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Silvicultura de precisão: da muda à colheita, a tecnologia como eixo central da nova era florestal

Artigo por Ailson Loper.

A silvicultura brasileira vive uma transformação silenciosa, porém profunda. A combinação entre genética avançada, sensoriamento remoto, automação e inteligência artificial está redefinindo o modo como se planeja, implanta, conduz e colhe uma floresta.

Essa integração tecnológica, que abrange desde a origem da muda até a entrega final da madeira à indústria, constitui o que hoje denominamos silvicultura de precisão, um conceito que alia ciência, dados e sustentabilidade à eficiência produtiva.

A silvicultura de precisão é o uso coordenado de todas as tecnologias disponíveis, desde o melhoramento genético até o sensoriamento remoto, para maximizar a produtividade e garantir a sustentabilidade. Trabalhamos com unidades cada vez menores, chegando ao nível da árvore individual, o que nos permite um controle inédito sobre o crescimento e o manejo das florestas plantadas.

Ela representa a convergência entre biotecnologia, engenharia e ciência de dados. O setor florestal brasileiro, especialmente o paranaense, tem sido protagonista nessa transformação, desenvolvendo soluções próprias, adaptadas à realidade local, consolidando-se como referência mundial em produtividade e sustentabilidade.

Da semente à colheita, cada decisão é guiada por tecnologia e inteligência. Esse é o novo paradigma das empresas de base florestal. Somos capazes de produzir mais, com menor impacto e utilizando ao máximo de conhecimento técnico possível.

Esse processo tem início muito antes do plantio, nos viveiros clonais e pomares de sementes, onde a base genética das florestas plantadas é definida com muita tecnologia. A produção de mudas envolve polinização e cruzamentos controlados  embriogênese somática, hibridação sexual e técnicas de clonagem,  técnicas que garantem maior vigor, sanidade e adaptabilidade das árvores.

Nesses ambientes, a automação é realidade por meio de sistemas de controle de irrigação, nutrição e temperatura que monitoram continuamente o desenvolvimento das plantas. Além disso, o uso de bioinsumos e inimigos naturais substitui defensivos convencionais, reduzindo impactos ambientais e promovendo um equilíbrio ecológico entre viveiro e floresta.

Cada muda é resultado de um planejamento preciso, que considera dados de solo, clima, relevo e material genético. Essa base científica é o alicerce de uma floresta mais produtiva e resiliente.

Plantio guiado por dados

Ao sair do viveiro, a muda entra em um processo de implantação altamente planejado. Antes mesmo do plantio começar, mapas de produtividade, análises de solo, modelos altimétricos e dados climáticos são cruzados para definir qual espécie e qual clone são mais adequados a cada área.

A silvicultura de precisão rompe com o paradigma da escala por hectare, porque o planejamento passa a ser feito em micro talhões. Isso permite ajustar práticas de manejo dentro do mesmo talhão conforme a variabilidade do terreno e das condições climáticas.

Sensores, estações meteorológicas e softwares de planejamento espacial são utilizados para decidir onde, quando e como plantar, maximizando a eficiência do uso de insumos, água e fertilizantes.

A aplicação de géis hidroabsorventes e adubos de liberação lenta garante maior retenção hídrica e nutrição contínua da muda, reduzindo perdas e melhorando o índice de sobrevivência no campo.

Monitoramento aéreo e gestão inteligente da floresta

Após o plantio, inicia-se outra fase, a de monitoramento e manejo florestal de precisão, sustentada por tecnologias de sensoriamento remoto e coleta massiva de dados.

O uso de drones equipados com sensores multiespectrais, câmeras térmicas e radares de alta resolução permite acompanhar, em tempo real, o desenvolvimento das árvores e a sanidade das áreas cultivadas. Essas ferramentas possibilitam identificar falhas de plantio, mortalidade, manchas de baixa produtividade e até ninhos de formigas com precisão centimétrica.

