Tempestade Kristin devasta florestas em Portugal e obriga indústria da celulose a se adaptar

Quarenta por cento da floresta de eucalipto foi afetada pelas tempestades. A indústria de celulose considera urgente retirar toda a madeira até junho para reduzir o risco de incêndios, enquanto os proprietários pedem apoio.

A tempestade Kristin destruiu áreas florestais do litoral até a fronteira com a Espanha. O setor madeireiro fala em um verdadeiro “cone de devastação”, enquanto os maiores grupos de celulose já começam a comprar madeira de menor diâmetro.

Trata-se de uma medida excepcional para dar suporte aos produtores das áreas atingidas.

A limpeza das áreas é considerada urgente, principalmente pelo risco de aumento na propagação de incêndios.

Produtores vivem momentos de angústia

Após um verão marcado por grandes incêndios e um inverno com tempestades intensas, os produtores florestais enfrentam um período de grande preocupação.

Apesar do cenário difícil, o setor busca transformar a crise em oportunidade. Esse movimento já pode ser observado na indústria, com o avanço no desenvolvimento de biomateriais. Um exemplo são as embalagens produzidas a partir de fibras de eucalipto, que podem ser de duas a seis vezes mais recicláveis.

Essa cadeia produtiva tem forte impacto econômico, representando cerca de 5% do PIB e 10% das exportações.

No total, o setor florestal movimenta mais de 13 bilhões de euros em volume de negócios.

Fonte: SIC Notícias / Traduzido por I.A

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