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Expedição Silvicultura – Jaime Verruck fará palestra inédita em Três Lagoas sobre o ‘Vale da Celulose’ e o futuro econômico de MS

Secretário da Semadesc será destaque da Expedição Silvicultura 2025 com análise inédita sobre o avanço do setor florestal e os novos rumos do desenvolvimento estadual

Três Lagoas será palco, nesta quinta-feira (16), de um dos momentos mais aguardados da Expedição Silvicultura 2025. O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, ministra uma palestra inédita e exclusiva, às 13h, no Espaço Sesi, com o tema “Mato Grosso do Sul – Vale da Celulose: potencialidades e cenários.”

Reconhecido como uma das principais vozes na condução do desenvolvimento sustentável e da inovação verde em Mato Grosso do Sul, Verruck promete uma verdadeira imersão nos bastidores do crescimento acelerado do setor florestal e da indústria de base celulósica — segmentos que vêm consolidando o Estado como referência mundial em bioeconomia e economia de baixo carbono.

Durante a apresentação, o secretário deve revelar dados inéditos, projeções estratégicas e análises sobre o futuro industrial e ambiental do Estado. O foco será mostrar como o avanço da celulose tem impulsionado novos polos de desenvolvimento, gerado empregos e renda, e atraído investimentos bilionários para o interior sul-mato-grossense.

O evento deve reunir autoridades, empresários, investidores e especialistas de todo o país, consolidando Três Lagoas como epicentro nacional do debate sobre o futuro da silvicultura e da bioeconomia.

Confira a programação completa:


SERVIÇO

  • Encontro presencial | Expedição Silvicultura
  • Data: 16 de outubro
  • Hora: 13h
  • Local: Espaço Sesi – Três Lagoas (MS)

Com informações: Perfil News.

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O tarifaço ontem e hoje: histórico, perspectivas e a ação da APRE em defesa do setor florestal

*Artigo por Fabio Brun.

Sempre é bom olharmos para trás e relembrar o histórico que nos trouxe até os dias de hoje no setor florestal. No dia 2 de abril de 2025, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de tarifas recíprocas a praticamente todas as importações, incluindo uma tarifa base de 10% sobre produtos importados do Brasil. Três dias depois (05/04), a medida passa a vigorar e desperta apreensão entre os exportadores florestais.

O setor de produtos florestais logo percebeu os primeiros efeitos: produtos como madeira serrada, molduras, portas e painéis dependem fortemente do mercado norte-americano, e a introdução da tarifa de 10% representou um aumento de custo direto para os produtos brasileiros.

No entanto, esse choque foi apenas o começo. Em 30 de julho de 2025, o governo dos EUA elevou o patamar, aplicando uma tarifa de 50% sobre diversos produtos florestais brasileiros, medida que entrou efetivamente em vigor no dia 6 de agosto.

Com essa elevação, muitas empresas iniciaram medidas de contenção, como redução de estoques, suspensão temporária de exportações e adoção de férias coletivas. Tudo isso na tentativa de preservar empregos diante da queda abrupta da demanda.

Até agosto, estimava-se que 1,4 mil trabalhadores paranaenses já estavam em férias coletivas e 100 demissões foram confirmadas em empresas do setor de madeira processada logo nos primeiros dias após o tarifaço entrar em vigor.

No Paraná, entidades como a APRE e a Fiep  já relatavam cortes e risco iminente de até 10 mil demissões caso o momento perdurasse por mais dois meses, o que pode se efetivar até o final do ano caso a tarifa não seja revertida.

A escalada tarifária desencadeou uma crise setorial de grandes proporções. Empresas exportadoras competitivas no Brasil veem seus preços perderem atratividade frente a concorrentes de outros países, além de muitas exportações terem sido pausadas para readequar contratos.

O aumento repentino de tarifas também expôs fragilidades da cadeia produtiva, como a dependência do mercado americano de certos produtos e a falta de alternativas logísticas rápidas para escoamento da produção.

O governo federal brasileiro estima que o impacto agregado na economia será de uma retração de 0,2 ponto percentual no PIB entre agosto de 2025 e dezembro de 2026, e já identifica que setores específicos, como madeira e móveis, sofrerão mais fortemente. Algumas poucas medidas compensatórias foram anunciadas, mas elas não mitigam o efeito de um aumento de alíquota de 10% para 50%.

