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De gerente a auxiliar de obras: quais são as vagas em megafábrica que vai gerar 20 mil empregos

Empreendimento de R$ 25 bilhões em Inocência, no Mato Grosso do Sul, deve criar 14 mil empregos durante a construção e outros seis mil na fase de operação.

Segundo informações divulgadas no site do Projeto Sucuriú e no LinkedIn, há 12 vagas abertas em diferentes áreas para atuar em Inocência:

  • Gerente Funcional Mecânica — Recuperação e Utilidades;
  • Consultor(a) de Manutenção Mecânica;
  • Operador(a) — Painel Caldeira de Força e ETAC;
  • Operador(a) — Painel de Preparo de Madeiras;
  • Operador(a) — Painel Caustificação / Forno de Caldeira;
  • Líder Florestal;
  • Assistente Administrativo;
  • Assistente Suprimentos;
  • Assistente Departamento Pessoal;
  • Analista de RH;
  • Servente de Obras;
  • Encarregado de Obras

Essas são as vagas disponíveis no momento, mas novas oportunidades devem surgir ao longo dos próximos meses. A previsão é que a unidade entre em operação até o fim de 2027. O projeto deve gerar mais de 400MW de eletricidade, dos quais 220MW serão disponibilizados ao sistema nacional.

Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da companhia na produção de celulose no Brasil e deve transformar a região em um dos principais polos globais do setor.

O complexo ocupa uma área de 3.500 hectares às margens do Rio Sucuriú, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência. A fábrica foi projetada para ser uma referência em Indústria 4.0, com sistemas digitais de controle, simuladores de operação e integração completa entre todas as etapas produtivas.

Segundo a Arauco, em todas as fases de desenvolvimento do projeto a companhia monitora e respeita a biodiversidade local. Além de ampliar a presença chilena no setor florestal brasileiro, a nova fábrica deve impulsionar a economia do MS, com aumento de renda, geração de impostos e novos investimentos.

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Fundo Amazônia libera R$ 96,6 milhões para transformar cadeias produtivas da floresta

O projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva vai receber R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer atividades produtivas sustentáveis e ampliar o acesso ao mercado de alimentos e produtos da sociobioeconomia na região. O contrato foi assinado nesta terça-feira (9), em Brasília, pelo BNDES e pela Conab, com participação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o Fundo Amazônia vive uma nova fase após quatro anos parado. Segundo ela, o projeto representa um marco por unir combate ao desmatamento, geração de renda e fortalecimento dos povos tradicionais.

“Esse projeto vai nos ajudar a chegar na ponta, nas comunidades tradicionais — quilombolas, extrativistas, povos indígenas — que vão poder ofertar produtos não só para a rede pública, mas também para o mercado”, afirmou. Ela ressaltou ainda que a iniciativa permitirá estruturar uma plataforma profissional de dados sobre a sociobiodiversidade, melhorando o planejamento das políticas públicas.

O foco central do Amazônia Viva é o fomento socioprodutivo. A proposta prevê a qualificação de cadeias como açaí, castanha-do-brasil, babaçu, mel, borracha extrativa, frutas diversas, farinha de mandioca e pescados artesanais, incluindo espécies como tambaqui, pirarucu, jaraqui e pescada-amarela.

Por meio de uma chamada pública, o projeto vai selecionar pelo menos 32 iniciativas de organizações indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Serão disponibilizados R$ 80 milhões em recursos não reembolsáveis, com valores de até R$ 2,5 milhões por proposta. Os investimentos poderão ser aplicados em logística, adequação sanitária, beneficiamento, armazenagem, energia renovável e outras melhorias necessárias para a inclusão no mercado formal.

Outros R$ 16,6 milhões serão destinados a ações estruturantes para fortalecer políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o SocioBio Mais. Os recursos também vão apoiar a criação de sistemas de informação e gestão de dados sobre cadeias da sociobiodiversidade e aprimorar as capacidades técnicas das superintendências regionais da Conab.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a parceria com a Conab busca corrigir gargalos históricos que limitam a competitividade da agricultura familiar na Amazônia. “Esse projeto reforça a estratégia do Fundo Amazônia desde sua retomada, em 2023, que visa ampliar escala e fortalecer políticas públicas com a participação direta de quem realmente sustenta a bioeconomia da floresta na ponta”, disse.

