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Suzano inaugura Centro de Tecnologia Operacional Industrial na unidade de Mogi

Novo espaço permite acompanhar, em tempo real, a fabricação de itens de higiene, cuidados pessoais e soluções para o lar.

A Suzano, produtora mundial de celulose e referência na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, inaugurou um Centro de Tecnologia Operacional (CTO), na Unidade de Mogi das Cruzes. O espaço irá monitorar, em tempo real, as operações das sete fábricas de bens de consumo da companhia no País, responsáveis pela produção de itens como papel higiênico, lenço facial, fralda, papel toalha, guardanapo, entre outros.

Inaugurado no último mês, o CTO foi criado para padronizar indicadores, antecipar falhas e aprimorar a gestão industrial por meio do monitoramento contínuo das operações. A estrutura integra dados, processos e indicadores das sete unidades em uma única plataforma, ampliando a eficiência e a confiabilidade dos sistemas produtivos. O espaço permite análises sobre produção, qualidade, perdas e confiabilidade, garantindo maior agilidade na tomada de decisões.

“O CTO amplia a confiabilidade dos processos e nos traz percepções importantes para tornar nossas operações ainda mais assertivas, ao integrar tecnologia, dados e pessoas. Com isso, fortalecemos a eficiência, aumentamos a segurança e avançamos para um modelo industrial mais sustentável e inteligente, capaz de gerar e compartilhar cada vez mais valor para a companhia e para o planeta”, afirma Reginaldo Duarte, gerente de Qualidade, Meio Ambiente e Estratégia, da Suzano.

Segundo Reginaldo, a nova estrutura ainda está em operação assistida. Após o período de comissionamento, ou seja, a fase inicial em que são realizados testes e ajustes para garantir que todos os sistemas funcionem conforme o planejado, além do suporte remoto às demais fábricas, o centro vai promover maior integração entre as equipes, que poderão acompanhar, por meio de telas interativas, a mesma visão operacional da sala de Mogi das Cruzes.

“O CTO consolida e analisa dados de equipamentos, processos e indicadores em uma visão única e em tempo real. Além do monitoramento, a sala integra manutenção, performance industrial e indicadores de negócio, permitindo avaliar impactos cruzados, desenvolver automações e aplicar análises preditivas de forma unificada”, completa Reginaldo.

Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br   

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Celulose movimentada por hidrovias no RS atinge 1,9 milhão de toneladas em 2025

A movimentação de cargas por hidrovias no Rio Grande chegou a cerca de 1,9 milhão de toneladas em 2025, com crescimento de 11,76% em relação ao ano anterior, quando foi de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, de acordo com dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) divulgados na sexta-feira (16) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). Produzido pela Companhia Manufatureira de Papéis e Papelões (CMPC), em Guaíba, o produto é transportado em barcaças pela hidrovia do Atlântico Sul, formada pelos rios Jacuí e Guaíba, canais e pela Lagoa dos Patos e que liga a cidade a Rio Grande, de onde é exportada pelo porto local.

Segundo o Mpor, a celulose é a principal carga movimentada no terminal gaúcho, por onde, em 2023, foram exportadas cerca de 1,62 milhão de toneladas de celulose. A China foi o principal destino, seguida pelos Estados Unidos, pela Itália, pelos Emirados Árabes Unidos e pela Coreia do Sul. De acordo com a pasta, as barcaças levam a celulose de Guaíba a Rio Grande e na volta transportam toras de madeira a partir de Pelotas.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Burlier, explicou que o crescimento do uso da hidrovia é resultado do aumento da produção e da exportação de celulose e da reorientação logística feita após as enchentes de 2024, que impediram o transporte por estradas e ferrovias. “As hidrovias cumprem papel estratégico em situações de crise climática, aumentam a resiliência do sistema logístico e reduzem riscos operacionais”, afirmou.

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Indústria de papel em SC atualiza políticas de sustentabilidade e inclusão

Empresa revisou políticas para melhorar a preservação ambiental e a inclusão de pessoas.