Em resposta, entidades do setor vêm articulando medidas de curto e médio prazos junto ao governo federal, aos governos estaduais e até diretamente em Washington, como é a louvável iniciativa da entidade parceira ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente).

A Associação Sul-Brasileira de Empresas Florestais (ASBR), da qual a APRE Florestas faz parte, também está nessa força-tarefa. A entidade mantém uma consultoria em Brasília para monitorar as decisões executivas, por meio do consultor Fernando Castanheira. Assim, é possível promover articulações e abrir negociações de um setor estratégico e de forte representatividade para a economia brasileira e geração de empregos. É uma iniciativa inclusive de visibilidade de um setor que está presente na vida de muitos brasileiros e que precisa ser ouvido.

Desde o início da crise tarifária, a APRE Florestas tem atuado de forma ativa e intensa:

  • Em 4 de agosto de 2025, divulgou uma nota pública alertando para os riscos imediatos da tarifa de 50% sobre produtos florestais, destacando que o Paraná, onde muitos dos exportadores estão concentrados, seria fortemente afetado.
  • Participou de debates com lideranças do setor, reforçando a urgência da negociação entre Brasil e EUA. Em diversas entrevistas à imprensa, destacamos o fato de que já superamos outras crises e podemos sair mais fortes, desde que haja ação coordenada.
  • Participou ativamente em audiências públicas estaduais, como na Assembleia Legislativa do Paraná, para mobilizar apoio político institucional para medidas de mitigação.
  • Apresentou junto ao governo do estado do Paraná pleitos para minimizar os efeitos sobre o caixa das empresas.

Por meio dessas ações, a APRE buscou não apenas alertar sobre os impactos, mas também apresentar alternativas para redirecionamento de mercados, renegociação com compradores estrangeiros e apoio emergencial para empresas exportadoras.

Para que o setor sobreviva, é urgente avançar em três frentes:

  1. Negociação diplomática direta com os EUA: a reversão ou modulação das tarifas impostas depende em grande medida de entendimento bilateral.

  2. Diversificação de mercados e clientes: reduzir a dependência do mercado americano, sobretudo para os produtos mais vulneráveis à tarifa, o que é uma tarefa complexa e de longo prazo.

  3. Apoio institucional emergencial: medidas fiscais, crédito especializado, prorrogação de obrigações fiscais e ajuda direta às empresas exportadoras.

Seja qual for o desfecho, é fundamental que o governo brasileiro e as entidades representativas atuem de forma integrada, com estratégia clara e pressão diplomática. Esperamos que o diálogo entre o presidente Lula e o presidente Trump, recentemente iniciado, seja o ponto de partida para que a tarifa de 50% seja revista ou ajustada, e que as empresas possam recuperar competitividade sem sacrificar empregos nem investimentos.

O “tarifaço” ainda está em curso e, da parte das entidades, cada uma está atuando em prol do setor florestal. Cabe ao Brasil responder com firmeza, estratégia e união.


*Fabio Brun é presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

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Eldorado Brasil realiza Parada Geral neste mês com foco em segurança e eficiência operacional

A ação contará com o apoio de mais de 140 empresas parceiras, reunindo um contingente de cerca de 3.500 profissionais temporários

A Eldorado Brasil Celulose realiza entre os dias 20 e 31 de outubro de 2025, a Parada Geral (PG) de sua fábrica em Três Lagoas (MS). O evento, que ocorre periodicamente desde o início das operações industriais da companhia, é uma das principais ações de manutenção e segurança da empresa, garantindo a disponibilidade operacional, a eficiência dos equipamentos e o atendimento aos mais altos padrões de qualidade, segurança e sustentabilidade para a próxima campanha de produção.

Durante o período, as atividades industriais da planta serão totalmente interrompidas para a execução de um amplo plano de manutenção preventiva, inspeções e implantações de projetos de melhoria.

