
Setor florestal sustenta exportações do agro paulista e mantém desempenho próximo à média nacional
Fonte: Florestar
O agronegócio paulista iniciou 2026 com saldo positivo no comércio exterior. Nos dois primeiros meses do ano, o setor registrou superávit de US$ 2,79 bilhões, resultado de US$ 3,76 bilhões em exportações e US$ 0,97 bilhão em importações, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).
Entre os principais segmentos da pauta exportadora, os produtos florestais tiveram papel relevante, respondendo por 15,3% das exportações do agro paulista, com US$ 576,34 milhões embarcados no primeiro bimestre. Desse total, 67,8% correspondem à celulose e 26,9% ao papel, consolidando o setor como um dos pilares da balança comercial agrícola do estado.

De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o resultado reflete a diversidade produtiva e a competitividade da agroindústria paulista no mercado internacional.
“O resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter um desempenho sólido nas exportações mesmo em um cenário global desafiador”, afirmou.

Impacto do tarifaço foi limitado
Análises do setor indicam que as exportações florestais paulistas seguiram tendência semelhante à observada no Brasil como um todo, mesmo diante das incertezas comerciais e das discussões internacionais sobre tarifas.
Dados consolidados do comércio exterior apontam que, entre 2024 e 2025, as exportações do setor florestal registraram retração de 5,1% em valor FOB em São Paulo, enquanto no Brasil a queda foi de 4,8%.
Na prática, os números indicam que o chamado “tarifaço” não alterou de forma significativa a trajetória das exportações do setor, que manteve desempenho relativamente estável frente ao cenário internacional.

Segmentos do setor florestal
Entre os principais produtos exportados pela indústria florestal paulista estão celulose, painéis reconstituídos de madeira, papel e resinas e derivados — segmentos que refletem a diversidade da base industrial florestal instalada no estado.
A análise da variação do valor FOB entre 2024 e 2025 indica comportamento semelhante ao observado no agregado do setor, com pequenas diferenças entre o desempenho paulista e o nacional.
No caso da celulose, principal produto da pauta florestal, a retração foi de 3,6% em São Paulo, praticamente alinhada ao resultado nacional, que registrou queda de 3,5%.
Nos painéis reconstituídos de madeira, São Paulo apresentou crescimento de 17,4%, enquanto no Brasil o segmento registrou retração de 1% no mesmo período.
Para papel, a redução foi mais acentuada no estado, com queda de 10,2%, frente a 2,4% no Brasil.
Já no segmento de resinas e derivados, o desempenho foi semelhante entre as duas escalas, com retração de 2,1% em São Paulo e 2,6% no Brasil.
Os dados reforçam a resiliência da cadeia florestal e a relevância dos diferentes segmentos indus
triais na composição da pauta exportadora paulista.
China lidera destinos
No comércio exterior do agronegócio paulista, a China permanece como principal destino das exportações, com 20,5% de participação, seguida pela União Europeia (16,9%) e pelos Estados Unidos (9,7%).
No caso específico do setor florestal paulista, a China também se mantém como principal mercado consumidor, com cerca de US$ 1,19 bilhão em exportações (valor FOB) no ano de 2025.

Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com aproximadamente US$ 277 milhões, mantendo posição semelhante à observada nos anos anteriores.

