâncias, especialmente em trajetos superiores a mil quilômetros.

Estudos e projeções do setor indicam que o transporte ferroviário pode proporcionar redução de até 50% no custo do frete em comparação ao modal rodoviário em distâncias próximas a 1.000 km, além de maior previsibilidade operacional. No caso do projeto da Arauco, está prevista a utilização de trens dedicados, com até 100 vagões, exclusivos para o transporte de celulose.

Do ponto de vista ambiental, a migração para os trilhos pode resultar em redução estimada de até 94% nas emissões de gases de efeito estufa, além de diminuir significativamente o fluxo de caminhões pesados nas rodovias. No Projeto Sucuriú, a expectativa é de retirada de cerca de 7 mil viagens de caminhão por mês, o que também contribui para a segurança viária e a conservação da infraestrutura rodoviária regional.

Investimentos e impacto econômico

O investimento total anunciado pela Arauco no Projeto Sucuriú é de aproximadamente US$ 4,6 bilhões, valor que corresponde a uma parcela relevante da economia estadual quando comparado ao PIB de Mato Grosso do Sul (base 2021). Durante a fase de implantação, as estimativas apontam para picos de 14 mil a 17 mil empregos, com estabilização posterior em torno de 6 mil a 7 mil postos diretos e indiretos na etapa operacional.

Esses números reforçam o papel da ferrovia não apenas como solução logística, mas como vetor de desenvolvimento regional, articulando indústria, serviços, infraestrutura e geração de renda.

A nova estratégia logística envolve a construção de ramais ferroviários privados, conectados à malha nacional existente:

  • Ramal da Arauco: entre 47 km e 48 km, ligando a fábrica em Inocência (MS) à Malha Norte, operada pela Rumo;
  • Ramal da Eldorado: cerca de 97 km, conectando Três Lagoas a Aparecida do Taboado;
  • Trajeto ferroviário total até Santos: estimado em aproximadamente 1.050 km entre Inocência e o litoral paulista;
  • Malha Oeste: projeto de relicitação prevê a reativação e modernização de cerca de 600 km dentro de MS, ligando Corumbá a Mairinque (SP), com potencial para ampliar o escoamento de celulose e minérios;
  • Expansão da Malha Norte: a ampliação em 743 km, no Mato Grosso, reforça o Porto de Santos como principal hub logístico do Centro-Oeste.

Em fevereiro, está previsto o lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário da Arauco, que terá terminal integrado dentro da própria planta industrial em Inocência, marcando o início físico da implantação dessa nova rota logística.

Terminais portuários e estratégia em Santos

Toda a produção de celulose de Mato Grosso do Sul tem como destino o Porto de Santos, onde as principais empresas do setor, Eldorado, Suzano, Bracell e Arauco, possuem terminais próprios ou projetos em implantação, estratégia que garante escala, eficiência e controle da operação portuária.

O terminal da Arauco será voltado a navios do tipo break bulk, com capacidade estimada entre 50 mil e 80 mil toneladas por embarque. Já o projeto da Bracell (STS14A) prevê a construção de um armazém com 44.590 m² e capacidade estática de 126 mil toneladas de celulose. A logística também se integra ao mega terminal ferroviário da Rumo, em Rondonópolis, que consolida cargas do Centro-Oeste rumo ao litoral paulista.

Com a ferrovia assumindo papel central no escoamento da produção, Mato Grosso do Sul avança para um novo modelo logístico, mais eficiente, sustentável e competitivo. A combinação entre grandes projetos industriais, ramais ferroviários dedicados e terminais portuários especializados cria um corredor estratégico alinhado às exigências do mercado internacional.


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Suzano restaura mais de 1,7 mil hectares de Mata Atlântica no Estado de São Paulo

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, registrou a restauração de mais de 1,7 mil hectares de Mata Atlântica em 2024. O dado integra o Resumo Público do Plano de Manejo Florestal 2025 da Unidade de Negócio Florestal de São Paulo (UNF-SP), documento que consolida informações sobre conservação ambiental, manejo florestal, segurança, monitoramento e relacionamento com comunidades em 114 municípios de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde se concentram mais de 98% das áreas manejadas pela companhia. O documento completo está disponível no site da Suzano no link: https://bit.ly/4qlmjjI.