As informações coletadas pelos drones são integradas a plataformas digitais, onde passam por processamento de imagens, modelagem 3D e análises estatísticas automatizadas. O cruzamento desses dados gera mapas de vigor vegetativo, índices de biomassa e alertas de pragas e deficiências nutricionais, subsidiando intervenções rápidas e eu diria até cirúrgicas.

A inteligência artificial e a análise de dados desempenham papel crescente nesse processo. Hoje, as empresas florestais já aplicam modelos preditivos capazes de antecipar impactos de mudanças climáticas, variações hídricas e ciclos de pragas.

Essas ferramentas correlacionam variáveis históricas e ambientais, permitindo decisões mais assertivas, como ajustar o momento do controle da vespa-da-madeira ou redefinir áreas de plantio do pinus, conforme projeções de temperatura e regime de chuvas.

Condução e tratos silviculturais de alta precisão

Durante o ciclo de crescimento, o manejo florestal segue princípios de eficiência e sustentabilidade. As operações de poda, desbaste e combate a incêndios são definidas com base em dados de produtividade, prognoses de crescimento e variáveis ambientais

A etapa de desbaste, por exemplo, é planejada por softwares que indicam intensidade e localização ideais, considerando o desenvolvimento das árvores e as metas definidas. As máquinas florestais adaptadas com gruas de longo alcance e controle automatizado permitem executar essas operações com mínima compactação do solo e máxima segurança e assertividade.

O manejo integrado de pragas continua sendo uma frente estratégica. Em parceria com instituições de pesquisa, as empresas utilizam inimigos naturais e bioagentes em substituição a defensivos químicos, preservando a biodiversidade e garantindo conformidade ambiental.

Além da floresta, a logística operacional de campo também passou por transformação tecnológica. Procedimentos padronizados, que vão da alimentação ao transporte de equipes e insumos, foram sistematizados e digitalizados, garantindo segurança, conforto e rastreabilidade em todas as etapas da operação.

Colheita mecanizada e logística inteligente

Na fase final, a colheita florestal representa a síntese da automação e da engenharia aplicada ao campo. As operações são controladas a partir de centros de comando integrados, que determinam rotas, cronogramas e sequência de corte com base em dados de produtividade, relevo e umidade do solo.

As máquinas colheitadeiras (harvesters e forwarders) possuem sistemas embarcados de georreferenciamento, controle de corte e otimização de sortimentos. Cada árvore pode ser identificada e processada com precisão, reduzindo perdas e melhorando o rendimento industrial.

A ergonomia e o conforto dos operadores também fazem parte dessa revolução tecnológica: cabines climatizadas, comandos automatizados e sensores de segurança refletem o alto nível de profissionalização das operações florestais.

O futuro da silvicultura

O volume de dados gerado ao longo do ciclo florestal é hoje exponencial. As empresas utilizam sistemas de data mining, modelagem preditiva e inteligência artificial para transformar dados brutos em informação e essa informação em inteligência para a tomada de decisão.

Essas análises são capazes de prever produtividade futura, antecipar riscos climáticos e otimizar a alocação de recursos. A tomada de decisão torna-se cada vez mais orientada por evidências, substituindo a experiência empírica pela gestão baseada em dados científicos. Esse é o futuro da silvicultura e que já está presente nas empresas de base florestal do estado.

Ailson Loper é diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

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Como megafábricas têm virado pequenas cidades do avesso em MS

A Suzano, empresa paulista de celulose, se instalou em Ribas do Rio Pardo em 2021. Desde então, a economia local mudou de forma acelerada. O crescimento trouxe impactos também na infraestrutura. A cidade precisa se adaptar para oferecer serviços básicos à população.

O orçamento municipal saltou de R$ 116 milhões em 2020 para R$ 340 milhões em 2025. Mais da metade da arrecadação vem do eucalipto.

