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Veracel abre o seu primeiro edital com foco em ações de responsabilidade socioambiental

A Veracel Celulose anuncia o lançamento de seu 1º Edital de Responsabilidade Socioambiental, iniciativa inédita voltada ao fomento da literatura infantil em 11 municípios da Costa do Descobrimento, no sul da Bahia. O edital convida escritores, ilustradores, editoras, instituições educacionais, bibliotecas comunitárias, coletivos culturais e demais agentes da cadeia do livro a inscreverem projetos que estimulem a criação, distribuição e acesso à literatura voltada ao público infantil.

Nesta primeira edição, três projetos serão selecionados, cada um com apoio financeiro de R$ 20 mil. O investimento total previsto é de R$ 60 mil para 2026. As iniciativas devem ser executadas em um ou mais dos municípios de atuação da empresa: Belmonte, Canavieiras, Eunápolis, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Porto Seguro, Potiraguá e Santa Cruz Cabrália.

“A abertura do edital reafirma o nosso compromisso com o desenvolvimento territorial e com a promoção da leitura como ferramenta de inclusão, diversidade, educação e valorização da identidade regional”, explica Izabel Bianchi, Coordenadora de Responsabilidade Social da Veracel. A iniciativa integra o eixo Educação da estratégia de Investimento Social da empresa, que abrange ações formativas, culturais e de incentivo à leitura para crianças e jovens.

Os projetos podem ser inscritos em quatro categorias. Criação e publicação de livros infantis, com foco em identidade local, diversidade, inclusão e temas socioambientais; Mediação e incentivo à leitura, como contação de histórias, rodas de leitura, clubes do livro e ações literárias; Formação de mediadores e educadores e Infraestrutura para acesso à leitura, incluindo bibliotecas comunitárias e salas de leitura.

O processo é aberto para as inscrições de escritores e ilustradores baianos ou residentes na Bahia; editoras; coletivos literários; bibliotecas comunitárias; organizações sociais; escolas e instituições de ensino. Cada proponente pode enviar até três projetos, mas apenas um poderá ser selecionado.

O edital completo está disponível no site da empresa. As inscrições devem ser enviadas exclusivamente para o e-mail edital.socioambiental@veracel.com.br até o dia 17/12.

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Governo inicia pavimentação da MS-320 para impulsionar economia do Vale da Celulose

Com foco em fortalecer a integração regional e ampliar o desenvolvimento econômico do Vale da Celulose, o governador Eduardo Riedel assinou, nessa quinta-feira (11), a ordem de serviço para a implantação e pavimentação da rodovia MS-320. A obra, que vai conectar Três Lagoas e Inocência aos demais municípios da Costa Leste, receberá um investimento de R$ 276 milhões.

A solenidade realizada em Três Lagoas marcou oficialmente o início do processo, que contempla a pavimentação de 62 quilômetros da rodovia. Segundo o governador, o empreendimento representa um salto na infraestrutura e na logística do Estado, beneficiando o escoamento da produção, ampliando a segurança viária e oferecendo uma nova alternativa de ligação entre os municípios da região.

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“São R$ 276 milhões em dois lotes que serão feitos em conjunto para acelerar o processo, na pavimentação de 62 km. A rodovia será um eixo estratégico fundamental para a região, altamente expressivo não apenas a Três Lagoas, mas para todo Mato Grosso do Sul. O início das obras será no começo de 2026, com prazo de 18 meses, mas que pode antecipar a conclusão”, destacou Riedel.

A iniciativa integra o pacote de financiamento do Governo do Estado junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O projeto prevê a pavimentação de 62,9 quilômetros, conectando a MS-377 à BR-158, ampliando a capacidade de circulação e fortalecendo o corredor de produção da região Leste.

Com a nova pavimentação, a expectativa é reduzir custos logísticos e facilitar o transporte da produção agrícola e industrial, contribuindo para ampliar a competitividade regional e impulsionar o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. 

Informações: Governo de MS / Jornal da Nova

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Programa de mentoria impulsiona mulheres e reforça protagonismo no setor florestal

A Rede Mulher Florestal (RMF) encerrou nesta quarta-feira (10) a quarta edição do programa de mentoria “Floresta para Todas”, que reuniu mentoras e mentoradas associadas à Rede por seis meses, fortalecendo competências, ferramentas de autoconhecimento e sendo uma rede de apoio entre as mulheres do setor florestal.

Em uma média de 6 encontros por dupla, as 21 mentoras reconheceram que as mentoradas reforçaram a autoconfiança, melhoraram o posicionamento profissional no ambiente de trabalho e otimizaram a gestão do tempo. O desenvolvimento profissional e o autoconhecimento foram aprimorados com um conjunto de metodologias para autoconhecimento (MBTI/16 Personalidades, SWOT e Ikigai) que, aliado a um espaço seguro proporcionado pelas mulheres, resultaram em conquistas rápidas e tangíveis.

