A Suzano (SUZB3) divulgou nesta terça-feira queda no resultado operacional do quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024, em um desempenho praticamente em linha com o esperado pelo mercado, segundo dados da LSEG.
A companhia, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, ainda afirmou em fato relevante que manterá neste ano volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% menor do que a capacidade nominal anual, sustentando estratégia adotada em meados do ano passado.
“Essa decisão fundamenta-se na avaliação de que a retomada do volume marginal não proporcionaria retorno adequado para a companhia”, afirmou a Suzano.
A empresa afirmou que a queda no Ebitda na comparação anual deveu-se em parte à depreciação do dólar ante o real e à queda do preço líquido médio da celulose. A empresa compensou os efeitos em parte com aumento no volume vendido e um custo caixa menor, atingindo o nível mais baixo desde o final de 2021.
Segundo a Suzano, o custo caixa do quarto trimestre de produção de celulose, um importante indicador do setor, caiu 3,6%, para R$778 por tonelada, sem incluir efeitos de parada de manutenção. Incluindo as paradas, o custo caixa do quarto trimestre foi 8% menor que um ano antes, a R$809 por tonelada.
A empresa teve lucro líquido de R$116 milhões, revertendo prejuízo de R$6,7 bilhões sofrido no quarto trimestre de 2024, apoiada em parte em efeitos cambiais que impactam o resultado financeiro.
A receita líquida somou R$13,1 bilhões, queda anual de 8%. A empresa vendeu 3,4 milhões de toneladas de celulose no quarto trimestre, alta de cerca de 4% sobre um ano antes, mas o preço médio foi 8% menor na mesma comparação.
Analistas, em média, esperavam que a Suzano apresentasse faturamento de R$12,5 bilhões no quarto trimestre.
A companhia terminou dezembro com alavancagem financeira de 3,2 vezes em dólares ante 2,9 vezes no final de 2024.
Informações: InfoNews

