Fertilizantes especiais ganham espaço na construção da fertilidade em florestas plantadas.
A Polli Fertilizantes nasceu com o propósito de modernizar a correção e a fertilidade do solo no Brasil por meio da inovação tecnológica. A empresa dá continuidade ao legado iniciado ainda na década de 1970 pela Primocal, mas foi a partir da experiência internacional de seu CEO, Luiz Osni Miranda, que a Polli passou a investir de forma consistente em fertilizantes especiais baseados em nanotecnologia — trajetória que se consolidou com a fundação da empresa em 25 de setembro de 2011, em Colombo (PR).
Segundo Osni, a motivação surgiu ao observar um descompasso no campo. “Enquanto genética, maquinário e manejo evoluíam rapidamente, a correção de solo ainda se apoiava em métodos rudimentares, com baixa eficiência e lenta reatividade. Vimos aí a oportunidade de unir tradição e tecnologia para gerar resultados mais rápidos, sustentáveis e eficientes ao produtor”, afirma.

Tecnologia Nano Atom como pilar estratégico
Esse movimento resultou no desenvolvimento da Tecnologia Nano Atom, tecnologia patenteada que utiliza nanopartículas de carbonatos e silicatos para aumentar a superfície reativa dos corretivos e fertilizantes. O objetivo é potencializar a eficiência agronômica com menor dosagem, maior uniformidade de aplicação e redução significativa de impactos ambientais.
Hoje, a Nano Atom é o centro da estratégia da Polli. “Ela conecta inovação, sustentabilidade e produtividade. Estamos falando de uma redução de até 73,6% nas emissões de CO₂ em comparação ao uso de corretivos convencionais, além de ganhos logísticos e agronômicos claros”, destaca Osni. Para a empresa, tecnologia e agricultura regenerativa caminham juntas e são fundamentais para a expansão e consolidação da marca no mercado nacional e internacional.

Desafios técnicos do solo em sistemas florestais
Do ponto de vista técnico, a correção e a construção da fertilidade do solo seguem como grandes desafios, especialmente nos sistemas florestais. De acordo com Dra. Thais Ramari, diretora técnica da Polli Fertilizantes, esses desafios são amplificados pela escala das áreas, pela logística operacional e pela necessidade de previsibilidade no estabelecimento inicial das culturas.

“Acidez elevada, presença de alumínio tóxico, baixa saturação por bases e deficiência de cálcio e magnésio são fatores recorrentes. Além disso, muitos talhões apresentam acidez em camadas subsuperficiais, o que limita o crescimento radicular e aumenta a sensibilidade ao déficit hídrico”, explica.
Outro ponto crítico é conciliar eficiência agronômica com viabilidade operacional. “O produtor precisa corrigir o solo dentro de janelas curtas, com uniformidade, custo controlado e sem perder desempenho, seja em solos arenosos, com maior risco de perdas, ou em solos muito argilosos, com alta reatividade”, complementa.
Mais eficiência com menor dose
Nesse cenário, a Tecnologia Nano Atom se diferencia por acelerar a reação no solo. “Trabalhamos com partículas ultrafinas, de alta área específica, que aumentam o contato com a solução do solo. Isso favorece uma neutralização mais rápida da acidez e uma disponibilização mais eficiente de cálcio e magnésio, especialmente no momento crítico de estabelecimento da cultura”, detalha a diretora.
Entre os principais benefícios observados no campo estão o melhor desenvolvimento radicular, maior uniformidade de estande, melhor aproveitamento dos nutrientes aplicados e maior resiliência das plantas em situações de estresse. “Em florestas, uniformidade é produtividade. E o arranque inicial define boa parte do potencial produtivo do ciclo”, ressalta.
Os resultados tendem a ser mais evidentes em áreas com acidez elevada, baixa saturação por bases, solos arenosos ou muito argilosos, além de sistemas em implantação, reforma ou replantio florestal, onde a correção rápida e consistente é determinante.
Recomendação técnica orientada por dados
Para garantir segurança e consistência, a Polli não trabalha com doses padronizadas. A recomendação técnica é construída a partir de diagnóstico detalhado do solo e do sistema produtivo, posicionamento correto do produto e acompanhamento em campo.
“Analisamos camada por camada, histórico da área, textura, ambiente produtivo e objetivo do manejo. A partir disso, definimos a estratégia mais adequada para cada situação”, explica Ramari. O foco é reduzir variabilidade entre talhões e consolidar um manejo eficiente ao longo dos ciclos produtivos.
Visão de futuro
Para o CEO da Polli Fertilizantes, o futuro da agricultura passa, necessariamente, por inovação validada e responsabilidade ambiental. “Correção e nutrição adequadas são a base do equilíbrio entre solo, planta e fertilidade. O produtor que busca longevidade produtiva precisa apostar em tecnologias que entreguem eficiência agronômica com menor impacto ambiental”, afirma Osni.

Com uma proposta que une nanotecnologia, sustentabilidade e alta performance, a Polli Fertilizantes reforça seu posicionamento como referência técnico-comercial em fertilizantes especiais, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e resilientes no setor florestal.

