Kolecti leva a análise multiespectral ao centro do controle de qualidade florestal

Controle de qualidade baseado em dados amplia eficiência e competitividade.

Após um ciclo de profunda transformação e investimentos em parcerias globais — como a união estratégica com a Nova Spectra — a Kolecti consolidou sua missão de ser o elo inteligente entre o campo e a indústria. Existimos para que o acaso não tenha lugar na floresta.

Em um setor cada vez mais orientado por eficiência, previsibilidade e sustentabilidade, o controle de qualidade deixou de ser apenas uma etapa operacional para se tornar um diferencial estratégico na cadeia florestal. É nesse contexto que a Kolecti vem ganhando protagonismo ao aplicar a análise de imagem multiespectral — tecnologia já consolidada em mercados internacionais — às demandas específicas de sementes, viveiros e indústrias florestais no Brasil.

A empresa atua de forma integrada em reprodução florestal, polinização suplementar  tecnologias internacionais com inteligência artificial para mapeamentos de pomares e a análise multiespectral, entregando soluções inovadoras e sustentáveis para o setor agroflorestal, com dados confiáveis que apoiam decisões estratégicas e a eficiência operacional.

Da avaliação visual aos dados objetivos

Segundo a engenheira agrônoma e gerente da Kolecti, Andreza Cerioni, a principal mudança trazida pela análise multiespectral está na ruptura com métodos baseados exclusivamente na avaliação visual humana.

“Na prática, o que muda é agilidade, precisão e padronização. O controle de qualidade passa a ser automatizado por imagem multiespectral, o que aumenta a eficiência da operação e dá muito mais segurança na tomada de decisão”, explica.

O equipamento utilizado pela Kolecti, o VideometerLab, captura imagens em até 19 comprimentos de onda diferentes. Cada pixel da imagem carrega um conjunto completo de informações espectrais que, combinadas a softwares e modelos estatísticos, transformam imagens em dados quantitativos.

“Essas informações permitem identificar características que o olho humano não consegue enxergar. A imagem deixa de ser apenas visual e passa a ser uma fonte robusta de dados”, resume Andreza.

Figura 2. VideometerLab4 com opção autofeeder analisando sementes de pinus.

Apesar do alto nível de automação, Andreza ressalta que a análise multiespectral não é uma solução genérica ou padronizada. Cada aplicação exige o desenvolvimento de um projeto específico, com construção de modelos estatísticos e calibração da tecnologia de acordo com o problema a ser resolvido.

“Não é uma tecnologia pronta. Para gerar valor real, é preciso entender o processo do cliente, identificar as variáveis críticas e desenvolver modelos que traduzam aquelas imagens em respostas confiáveis. É justamente nesse ponto que ciência e campo se encontram”, explica.

Gargalos históricos na produção de sementes florestais

A aplicação da tecnologia se mostra especialmente relevante diante dos gargalos enfrentados por viveiros e produtores florestais, sobretudo no Sul do Brasil, onde a produção de sementes de pinus é central para o setor.

Entre os principais desafios estão a presença de sementes vazias dentro dos lotes, sementes inviáveis ou com baixa velocidade de germinação, problemas de dormência e questões fitossanitárias que comprometem a uniformidade das mudas.

“Esses fatores reduzem a eficiência produtiva e aumentam perdas ao longo do processo. A análise multiespectral permite identificar esses problemas de forma rápida, não destrutiva e padronizada”, destaca Andreza.

Ao utilizar diferentes comprimentos de onda, uma única imagem é capaz de mapear diversos parâmetros do material analisado, reduzindo a necessidade de múltiplos testes, mão de obra altamente especializada e laboratórios distintos para cada tipo de análise.

Figura 3. Imagem RGB e transformada utilizando componentes multiespectrais de sementes de pinus cheias e vazias.

Controle de qualidade ao longo de toda a cadeia florestal

Para Julio César Soznoski, fundador e diretor da Kolecti, a demanda por padronização baseada em dados se estende por toda a cadeia florestal, indo muito além dos viveiros.

Na prática, a Kolecti utiliza equipamentos de análise óptica e espectral para avaliar sementes e materiais vegetais de forma não destrutiva, permitindo identificar fissuras internas, ataques de insetos, deterioração de tecidos e variações fisiológicas ainda invisíveis a olho nu. Essas informações são aplicadas tanto em programas de melhoramento genético quanto no beneficiamento e na padronização de lotes”, afirma.

