Vale da Celulose impulsiona investimentos e consolida Mato Grosso do Sul como polo global do setor

Crescimento industrial, infraestrutura logística e novos aportes fortalecem economia e geração de empregos no Estado.

Mato Grosso do Sul vive uma transformação econômica acelerada a partir da expansão da cadeia produtiva da celulose, que vem impulsionando o desenvolvimento de diversos municípios e posicionando o Estado entre os principais polos globais do setor. A região oficialmente denominada Vale da Celulose reúne territórios estratégicos voltados à produção de eucalipto, bioprodutos e celulose, tornando-se referência nacional e internacional em produção florestal e industrial.

O reconhecimento institucional desse protagonismo ocorreu em 2025, quando o governador Eduardo Riedel sancionou a lei que oficializa o nome “Vale da Celulose” para a região, destacando sua relevância econômica e social para Mato Grosso do Sul.

A base florestal plantada segue em expansão contínua e deve crescer cerca de 40% até 2028, alcançando aproximadamente 2,5 milhões de hectares. O avanço fortalece a produção sustentável e amplia a inserção do Estado no mercado global de celulose. O impacto econômico também se reflete no emprego: apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 27 mil postos formais foram gerados em municípios como Água Clara, Bataguassu, Inocência, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, consolidando o setor como um dos principais motores de renda no interior.

Um dos marcos recentes desse processo foi o leilão da Rota da Celulose, realizado em maio de 2025 na Bolsa de Valores de São Paulo. O projeto prevê a concessão de mais de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais, incluindo trechos das BR-262, BR-267 e das MS-040, MS-338 e MS-395, com foco na modernização da malha viária, aumento da segurança e melhoria do escoamento da produção florestal e industrial.

Inicialmente, o Consórcio K&G foi declarado vencedor ao apresentar maior desconto financeiro. No entanto, após a desclassificação, o Governo do Estado convocou o segundo colocado, o Consórcio Caminhos da Celulose, ligado à XP Infra. A decisão foi homologada em setembro de 2025, consolidando a concessão que prevê cerca de R$ 10,1 bilhões em investimentos privados e a implantação de até 12 praças de pedágio.

No fim de 2025, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido de suspensão do leilão apresentado por uma das empresas envolvidas, mantendo o resultado do certame. A decisão considerou o interesse público e ressaltou que uma eventual paralisação poderia atrasar obras e melhorias fundamentais para a logística estadual.

A assinatura do contrato da Rota da Celulose marca um passo decisivo para a modernização da infraestrutura logística sul-mato-grossense. A concessão formaliza a parceria entre o Governo do Estado e o Consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela administração de cerca de 870 quilômetros de rodovias estratégicas para o transporte da produção florestal, industrial e agrícola. O projeto contempla recuperação total das estradas, duplicações, implantação de acostamentos, dispositivos de segurança viária, passagens de fauna, áreas de descanso e sistemas modernos de atendimento aos usuários.

O avanço logístico também ganhou reforço com o anúncio de um investimento federal de R$ 2,8 bilhões para a construção de uma ferrovia voltada ao escoamento da produção de celulose no Vale da Celulose. O novo trecho integra a logística multimodal do Estado, conectando áreas produtivas aos principais corredores de exportação e reduzindo gargalos, custos de transporte e impactos ambientais.

Além disso, o Governo do Estado anunciou a restauração de rodovias estratégicas, como a MS-377, atendendo à expansão produtiva em regiões como Três Lagoas e Inocência e fortalecendo a integração viária da área que mais cresce no setor florestal.

Com a combinação de investimentos públicos e privados, o Vale da Celulose deixa de ser apenas um centro regional de produção e se consolida como pilar estratégico da economia de Mato Grosso do Sul. A integração entre agricultura florestal, indústria de base, infraestrutura e logística sustenta a perspectiva de crescimento contínuo, posicionando a região como um dos vetores mais dinâmicos do desenvolvimento socioeconômico do Estado e do Brasil.

Informações: Capital News

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