Empresa que se destaca pela governança em ESG, a Irani Papel e Embalagens comunica que realizou uma atualização em políticas na área. Adotou nova política de sustentabilidade e lançou as diretrizes para a política de Inclusão e Diversidade. A companhia, que tem atuação nacional, mas a sua maior fábrica de papel fica em Vargem Bonita, Santa Catarina, revela que ampliou o total de compromissos assumidos.

Para o diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, Fabiano Alves de Oliveira, a atualização da política de sustentabilidade e o estabelecimento de políticas de inclusão e diversidade reforçam o compromisso da companhia em evoluir continuamente. Segundo ele, isso é colocar as pessoas e o desenvolvimento responsável no centro da estratégia da companhia.

– Buscamos sempre evoluir. Essas diretrizes ampliam nossa capacidade de promover um ambiente inclusivo, inovador e ético, alinhado às expectativas da sociedade e aos desafios de um mercado cada vez mais consciente – explica Fabiano de Oliveira.

Ao adotar nova política de sustentabilidade, a Irani amplia diretrizes para as regras socioambientais. A ênfase é o desenvolvimento sustentável.

– Além de estabelecer novos compromissos estamos fortalecendo práticas que orientam decisões, comportamentos e relações em toda a cadeia de valor. Esse movimento consolida a Irani como uma empresa preparada para crescer de forma sustentável, com responsabilidade social, respeito à diversidade e visão de longo prazo – afirma o executivo.

Veja regras ambientais e sociais que devem ser seguidas pela Irani Papel e Embalagens:

– Gerar valor por meio de um modelo de negóciosque equilibre crescimento econômico, responsabilidade socioambiental e retorno admirável sobre o capital investido.

– Assegurar a satisfação dos clientespor meio da oferta de produtos e serviços com Foco Do Cliente.

– Colocar o cliente no centro da estratégia, assegurando que produtos, serviços e inovações reflitam qualidade, confiança e propósito sustentável.

– Usar os recursos de forma sustentável, preservando o meio ambiente, reduzindo os impactos ambientais e promovendo a economia circular e de baixo carbono.

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– Garantir o suprimento sustentável de matérias-primas, com base em práticas responsáveis de manejo florestal e de cadeia de custódia, com respeito à biodiversidade e ao meio ambiente.

– Atuar de forma proativa frente às mudanças climáticas, reduzindo emissões de Gases de Efeito Estufa e outros mecanismos regulados

e voluntários de mercado de carbono, fortalecendo a resiliência dos negócios e contribuindo para o alcance de descarbonização.

– Proporcionar condições de trabalho seguras e saudáveis, prevenindo lesões e agravos à saúde relacionadas ao trabalho, por meio da eliminação de perigos e redução de riscos à segurança e ao bem-estar de colaboradores e fornecedores, permitindo a consulta e a participação dos trabalhadores e de seus representantes em temas relacionados à saúde e segurança no trabalho.

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– Assegurar a integridade e o respeito aos direitos humanos, promovendo diversidade e inclusão em nossa cadeia de valor.

– Promover investimentos sociais e o desenvolvimento das comunidades, por meio de parcerias e investimentos que estimulem cidadania, educação, cultura e geração de oportunidades sustentáveis.

– Integrar a estratégia da Companhia aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) assumidos, alinhando propósito, desempenho e transparência.

– Adotar práticas de governança ética e responsável, assegurando transparência, conformidade e tomadas de decisão que promovam o crescimento e rentabilidade dos negócios de forma sustentável.

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– Promover a melhoria contínua e o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis aos negócios da Companhia, por meio de Sistema de Gestão Integrado.

política de Diversidade visa estabelecer diretrizes para promoção da inclusão, diversidade e acessibilidade, apoiando decisão em todas as instâncias organizacionais:

– Promover um ambiente inclusivo, garantindo que todas as pessoas sejam tratadas com respeito, independentemente de suas características individuais, crenças, identidades ou origens.

