Criado a partir do reagrupamento do gênero Eucalyptus nos anos 1990, o gênero Corymbia possui 113 espécies, das quais algumas estão sendo estudados em diversos programas de melhoramento, como por exemplo o C. citriodora, C. torelliana e seus híbridos interespecíficos.

As variações intra e interespecíficas oferecem uma oportunidade de obtenção de materiais produtivos, resistentes a fatores bióticos e abióticos e com características importantes de qualidade da madeira, visando a aplicação na indústria de produção de carvão, celulose, madeira serrada, entre outros. Nesse contexto, o interesse no gênero Corymbia se dá, principalmente, por apresentar alta densidade básica da madeira e, consequentemente, na redução do consumo específico de madeira.

Buscando o enriquecimento de informações e visando a produção comercial do gênero Corymbia, iniciou-se uma promissora parceria entre a empresa CMPC e a Universidade Federal de Pelotas, com intuito de avaliar o potencial tecnológico do material para a produção de celulose.

O projeto está sendo desenvolvido pelos mestrandos em Ciência e Engenharia de Materiais, Marco Antônio Fernandes e Laíse Vergara Nörnberg, e os alunos de graduação em Engenharia Industrial Madeireira, Vinícius Cury Berni e João Pedro Ferreira dos Santos. Fazem parte deste projeto os professores Gabriel Valim Cardoso do curso de Engenharia Industrial Madeireira e Mário Lúcio Moreira do Instituto de Física e Matemática da UFPel, apoiados pela equipe da CMPC composta pelo gerente de Planejamento e Desenvolvimento Florestal, Márcio Bernardi, pelo coordenador de Viveiro e Pesquisa, Franco Quevedo, pelo pesquisador de Melhoramento Genético, Osmarino Pires dos Santos, e pela Analista de Melhoramento Genético, Nathalia Pimentel.

A parceria entre as duas instituições permitirá analisar as madeiras por espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) e caracterizar clones de híbridos de Corymbia spp. quanto as suas propriedades físicas, químicas e de polpação. As análises serão realizadas no Laboratório de Qualidade da Madeira da CMPC e no Laboratório de Química da Madeira e Celulose da Universidade Federal de Pelotas.

Para o analista do Laboratório de Qualidade da Madeira da CMPC, Marco Antônio Fernandes, esta parceria entre CMPC e UFPel deverá gerar informações importantes para o melhoramento genético de híbridos de Corymbia, trazendo para o setor novas possibilidades em relação ao uso de espécies do gênero Eucalyptus, através da introdução comercial de materiais genéticos com maior rendimento de polpa depurada e expressiva redução no consumo específico de madeira.

Osmarino Pires dos Santos comenta ainda, que por se tratar de um gênero em que as estratégias foram recentemente estabelecidas nos programas de melhoramento das empresas florestais, estudos acerca da produtividade e adaptação, e, principalmente sobre a qualidade da madeira se fazem necessários para consolidar as expectativas que foram geradas nos últimos anos quanto ao real potencial dos híbridos para produção de celulose.

Fonte: UFPEL

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