Os sinais que a Petrobrás dá para o mercado deixa o investidor de cabelo em pé sem saber o que pensar da companhia. Lembra uma canção de Djavan quando diz “Teus sinais me confundem da cabeça aos pés…” Depois de alardear pelos quatro cantos que o foco da empresa seria apenas exploração e produção, hoje (1º) ela anuncia uma parceria com a Vallourec (um dos líderes mundiais em soluções tubulares premium) para avaliar oportunidades de cooperação tecnológica envolvendo a produção e uso do chamado bio-óleo, óleo de origem vegetal, 100% renovável, resultante da condensação de gases produzidos durante a transformação da madeira das florestas plantadas e certificadas de Eucalyptus em carvão vegetal. Em fase de testes no Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobrás (Cenpes), o bio-óleo tem potencial de ser utilizado como matéria-prima na geração de produtos renováveis.

A ligação ao Programa de BioRefino da Petrobrás, que alia sustentabilidade e geração de valor, o bio-óleo integra mais uma frente de descarbonização da empresa, que vem investindo na utilização de matérias-primas renováveis no processo de refino. Comprometida em tornar suas operações mais sustentáveis ambientalmente, a Petrobrás tem como estratégia utilizar seu potencial inovador para gerar soluções em descarbonização e novas linhas de negócio.

O acordo firmado com a Vallourec prevê estudos e testes, já em andamento, para aproveitar o coproduto mais puro gerado no processo de produção de carvão vegetal da Vallourec, por meio do seu equipamento de carbonização contínua. Trata-se de uma tecnologia inovadora na produção de carvão vegetal, usado como insumo nas usinas siderúrgicas, a qual também produz o alcatrão vegetal. Esse produto se comporta como um bio-óleo – ou seja, um óleo de origem vegetal – e pode ser usado como matéria-prima para processos de refino da Petrobrás, como o chamado craqueamento catalítico fluido (conhecido como FCC), que fornece produtos para uso em petroquímica. Os testes irão avaliar o comportamento e eficiência do alcatrão vegetal como matéria-prima para o processo de refino. Com isso, a estimativa é gerar produtos com índice de emissão de gases de efeito estufa 70% inferiores em relação aos obtidos com produtos fósseis equivalentes.

Fonte: PetroNotícias

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