Crescimento desenfreado impacta na estrutura

Segundo autoridades, o maior desafio é controlar o crescimento. Em cinco anos, a população subiu de 22 mil para 30 mil habitantes, segundo a prefeitura.

Parte dos moradores vive em ocupações irregulares. Tatiane Mendes de Souza, trabalhadora de serviços gerais, mora em um barraco porque não conseguiu pagar aluguel.

“É muito difícil pagar aluguel, é muito caro. E aqui foi melhor pra mim. É difícil morar no barraco. Quando chove, molha”.

A prefeitura estima que 420 famílias vivem em condições precárias. O diretor de habitação, Wilson Aparecido dos Santos, afirma que mesmo com a entrega de 100 casas, a demanda continua alta.

“A demanda é maior que 400 casas, para que as pessoas possam sair dessas zonas de risco”.

Nem todos conseguiram se manter no emprego. Márcio Antônio de Farias, pedreiro, machucou o joelho e buscou outra renda. Com ajuda de um colega cuteleiro, aprendeu a fabricar ferramentas para garantir o sustento.

“Eu não consigo exercer minha função. Um colega meu é cuteleiro, aí ele me deu umas dicas e agora tô tirando pelo menos o do arroz e feijão”.

Educação pressionada pela superlotação

O número de matrículas em Ribas do Rio Pardo subiu de 4,3 mil para 5,2 mil neste ano. A prefeitura afirma que busca soluções diárias para atender a demanda.

“Essa é uma dificuldade que realmente o município enfrenta. Decisões judiciais praticamente todos os dias obrigam a abrir vagas para crianças que estão chegando”, disse o prefeito Roberson Luiz Moureira (PSDB).

A Escola Estadual Maria Augusta Costa Ramos da Silva, a maior da cidade, atende mais de mil alunos. O prédio foi ampliado no ano passado e ganhou uma estrutura em contêiner para receber estudantes da educação especial.

Segundo a diretora, Edervânia dos Santos Malta, a capacidade triplicou.

“Nós tínhamos uma sala pequena onde atendíamos 20 alunos. Hoje estamos atendendo 60 da educação especial.”

Uma nova escola estadual deve ser inaugurada em 2026, com capacidade para 2 mil estudantes.

Parceria entre governo e empresas

Segundo Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o poder público e as empresas trabalham juntos para reduzir os impactos do crescimento.

“No momento do licenciamento, criamos o Plano Básico Ambiental (PBA). Avaliamos o que precisa ser ampliado em escolas e hospitais, e as empresas são obrigadas a investir”, explicou.

A Suzano aplicou R$ 22 bilhões no plantio de florestas e na fábrica que produz 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

Durante as obras, em 2024, cerca de 10 mil trabalhadores de várias regiões do país atuaram na cidade. Hoje, a operação mantém 3 mil empregos diretos e terceirizados. Para reduzir os impactos, a empresa investiu R$ 300 milhões em Ribas do Rio Pardo.

Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de operações industriais da Suzano, afirma que um comitê foi criado em 2021 para definir prioridades de investimento.

“Entre elas estava a ampliação do Hospital Municipal, já que prevíamos aumento da população e da demanda por saúde”, disse.

O Hospital Municipal registrou 56,5 mil atendimentos em 2023. Em 2025, o número subiu para 58,3 mil. O senador Nelsinho Trad (PSD) alerta para o risco de epidemias em cidades em rápido crescimento.

“É preciso prevenção e orientação em saúde pública, especialmente contra doenças sexualmente transmissíveis”, afirmou.

A Suzano também ergueu uma delegacia, um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e moradias para trabalhadores. Mesmo assim, os desafios continuam. O prefeito defende que o Plano Básico Ambiental (PBA) precisa priorizar a fase de operação da indústria.

“Em Ribas, o PBA foi voltado para a construção, mas a operação não ficou contemplada”, disse Roberson.