A iniciativa também prevê a ampliação da infraestrutura da Conab na Amazônia Legal. As nove superintendências regionais receberão veículos e equipamentos de TI, enquanto a sede em Brasília terá reforço na rede para garantir a operacionalização dos sistemas que atendem programas como o PAA e o Sociobio Mais.

Com mais de R$ 5 bilhões aprovados em sua história e mais de 140 projetos apoiados, o Fundo Amazônia atua na prevenção e no combate ao desmatamento, no monitoramento ambiental e na promoção da produção sustentável. Suas ações já beneficiaram mais de 600 organizações comunitárias e cerca de 200 mil pessoas, além de apoiar projetos em 160 terras indígenas e os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal no combate a incêndios florestais.

Informações: Canal Rural

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Plano ABC+RS chega à metade do ciclo e totaliza 1,52 milhão de hectares com adoção de tecnologias

Encontro para avaliar o andamento da iniciativa, prevista para durar 10 anos, ocorreu na terça-feira (9/12).

O Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+RS) promoveu, nesta terça-feira (9/12), um workshop no auditório da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) para apresentar o balanço parcial da iniciativa. Em 2025, o plano atinge a metade de seu ciclo, que vai de 2020 a 2030.

No Rio Grande do Sul, a adoção das tecnologias previstas pelo Plano ABC+ totalizou 1,52 milhão de hectares entre 2020 e 2025. As maiores expansões ocorreram no Sistema Plantio Direto de Grãos (SPDG), com 691 mil hectares — 15% acima da meta de 600 mil hectares —, na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), com 454 mil hectares, e nas Práticas de Recuperação de Pastagens Degradadas (PRPD), que somaram 260 mil hectares.

Integração e compartilhamento de ações

O encontro teve como objetivo reunir as entidades participantes para apresentar as ações realizadas ao longo de 2025 nas áreas de pesquisa, extensão rural e transferência de tecnologia, fortalecendo o cumprimento das metas do Plano e incentivando a adoção das práticas pelos produtores.

“Observamos um engajamento e comprometimento significativos por parte das entidades na promoção de ações que beneficiem o produtor gaúcho, buscando maior eficiência e resiliência”, avaliou o engenheiro florestal da Seapi e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante.

Segundo Brilhante, parte das metas já foi alcançada, enquanto outras ainda demandam maior atenção e apoio por meio de programas específicos do Estado. “Nossa reunião visa integrar os participantes, facilitando o compartilhamento de dados e a troca de experiências. Acreditamos que essa interação fortalece as diversas iniciativas já em andamento”, ressaltou.

Integrada ao Plano ABC+, uma das equipes de pesquisa é a do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria. Representando o grupo no workshop, o professor Jorge Farias destaca que a frente de trabalho desenvolve um projeto que abrange duas linhas principais: a avaliação das emissões de gases de efeito estufa no setor primário — com foco na agricultura, pecuária e florestas — e o desenvolvimento de estratégias para mitigar e remover carbono da atmosfera.

“O projeto contempla oito eixos que investigam as principais culturas agrícolas do Estado: soja, arroz, erva-mate, nogueira-pecã e videiras, além da agricultura comercial e da produção de pinus e eucalipto. Uma novidade são os sistemas silvipastoris, que integram pastagens e florestas”, explicou.

Farias acrescenta que o objetivo dessas estratégias é reduzir o impacto do aquecimento global e remover carbono da atmosfera, ao mesmo tempo em que se busca aprimorar a produção agrícola, pecuária e florestal, com menor emissão de gases.

Milhares de agricultores atendidos

O engenheiro agrônomo Elder Dal Prá, coordenador do projeto de agricultura de baixo carbono na Emater/RS, explica que o trabalho de extensão busca fomentar o uso de práticas agrícolas sustentáveis e reduzir as emissões de carbono.