Dimensão econômica e sociocultural do carvão vegetal no Mato Grosso do Sul
Por José Otávio Brito e Moacir Reis
O carvão vegetal constitui um dos combustíveis sólidos mais tradicionais da matriz energética brasileira, sendo utilizado tanto em atividades industriais quanto no preparo de alimentos. No Brasil, seu principal uso ocorre na siderurgia, especialmente na produção de ferro-gusa. Entretanto, o carvão vegetal também possui papel relevante no preparo de alimentos, particularmente no churrasco, prática profundamente enraizada na cultura alimentar brasileira.
No Mato Grosso do Sul, essa dualidade de usos torna o carvão vegetal um produto de significativa relevância econômica e sociocultural. Apesar disso, o consumo associado ao churrasco — tanto doméstico quanto comercial — raramente aparece de forma explícita nas estatísticas energéticas ou nas análises setoriais.
O consumo de carvão vegetal no estado pode ser dividido em três segmentos principais, concentrados no uso industrial, principalmente na produção de ferro-gusa, uso comercial, em churrascarias e restaurantes especializados em carnes, e uso doméstico, associado ao preparo de churrascos.
Considerando-se a quantidade de cerca de 900 mil domicílios do estado e a realização, em cada um deles, de 4 eventos/ano ligados ao preparo de carne mediante churrasco, estima-se um consumo mínimo de 13,5 mil toneladas de carvão vegetal associado ao uso do carvão vegetal.
O carvão vegetal destinado ao churrasco domiciliar é comercializado principalmente no varejo, em embalagens de pequeno volume. O preço médio de mercado situa-se em torno de R$ 5,00/kg, ou seja, R$ 5.000,00/tonelada. Assim, considerando o consumo total, o mercado direto de carvão vegetal destinado ao churrasco domiciliar no Mato Grosso do Sul pode movimentar aproximadamente R$ 45 milhões/ano.
Quando se consideram os demais itens associados à realização de churrascos, além do carvão vegetal (carnes, bebidas e acompanhamentos), o impacto econômico torna-se ainda mais importante. Considerando um gasto médio de, aproximadamente, R$ 40,00/evento, obtém-se um adicional de movimentação financeira da ordem de R$ 144,00 milhões/ano.
Além do consumo doméstico, o carvão vegetal também é amplamente utilizado em churrascarias e restaurantes especializados em carnes. Nesse contexto, o carvão vegetal representa um insumo energético essencial para a geração desse valor econômico, pois constitui a base do método tradicional de preparo das carnes nesses estabelecimentos.
Em média, pode-se estimar que uma churrascaria típica pode preparar aproximadamente 30 kg de carne/dia, com consumo equivalente de carvão vegetal. Estima-se que no MS existam, no mínimo, 170 churrascarias, o que resultaria num consumo anual desse segmento da ordem de 1,7 mil toneladas de carvão vegetal.
Em termos de movimentação financeira, considerando somente o carvão vegetal, isso significaria, minimamente, R$ 2,1 milhões/ano.
O Mato Grosso do Sul também apresenta consumo relevante de carvão vegetal na siderurgia. O carvão vegetal é utilizado como agente redutor na produção de ferro-gusa. A capacidade instalada das unidades siderúrgicas do estado é da ordem de 540 mil toneladas de ferro-gusa por ano.
Considerando parâmetros médios de consumo, o setor pode demandar, aproximadamente, 450 mil toneladas de carvão vegetal, significando uma movimentação financeira da ordem de R$ 60 milhões/ano.

A análise apresentada evidencia que o carvão vegetal no MS possui múltiplas dimensões econômicas e culturais. Enquanto o setor siderúrgico concentra os maiores volumes físicos de consumo, o segmento associado ao churrasco apresenta maior capacidade de geração de valor econômico.
Um aspecto particularmente relevante do segmento ligado ao churrasco é que a maior parte dessa cadeia econômica permanece dentro do próprio estado, envolvendo produtores de carne bovina, supermercados, açougues, distribuidores de carvão vegetal e consumidores locais. No caso do consumo industrial, parcela significativa do valor agregado dessa cadeia ocorre fora do estado, onde o ferro-gusa é transformado em outros produtos metalúrgicos de maior valor agregado.
Historicamente, a atividade carvoeira tem sido frequentemente associada a estigmas e percepções negativas, o que contribui para a desvalorização do produto, do produtor e do distribuidor do insumo. Entretanto, quando analisado no contexto mais amplo da sua cadeia, principalmente mediante a inclusão do segmento alimentar e gastronômico, o carvão vegetal revela-se um insumo estratégico de grande relevância econômica. Nesse contexto, deve-se ainda associar a relevância social e cultural envolvida na participação direta de milhares de pessoas nos eventos em que sua presença é quase que indispensável. Além disso, é importante incluir sua relevância no quesito da saúde humana, por ser um produto diretamente ligado à ingestão de alimentos.
Nesse sentido, torna-se fundamental promover maior atenção institucional e setorial ao tema, incluindo: a) realização de diagnósticos mais precisos do mercado estadual de carvão vegetal; b) estímulo à certificação e rastreabilidade do produto; c) definição de padrões de qualidade para carvão destinado à gastronomia; e d) valorização econômica da produção sustentável de carvão vegetal.
A valorização dessa cadeia pode representar oportunidade concreta de agregação de valor ao produto e aumento da renda dos produtores, além de fortalecer um setor que integra aspectos energéticos, econômicos e culturais da sociedade sul-mato-grossense.

