Compliance já se tornou palavra do cotidiano das empresas brasileiras há algum tempo. Falar não apenas em conformidade com as leis e regras internas, mas também em ética e integridade é uma grande conquista para os colaboradores, que têm exigido mais das empresas.

Há poucos anos, a maior preocupação no ambiente corporativo relativo ao tema era estar de acordo com as leis e os regulamentos do negócio – um compliance anticorrupção e mais normativo. Mas as empresas evoluíram. Perceberam que não basta cumprir as regras, é necessário fazer mais para atingir seus objetivos e, consequentemente, os resultados esperados.

Qualquer empresa precisa de pessoas, e são essas pessoas que têm demandado cada vez mais um bom ambiente de trabalho. Cumprir prazos e metas, ao lado das dificuldades do dia a dia de trabalho, sempre foi (e, provavelmente, sempre será) a constante no mundo corporativo. Porém, a companhia que busca alta performance deve se preocupar com a motivação de seus colaboradores.

No passado, funcionários, de modo geral, buscavam estabilidade e remuneração adequada. Hoje, quando assistimos à entrada no mercado das novas gerações (sem falar nas novíssimas gerações, que ainda vão entrar), percebemos que um bom salário e um plano de carreira não são mais suficientes. Essa safra de trabalhadores requer muito mais das empresas, que passaram a ter de “conquistá-los”.

O novo funcionário quer ser ouvido, quer se sentir importante e, principalmente, quer fazer parte de algo, ser incluído, ter a sensação de pertencimento. E cada vez mais surgem movimentos na sociedade, em diversos setores, com o objetivo de dar voz aos anseios dessas pessoas. A frase do célebre ativista Martin Luther King Jr. (1929-1968) está mais atual do que nunca: “Nossas vidas começam a terminar no dia em que nos calamos sobre as coisas que importam”. 

É nesse cenário de transformação social que o compliance se encaixa e passa a ser um benefício essencial para os funcionários de uma empresa. Quando ela cria uma área ou um departamento de compliance, com autonomia e imparcialidade para atuar, está “dizendo” a seus colaboradores (e, consequentemente, para todos os seus stakeholders) que valoriza o bom ambiente de trabalho, que busca o tratamento justo e igualitário e que quer dar voz aos anseios desses colaboradores.

O compliance deve ser visto, portanto, como peça corporativa adicional para auxiliar a gestão a atingir seus objetivos. E a liderança que compreende os reais benefícios das funções de compliance está no caminho certo para levar a empresa para o futuro, com foco nas pessoas. Se os colaboradores se sentirem acolhidos, em um ambiente de trabalho livre de injustiças e assédios, certamente estarão mais motivados a ajudar a empresa a alcançar seus objetivos.

A Eldorado Brasil amplia seus investimentos em ações de compliance a cada ano. Além das diversas comunicações e orientações sobre as regras de conduta esperadas, a empresa oferece treinamentos anuais, com foco em suas políticas internas e nos princípios de seu Código de Conduta e Ética, direcionados a todos os colaboradores da empresa. Campanhas internas também são realizadas anualmente, pois a Eldorado entende que o tema deve se manter vivo no ambiente de trabalho. Só assim é possível reafirmar, a todos os nossos stakeholders, a importância que a empresa dá às ações de compliance.

Em 2021, com a participação e o apoio da liderança da Eldorado Brasil, foi lançado o Programa de Multiplicadores da Ética. Ele é formado por colaboradores que têm a missão de fomentar a cultura ética e multiplicar as boas práticas em todo o âmbito da empresa. A Eldorado espera, com isso, incentivar seus funcionários a fazerem sempre o que é certo, pois acredita que o caminho para ser melhor é sempre o caminho da ética e da integridade.

Artigo de André Tourinho,

Gerente de Compliance da Eldorado Brasil Celulose

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