O Fundo Cooperativo para Melhoramento de Pinus (FUNPINUS) foi criado em 2017 como um dos principais instrumentos de colaboração entre empresas florestais, instituições de pesquisa e o setor produtivo para o desenvolvimento de genótipos superiores de pinus no Brasil. Desde sua fundação, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) participa ativamente dessa iniciativa, apoiando a articulação, o intercâmbio técnico e o fortalecimento de ações que visam resultados de longo prazo para a silvicultura nacional.
Além disso, a entidade reforça seu papel como articuladora entre empresas paranaenses e o conjunto de organizações envolvidas no PCMP. Esse tipo de atividade integra um esforço mais amplo para alinhar conhecimentos de campo, demandas do mercado e resultados de pesquisa, garantindo que os materiais desenvolvidos sejam efetivamente aplicáveis nos plantios comerciais e respondam às necessidades de produtores e indústrias.
O FUNPINUS foi criado com o objetivo de promover o Projeto Cooperativo de Melhoramento de Pinus (PCMP), que reúne a Embrapa Florestas e mais dez empresas florestais associadas para conduzir pesquisas e práticas de melhoramento genético voltadas a cadeias produtivas de madeira sólida e resina.
A iniciativa responde a uma necessidade histórica de fortalecer o desempenho genético das espécies de Pinus cultivadas no país e consolidar o papel dos plantios florestais na economia brasileira.
Historicamente, a pesquisa com pinus no Brasil ganhou impulso nos anos 1970 por meio de cooperação internacional entre países como Brasil, Colômbia, Índia, África do Sul, Zimbábue e Honduras, fomentando avaliações de procedências e progênies adaptadas às condições brasileiras.
Com o FUNPINUS, essa estratégia se consolidou, reunindo esforços de pesquisa aplicada e prática operacional para seleção de material genético com maior produtividade e qualidade de madeira e resina.
O PCMP adotou técnicas modernas de melhoramento, como seleção precoce em testes de progênie, polinização controlada e práticas de biotecnologia e genômica para acelerar ganhos genéticos. “O foco do projeto foi desenvolver sementes e clones de pinus melhorados geneticamente, com uma base genética ampla que assegure o potencial de melhoramento por várias gerações”, afirma a pesquisadora Ananda Aguiar, da Embrapa Florestas, destacando os caminhos metodológicos do programa.
Entre os avanços apresentados, estão os testes de progênie instalados em áreas das empresas associadas, que permitem estimar parâmetros genéticos relevantes, como produção de madeira, forma de fuste e adaptação ao ambiente. Também foram realizados trabalhos de genotipagem para monitorar variabilidade genética e favorecer, no futuro, a aplicação de seleção genômica ampla, ferramenta que promete acelerar ainda mais os ciclos de melhoramento.
Impactos e perspectivas
O FUNPINUS e o PCMP, ao aprimorar o material genético de pinus, contribuem para objetivos ambientais e sociais mais amplos, como a manutenção de estoques de carbono, a estabilidade de ecossistemas florestais e a redução de riscos associados às mudanças climáticas, por meio da diversificação genética e adaptação das árvores a diferentes condições ambientais.
Com ferramentas que vão da biotecnologia à seleção tradicional e com o envolvimento contínuo de instituições como a Embrapa, universidades e empresas associadas, o FUNPINUS projeta-se como um catalisador de inovação na silvicultura brasileira. A presença da APRE desde o início cimenta o compromisso do setor produtivo com práticas de pesquisa colaborativa e com o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva de Pinus no país, reforçando uma trajetória de décadas de evolução do melhoramento genético no Brasil.