A estudante de engenharia florestal e estagiária de Silvicultura da Suzano, Camila Arouche, por exemplo, apontou a gestão do tempo como um antigo desafio que foi destravado durante os oito encontros com a sua mentora, a advogada e membro do Conselho Diretor da Rede Mulher Florestal, Rafaela Kern. “Muitos dos projetos que eu tinha estavam parados e eu consegui recuperar o tempo com Rafaela a partir das metodologias incorporadas, além de ter resgatado muitos dos meus hobbies”, comentou Camila durante a noite de encerramento do programa.

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeiras de Mato Grosso (Cipem) é um dos apoiadores do projeto e o presidente, Ednei Blasius, destacou a importância de fomentar iniciativas que promovam um desenvolvimento inclusivo e diverso no setor florestal. “O Cipem acredita no potencial transformador da participação feminina e apoia projetos que ampliem a presença de mulheres na gestão e nas lideranças de negócios. Iniciativas como o Programa de Mentoria contribuem diretamente para construir um setor mais forte, representativo e comprometido com o futuro”, afirmou.

Segundo a mentora e membro do Conselho Diretor da Rede Mulher Florestal, Maria Margarida Ribeiro, as próprias mentoras vêm se desenvolvendo a cada edição e aperfeiçoando a arte de mentorear e transmitir conhecimento. “Este ano, tivemos ferramentas que nos possibilitaram trabalhar melhor. A RMF se tornou esse espaço onde somos cada vez mais ouvidas e reconhecidas”, declarou Ribeiro.

Liderança e confiança

Cargos de liderança continuam sendo desafiadores para mulheres dentro do setor florestal. De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Trabalho (GT) Mulheres na Tomada de Decisão, da RMF, 52,9% das líderes femininas do setor que foram entrevistadas precisaram superar a dúvida que tinham delas mesmas para se sentirem confortáveis em um cargo de maior responsabilidade, fenômeno conhecido como “síndrome da impostora”.

Essa também foi uma dificuldade assumida pela mentorada Letícia Layla, atual analista de Recursos Humanos (RH) da Norflor Empreendimentos Florestais S.A. durante relato na noite de encerramento do programa. O desafio de enfrentar a falta de confiança foi o principal tópico tratado durante as sessões de mentoria com a engenheira florestal Jocelaine Araujo, que acumula 16 anos de experiência na área e é diretora da RMF. “Sou uma outra Letícia após o programa. Eu entrei na empresa como uma aprendiz. Foi difícil sair dessa cadeira e tomar uma posição com mais responsabilidade e de mais liderança. A mentoria me ajudou nisso e me mostrou que eu mereço e posso”, declarou a profissional.

Para participar da edição do programa de maneira gratuita, as mentoradas precisaram cumprir os requisitos de estarem associadas à RMF, serem mulheres, maiores de idade e terem formação ou atuação no setor florestal.

Informações: Agro Olhar

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Fábrica no Triângulo Mineiro exporta 500 mil toneladas de celulose por ano para a Ásia

Uma fábrica no Triângulo Mineiro utiliza 43 mil hectares para cultivar eucalipto e envia 500 mil toneladas de celulose para a Ásia anualmente. “Mais de 90% da exportação vai para países como ChinaTailândia e Indonésia”, destacou Fernando Leijôto, coordenador de comunicação institucional da corporação.

A instituição transforma a matéria-prima em cavacos, que passam por digestores até separar fibra e lignina (composto orgânico presente nas plantas terrestres). A molécula gera energia renovável, enquanto as fibras, clareadas e secas, são enviadas ao Espírito Santo para exportação.

Além de usos industriais, a instituição adota práticas sustentáveis, com corredores ecológicos que permitem a circulação de animais da região, preservando a biodiversidade do Cerrado.

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Maior fazenda de açaí do Brasil adota processo estilo “NASA”

A maior fazenda de açaí do Brasil não é só um mar de palmeiras na Amazônia. É um modelo de agroindústria que combina cultivo em larga escala, automação e controle de qualidade em nível incomum para um fruto que, por muito tempo, foi visto apenas como produto regional.

O que chama atenção é o conjunto: área total de 1.400 hectares na floresta, uma operação que busca produzir o ano inteiro e uma estrutura que trata o açaí como matéria-prima estratégica. A promessa é simples e ambiciosa: preservar o verdadeiro sabor da floresta e entregar isso para o mundo com consistência.

De uma viagem por milho ao pioneirismo no plantio irrigado
A história começa em 2002, quando Eloi Luiz Vacaro, já falecido, foi a Santarém, no Pará, em busca de sementes de milho e acabou se encantando com o potencial do açaí. A partir daí, vieram estudos e testes para entender como cultivar açaí na Amazônia com previsibilidade.
Depois de cinco anos de pesquisa, nasce a Açaí Amazonas, descrita como pioneira no plantio de açaí com irrigação e em grande escala. É nesse ponto que a maior fazenda de açaí do Brasil se consolida como referência, apostando em tecnologia, inovação e pesquisa mesmo quando havia pouca informação disponível sobre o manejo.

A operação soma 1.400 hectares divididos em duas fazendas, Macupis com 970 hectares e Mangal com 430. O diferencial não está apenas no tamanho, mas no desenho do fluxo: colheita e processamento rápido para preservar características do fruto.