“Nosso propósito de renovar a vida a partir da árvore reflete o compromisso em desenvolver soluções sustentáveis com base em recursos renováveis. A restauração ecológica realizada em 2024 integra práticas contínuas de manejo florestal responsável, fundamentais para equilibrar produtividade, conservação ambiental e relacionamento com comunidades. O Resumo Público do Plano de Manejo é uma ferramenta central para garantir transparência e orientar os próximos ciclos”, afirma Mariana Appel, gerente de Sustentabilidade na Suzano.

A UNF-SP administra uma base florestal de aproximadamente 382 mil hectares, dos quais 143 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, o equivalente a 37% das áreas florestais da empresa. As ações de restauração priorizaram Áreas de Preservação Permanente (APP), com suporte de tecnologias avançadas, como o Sistema LiDAR (Light Detection and Ranging), que realiza o escaneamento da superfície terrestre e gera modelos tridimensionais da vegetação, permitindo caracterização precisa da estrutura e do uso do solo. O monitoramento é reforçado por imagens de satélite, sobrevoos com drones e inspeções periódicas em campo conduzidas por equipes especializadas.

Áreas de Alto Valor de Conservação e monitoramento da fauna

A companhia mapeou 23 Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), que somam mais de 10 mil hectares e reúnem atributos ambientais, sociais e de serviços ecossistêmicos considerados críticos, como ecossistemas raros, recursos hídricos essenciais e habitats de espécies ameaçadas, além de locais com relevância cultural e comunitária.

O Plano também apresenta resultados do Programa de Monitoramento de Fauna, que registrou em 2024 240 espécies de aves, 47 de mamíferos, 20 de anfíbios e 4 de répteis, incluindo espécies ameaçadas como muriqui-do-sul, onça-parda e mico-leão-preto. Para proteger esses habitats, a Suzano mantém brigadas especializadas em combate a incêndios florestais, sistema de monitoramento via satélite e 19 torres equipadas com câmeras de alta definição para vigilância contínua.

Manejo sustentável e impacto social

O manejo florestal responsável, adotado pela UNF-SP, busca equilibrar produtividade e preservação ambiental, assegurando a continuidade dos serviços ecossistêmicos e a sustentabilidade do negócio. Toda a produção é baseada em plantios renováveis de eucalipto, com rastreabilidade garantida pelas certificações FSC® e PEFC (NBR 14789), assegurando conformidade com padrões internacionais de manejo florestal.

Além dos aspectos ambientais, o manejo florestal responsável também gera impactos sociais positivos. Em 2024, a companhia investiu em projetos que beneficiaram 70 municípios e mais de 960 localidades, com foco em educação, geração de renda e inclusão produtiva. No mesmo período, a UNF-SP foi responsável pela geração de mais de 4.500 empregos diretos e indiretos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico regional.

A divulgação do Resumo Público reforça o compromisso da Suzano com a transparência e a melhoria contínua, sendo um elemento fundamental para a manutenção das certificações FSC® (FSC-C009927) e PEFC (PEFC/28-23-26). Esses selos asseguram que o manejo florestal atende a rigorosos critérios ambientais, sociais e trabalhistas, promovendo a proteção da biodiversidade, o uso responsável dos recursos hídricos, condições seguras de trabalho e o diálogo permanente com as comunidades.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br  

Informações: SB 24 horas

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Arauco firma parceria para reabilitar animais atropelados em obra de megafábrica em MS

Termo de parceria foi firmado com o Imasul, onde a gigante da celulose se compromete a enviar profissionais para atender os animais em centros de reabilitação.

A fábrica de celulose da Arauco, que está em fase de construção em Inocência, firmou parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), para reabilitação dos animais capturados ou atropelados durante as fases de implantação do empreendimento.