– Valorizar a individualidade, reconhecendo e celebrando as diferenças como fonte de inovação, aprendizado e fortalecimento da cultura organizacional.

– Assegurar igualdade de oportunidades na Companhia.

– Prevenir e combater preconceitos, vieses, discriminações e assédios, não tolerando qualquer comportamento que viole a integridade das pessoas.

– Investir em acessibilidade para construir ambientes físicos e digitais inclusivos.

– Promover o desenvolvimento contínuo de um ambiente de Segurança Psicológica.

– Definir metas claras e mensuráveis de diversidade e inclusão, alinhadas ao planejamento estratégico da Companhia.

– Assegurar que todas as ações e iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão estejam alinhadas à legislação vigente

Informações: NSC Total

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Bracell compra florestas de eucalipto da Duratex em São Paulo

Estratégia é aumentar oferta de matéria-prima para abastecer unidade inaugurada em 2021 em Lençóis Paulistas, no interior de São Paulo.

A Bracell, uma das maiores produtores de celulose do mundo, controlada pelo grupo de Singapura Royal Golden Eagle, está comprando parte da produção de eucalipto da brasileira Duratex. A empresa brasileira é o braço de produção de madeira do Grupo Dexco, que atua na fabricação e comercialização de painéis de madeira destinados ao setor de construção civil e à indústria moveleira, além de uma divisão de produtos de metais e louças sanitárias.

Em tese, a Duratex fornece a matéria-prima necessária para o grupo Dexco, seu controlador. Contudo, a negociação com a Bracell vai funcionar como forma de captação de recursos para as atividades da empresa. A operação consiste na venda de madeira em pé, que ainda não foi colhida das fazendas administradas pela Duratex e será utilizada pela Bracell para fabricação de celulose, em sua unidade em Lençóis Paulistas, no interior de São Paulo.

O volume de madeira adquirido e o valor do total do negócio não foram revelados. No entanto, a responsabilidade pela colheita da floresta de eucalipto da Duratex ficará sob a responsabilidade da Bracell, bem como o transporte da madeira. As florestas estão instaladas em fazendas nas cidades de Bofete, Angatuba Buri e Itapetininga.

A compra do eucalipto pela Bracell representa uma oportunidade da empresa otimizar sua base de suprimento de madeira e demonstra o acirramento da disputa por matéria-prima com concorrentes como Suzano, Klabin e Arauco. Estimativas do mercado indicam que a Bracell já possua cerca de 275 mil hectares plantados com eucalipto em São Paulo.

A fábrica da Bracell em Lençóis Pauslitas começou a ser construída em 2019 com investimento de R$ 15 bilhões. A unidade entrou em operação em 2021 com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose solúvel ou até 3 milhões de toneladas de celulose kraft por ano. Há pouco mais de um ano, a empresa voltou seus olhos para Mato Grosso do Sul, atrás de novas áreas de eucalipto para construir uma nova fábrica.

A companhia anunciou um investimento de R$ 20 bilhões para levantar uma nova planta no município de Bataguassu, com capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano. Para abastecer a fábrica de Mato Grosso do Sul, estima-se que a Bracell já tenha aproximadamente 50 mil hectares de eucalipto plantados.

Informações: Isto É Dinheiro

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Portugal reforça combate ao fogo com 12 milhões para novas máquinas de gestão de combustível

O Governo português, através do Ministério da Agricultura e Mar e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), lançou um novo aviso de apoio financeiro que promete dar um impulso significativo à gestão dos espaços rurais. Com uma dotação global de 12,1 milhões de euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o programa “MAIS Floresta: Reforço de Capacidade de Atuação” foca-se na modernização do parque de máquinas e equipamentos destinados à silvicultura e à redução do risco de incêndio.