Sustentabilidade de verdade começa na estrutura: madeira é o caminho realista para reduzir emissões
Artigo Por Ana Belizário
A sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência técnica, ambiental e, cada vez mais, econômica. Em um cenário em que o setor da construção responde por uma parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa, repensar materiais e métodos construtivos não é apenas desejável, é urgente.
Nesse contexto, a madeira engenheirada surge como uma alternativa concreta, escalável e altamente estratégica para a construção sustentável. Não se trata apenas de “construir com madeira” por apelo estético ou por tendência. Trata-se de uma mudança estrutural, no sentido literal da palavra, capaz de reduzir impactos ambientais, otimizar recursos e contribuir ativamente para o combate às mudanças climáticas.
Um dos grandes diferenciais da madeira, quando comparada a materiais tradicionais, é sua origem renovável. Diferentemente do aço e do concreto, cuja produção demanda alta energia e gera emissões expressivas, a madeira vem de um recurso que pode ser cultivado e manejado de forma responsável. Mais do que isso, ao longo de seu crescimento, a árvore captura dióxido de carbono da atmosfera e o armazena em sua estrutura. Esse carbono permanece estocado mesmo após a transformação do tronco em produto industrial, como vigas, painéis e elementos estruturais.
Na prática, isso significa que uma edificação em madeira engenheirada carrega em si um atributo ambiental raro na engenharia contemporânea, deixando de ser apenas um consumo de recursos ao atuar como um reservatório de carbono ao longo de sua vida útil. Quando falamos sobre reduzir emissões, muitas vezes pensamos apenas em cortar excessos. A madeira amplia essa lógica, oferecendo também uma oportunidade de compensação natural e eficiente, desde que associada a uma cadeia produtiva responsável.
Os desafios ambientais atuais não se resolvem com discursos, mas com métricas e entregas. A madeira engenheirada atende essa necessidade por ser uma solução com menor pegada de carbono em seu ciclo de vida, especialmente quando comparada a sistemas convencionais. Isso tem implicações diretas para projetos que buscam certificações e compromissos ambientais robustos, como LEED, metas de net-zero e outras diretrizes de desempenho sustentável.
Mais do que cumprir requisitos técnicos, o uso de madeira engenheirada facilita uma abordagem mais consistente de construção de baixo carbono, seja pela redução de emissões incorporadas nos materiais, seja pela maior eficiência de obra e menor desperdício. Para arquitetos, engenheiros e construtoras, isso significa uma vantagem competitiva clara: sustentabilidade deixa de ser apenas um discurso e se torna um critério mensurável, com impacto real no valor do empreendimento e na sua aderência às exigências do mercado e da sociedade.
Sustentabilidade também é sobre inteligência de recursos e a madeira engenheirada oferece ganhos que vão muito além do aspecto ambiental. Por ser produzida com alto controle industrial e tecnologia aplicada, permite maior precisão, padronização e desempenho estrutural. Isso se traduz em obras mais organizadas, com redução de perdas, melhor previsibilidade e otimização logística. Em muitos casos, ela contribui para a redução do tempo de execução e menor geração de resíduos no canteiro.
Quando a construção se torna mais eficiente, o impacto ambiental diminui naturalmente, porque o desperdício é, quase sempre, um sintoma de um sistema mal planejado. A madeira engenheirada favorece uma construção mais limpa não apenas por ser um material sustentável, mas por viabilizar um processo mais racional e produtivo.
É importante reforçar que a sustentabilidade não está apenas no material final, mas em toda a cadeia de produção. Por isso, quando falamos de madeira engenheirada como aliada climática, falamos também de manejo responsável, rastreabilidade e compromisso com boas práticas florestais e industriais. O potencial positivo da madeira se amplia quando ela é produzida com origem certificada, transparência de processo e responsabilidade socioambiental. Isso garante que a solução represente, de fato, um avanço consistente.
A construção civil tem um papel decisivo na forma como o mundo responderá às mudanças climáticas. E isso exige escolhas práticas, acessíveis e replicáveis, não só ideias inspiradoras. A madeira engenheirada representa uma dessas escolhas ao aliar desempenho técnico, eficiência construtiva e benefícios ambientais consistentes: ajuda a reduzir emissões, otimiza recursos, viabiliza práticas mais sustentáveis e amplia o potencial de inovação no setor.
Mais do que uma tendência, é uma resposta real a uma necessidade global. Porque, no fim, sustentabilidade não pode ser apenas uma intenção estética: precisa ser estrutural.
*Ana Belizário é diretora da Urbem, indústria brasileira de madeira engenheirada de larga escala, que atua no setor da construção civil, focada em oferecer produtos e serviços inovadores e sustentáveis.

