Quais elementos devem ser considerados antes de optar por esteiras ou pneus na hora de colher floresta

O Diretor de Território da Ponsse na Alemanha, Tuomo Moilanen, desmistifica que máquinas sob rodas são apenas para terrenos íngremes e mostra as vantagens desse equipamento também para áreas planas. “Antes de tudo, a forma ideal de se comparar o custo-benefício de uma máquina é analisando a eficiência da cadeia como um todo, e não apenas pelo seu custo de aquisição ou manutenção”, disse Tuomo.

Para terrenos íngremes, as máquinas de pneus se diferenciam por possuírem seus boogies balanceados e com o centro de gravidade mais baixo, além de serem mais estáveis e confiáveis para a colheita em declividade. Entretanto, no Brasil ainda é bastante comum a mecanização da colheita florestal em planícies com a adaptação de escavadeiras, tirando a concha para instalação de um cabeçote de harvester. Essa alternativa geralmente resulta em um menor custo de aquisição de maquinário e tem suas vantagens de negócio, após o fim da vida útil,  para uso, inclusive, em outras atividades não florestais. 

Contudo, segundo Tuomo destacou acima, ao optar por maquinários de esteiras ou de pneus para as operações florestais é preciso analisar a produtividade de toda a cadeia, ao longo do ciclo de cada equipamento e não apenas o seu custo de aquisição ou manutenção. 

Harvesters de pneus saem na vantagem e são unanimidade nos processos de colheita de países europeus, principalmente, por serem máquinas purpose built, ou seja, produzidas especificamente para esta atividade. Essa característica faz dela um equipamento mais robusto, produtivo, seguro e ergonômico, pois possui geometria e dimensão da grua ideal para a atividade de colher e processar a árvore dentro da floresta, com isso a máquina fica mais estável. A potência do motor é maior e se destaca também o sistema de controle e a potência hidráulica, tudo projetado para aguentar altas cargas de trabalho por várias horas seguidas.  Ainda vale ressaltar a ergonomia e a visibilidade durante o processo de colheita.

Além de tudo isso, a excelente visibilidade proporcionada pelas máquinas de pneus, como as máquinas da Ponsse, e um operador bem capacitado, permitem a aplicação de  diferentes métodos de colheita, como o FishBone, por exemplo, muito utilizado na Europa, para atingir a máxima eficiência de acordo com a realidade de cada talhão. Já a operação de colheita  com máquinas de esteiras, limita-se a poucos métodos não tão produtivos.

Tuomo ainda salienta que a segurança e bem-estar do operador é maior em máquinas de pneus, por diversos motivos, entre eles a menor vibração durante a operação. Em um estudo publicado por ele, os dados mostram que quanto menor a vibração da operação, melhor é o desempenho dos operadores.

“Também podemos frisar que, se há uma alta produtividade no harvester, o forwarder também atuará no seu desempenho máximo trazendo o real melhor custo benefício para a cadeia de colheita florestal” completou Tuomo.

Fonte: Ponsse

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