Este incentivo financeiro assume a forma de uma subvenção não reembolsável e dirige-se especificamente a micro, pequenas e médias empresas que atuam em Portugal Continental. As entidades que operam nas áreas da silvicultura, exploração florestal e serviços de apoio podem beneficiar de um financiamento que chega aos 150 mil euros por candidatura, permitindo a renovação tecnológica necessária para enfrentar os desafios da limpeza e manutenção das florestas nacionais.

A lista de investimentos elegíveis é abrangente e foca-se na eficácia operacional. O apoio permite a aquisição de tratores preparados para operações florestais, alfaias mecânicas para gestão de combustível e trituradores de ramos e galhos. Uma das novidades é a inclusão de máquinas telecomandadas, equipamentos de alta tecnologia que permitem realizar a gestão de carga de combustível em terrenos de difícil acesso ou com declives acentuados, aumentando substancialmente a segurança dos operadores e a produtividade das intervenções.

As empresas interessadas devem preparar os seus processos para o período de submissão, que decorre entre o dia 2 de fevereiro e as 18:00 de 15 de março de 2026. As candidaturas são efetuadas por via eletrónica através do portal do ICNF. Dado que o concurso pode encerrar antecipadamente caso a dotação financeira se esgote antes do prazo final, a organização e submissão atempada dos projetos torna-se um fator crítico para o sucesso das PME que pretendem reforçar a sua capacidade de atuação no terreno.

Informações: Portal Sapo

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Tecnologia e sustentabilidade transformam a silvicultura e impulsionam o setor de papel e celulose no Brasil

Mais do que crescer em escala, o setor vive uma revolução tecnológica e sustentável que começa na floresta e se estende até o produto final.

O setor de papel e celulose se consolidou como um dos pilares estratégicos da economia brasileira. Em 2023, a indústria gerou cerca de US$ 10,3 bilhões em divisas, respondendo por aproximadamente 3% das exportações nacionais. Com investimentos previstos acima de R$ 105 bilhões até 2028, o segmento avança para uma nova fase de expansão produtiva, liderada por grandes players como Bracell, Arauco e Suzano. Mais do que crescer em escala, o setor vive uma revolução tecnológica e sustentável que começa na floresta e se estende até o produto final.

Inovação na base florestal: eficiência começa nos viveiros

A transformação do setor tem início nos viveiros de mudas, etapa decisiva para a produtividade das florestas plantadas. Tradicionalmente, a construção e operação desses viveiros eram realizadas de forma fragmentada, com diferentes fornecedores e cronogramas pouco integrados. Para superar esse gargalo, o modelo Turn Key vem ganhando espaço no setor.

Nesse formato, toda a implantação, do projeto conceitual à entrega final, é conduzida de forma integrada. Empresas adotam esse modelo para alinhar layout, infraestrutura, irrigação, automação e equipamentos desde o início. O resultado é expressivo: ganhos de produtividade entre 20% e 40% em comparação com projetos convencionais, além de maior previsibilidade de custos e prazos.

O projeto conceitual torna-se peça-chave nesse processo, pois coordena equipes multidisciplinares e garante que todas as áreas técnicas operem sob as mesmas premissas, reduzindo retrabalhos e aumentando a eficiência operacional.

Automação: mais produtividade com menos recursos

A automação deixou de ser tendência e passou a ser requisito competitivo. Viveiros altamente tecnologizados conseguem otimizar o uso de água, energia e mão de obra, ao mesmo tempo em que elevam a qualidade das mudas. Estudos indicam que viveiros automatizados alcançam índice de sobrevivência de mudas de até 84,5%, enquanto estruturas não automatizadas ficam em torno de 60%.

Outro ponto estratégico é a escolha do sistema de produção. A miniestaquia (clonagem), embora demande maior investimento inicial e domínio técnico, especialmente com a implantação de minijardins clonais, proporciona florestas mais uniformes, previsíveis e altamente produtivas. Já o sistema via sementes apresenta menor custo inicial e maior lucratividade no curto prazo, mas com maior variabilidade genética e produtiva. A decisão depende do modelo de negócio, da escala do projeto e dos objetivos de longo prazo da empresa.