Impactos regionais

Além de Ribas do Rio Pardo, outras 11 cidades de Mato Grosso do Sul também sofrem efeitos diretos e indiretos da expansão da celulose. Em novembro, prefeitos e representantes se reuniram em Brasília para discutir soluções conjuntas.

O senador Nelsinho Trad (PSD) defende planejamento de longo prazo e investimentos eficazes.

“O Governo Federal não pode tratar essas 12 cidades da mesma forma que outras que não recebem investimentos desse porte. É preciso recursos da União para infraestrutura, habitação e saúde”, afirmou.

Inocência enfrenta pressão por moradia

Em Inocência, a população saltou de 8,4 mil para cerca de 15 mil habitantes com a chegada de trabalhadores da indústria e das florestas.

O prefeito Toninho da Cofapi (PP) afirma que a maior demanda continua sendo por moradias. “Os preços dos aluguéis subiram bastante por conta da demanda. Isso dificulta para quem já mora aqui”, disse.

Saúde é pressionada com megafábrica

Os impactos começaram em 2023, com a instalação da empresa chilena Arauco. O hospital público viu a média de atendimentos diários subir de 30 para 70 em pouco tempo.

Em novembro deste ano, foram 2,9 mil procedimentos. A rede particular também ampliou o atendimento.

“Temos três postos de saúde e estamos melhorando para acompanhar o crescimento. Se não, somos atropelados como outras cidades”, disse o prefeito.

O Plano Básico Ambiental (PBA) de Inocência prevê investimento de R$ 85 milhões pela Arauco. O recurso será usado para construir um novo hospital, dois postos de saúde, sede da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e 620 casas.

O presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore), Júnior Ramires, alerta que o poder público precisa acompanhar o ritmo do setor.

“A infraestrutura é essencial para o crescimento. Sem ela, os investimentos podem parar”, disse.

Informações: G1

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Pesquisa vai avaliar impactos do macaco-prego no setor florestal

Danos causados pelo animal têm impacto direto na produtividade, na qualidade da madeira e na economia do setor.

Na manhã de terça-feira (16), a Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) realizou a apresentação oficial da pesquisa “Impactos florestais e econômicos do macaco-prego nas florestas comerciais de Pinus taeda”, que será desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Sociedade (PPGDS). O evento reuniu autoridades, pesquisadores, representantes do setor florestal, docentes, acadêmicos e convidados.

A pesquisa, que será conduzida pela professora Dra. Eluize Vayne Maziero e pelo mestrando Guilherme Fortkamp, integra uma agenda estratégica voltada à inovação e à sustentabilidade. O estudo buscará compreender os danos causados pelo macaco-prego (Sapajus nigritus) nas plantações de Pinus taeda, espécie amplamente cultivada em Santa Catarina, que hoje soma mais de 714 mil hectares plantados. Esses danos têm impacto direto na produtividade, na qualidade da madeira e na economia do setor, considerado um dos pilares da região de Caçador.

O projeto terá início ainda em 2025, com desenvolvimento ao longo de 2026 e apresentação dos resultados finais no primeiro semestre de 2027. Empresas do setor de base florestal interessadas podem entrar em contato com a UNIARP para o compartilhamento de informações. Essa integração é considerada essencial para o sucesso da pesquisa e para a construção de soluções efetivas.

A abertura teve a presença de Moacir José Salamoni, presidente da FUNIARP; Neoberto Geraldo Balestrin, reitor da UNIARP; Joel Haroldo Baade, vice-reitor acadêmico; Rosana Claudio Silva Ogoshi, coordenadora de Pós-Graduação, Pesquisa e Internacionalização; Talize Foppa, coordenadora geral de Graduação; Claudriana Locatelli, coordenadora do PPGDS; e Aurélio De Bortolo, presidente do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador (Simca).