Indústria da celulose em MS acelera procura por cursos e já contrata alunos antes da formatura
Com expansão do setor, Senai de MS forma até 100 profissionais por ano para atender a demanda das fábricas e da cadeia florestal.
O avanço da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul não tem impacto apenas nas fábricas e nas florestas plantadas. O crescimento do setor também mudou o mercado de qualificação profissional no Estado e aumentou a procura por cursos técnicos ligados à área, com alunos sendo contratados antes mesmo de concluir a formação. Segundo o Senai, de 80 a 100 profissionais são colocados todos os anos no mercado de celulose.
Esse movimento é mais forte na Costa Leste e em Ribas do Rio Pardo, regiões que concentram parte importante da expansão florestal e industrial. De acordo com o gerente regional da Costa Leste, Rodrigo Bastos, a demanda cresceu nos cursos de Celulose, Química e Florestas, impulsionada pela necessidade de mão de obra para toda a cadeia produtiva.
“Esse avanço impacta diretamente na área de qualificação profissional, aumentando de forma expressiva a procura por cursos ligados à celulose, química e floresta pela alta demanda desses profissionais. Então, estamos em um momento muito importante, que fortalece a região”, afirmou.
Na prática, o cenário mostra que a formação técnica passou a ser uma porta de entrada rápida para o emprego. Conforme Bastos, há casos de estudantes contratados antes de terminar o curso, em vagas com salários acima da média. Ele também destaca uma mudança no perfil da formação local: antes, muitos estudantes precisavam sair de Mato Grosso do Sul para buscar capacitação; agora, conseguem estudar no próprio Estado e já encontrar oportunidade de trabalho perto de casa.
A estrutura de formação também vem sendo reforçada por parcerias com grandes empresas do setor, como Bracell, Arauco, Eldorado e Suzano, que apoiam a qualificação e, em alguns casos, oferecem bolsas. Os números ajudam a mostrar o tamanho desse mercado. Dados do Observatório da Indústria da Fiems, com base no Caged de janeiro de 2026, apontam 15.947 trabalhadores formais na área florestal e 6.683 na fabricação de celulose, somando 22.630 empregos diretos no Estado.
Para o economista-chefe do Observatório da Indústria da Fiems, Ezequiel Resende, o alcance do setor é ainda maior quando entram na conta os serviços que giram em torno dessa produção. “Se considerarmos uma estimativa de emprego indireto também, ou seja, aqueles trabalhadores de empresas terceirizadas de transporte, alimentação, segurança e limpeza que atuam no apoio à produção florestal e de celulose esse número deve, facilmente, estar acima dos 40 mil em todo Mato Grosso do Sul”. As inscrições para os cursos técnicos e qualificações de 2026 já estão abertas no site meufuturoagora.com.br, enquanto o vestibular das graduações está disponível em graduacaosenai.com.br.

