O Senado aprovou nesta terça-feira (17) o PLS 214/2015 que retira da lista de atividades poluidoras a silvicultura, que estuda o manejo de florestas para extração de matérias-primas, como resinas, celulose e a própria madeira. O autor, senador Alvaro Dias (PODEMOS-PR), considera que é possível compatibilizar a produção econômica com a proteção do meio ambiente, como a preservação de nascentes e recuperação de áreas desertificadas que não são usadas para o plantio.

Transcrição:
O PLENÁRIO DO SENADO ANALISA NESTA TERÇA-FEIRA O PROJETO QUE RETIRA A SILVICUTURA DA LISTA DE ATIVIDADES POLUIDORAS. O OBJETIVO É COMPATIBILIZAR AVANÇOS ECONÔMICOS DO CULTIVO DAS FLORESTAS COM A PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.

O projeto retira a silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras e que utilizam recursos ambientais. A silvicultura é a ciência que estuda o manejo de florestas com o propósito de extração de matérias-primas. Segundo o autor da proposta, senador Alvaro Dias, do Podemos do Paraná, o cultivo florestal contribui com a recuperação de áreas desérticas e a preservação de nascentes. Dias considera que a retirada da silviultura da lista vai permitir que a preservação ambiental seja compatibilizada com a atividade econômica. Nós possibilitamos um avanço na produção, na geração de empregos, no desenvolvimento econômico, portanto, e, de outro lado, preservamos o meio ambiente.

Ocorre que, com a inclusão dessa atividade no rol de atividades potencialmente poluidoras, nós atravancamos o desenvolvimento econômico, porque impedimos a aceleração da atividade, e obviamente isso significa perder empregos, renda, receita pública, etc., além de a preservação ambiental ser essencial também nesse plantio de florestas. Já o relator, senador Jacques Wagner, do PT da Bahia, reforçou que não faz sentido equiparar a silvicultura com atividades como a agricultura convencional. 

A silvicultura é atividade muitas vezes menos impactante do que a agricultura convencional, que exige manejo muito mais intensivo com maquinário e uso de agrotóxicos. Nada mais coerente do que retirar a silvicultura da lista, pois muitas vezes é utilizada para reflorestamento de áreas desmatadas e permite o manejo florestal sustentável, valorizando a floresta em pé. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores, a silvicultura gera mais de 5 mil produtos. Além de madeira e celulose, as árvores são fonte de energia renovável, por meio da biomassa e do carvão vegetal. Também fornecem matéria prima como fibra para tecidos, além de permitir a extração de resinas e óleos essenciais utilizados em alimentos e produtos farmacêuticos. 

Fonte: Rádio Senado

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