De acordo com o Gerente Executivo de Gestão de Ativos, Rodrigo Stange, o planejamento da PG iniciou há 15 meses atrás – “Assim que uma Parada Geral é concluída, já iniciamos o planejamento da próxima, e nos seis meses que antecedem o início, as ações são intensificadas, envolvendo diversas áreas da companhia e parceiros estratégicos”, explica.

Nesta edição, a Eldorado contará com o apoio de mais de 140 empresas parceiras, reunindo um contingente de cerca de 3.500 profissionais temporários, entre técnicos, engenheiros, especialistas, prestadores de serviço e profissionais internacionais, que atuarão na execução de serviços técnicos e inspeções específicas.

A chegada desse grande número de profissionais a Três Lagoas também deve gerar um impacto positivo na economia local, especialmente nos setores hoteleiro e serviços de alimentação, que tradicionalmente registram aumento na demanda durante o período da Parada Geral, impulsionando o movimento e as contratações temporárias nestes segmentos.

SOBRE A ELDORADO BRASIL

A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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Roçada mecanizada: o futuro da silvicultura já começou

*Artigo por Paulo Gustavo de Souza.

Durante décadas, a imagem mais comum da silvicultura brasileira esteve associada a homens com foices nas mãos, subindo e descendo encostas íngremes para cortar a vegetação que cresce entre as linhas de eucalipto. Um trabalho essencial, mas extenuante e arriscado. Hoje, esse cenário começa a mudar de forma definitiva com a chegada da roçada mecanizada em áreas de alta declividade, um avanço que reposiciona o país na fronteira tecnológica do manejo florestal.

Colocamos em operação, no Vale do Paraíba (SP), o primeiro equipamento capaz de realizar a roçada mecanizada em terrenos com inclinação de até 45° frontal e 28° lateral. O modelo, inédito no Brasil, substitui com segurança e eficiência uma das etapas mais desafiadoras do cultivo de eucaliptos, marcando um divisor de águas na mecanização das atividades silviculturais.

Mais do que um ganho operacional, a inovação representa uma transformação estrutural. A mecanização elimina a exposição de trabalhadores a áreas de risco, aumenta a produtividade e promove a precisão no manejo. Ao mesmo tempo, a operação mecanizada em declives amplia a competitividade das empresas florestais, reduz custos e eleva os padrões de qualidade da silvicultura nacional.

Essa evolução está alinhada ao novo momento do setor de árvores cultivadas no Brasil. Segundo o Relatório da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) 2024, o país ultrapassou 10,2 milhões de hectares plantados, com o eucalipto representando 76% do total. O setor é responsável por 2,69 milhões de empregos diretos e indiretos, planta 1,8 milhão de árvores por dia e gera 87% da energia que consome a partir de fontes renováveis. É uma indústria que cresce sustentavelmente, investindo em inovação, tecnologia e pesquisa.

A mecanização da roçada em terrenos complexos surge, portanto, como um passo natural e necessário nessa jornada de modernização. Se no passado a limitação técnica impunha fronteiras à expansão das operações mecanizadas, hoje o setor florestal se reinventa para vencer inclinações e desafios antes restritos ao trabalho manual.

Ao adotar o equipamento de roçada mecanizada em alta declividade, o Brasil reforça sua posição no mercado. A mecanização é a ponte entre produtividade e segurança, entre o valor econômico e o respeito à vida. Cada hectare roçado de forma mecanizada representa menos esforço humano em condições adversas e mais inteligência aplicada ao campo.

O futuro da silvicultura brasileira passa, inevitavelmente, por essa transformação. O avanço tecnológico deve caminhar lado a lado com o compromisso humano de produzir com eficiência, conservar com responsabilidade e evoluir com sustentabilidade.


*Paulo Gustavo de Souza é Gerente de Silvicultura da Reflorestar Soluções Florestais.

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Exclusivo – A importância do controle de plantas daninhas para o sucesso e sustentabilidade das florestas plantadas

*Artigo por Thaís de Camargo Lopes.