Balão da caldeira chega ao Projeto Sucuriú após 48 dias de transporte
Fonte: Hoje Mais / Vale da Celulose
Equipamento de mais de 300 toneladas será instalado na caldeira de recuperação da futura fábrica da Arauco em Inocência (MS).
Um dos principais componentes industriais do Projeto Sucuriú, da Arauco, chegou ao canteiro de obras da futura fábrica de celulose em Inocência (MS) após uma complexa operação logística internacional.
O equipamento é o balão da caldeira de recuperação, considerado um dos elementos centrais no sistema de geração de vapor da planta industrial.
A estrutura percorreu uma longa jornada desde sua fabricação na China até o interior de Mato Grosso do Sul. O transporte marítimo levou cerca de 45 dias, seguido por aproximadamente 48 dias de deslocamento rodoviário até o destino final.
O equipamento foi fornecido pela Valmet, empresa global especializada em tecnologias para a indústria de celulose e papel, e integra o sistema da caldeira de recuperação química, responsável por gerar vapor e energia a partir do licor negro do processo industrial.
Especificações técnicas do equipamento:
O balão da caldeira se destaca pelo porte e pela complexidade de engenharia envolvida em sua fabricação e transporte.
Principais características técnicas:
Comprimento: cerca de 32 metros
Largura: aproximadamente 3,15 metros
Altura: cerca de 3,81 metros
Peso: aproximadamente 312 toneladas
Fornecedor: Valmet
Origem de fabricação: China
Na operação industrial, o balão tem a função de separar vapor e água dentro do sistema de geração de vapor, garantindo estabilidade operacional e segurança no funcionamento da caldeira de recuperação.
Esse equipamento é considerado essencial para o funcionamento eficiente do sistema energético da fábrica.
Operação logística exigiu planejamento especial.
O transporte terrestre do equipamento mobilizou uma operação logística de grande porte. Para deslocar a peça até o canteiro do Projeto Sucuriú, foi utilizada uma carreta especial com 28 linhas de eixo, tracionada por três cavalos mecânicos.
Devido ao peso e às dimensões da carga, o transporte ocorreu em velocidade reduzida e contou com apoio de escoltas técnicas e órgãos de segurança ao longo do trajeto.
Segundo o gerente de projetos da Valmet, Fábio Moreira, o equipamento representa um marco importante na implantação da planta.
“O balão da caldeira é um dos componentes mais relevantes da ilha de recuperação, responsável por concentrar a geração de vapor que sustenta a operação industrial da fábrica”, explicou.
Instalação ocorrerá a cerca de 90 metros de altura.
A próxima etapa envolve a instalação do balão na estrutura da caldeira de recuperação, operação que exigirá grande capacidade de engenharia e equipamentos de içamento de alta capacidade.
A instalação será realizada com dois guindastes de aproximadamente 750 toneladas, posicionando o equipamento a cerca de 90 metros de altura na estrutura da caldeira.
De acordo com Claudinei Santos, diretor de engenharia e implantação do Projeto Sucuriú, a chegada da peça representa um avanço significativo no cronograma da obra.
“Receber e preparar a instalação de um equipamento dessa magnitude demonstra o nível de planejamento e integração exigido por um empreendimento industrial dessa escala”, destacou.
O Projeto Sucuriú, desenvolvido pela Arauco, prevê a construção de uma das maiores fábricas de celulose do mundo em etapa única no município de Inocência (MS).
Principais dados do empreendimento:
Capacidade estimada: cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano
Empresa responsável: Arauco
Localização: Inocência, região leste de Mato Grosso do Sul
Tecnologia industrial: sistema de caldeira de recuperação química de alta capacidade
Objetivo: produção de celulose com alta eficiência energética e integração tecnológica
O empreendimento integra o ciclo de expansão da indústria de celulose no estado, que já abriga um dos maiores polos produtivos do setor no país.

Suzano aprova emissão milionária de debêntures e reforça polo de celulose em Mato Grosso do Sul
Recursos poderão apoiar investimentos industriais, incluindo operações ligadas às fábricas de Três Lagoas.
A Suzano aprovou a realização de sua 12ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 179 milhões. A decisão foi tomada pelo conselho da companhia e prevê que os títulos sejam distribuídos por meio de oferta pública com registro automático.
De acordo com a ata da reunião, as debêntures serão da espécie quirografária e emitidas em série única. O valor nominal unitário será de R$ 1 mil na data de emissão, com prazo de vencimento de 15 anos.
A remuneração dos investidores será composta por juros remuneratórios prefixados, calculados sobre o valor nominal atualizado das debêntures. A taxa final será definida durante o processo de colocação dos títulos e formalizada posteriormente por meio de aditamento à escritura de emissão.
Segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários, os recursos obtidos com a emissão poderão ser utilizados para reembolso de despesas ou gastos relacionados a projetos da companhia, conforme condições que ainda serão detalhadas.
Em Três Lagoas, a Suzano mantém duas grandes fábricas de celulose, consideradas entre as maiores do mundo. A presença industrial da empresa transformou o município em um dos principais polos globais do setor, e novos investimentos ou reforço financeiro da companhia costumam ter impacto direto na cadeia produtiva e na economia local

