Equipamento de 300 toneladas, considerado o coração da fábrica de celulose, chega ao canteiro do Projeto Sucuriú após quase três meses de complexa operação logística entre China e Mato Grosso do Sul.
A peça, fabricada na China, percorreu aproximadamente 45 dias de transporte marítimo até o Brasil e mais 48 dias de deslocamento rodoviário até o interior sul-mato-grossense
Por: Notícias do Cerrado
A implantação da futura fábrica de celulose do Projeto Sucuriú, em Inocência, no Mato Grosso do Sul, alcançou neste fim de semana um de seus marcos técnicos mais relevantes. Após uma complexa operação logística internacional, chegou ao canteiro de obras o balão da Caldeira de Recuperação Química, componente considerado estratégico para o funcionamento da planta industrial.
A peça, fabricada na China, percorreu aproximadamente 45 dias de transporte marítimo até o Brasil e mais 48 dias de deslocamento rodoviário até o interior sul-mato-grossense, em uma operação considerada uma das mais desafiadoras da fase de implantação do empreendimento.
Com 32 metros de comprimento, 2,6 metros de diâmetro e cerca de 300 toneladas, o equipamento é o componente mais pesado da futura caldeira e exigiu uma logística especial para seu transporte terrestre. A operação mobilizou uma carreta de grande porte equipada com 28 linhas de eixo, além de três cavalos mecânicos de tração, responsáveis por garantir estabilidade e segurança durante todo o trajeto.
O deslocamento foi acompanhado por equipes técnicas especializadas e contou com coordenação integrada entre autoridades de trânsito, concessionárias de rodovias e equipes de engenharia, garantindo precisão operacional em cada etapa da jornada até o canteiro de obras em Inocência.
O “coração” de uma fábrica de celulose
Mais do que um desafio logístico, a chegada do equipamento representa um marco técnico crítico na construção da unidade industrial. A Caldeira de Recuperação Química é considerada o coração de uma fábrica de celulose, responsável por recuperar produtos químicos utilizados no processo produtivo, gerar vapor para as operações industriais e contribuir diretamente para a autossuficiência energética da planta.
Esse sistema é fundamental para a eficiência e sustentabilidade do processo de produção de celulose, permitindo que grande parte da energia necessária para o funcionamento da fábrica seja gerada dentro da própria unidade industrial.
Marco semelhante ao vivido por Ribas do Rio Pardo
A chegada de grandes equipamentos industriais costuma representar momentos simbólicos na implantação de fábricas de celulose. Situação semelhante foi registrada durante a construção da planta da Suzano em Ribas do Rio Pardo, quando a movimentação de estruturas gigantes mobilizou a logística regional e chamou atenção pela magnitude das operações.
No caso do Projeto Sucuriú, a chegada do balão da caldeira sinaliza que o empreendimento avança para uma fase cada vez mais intensa da montagem industrial.
Engenharia e logística integradas
Segundo equipes técnicas envolvidas na operação, o sucesso da movimentação foi resultado de um planejamento detalhado e da atuação integrada das áreas de engenharia, suprimentos, logística e construção, além da parceria com a Valmet, empresa responsável por tecnologias industriais no setor de celulose.
Cada etapa da operação foi conduzida com rigor técnico e protocolos rigorosos de segurança, considerados indispensáveis em operações que envolvem cargas superdimensionadas e de alto valor estratégico.
A chegada do equipamento reforça o ritmo de avanço do Projeto Sucuriú, que deve consolidar Inocência como um novo polo da indústria de celulose no Brasil, repetindo no leste de Mato Grosso do Sul um movimento de desenvolvimento industrial semelhante ao observado recentemente em Ribas do Rio Pardo.