Em sua fala, Moacir Salamoni, presidente da FUNIARP, ressaltou o papel estratégico da pesquisa. “Este projeto reforça a missão comunitária da UNIARP e da Fundação UNIARP, que é devolver à sociedade soluções concretas para seus desafios. Estamos investindo em ciência aplicada para apoiar um setor que é vital para a economia regional e para a geração de empregos. É um passo importante para unir conhecimento acadêmico e desenvolvimento econômico sustentável.”

O reitor Dr. Neoberto Balestrin destacou a relevância de iniciar pesquisas aplicadas que aproximem a academia do setor produtivo, fortalecendo a conexão entre conhecimento científico e as demandas econômicas da região.

Dra. Rosana Ogoshi destacou que a pesquisa marca um novo momento para a UNIARP. “Agora temos estrutura de laboratório, equipe de pesquisadores e estrutura de apoio. Por isso a pesquisa está sendo realizada neste momento. O Paraná já possui estudos mais aprofundados, mas a nossa região é diferente, com clima, relevo e características próprias. Este é o início de um trabalho de pesquisa que vai gerar conhecimento aplicado para Caçador e região.”

Já Aurélio De Bortolo, presidente do Simca, agradeceu à universidade pela iniciativa. “Esta pesquisa é de fundamental importância para a economia e para auxiliar o setor de base florestal, que garante emprego e renda. Estamos falando de problemas que afetam diretamente a economia da região e que precisam de solução.”

A pesquisa

O trabalho marca o início de um programa de pesquisas voltado à interação entre biodiversidade e produção florestal, com potencial para subsidiar políticas públicas e estratégias empresariais.

A professora Eluize Maziero, doutora em Engenharia Química pela UFSM, possui ampla experiência em pesquisa e desenvolvimento, com foco em inovação e sustentabilidade. Já o mestrando Guilherme Fortkamp, graduado em Engenharia Florestal pela UDESC e bolsista FAPESC, será responsável pela execução do projeto.

Informações: Portal RBV

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Suzano bate a marca de 5,5 milhões de toneladas de celulose exportadas nos seus terminais de Santos

Modernização e ampliação dos terminais portuários T32 e DP World possibilitaram um aumento de 75% da movimentação em relação ao ano anterior.

Um ano após concluir a ampliação e modernização de seus terminais no Porto de Santos, a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, celebra a marca de 5,525 milhões de toneladas de celulose escoadas para o mercado externo, um crescimento de 75% em relação ao período anterior às obras. O resultado também reflete o acréscimo da produção oriunda da Unidade Ribas do Rio Pardo, que entrou em operação em julho de 2024.

“Os resultados das nossas operações nos terminais em Santos refletem o comprometimento da Suzano e de toda a equipe envolvida em garantir operações cada vez mais eficientes e sustentáveis. Atualmente, nossa operação logística foi estruturada para que toda a produção destinada ao Porto de Santos seja transportada por ferrovia, representando um avanço importante na estratégia de redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões associadas”, destaca Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da Suzano.

De acordo com Patricia Lascosque, superintendente institucional de Logística da Suzano, unir essa eficiência e proteção do meio ambiente é crucial para a companhia: “Essa aliança entre resultados operacionais e ambientais vem ao encontro de um dos nossos principais direcionadores, que diz que ‘só é bom para nós se for bom para o mundo”.

Investimentos

Do total de investimentos da companhia em novas tecnologias e modernização da logística para o escoamento da produção, R$ 443 milhões foram destinados aos dois terminais portuários em Santos.

No terminal T32, as obras contemplaram a ampliação do armazém de celulose de 21.000 m² para 28.000 m² de área construída, bem como e a modernização em todos os processos, incluindo a implantação de dois Pórticos Rolantes, equipamentos de elevação instalados sobre trilhos que permitem a movimentação de até 48 toneladas cada um. Além deles, foram instalados quatro novos ramais ferroviários de 300 metros de comprimento cada linha.

