Gigantes chilenas de celulose reforçam infraestrutura no Brasil

Grandes empresas chilenas de celulose estão investindo em infraestrutura no Brasil, em meio a projetos ambiciosos ligados ao setor no maior país da América Latina.

As produtoras Arauco e CMPC avançam com investimentos logísticos para apoiar novas fábricas de celulose no território brasileiro, reforçando ferrovias e terminais portuários voltados à exportação.

A Arauco iniciou a construção de uma linha ferroviária de 47 quilômetros no estado do Mato Grosso do Sul. A empresa planeja investir R$ 2,8 bilhões no projeto.

“O projeto prevê a implantação de um novo trecho ferroviário com 47 quilômetros de extensão, que ligará a futura fábrica da Arauco à Malha Norte. A partir dessa conexão, os trens seguirão até o porto de Santos, em São Paulo, com destino aos mercados internacionais, especialmente Estados Unidos, Europa e Ásia. A infraestrutura foi projetada para movimentar até 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose, por meio da operação de trens com até 100 vagões”, disse o ministério dos Transportes do Brasil em comunicado.

As obras devem ser concluídas até o segundo semestre de 2027.

A linha férrea integra o Projeto Sucuriú, da Arauco. 

No ano passado, o conselho de administração da empresa aprovou um investimento de US$4,6 bi para a construção da primeira fábrica de celulose do grupo chileno no Brasil, a ser instalada no Mato Grosso do Sul, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra de eucalipto por ano. Os recursos abrangem tanto a construção da fábrica quanto a infraestrutura logística associada.

Em janeiro, a produtora chilena de papel e celulose CMPC anunciou o pontapé inicial de um investimento de R$1,5bi para a construção de um terminal portuário no estado do Rio Grande do Sul.

A obra faz parte do Projeto Natureza, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com aporte total superior a R$27 bi.

O terminal, referente a um contrato de concessão de 25 anos, contará com dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194.000 toneladas (t) de celulose. A construção será realizada por meio de uma joint venture entre a CMPC e a Neltume Ports.

O setor brasileiro de celulose tem atraído investimentos expressivos de empresas locais e internacionais, impulsionado pela elevada produtividade das terras do país para o cultivo de eucalipto, principal insumo da indústria.

Informações: BNAmericas

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