O crescimento da indústria da madeira em Santa Catarina ao mesmo tempo em que ocorre uma limitada expansão das áreas de cultivo de pinus e eucaliptos motivou a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) e a Secretaria de Estado da Agricultura assinaram acordo para incentivar os agricultores a cultivar florestas. A intenção é oferecer um incentivo para o produtor cultivar florestas, oferecer apoio técnico e mapear oportunidades de mercado para a venda.

O acordo para a criação do Programa de Desenvolvimento Florestal foi assinado sexta-feira, na Fiesc, pelo presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar e o secretário de Estado da Agricultura, Altair Silva. O governo catarinense, por meio da secretaria de Agricultura, terá uma linha de fomento voltado ao reflorestamento. Aguiar defendeu também a aprovação de uma lei estadual para apoiar essa atividade aos agricultores.O setor florestal gera renda bilionária para Santa Catarina. Somente a venda de madeira de florestas plantadas e a extração vegetal de recursos naturais resultou em receita de R$ 1,8 bilhão em 2020, 12% mais que no ano anterior, segundo o IBGE.

Além disso, tem as indústrias de madeiras, papel, celulose e móveis, que agregam ainda mais valor.Segundo o presidente da Fiesc, o Estado tem dependência forte do setor madeireiro, mas faltava uma política de incentivo na área florestal. O secretário Altair Silva afirmou que a cadeia florestal é relevante para a economia de SC porque gera mais de 90 mil empregos diretos e responde por 18,6% das exportações do agronegócio catarinense.- Santa Catarina é o maior exportador de madeira serrada.

À medida que os grãos foram adquirindo mais valor, as áreas destinadas ao plantio da silvicultura acabaram sendo direcionadas para outras culturas. Isso coloca em risco a nossa cadeia produtiva – afirmou Altair Silva.O novo programa prevê incentivo à produção de florestas em pequenas e médias propriedades e, também a integração de lavoura, pecuária e florestas, técnica que tem sido incentivada pela Embrapa no Brasil.Para o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal da Fiesc, Odelir Battistella, esse novo programa, com assistência técnica e planejamento, vai permitir melhorar a renda das propriedades rurais e a oferta de madeira no Estado. Segundo ele, hoje falta madeira para as serrarias independentes porque o setor, pela falta de incentivos, ficou limitado ao plantio integrado, ligado a grandes e médias empresas.- Em Santa Catarina, temos 350 mil propriedades rurais.

E a conta é assim: Se cada uma plantar um hectare, dá 350 mil hectares. E o Estado tem ao redor de 800 mil a 1 milhão de hectares plantados. Então  praticamente você aumenta 40% a 50% a produção – estima o empresário.Ele destaca que a produção de madeira em pequenas propriedades é sucesso em países como a Finlândia e a Suécia porque garante renda extra aos proprietários. Em Santa Catarina, para a produção comercial, as plantas mais usadas são as exóticas pinus elliottii, pinus taeda e eucaliptos. Mas Battistella vê também oportunidade para SC plantar o pinheiro araucária como alternativa de renda.

Isso porque as técnicas novas permitem colher pinhão a partir do oitavo ano e, sendo uma floresta plantada, também pode ser possível a venda da madeira, embora isso exija um novo entendimento em torno de leis porque, atualmente, é proibido cortar araucárias. Esse é o motivo pelo qual essa árvore não registra crescimento de área plantada. 

Fonte: VH3

+55 67 99227-8719
contato@maisfloresta.com.br

Copyright 2021 Mais Floresta ©  Todos os direitos Reservados