“Em relação aos atendimentos vinculados ao programa ABC, já alcançamos cerca de 12 mil famílias, com assistência técnica específica prestada a mais de 4,5 mil delas. Considerando outras ações relacionadas ao programa, o número de agricultores beneficiados chega a aproximadamente 40 a 50 mil, incluindo aqueles que recebem apoio no preparo do solo, no desenvolvimento de sistemas de produção adequados ou na adoção de outras tecnologias”, pontuou.

O Estado também avançou no manejo ambiental. Foram tratados aproximadamente 880 mil m³ de resíduos da produção animal, que, sem manejo adequado, gerariam metano — gás com potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao do CO₂. Com o uso de biodigestores, esses resíduos são convertidos em biogás e biometano, ampliando os ganhos ambientais e energéticos.

Resultados nacionais

No cenário nacional, os dados também indicam expansão na adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono. Desde o início do ciclo, houve a incorporação de 37,71 milhões de hectares com práticas sustentáveis, o tratamento de 8,19 milhões de m³ de resíduos da produção animal e o abate de mais de 15 milhões de animais em sistemas de Terminação Intensiva (com menos de 36 meses).

O representante da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no RS, Irineu Leal, destacou a dinâmica do Plano. “Nosso papel é incentivar e motivar a execução, mas quem realiza toda a implementação do plano é o Estado”, afirmou.

Entre as tecnologias de maior impacto no país estão as PRPD, que somam 16,94 milhões de hectares, o SPDG, com 8,21 milhões de hectares, e os bioinsumos, já utilizados em 7,66 milhões de hectares.

Ao todo, as ações resultaram na mitigação de 198,58 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

Informações: Elstor Hanzen

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Suzano estima investimento menor em 2026, a R$ 10,9 bilhões

A Suzano anunciou nesta terça-feira (9) projeção de investimento de R$ 10,9 bilhões no próximo ano, mantendo expectativa de desembolsos de R$ 13,3 bilhões em 2025, segundo fato relevante.

A maior parte da cifra prevista para o próximo ano, R$ 7,3 bilhões, será desembolsada em manutenção de instalações. A companhia estima investimento de R$ 2,6 bilhões em terras e florestas e R$ 800 milhões em projetos de expansão e modernização.

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, afirmou que o investimento em manutenção será menor no ano que vem por causa “principalmente, de menor gasto com manutenção florestal, por sua vez em função das reduções da necessidade de plantio físico (silvicultura) e de volumes de compra de madeira em pé”.

Segundo a empresa, essa menor necessidade de recursos para manutenção de operações florestais decorre como resultado da permuta de madeira em pé anunciada em agosto com a Eldorado Brasil.

No acordo de agosto, envolvendo 18 milhões de metros cúbicos de madeira em pé, localizados no Mato Grosso do Sul, a Eldorado aceitou ceder o volume acordado para ser colhido pela Suzano nos anos de 2025 a 2027 e a Eldorado colherá volume equivalente da Suzano nos anos de 2028 a 2031 (CNN Brasil, 9/12/25).

Informações: Brasil Agro

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Embrapa divulga estudo sobre o papel fundamental dos produtores rurais na preservação ambiental

As áreas dedicadas às atividades agropecuárias (lavouras, pastagens e florestas plantadas) ocupam 31,3% do território. Os números reforçam que, para cada hectare dedicado à agropecuária, há 0,9 hectares de protegido dentro das porteiras e 2,1 hectares de vegetação nativa total.

A Embrapa Territorial lançou, durante a COP30, no pavilhão AgroBrasil da AgriZone, o estudo “Atribuição, uso e ocupação do solo no Brasil”, por meio do qual revela que os produtores rurais brasileiros preservam, dentro das propriedades, 29% das matas nativas do Brasil e que cerca de 65,6% do país ainda mantém vegetação nativa preservada. As áreas dedicadas às atividades agropecuárias (lavouras, pastagens e florestas plantadas) ocupam 31,3% do território. Os números reforçam que, para cada hectare dedicado à agropecuária, há 0,9 hectares de protegido dentro das porteiras e 2,1 hectares de vegetação nativa total.