Wood frame: casa popular em 63 horas e montagem em 1,5 hora
Fonte: Click Petróleo e Gás
A casa popular entrou de vez no radar da construção industrializada com a aposta da Tecverde no wood frame, sistema que ganhou escala no Paraná e passou a ser apresentado como alternativa para reduzir prazo sem romper a lógica de custo da alvenaria. A promessa aparece de forma direta: uma casa popular em 63 horas, com montagem citada em 1,5 hora em etapas industriais.
Esse movimento chama atenção porque não se apoia apenas em velocidade. O modelo tenta reorganizar a obra como processo fabril, deslocando 75% das etapas para dentro da indústria, com controle de qualidade, padronização e menor geração de resíduos. Em vez de depender de quase tudo no canteiro, a proposta é fazer a construção chegar mais pronta ao terreno e reduzir o tempo gasto na montagem final.
Como a Tecverde levou o wood frame para a construção de casa popular

A Tecverde surgiu em 2009 com a ideia de aplicar à construção uma lógica parecida com a da indústria automotiva.
O primeiro desafio foi encontrar uma tecnologia que reduzisse prazo e resíduos sem comprometer desempenho.
A solução veio da Alemanha, por meio do sistema wood frame, depois adaptado ao mercado brasileiro com paredes mais robustas para atender melhor ao perfil local.
Esse processo não aconteceu isoladamente. A operação teve apoio da Fiep e do SENAI-PR, além de um convênio com o Ministério da Economia de Baden-Württemberg para transferência de tecnologia.
Em 2010, a primeira fábrica foi inaugurada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, com recursos de investidores, aporte da Finep e subsídio alemão.
A partir dali, a casa popular deixou de ser pensada apenas como obra tradicional e passou a ser tratada como produto industrializável.
Por que a promessa de casa popular em 63 horas chama tanta atenção

A ideia de uma casa popular em 63 horas chama atenção porque ataca o ponto mais sensível da obra de interesse social: o prazo.
Caio Bonatto afirma que uma casa pode ser montada em 1,5 hora e que um prédio de quatro pavimentos pode ser erguido em 10 dias. Em 2018, a empresa ainda recebeu prêmio por construir uma residência em 10 horas, com acabamentos, pronta para morar.
Os números não falam exatamente da mesma etapa, mas todos apontam na mesma direção: encurtar drasticamente o tempo da construção.
Esse ganho de velocidade só é possível porque 75% do processo fica em ambiente fabril. A incorporadora ou construtora recebe da Tecverde a estrutura da residência já montada, com paredes, tubulações internas e estrutura de telhado. Isso reduz improviso, encurta etapas no canteiro e torna a construção mais previsível. Para uma casa popular, essa previsibilidade pesa muito, porque atraso de obra costuma ampliar custo, travar entrega e pressionar financiamento.
O que o wood frame entrega além da velocidade
O wood frame usado pela Tecverde combina madeira estrutural de florestas plantadas com dupla secagem e tratamento com preservante químico.
Madeira e plásticos
Sobre os perfis estruturais são aplicados OSB e membrana hidrófuga, enquanto o acabamento usa placas cimentícias na parte externa e gesso cartonado no interior.
O resultado buscado é unir durabilidade equivalente à de sistemas convencionais com melhor conforto térmico e acústico.
A proposta não é ser apenas rápida, mas manter padrão técnico comparável ao da alvenaria.
Há ainda um componente de rastreabilidade que reforça o discurso industrial. Por meio de QR Code no frame, é possível visualizar estruturas hidráulica e elétrica internas da parede e até identificar a origem dos materiais usados. Isso permite recall quando necessário e amplia o controle sobre o processo.
Em uma construção convencional, esse tipo de rastreamento é muito mais difícil. No caso da casa popular, o ganho está em transformar um produto historicamente marcado por improviso em algo mais controlado.
Como custo, resíduos e água entram na conta da construção
O custo para o proprietário fica similar ao da alvenaria financiada por programas sociais do governo. Isso é decisivo, porque a velocidade sozinha não resolveria nada se a casa popular saísse muito mais cara.
Abastecimento e tratamento de águas
O que coloca o sistema no radar é justamente a combinação entre prazo curto e custo competitivo, algo que a Tecverde tentou sustentar ao longo do crescimento da operação.
Na dimensão ambiental, os números informados também são fortes. O processo reduz em 85% a geração de resíduos e em 90% o uso de recursos hídricos.
Estudos da empresa apontam que 13 mil toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas e 22,1 mil toneladas de resíduos deixaram de ser produzidos, em um total já acumulado de 130 mil metros quadrados construídos.
Na prática, o wood frame aparece não apenas como atalho de prazo, mas como reorganização completa da construção em escala industrial.
Onde o Paraná entra na expansão e por que o financiamento foi decisivo
O Paraná foi o ponto de partida dessa estrutura. Um ano depois da fundação, 34 empresas já estavam mobilizadas para fornecer matéria-prima e equipamentos, formando uma cadeia produtiva robusta no estado.
A capacidade de produção saltou de 34 casas em 2010 para 3,4 mil unidades por ano em 2018, com perspectiva de chegar a 4,2 mil após ampliação da fábrica.
Esse salto mostra que a casa popular em wood frame deixou de ser demonstração isolada e passou a operar em escala muito mais ambiciosa.
Outro ponto central foi o financiamento imobiliário. Em 2011, a regulamentação passou a permitir que bancos financiassem casas feitas com estrutura em wood frame.
Dois anos depois, o Ministério das Cidades autorizou a tecnologia da Tecverde para habitações de interesse social.
Sem essa homologação, a casa popular dificilmente teria espaço real no mercado. Velocidade industrial sem aceitação regulatória não vira política habitacional nem produto financiável.
A força dessa proposta está na combinação entre fábrica, padronização e escala. A casa popular em wood frame ganhou visibilidade porque a Tecverde conseguiu empurrar a construção para uma lógica mais industrial, com promessa de montagem muito rápida, custo próximo da alvenaria e redução importante de resíduos e consumo de água.
No Paraná, esse modelo saiu do estágio experimental e passou a operar com cadeia produtiva, financiamento e homologação.
Ainda assim, o ponto mais relevante talvez seja outro: o sistema só chama tanta atenção porque toca numa ferida antiga da construção brasileira, marcada por obra lenta, desperdício e baixa previsibilidade.
Quando aparece uma casa popular em 63 horas, o impacto não está apenas no número, mas no contraste com o padrão histórico do setor.
Você acha que o wood frame tem chance real de ganhar espaço na casa popular brasileira ou a alvenaria ainda deve continuar dominando mesmo com esse avanço industrial?