Sustentabilidade e certificação: exigência do mercado global

A sustentabilidade é hoje um dos principais vetores de competitividade do setor. Empresas brasileiras têm se destacado por soluções alinhadas à bioeconomia. A Klabin, por exemplo, investe na substituição de plásticos por embalagens biodegradáveis à base de celulose. Já a Suzano mantém compromissos ambientais robustos, como a meta de remover ou evitar 40 milhões de toneladas de CO? da atmosfera até 2025.

Nesse contexto, as certificações florestais são fundamentais. Programas como o CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), com reconhecimento internacional pelo PEFC, atestam que o manejo florestal segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos. Essas certificações são voluntárias, mas essenciais para acesso aos mercados mais exigentes, e incluem regras como a proibição do uso de organismos geneticamente modificados em plantações comerciais.

A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

Informações: Hoje Mais / Vale Celulose

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Komatsu reforça portfólio florestal em 2025 e prepara avanço para o Full Tree em 2026

Lançamentos apresentados em 2025 reforçam eficiência, conectividade e sustentabilidade, enquanto a empresa prepara a expansão para o sistema Full Tree em 2026.

A Komatsu Forest encerrou 2025 com um pacote robusto de lançamentos voltados ao setor florestal, consolidando sua presença no segmento de colheita mecanizada (CTL) e preparando o terreno para uma nova fase de expansão em 2026. Os destaques do ano foram o novo Forwarder 895 e os harvesters sobre esteira PC210F e PC220F, apresentados ao mercado durante eventos como o Show Florestal.

Novo Forwarder 895, lançado em 2025, foi totalmente redesenhado para reduzir o custo por m³ no baldeio de madeira.

Segundo Eduardo Nicz, diretor-presidente da Komatsu no Brasil, os lançamentos de 2025 refletem uma estratégia clara: elevar a produtividade das operações florestais, reduzir custos por metro cúbico produzido e oferecer melhores condições de trabalho aos operadores, especialmente em regiões remotas.

Forwarder 895 inaugura nova geração no baldeio de madeira

Principal lançamento da Komatsu Forest em 2025, o Forwarder 895 foi totalmente redesenhado com foco em eficiência operacional, robustez e ergonomia. Desenvolvido em parceria com clientes, o equipamento entrega maior capacidade de carga e otimização do baldeio, resultando no menor custo por m³ da categoria, segundo a fabricante.

Entre os diferenciais do novo forwarder estão o tanque de 500 litros, sistema hidráulico otimizado, versões 6WD e 8WD, nova grua 205F, rotator GX reforçado, chassi traseiro e caixa de carga redesenhados, além da integração com a plataforma Smart Forestry. O modelo também se destaca pela elevada intercambiabilidade de componentes, com 78% de peças compatíveis, o que reduz custos de manutenção e facilita a gestão de frota.

“Cada detalhe desse projeto foi pensado para oferecer uma operação mais produtiva, econômica e sustentável. É tecnologia aplicada diretamente à redução de custos e ao aumento de eficiência no campo”, destaca Nicz.

Harvesters PC210F e PC220F ampliam eficiência na colheita

Outro avanço importante em 2025 foi a introdução dos novos harvesters sobre esteira PC210F e PC220F, que representam uma evolução da consagrada PC200F. Ambos os modelos foram concebidos para enfrentar condições severas de trabalho, com foco em maior força de trabalho, menor consumo de combustível e alta confiabilidade.

Harvester sobre esteira PC210F combina força, menor consumo de combustível e tecnologia embarcada para colheita florestal.

A PC210F conta com motor de 165 HP, certificado Proconve MAR-1, estrutura reforçada e tecnologias embarcadas como Komtrax e Smart Forestry, que permitem monitoramento inteligente da operação. O modelo combina características da máquina base com adaptações florestais, oferecendo um equilíbrio entre desempenho, robustez e eficiência energética.

