Investimentos bilionários em celulose consolidaram, em 2025, o corredor industrial do leste do Estado.
Dois mil e vinte e cinco marcou a consolidação do chamado Vale da Celulose de Mato Grosso do Sul, com a confirmação de cerca de R$ 31 bilhões em investimentos privados no setor até a próxima década, reforçando o estado como um dos principais polos produtores do país. A celulose ampliou seu papel central na economia sul-mato-grossense, com forte peso nas exportações e impacto direto sobre emprego, renda e arrecadação, especialmente em municípios do eixo industrial do leste do estado.
O principal marco do ano foi o lançamento da pedra fundamental do Projeto Sucuriú, da chilena Arauco, em Inocência. Com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões, a futura unidade foi anunciada como a maior da história da empresa, com capacidade projetada de 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta. O início das obras reuniu autoridades estaduais e federais e simbolizou a entrada definitiva do município no mapa global da indústria de base florestal.
Durante o pico das obras, o empreendimento foi associado à geração de até 14 mil empregos, além de milhares de postos indiretos na cadeia logística, florestal e de serviços. O projeto também evidenciou a estratégia estadual de atração de grandes investimentos, baseada em infraestrutura, segurança jurídica e agilidade nos processos de licenciamento ambiental.
Ao longo de 2025, o avanço da Arauco somou-se à expansão de outras plantas já instaladas nos municípios da região, como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Selvíria e Bataguassu, reforçando a formação de um corredor industrial integrado. O conjunto desses movimentos marcou um período decisivo para a consolidação de Mato Grosso do Sul como referência nacional e internacional na produção de celulose.
Informações: Capital News

