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Período de seca aumenta riscos de incêndios florestais no Brasil

Desastres como seca e incêndios naturais são muito comuns nesta época do ano nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste

período de seca castiga diversas regiões do País e, com ele, aumenta a probabilidade de incêndios naturais. Atenta aos riscos iminentes, a Defesa Civil Nacional alerta para os perigos que a baixa umidade relativa do ar pode causar à população. Há riscos de incêndios especialmente nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, ocasionados pela baixa umidade do ar.

Hoje, no Brasil, 149 municípios estão em situação de emergência para a seca: 133 em Minas Gerais, cinco em Sergipe, quatro no Rio Grande do Norte, quatro no Piauí e três no Ceará. Em relação aos incêndios florestais, 22 cidades estão em situação de emergência, das quais 14 estão localizadas no Mato Grosso do Sul e outras oito em Goiás.

Neste ano, já foram repassados aos municípios afetados por seca e incêndios florestais mais de R$ 67 milhões em recursos para ações de defesa civil.

A Defesa Civil orienta sobre medidas preventivas:

  • Evite acender fogueiras
  • Não solte balões ou fogos de artifício
  • Não queime lixo ou resíduos em seu quintal
  • Nunca atire cigarros ou fósforos acesos na vegetação

Em casos de baixa umidade e seca:

• Beba bastante água, mesmo se estiver sem sede;

• Evite atividades físicas ao ar livre e exposição ao sol das 10h às 17h;

• Evite banhos com água quente para não potencializar o ressecamento da pele;

• Use umidificadores de ar em casa e no trabalho. Você também pode utilizar bacias de água ou estender toalhas e panos úmidos próximos à cama;

• Em caso de problemas respiratórios, procure um posto médico;

• Acompanhe as informações oficiais, por meio de sites, carros de som, rádio, SMS, entre outros, emitidos pela Defesa Civil ou outras autoridades de sua cidade;

• Mantenha sempre a casa limpa e arejada. O tempo seco aumenta a concentração de poeira, ácaros e fungos. Na hora da limpeza, prefira pano úmido à vassoura para não levantar pó;

• Evite ambientes onde há fumaça de cigarro;

• Não queime lixo nem provoque queimadas.

Alertas

  • A Defesa Civil Nacional orienta os moradores das regiões de risco a se inscreverem nos serviços de alerta, enviando um SMS, com o CEP do local onde mora, para o número 40199. Em caso de desastre, a população receberá um aviso.
  • Outra recomendação é ficar atento aos alertas publicados no Twitter da Defesa Civil Nacional e do Instituto Nacional de Meteorologia.
  • Em caso de incêndio em mata ou floresta, avise imediatamente o Corpo de Bombeiros (193), Defesa Civil (199) ou Polícia Militar (190)

Fonte: MDR

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Desmatamento: UE precisa observar Código Florestal, diz FPA

A Frente Parlamentar da Agrocupecuária alerta que as medidas precisam observar se a produção é realizada em áreas de desmatamento “ilegal”

Nesta semana, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que estabelece restrições à importação de produtos que tenham relação com o desmatamento.

Os importadores precisarão comprovar que os produtos comprados, como carne bovina, soja e óleo de palma, estão livres de desmatamento ocorrido depois de dezembro de 2021; caso contrário, sua entrada poderá ser barrada nos mercados da União Europeia.

A medida foi proposta pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, com dois objetivos: diminuir o impacto dos consumidores europeus em termos de emissões de gases de efeito estufa, em linha com os objetivos climáticos do bloco, reduzindo assim sua “importação de desmatamento” e incentivar e proteger os produtores que estão alinhados com essas metas de mitigação climática e de proteção do meio ambiente, penalizando aqueles que ainda não o fizeram.

Para entrar em vigor, o pacote de sanções precisa ser aprovado por todos os membros dos 27 países do bloco.

Reação

Nesta quarta-feira (14) a Frente Parlamentar da Agrocupecuária (FPA) publicou uma nota oficial sobre o assunto.

Segundo a FPA, o “Brasil possui a legislação ambiental mais rigorosa do mundo”.

“O Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) determina, por exemplo, que qualquer propriedade rural na região do bioma Amazônia é obrigada a preservar 80% de sua área, permitindo que apenas 20% seja utilizada para produção agropecuária”

No texto, a FPA alerta que medidas como a estabelecida pelo Parlamento Europeu, de impedir a compra de produtos de áreas de desmatamento, precisam observar se a produção é realizada em áreas de desmatamento “ilegal”, para não colocar no mesmo plano de análise situações amparadas pela Lei e ações ilegais.

“A FPA entende que a produção feita em área de desmatamento ilegal deve sofrer com os prejuízos determinados pela legislação brasileira, e concorda com as restrições a produtos provenientes destas áreas. Mas, defende que, toda produção agropecuária estabelecida de forma legal, seguindo os parâmetros determinados pelo Código Florestal, não são cabíveis de embargos ou restrições de qualquer natureza”.

No entendimento da FPA, o regulamento aprovado pelo Parlamento Europeu “desconsidera os esforços empreendidos pela comunidade internacional no combate ao desmatamento, rechaçando o multilateralismo e a participação da comunidade internacional nas discussões dos problemas comuns”.

desmatamento

Fonte: Canal Rural

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