Oportuno salientar que a Embrapa Territorial desenvolve atividades fundamentais na Amazônia brasileira por meio de ações de inteligência, gestão e monitoramento territorial, visando a sustentabilidade e a competitividade da agricultura na região. Sua atuação envolve diversas parcerias e projetos de pesquisa, por meio do cruzamento de dados de sensoriamento remoto, como os do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), para produzir informações detalhadas sobre o uso e a ocupação das terras, desmatamento e focos de calor (queimadas) no bioma.

O ensaio técnico divulgado é suficientemente claro sobre o protagonismo do produtor rural na preservação ambiental e a relevância global do modelo produtivo brasileiro. Desmistificando narrativas alarmantes de ONGs e certos setores da pesquisa retrógrados e comprometidos com interesses internacionais contrários ao desenvolvimento brasileiro, sobretudo no que tange às alarmantes previsões de “muito em breve”, ao “point of no return” da desertificação da região, afirma que, hoje, “44% das áreas preservadas no país estão sob a responsabilidade de produtores rurais”.

Na Amazônia, a cada hectare produzido, dois são preservados, o que reflete que o Brasil é uma referência mundial em produção aliada à conservação”, destacou. Por seu turno, a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Lucíola Alves, destacou “dados sobre a atribuição, ocupação e uso das terras no Brasil e evidenciou o papel fundamental do produtor rural na preservação ambiental”, enquanto o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Alfredo Homma, apresentou os desafios as oportunidades para uma agricultura mais sustentável na região Amazônica.

Em referência à Amazônia, o maior bioma brasileiro, o estudo destaca que produtores rurais destinam 27,4% da área total de seus imóveis à preservação ambiental, garantindo que 83,7% de seu território mantenha cobertura de vegetação nativa. O Cadastro Ambiental Rural (CAR) em vigor exige 80%. As atividades agropecuárias ocupam apenas 14,1% da área, sendo que 12,1% são de pastagens e 2% de lavouras. Para desapontamento de ecoxiitas, que invadem a região em nome de interesses internacionais escusos, “a proporção revela um cenário de equilíbrio em que, para cada hectare utilizado em produção agropecuária, há quase dois hectares dedicados à preservação ambiental dentro dos imóveis rurais e seis hectares de vegetação nativa em todo o bioma”. Ou seja, um terço de toda a vegetação nativa amazônica é preservada dentro das propriedades rurais.

Quanto ao Cerrado, contíguo, um prolongamento da região amazônica, de acordo com o estudo da Embrapa Territorial “os produtores rurais destinam 34,7% da área dos imóveis à preservação ambiental e contribuem para que 52,2% do bioma permaneça coberto por vegetação nativa”. O documento revela ainda que “as atividades agropecuárias ocupam 45,9% do conjunto desse ecossistema, com destaque para pastagens (30%), lavouras (14,2%) e silvicultura (1,7%). Na prática, isso significa que, para cada hectare produtivo, há 0,8 hectare protegido dentro das propriedades e 1,1 hectare de vegetação nativa total. Definitivamente, há muito espaço para produzir com sustentabilidade, sem destruição de florestas.

Há reservas, Florestas Nacionais (Flonas) – por manejo e concessões -, glebas não destinadas ainda virgens, cerca de 15 milhões de hectares de terras degradadas que podem ser exploradas por manejo florestal ou mineral sustentáveis ou por Sistemas Agroflorestais(SAFs) na produção de alimentos. Uma questão de desenvolvimento e emprego de tecnologias adequadas às idiossincrasias edafoclimáticas, ambientais e ajustadas às vocações econômicas das macrorregiões homogêneas, determinadas pelo Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), no que o governo brasileiro vem falhando sistematicamente. Como malogra, ao lado de setores da pesquisa e da própria sociedade sobre a conscientização de uma verdade inexorável: quem efetivamente preserva, conserva, protege – não destrói – o meio ambiente é o desenvolvimento econômico e social.

Informações: Portal Amazônia

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