Os novos equipamentos possibilitam o descarregamento ferroviário de até 44 vagões simultaneamente. O terminal é operado em parceria com a Portocel desde o início do ano.

Já no terminal DP World, construído pela Suzano e operado pela empresa DP World Santos, a companhia investiu na ampliação do armazém de 36.000 m² para 51.000 m² de área construída, ampliando em quase 40% a capacidade estática de armazenamento, que pode chegar a 160 mil toneladas. A capacidade de movimentação de carga anual aumentou de 3,6 milhões para 5 milhões de toneladas.

As obras ainda contemplaram a instalação de mais duas pontes rolantes, com capacidade de 40 toneladas cada uma.

Informações: Notícias do Cerrado

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A Domtar e o legado da Paper Excellence

A Paper Excellence Group virou uma das páginas mais importantes da sua história recente.

Em outubro de 2024, o conglomerado do setor de papel e celulose unificou todas as suas operações globais sob a marca Domtar. A decisão veio após uma série de aquisições nos últimos anos, que ampliaram a sua presença internacional.

Há quatro anos, a Paper Excellence comprou a própria Domtar, um dos nomes mais tradicionais do segmento na indústria norte-americana. Em 2022, adquiriu a canadense Resolute Forest Products, adicionando ainda mais escala em celulose, papéis de impressa, tissue e madeira.

Por isso, segundo Claudio Cotrim, membro do Conselho de Gestão da Domtar e diretor-presidente da companhia no Brasil, o novo nome sela a integração de três legados centenários e reposiciona a companhia no mapa global do setor.

“A unificação sob a marca Domtar marca o fechamento desse ciclo: agora, todas as unidades falam a mesma língua, operam sob um mesmo propósito e se apresentam ao mercado com uma identidade global,” disse Cotrim.

O executivo explica que a escolha da Domtar foi uma decisão de negócios e não só um gesto de reverência à tradição.

Como Domtar é um nome curto, fácil de pronunciar em qualquer idioma e já bem reconhecido pelos clientes, foi a escolha mais óbvia.

“O nome carrega uma reputação sólida na América do Norte e oferece a força simbólica necessária para unificar operações espalhadas por mais de 60 localidades,” disse.

A empresa também adotou um novo logo com uma muda de árvore em destaque. Segundo o executivo, essa pequena árvore representa a trajetória de crescimento do grupo, mas principalmente o compromisso com a sustentabilidade, uma das principais bandeiras do grupo desde o início.

A história da Domtar começa há mais de 200 anos: suas raízes remetem a William Price Company, fundada em 1820 no Canadá para exportar madeira ao Reino Unido.

Ao longo do século XIX, essas operações cresceram, se modernizaram e deram origem a uma série de empresas que formariam a Dominion Tar and Chemical Company – o embrião da Domtar moderna.

Do início do século XX até os anos 80, a companhia diversificou sua atuação no setor químico, em produtos industriais e posteriormente em papel e celulose, tornando-se um dos maiores produtores do Canadá. Nos anos 2000, adotou uma estratégia focada em papéis finos e celulose de mercado – e tornou-se o maior produtor de papel não revestido da América do Norte.

A aquisição pela Paper Excellence em 2021, seguida da compra da Resolute, ampliou esse legado para uma escala global.

A nova Domtar reúne 14 mil funcionários espalhados por 60 localidades na América do Norte e capacidade de produção anual de 9,1 milhões de toneladas de celulose, papel, embalagens e tissue, além de aproximadamente 3 bilhões de metros cúbicos de produtos de madeira, como a madeira serrada.

“Não se trata apenas de uma mudança de nome, mas uma afirmação de propósito: somos a fibra para o futuro,” disse o executivo. “Uma empresa que honra suas origens históricas, abraça a sustentabilidade como base da sua operação e se projeta globalmente com confiança, agilidade e credibilidade.”

Informações: Brazil Journal / Domtar / Papel Excellence

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