Já a PC220F apresenta configurações exclusivas que ampliam sua produtividade. O harvester possui cabine florestal certificada, assento com suspensão a ar, câmera traseira, sistema de supressão de incêndio, proteção antitérmica e do ventilador, sistema de troca de calor e baixo nível de ruído interno. O maior vão livre do solo e as sapatas mais largas garantem excelente capacidade de transpor obstáculos, reduzindo riscos de danos ao equipamento em ambientes florestais complexos.

Equipamentos voltados à silvicultura reforçam os investimentos da Komatsu + Bracke em mecanização e automação para os próximos anos.

Tecnologia, conectividade e sustentabilidade no centro da estratégia

As inovações apresentadas em 2025 estão diretamente alinhadas às metas globais de sustentabilidade da Komatsu. De acordo com Nicz, a empresa trabalha com três pilares fundamentais: benefício ao operador, eficiência para o negócio e responsabilidade ambiental.

A automação e a conectividade permitem reduzir fadiga, minimizar erros operacionais e ajustar automaticamente as máquinas para otimizar a produção. As máquinas conectadas enviam dados em tempo real para centrais de inteligência, possibilitando manutenção preditiva, correção de manobras e antecipação de paradas.

“Fazer mais com menos é sustentabilidade. Produzir mais em menos tempo, com menor consumo de diesel e menor custo de manutenção, reduz diretamente o impacto ambiental”, afirma o executivo.

No âmbito global, a Komatsu estabeleceu metas ambiciosas de redução de emissões: 50% menos carbono até 2030 em relação a 2010, com o objetivo de alcançar neutralidade total até 2050. Um marco importante dessa jornada foi atingido em 2023, quando a fábrica da Komatsu Forest em Umeå, na Suécia, alcançou produção neutra em carbono, apoiada por energia solar em larga escala e aquecimento geotérmico.

2026: foco no Full Tree e na mecanização da silvicultura

Após consolidar sua oferta no segmento CTL em 2025, a Komatsu Forest direciona seus esforços em 2026 para a expansão no sistema Full Tree. O principal lançamento previsto é o Skidder 6×6 da TimberPro, que será apresentado para trabalhar juntamente com os recém lançados Feller Bunchers da Timber Pro.

Além disso, a companhia tem direcionado investimentos significativos para a silvicultura, especialmente em função da escassez de mão de obra em áreas remotas. “Nosso foco é mecanizar atividades que ainda são manuais e automatizar processos já mecanizados, oferecendo melhores condições de trabalho e reduzindo a dependência de pessoas em tarefas pesadas e expostas ao sol”, explica Nicz.

Nos próximos cinco anos, a maior parte dos investimentos da Komatsu Forest estará concentrada no desenvolvimento de plantadeiras florestais e novas tecnologias para a silvicultura, ampliando ainda mais a atuação da empresa além da colheita.

Cliente no centro do desenvolvimento tecnológico

O relacionamento próximo com o mercado é outro pilar da estratégia da Komatsu. Inspirada na cultura japonesa, a empresa adota o conceito de GEMBA, que significa estar no campo, onde as coisas acontecem. Essa filosofia orienta o desenvolvimento de novas soluções a partir da escuta ativa dos clientes.

“Estar próximo do cliente, entender suas dores e trazer esses inputs para dentro de casa é essencial para desenvolver tecnologias realmente aplicáveis”, afirma Nicz. Segundo ele, a combinação entre a cultura japonesa, a gestão sueca da Komatsu Forest e a flexibilidade da operação brasileira cria um ambiente favorável à inovação.

Com lançamentos consistentes em 2025 e uma agenda clara para 2026, a Komatsu Forest reforça seu posicionamento como uma das protagonistas da mecanização florestal no Brasil, apostando em tecnologia, sustentabilidade e eficiência para atender às demandas de um setor em constante evolução.

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