A reabilitação será por intermédio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em Campo Grande e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Três Lagoas. Os profissionais serão disponibilizados pela Arauco ao Imasul.

Estas unidades irão receber os animais que venham a ser feridos nas obras, com o objetivo de ” mitigar os impactos na malha viária, decorrentes da implantação do empreendimento Fábrica de Celulose Branqueada de Eucalipto”.

Conforme o termo de cooperação técnica, não haverá repasse de recursos financeiros estipulados e a execução da parceria será feita por meio da disponibilização de profissionais para atendimento no Cras e Cetas.

A parceria terá vigência de um ano, podendo ser prorrogada através de termo aditivo, pelo período equivalente a data de validade das licenças ambientais emitidas.

Arauco

A construção da megafábrica de celulose em Inocência é um dos maiores investimentos privados do Brasil e da América do Sul em andamento no momento.

A obra integra o Projeto Sucuriú, que inclui a megafábrica de celulose com capacidade para processar 3,5 milhões de toneladas por ano em uma única linha de produção.

A previsão é de que a fábrica, que demandará investimentos de US$ 4,6 bilhões, entre em operação no segundo semestre de 2027. Para ter matéria-prima, cerca de 400 mil hectares de eucaliptos já foram ou serão plantados no entorno. 

Além de celulose, a previsão é de que o Projeto Sucuriú, que ficará às margens do rio como mesmo nome, gere 400 megavats de energia. A metade será consumida pela própria fábrica e o restante será vendido, sendo suficiente para abastecer uma cidade com até 800 mil habitantes. 

Segundo o projeto original, a indústria da Arauco tem previsão de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, 1,5 milhão de toneladas a mais do que é produzido no Chile.

Isso faria da Arauco a segunda maior planta de Mato Grosso do Sul (e do Brasil), ficando atrás somente da unidade da Suzano de Ribas do Rio Pardo (2,9 milhões de toneladas/ano).

Após a conclusão da primeira parte (edificação) serão cerca de 2 mil postos de trabalho para as operações industrial e florestal.

Antes mesmo de iniciar as obras da primeira etapa a direção da Arauco já fala em dobrar a capacidade de produção em uma segunda fase. 

Informações: Correio do Estado

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Florestar nos anos 2000: o período que estruturou a entidade para novos ciclos

Entre reorganização interna, diálogo técnico com o poder público e diplomacia setorial, a Florestar atravessou os anos 2000 preparando o terreno para novos ciclos de investimento e fortalecimento.

Em um setor marcado por ciclos longos, decisões estruturais e forte interação com políticas públicas, a história das entidades representativas é tão estratégica quanto a evolução tecnológica no campo. No estado de São Paulo, a Florestar construiu, ao longo de mais de três décadas, um papel central na articulação entre empresas, poder público e sociedade.

Se a fundação nos anos 1990 estabeleceu as bases dessa atuação, foi nos anos 2000 que a entidade passou por uma fase decisiva de reorganização institucional e avanço no diálogo técnico, preparando-se para enfrentar novos desafios e ciclos de crescimento do setor florestal.

Segundo Caio Zanardo, hoje diretor de Sustentabilidade da Suzano e à época membro do Conselho, a década foi marcada por um processo consciente de enxugamento da estrutura e redefinição de prioridades.

Caio Zanardo

“A Florestar passou a organizar melhor suas agendas, alinhar expectativas dos associados e reduzir uma atuação excessivamente reativa, adotando uma visão estratégica de médio prazo”, afirma Zanardo. Essa mudança permitiu maior clareza sobre o papel institucional da entidade e criou bases mais sólidas para sua atuação futura.

Relevância institucional e visão estratégica de longo prazo

O contexto do setor florestal paulista nos anos 2000 impunha desafios específicos. Mesmo sendo um estado com tradição, arcabouço regulatório robusto e histórico consolidado, São Paulo atravessava um período com poucos novos investimentos florestais.

