A nova fábrica de celulose solúvel da LD Celulose – joint venture formada entre a Duratex e o grupo austríaco Lenzing –, que está sendo implantada no município de Indianópolis, no Triângulo Mineiro, está prestes a entrar em operação. Com 90% das obras concluídas, a unidade fabril promete ser a maior linha industrial de celulose solúvel do mundo e recebeu investimentos na ordem de US$ 1,3 bilhão. Informações dão conta que o start das atividades está previsto para março.

Com 90% das obras concluídas, a unidade fabril promete ser a maior linha industrial de celulose solúvel do mundo e recebeu investimentos na ordem de US$ 1,3 bilhão.

A empresa diz apenas que a produção está prevista para o primeiro semestre de 2022, conforme o planejado. E que quando concluída, a planta gerará 1.040 empregos diretos, movimentando toda a cadeia econômica da região. No momento, os trabalhos de edificação contam com mais de 9.600 trabalhadores.

“Os números grandiosos não param por aí. A quantidade de cabos utilizada seria capaz de ligar o Oiapoque ao Chuí, num total de 4.490 quilômetros de extensão. E as fazendas de florestas plantadas de eucalipto – matéria-prima para produção de celulose – terão, juntas, aproximadamente 70 mil hectares de plantio”, destaca a companhia.

Quando estiver em operação, a planta terá capacidade de produzir 500 mil toneladas de celulose solúvel por ano. O material poderá ser utilizado na produção de roupas, produtos de higiene, beleza, entre outros. Além disso, o processo de produção gerará cerca de 144 megawatts (MW) de energia elétrica renovável, por meio da biomassa de madeira, sendo mais de 50% deste total comercializado e distribuído na rede nacional.

De acordo com o CEO da LD Celulose, Luís Künzel, a empresa foi planejada, em todos os seus aspectos, como um empreendimento pautado pela excelência e pela sustentabilidade. Segundo ele, todo o projeto foi estrategicamente construído tanto no que se refere à localização da fábrica – que está próxima à linha férrea e dentro do maciço florestal – quanto à implantação de práticas sustentáveis desde o princípio.

“Será uma unidade extremamente moderna em tecnologia e processos, e avançada em performance e otimização de custos e de referência em suas características ambientais. Outro diferencial será a capacidade de geração de energia elétrica a partir de biomassa. Vamos abastecer a fábrica e ainda vender energia limpa ao mercado”, garante.

Em meados de junho de 2018, quando oficializou o projeto junto ao governo do Estado, a LD Celulose informou que a celulose solúvel produzida pela unidade da LD Celulose em Minas seria totalmente destinada à exportação e vendida para Lenzing para suprir suas operações principalmente na Ásia.

As áreas de plantio da empresa em Minas Gerais estão situadas em cinco municípios do Triângulo Mineiro: Indianópolis, Araguari, Estrela do Sul, Nova Ponte e Romaria. E essa área florestal representa uma parte importante do investimento da Duratex no negócio, mas a companhia também fará desembolso financeiro. A Lenzing tem 51% de participação na joint venture LD Celulose, enquanto a Duratex responde por 49%.

Na época, a Duratex – maior produtora de painéis de madeira industrializada e pisos, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul – informou sobre sua entrada no segmento de celulose solúvel, em parceria com o grupo Lenzing. A junção Duratex/Lenzing foi autorizada pelos órgãos competentes no Brasil e na Europa e formou a LD Celulose, que tem como objetivo operar na produção da celulose solúvel.

Fonte: Diário do Comércio



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