A base também cita uma indústria tecnológica próxima, na cidade de Óbos, no Pará, o que facilita o processamento logo após a colheita. Na maior fazenda de açaí do Brasil, tempo é qualidade. Quanto mais cedo o fruto entra na linha industrial, maior a chance de manter padrão e reduzir perdas.

Solo protegido, adubo natural e polinização com ajuda das abelhas
Para sustentar produtividade em escala, o solo precisa de estratégia. Um dos recursos descritos é o plantio de capim mombaça entre as fileiras de açaí. A cada 30 dias, entra em ação uma máquina chamada rolo faca, que amassa o capim e o transforma em matéria orgânica, funcionando como adubo natural e proteção contra erosão.

Outro detalhe importante é o uso de colmeias distribuídas no cultivo para favorecer a polinização das flores. É tecnologia com apoio da natureza, não substituição da natureza. Essa combinação ajuda a explicar por que a maior fazenda de açaí do Brasil trata produtividade como resultado de processo, não de sorte.

Irrigação por gotejamento e colheita no braço, sem romantização
O sistema de irrigação citado é o gotejamento automático, levando água e nutrientes direto à raiz na medida certa. A proposta é manter o cultivo controlado e sustentável, com plantas que levam cerca de quatro anos para começar a produzir de forma consistente.

Na colheita, o contraste aparece: ainda é um trabalho à moda antiga. Trabalhadores usam bastões, colhem os cachos e armazenam em grandes caixas que podem levar até 530 kg de caroços.

Mesmo na maior fazenda de açaí do Brasil, o campo e a indústria convivem com ritmos diferentes. O ganho vem da coordenação entre esses mundos.

Processo “NASA” e laboratório próprio com controle de ponta a ponta
A etapa industrial é descrita como altamente automatizada. Máquinas descascam, embalam e controlam variáveis com precisão, e o controle de qualidade é tratado como prioridade.

Há menção a um laboratório próprio, acompanhado de perto por um engenheiro químico, monitorando as etapas para garantir pureza, sabor e padrão.

Esse nível de rastreio chega ao consumidor como confiança: a empresa cita um sistema de rastreabilidade completo, permitindo identificar de onde veio cada lote de polpa ou de açaí em pó. Na maior fazenda de açaí do Brasil, rastreabilidade não é discurso, é parte do produto.

A máquina exclusiva no país e a virada tecnológica de 2017
O divisor de águas aparece em 2017, quando a empresa compra uma máquina descrita como exclusiva no Brasil. Ela realiza um processo inovador chamado refração de vapor, com uma proposta diferente do que muita gente imagina quando pensa em “secar” açaí.

Em vez de calor ou frio direto, o fruto passa por ar filtrado em temperatura ambiente, dentro de um túnel de vento desenvolvido para preservar propriedades do açaí.

O resultado citado é uma polpa seca com nutrientes e sabor próximos ao fruto fresco, como se tivesse sido colhido pouco antes do consumo. É a maior fazenda de açaí do Brasil tentando transformar um produto perecível em um produto global sem perder identidade.

Congelamento a menos 27°C e capacidade pensada para escalar
Para guardar o que produz, a estrutura de armazenamento e congelamento é apresentada como um dos pontos altos. Hoje, a capacidade citada é de até 100 toneladas armazenadas, com uma estrutura projetada para chegar a 7.200 toneladas, tudo conservado a menos 27°C.

Dois túneis de vento são mencionados como reforço desse congelamento ultra rápido, com capacidade de congelar 78 toneladas cada, acelerando o processo sem comprometer a qualidade. Na maior fazenda de açaí do Brasil, a cadeia do frio é parte do sabor.

Açaí em pó, fornecimento o ano inteiro e presença global
Um destaque citado é o açaí em pó RWD, pensado para preservar o que o fruto tem de melhor e ampliar formas de consumo. A promessa operacional é fornecimento o ano inteiro, sem pausas, inclusive fora da safra.

O alcance também é internacional: a base menciona exportações para América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. A maior fazenda de açaí do Brasil não vende só açaí, vende consistência em escala global.

Por que o açaí importa para a região e o que ele representa
Além de mercado, o açaizeiro é descrito como relevante para o Norte do Brasil por seu aproveitamento amplo: frutas como alimento, folhas para cobrir casas, galhos e fibras em produtos como chapéus, esteiras e sacolas. E o açaí aparece como alimento denso em nutrientes, com carboidratos, fibras, proteínas, vitaminas e minerais.

Em termos de saúde, a base cita benefícios associados a antioxidantes e suporte ao bem-estar. Aqui, vale a leitura responsável: o açaí pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas não substitui orientação médica nem tratamento.

No fim, a grande mensagem é que tecnologia não serve apenas para aumentar volume. Na maior fazenda de açaí do Brasil, ela serve para reduzir perda, preservar qualidade e levar o sabor da Amazônia para longe sem “descaracterizar” o fruto.

Qual parte dessa operação te impressiona mais na maior fazenda de açaí do Brasil, o cultivo na Amazônia ou o processo industrial estilo “NASA”?

Informações: Click Petróleo e Gás / Carla Teles

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