Diante desse cenário, a Florestar optou por uma postura estratégica de preparação institucional. “A entidade fortaleceu o relacionamento com o poder público estadual, estruturou o monitoramento da legislação municipal e passou a acompanhar de forma sistemática as agendas regulatórias”, explica Zanardo.

Essa atuação preventiva contribuiu para criar um ambiente mais previsível e seguro, fundamental para que, anos depois, novos investimentos voltassem a ocorrer no estado.

Governança, técnica e diálogo com o poder público

João Carlos Augusti, que participou ativamente das discussões e articulações da entidade naquele período, destaca que os anos 2000 foram fundamentais para o fortalecimento da governança da Florestar e da sua credibilidade institucional.

“O diálogo técnico com órgãos como a CETESB e a Secretaria do Meio Ambiente foi intensificado, sempre com base em conhecimento técnico e coerência institucional”, afirma. Segundo ele, a entidade se consolidou como referência estadual ao integrar produtores e fornecedores de florestas plantadas, oferecendo uma visão multissetorial do setor.

João Carlos Augusti / Divulgação

Temas como manejo sustentável, expansão das plantações e adequação às normas ambientais dominaram a agenda, além do acompanhamento atento das discussões que culminariam, anos depois, na revisão do Código Florestal.

Fortalecimento das lideranças técnicas

Um diferencial importante da Florestar naquele período foi o fortalecimento das lideranças técnicas, que atuavam de forma constante nas relações com o poder público. Para Augusti, esse trabalho foi essencial para criar relações de confiança com as agências reguladoras.

“Esse relacionamento técnico e institucional garantiu coerência nas discussões e contribuiu para avanços importantes no alinhamento das pautas estratégicas”, avalia.

Transformações do setor e novos ciclos de crescimento

Já João Pedro Pacheco, que foi coordenador, presidente e vice-presidente da entidade, contextualiza a trajetória da Florestar dentro de um período mais amplo de transformações do setor florestal brasileiro. Segundo ele, a partir da década seguinte, especialmente entre 2010 e 2020, o setor viveu um ciclo de forte expansão, impulsionado pela valorização da celulose, entrada de fundos de investimento e avanço da mecanização.

“A profissionalização do setor, a chegada de grandes fundos e o salto em produtividade com melhoramento genético e mecanização mudaram o patamar da atividade florestal no Brasil”, destaca.

João Pedro Pacheco / Divulgação

Esse novo cenário encontrou uma Florestar mais estruturada, preparada institucionalmente e com governança amadurecida para representar os interesses do setor.

Reestruturação e reconstrução institucional

Pacheco também relembra que, a partir de 2014, a Florestar atravessou um período de transição, marcado por ajustes internos e pela reconfiguração do quadro associativo.

Algumas mudanças no cenário setorial e institucional levaram a uma redução temporária no número de associados, o que exigiu uma revisão da estrutura administrativa e financeira da entidade. Esse momento, no entanto, serviu como ponto de inflexão para uma reorganização profunda, que abriu espaço para um novo ciclo de fortalecimento, profissionalização da gestão e retomada do crescimento institucional.

“Foram feitas mudanças no estatuto, identidade visual, modelo de gestão e estrutura de custos. A associação passou a operar com governança corporativa, metas, indicadores e rigor orçamentário”, relata.

O comprometimento das empresas associadas foi decisivo nesse processo. “Quando os associados acreditam no trabalho coletivo, a entidade ganha força e legitimidade”, afirma.

O legado dos anos 2000

Na avaliação dos entrevistados, o principal legado dos anos 2000 foi a construção de uma Florestar resiliente, técnica e institucionalmente preparada para enfrentar diferentes ciclos do setor florestal.

A adoção de uma atuação baseada em diálogo, diplomacia corporativa e construção de pontes — em vez de confronto permanente — consolidou a entidade como interlocutora legítima junto ao poder público e demais atores do setor.

“Esse espírito construtivo, aliado à governança e ao comprometimento associativo, é um legado que permanece até hoje”, conclui Pacheco.

Saiba mais sobre a Florestar no link.

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