No setor industrial, a tecnologia também tem aplicações diretas na competitividade. Na indústria de papel e celulose, por exemplo, o monitoramento multiespectral permite avaliar parâmetros como relação celulose/lignina, homogeneidade da fibra e teor de umidade.

Figura 4. Análise de cor e granulometria de papel. Imagem RGB (esquerda), sob componente multiespectral (centro) e comparação do espectro de dois papéis superbrancos (direita).

“Quando a indústria conhece com precisão a qualidade da fibra que está entrando no processo, consegue calibrar o digestor de forma muito mais eficiente, reduzindo consumo de químicos e energia. Isso impacta diretamente o custo por tonelada de celulose produzida”, explica Soznoski.

Parcerias que elevam o padrão tecnológico

A atuação da Kolecti está diretamente ligada à parceria com a Videometer, empresa dinamarquesa referência mundial em análise multiespectral, e com a Nova Spectra, representante oficial da tecnologia na América Latina.

Segundo Soznoski, a incorporação de equipamentos que são padrão-ouro em laboratórios europeus elimina incertezas técnicas e eleva o nível de precisão disponível no mercado brasileiro. Já a Nova Spectra garante agilidade operacional, calibração adequada dos sensores e suporte no processamento de grandes volumes de dados, fator decisivo para atender grandes grupos do setor florestal.

“Essa parceria vai além da comercialização de equipamentos. Ela viabiliza escala, confiabilidade e aplicações que antes não eram possíveis no Brasil”, resume.

Tecnologia explicada: enxergar além do visível

Thomas Michelon, fundador e diretor da Nova Spectra, explica que a grande diferença do VideometerLab está na profundidade da análise.

“Uma câmera comum enxerga o mundo em três bandas — vermelho, verde e azul. O Videometer captura 19 bandas, incluindo ultravioleta e infravermelho próximo. É como observar o mesmo objeto sob 19 perspectivas diferentes, o que amplia drasticamente a capacidade de identificação e classificação de materiais florestais”, compara.

Figura 5. Imagem RGB e transformata utilizando componentes multiespectrais de sementes com e sem a presença de fusarium.

Muitas características relevantes dos materiais florestais não estão nas cores visíveis, mas nessas faixas invisíveis ao olho humano. É nelas que se encontram informações cruciais para diferenciar sementes, fibras ou biomateriais aparentemente iguais.

O conceito de “amostras digitais”

Outro avanço trazido pela tecnologia é o conceito de “sementes digitais”. Cada semente analisada gera um registro completo de imagem e dados, armazenado em banco de dados.

“A amostra física se degrada com o tempo. Já a informação digital permanece. Isso permite rastreabilidade, comparação histórica, contraprovas e maior transparência no controle de qualidade”, explica Michelon.

Esse histórico digital transforma a informação em um ativo estratégico, ampliando a confiabilidade, a rastreabilidade e o valor do produto ao longo do tempo

Escala, automação e futuro do setor

Para operações de grande escala, a opção Autofeeder automatiza a alimentação das amostras, permitindo análises de 100 a 300 gramas em poucos minutos. O resultado é um fluxo contínuo de dados, compatível com as demandas industriais.

Na avaliação de Michelon, a análise multiespectral é um caminho sem volta para o setor florestal e agrícola, especialmente diante da escassez de mão de obra especializada.

“Depois de treinado, o sistema exige pouca manutenção, gera resultados consistentes e se torna parte do conhecimento da empresa. É um investimento que se perpetua”, afirma.

Ciência aplicada ao negócio florestal

Para a Kolecti, o futuro passa menos pela venda de equipamentos e mais pela consolidação de uma nova lógica de gestão baseada em dados.

“Não se trata apenas de entregar sementes ou análises, mas de garantir que cada semente plantada e cada árvore colhida expressem o máximo de seu potencial biológico e econômico”, conclui Soznoski.

Ao unir rigor científico, tecnologia de ponta e aplicabilidade prática, a Kolecti se posiciona como um elo estratégico entre ciência e campo, ajudando o setor florestal brasileiro a avançar em eficiência, competitividade e sustentabilidade.

Saiba mais sobre a Kolecti no site.

Entre em contato pelo: contato@kolecti.com.br ou (48) 99692-0229.

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