A silvicultura é um segmento bastante consolidado no Brasil. De acordo com o mais recente relatório do Instituto Brasileiro de Árvores (Ibá), em 2024 o país contava com 10,52 milhões de hectares da área plantada, sendo 8,1 milhões de hectares com eucalipto e 1,9 milhões de hectares com pinus. Já araucária e outras espécies, somadas, representam 500 mil hectares. Minas Gerais, hoje, é o maior produtor de eucalipto, com 2,2 milhões de hectares, e o segundo maior estado em área plantada é o Mato Grosso do Sul, com 1,5 milhão de hectares. Ainda segundo o relatório, o MS é, atualmente, o principal eixo de expansão da silvicultura no Brasil -dos 234 mil novos hectares, 80% estão no estado do Centro-Oeste.

Eucalipto e pinus são caracterizados por um ciclo de cinco a seis anos, o que representa um reflorestamento de cerca de 2 milhões de hectares anuais, já que a área plantada hoje é de pouco mais de 10 milhões. Contudo, os primeiros 150 dias são fundamentais para o desenvolvimento das árvores, porque é nesse período que ocorre a fase de estabelecimento das mudas. Nela, vários fatores determinam se a planta vai se adaptar bem e garantir um bom crescimento futuro, como formação do sistema radicular e alta vulnerabilidade a estresses bióticos e abióticos, como insetos, formigas cortadeiras, nematóides, doenças e plantas daninhas. Estas últimas, requerem um manejo bastante específico com herbicidas, para evitar que elas prejudiquem o crescimento da planta. Cada vez mais, os produtores florestais reconhecem a importância do investimento em herbicidas inovadores e tecnológicos.

Já que as invasoras competem por água, luz solar, nutrientes e espaço nesta fase inicial do reflorestamento, dificultando o crescimento das mudas e os tratos culturais, prejudicando o desempenho das máquinas e aumentando o risco de incêndios florestais em áreas com acúmulo de biomassa. Entre as principais estão: capim-brachiária (Brachiaria Decumbens) e brachiarão (Brachiaria brizantha).

A primeira é conhecida por sementes pequenas e leves, com alta capacidade de dispersão e de formar banco de sementes no solo, com agressividade durante o seu estabelecimento, sufocando mudas jovens, reduzindo drasticamente a sobrevivência das mudas de eucalipto e pinus nos primeiros meses, especialmente em solos mais pobres. Enquanto o brachiarão conta com sementes com alta persuasão no solo, potencial de exploração de água e nutrientes em camadas mais baixas e resistência à seca, favorecendo a entrada de pragas e doenças nas mudas. No entanto, a formiga é a praga que traz mais prejuízo à floresta e, para que haja o controle dos formigueiros, é necessário que os mesmos estejam visíveis e, para que isto aconteça, é preciso retirar as plantas daninhas do local.

Além do uso de herbicidas com alta eficácia no controle, que podem ter aplicação necessária até 120 dias pós-plantio das mudas, outras iniciativas são importantes para o estabelecimento das mudas nos primeiros cinco meses de vida: entre eles, podemos elencar o preparo adequado do solo, a correção de fertilidade, com uma adubação equilibrada e o monitoramento da área, para identificar se há a presença de alguma praga, doença ou invasora e já realizar o controle direto na planta.

No entanto, hoje, além da exigência do mercado por madeiras de melhor qualidade, a sustentabilidade está no centro das atenções do setor. Dessa forma, há uma demanda crescente por herbicidas que não sejam somente eficazes, mas que permitam a redução das doses por hectare para cumprir a mesma função dos defensivos tradicionais. Isto contribui para otimizar a logística e o armazenamento nas fazendas, já que, por ser mais concentrado, demanda menor volume de galões e reduz a quantidade de embalagens vazias a serem devolvidas.

Assim, o futuro da silvicultura brasileira passa pelo equilíbrio entre produtividade, tecnologia e responsabilidade ambiental. Investir em práticas de manejo adequadas nos primeiros meses do plantio e adotar herbicidas mais modernos e sustentáveis são passos fundamentais para garantir o pleno desenvolvimento das mudas, a redução de perdas e a oferta de madeira de alta qualidade, fortalecendo ainda mais a competitividade do setor florestal no Brasil e no mundo.


*Thaís de Camargo Lopes é Engenheira Florestal, Mestre em Agronomia com MBA em Gestão Florestal e Gestão de Negócios. É Gerente de Marketing Regional para Floresta e Pastagem na Corteva Agriscience.

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