Saneamento acompanha avanço da celulose e reforça infraestrutura no Bolsão de MS
Investimentos da Sanesul em água e esgoto chegam a municípios estratégicos.
O rápido avanço da indústria de celulose no leste de Mato Grosso do Sul tem provocado transformações profundas na região do Bolsão. Ao mesmo tempo em que novas fábricas, empregos e empresas da cadeia florestal chegam aos municípios, cresce também a necessidade de ampliar a infraestrutura urbana para acompanhar esse novo ciclo de desenvolvimento.
O avanço da indústria de celulose no leste de Mato Grosso do Sul tem impulsionado transformações significativas na região do Bolsão, com a chegada de grandes empresas como Suzano, Eldorado Brasil e Bracell. Para acompanhar esse desenvolvimento, a Sanesul realiza investimentos expressivos em infraestrutura de saneamento em diversos municípios. Em 2026, cidades como Inocência e Ribas do Rio Pardo receberão investimentos superiores a R$ 13 milhões cada em sistemas de abastecimento de água. O estado se destaca nacionalmente no setor, com 100% de cobertura de água nas 68 cidades atendidas pela Sanesul e 75,15% de cobertura de esgoto, antecipando as metas do marco legal do saneamento.
Nesse cenário, os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário se tornaram peças-chave para garantir que o crescimento econômico venha acompanhado de qualidade de vida para a população. É justamente nesse ponto que entram os investimentos conduzidos pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), que ampliam a estrutura de saneamento em cidades estratégicas da região.
Nos últimos anos, o Bolsão passou a concentrar alguns dos maiores investimentos da indústria de celulose no Brasil. A expansão do setor tem como protagonistas grandes grupos empresariais, como a Suzano, responsável pela nova megafábrica em Ribas do Rio Pardo, a Eldorado Brasil Celulose, instalada em Três Lagoas, e os projetos industriais da Bracell previstos para Inocência.
Com a chegada dessas indústrias, os municípios registram crescimento acelerado, com geração de empregos, aumento da arrecadação e forte movimentação econômica. O desenvolvimento também atrai novas empresas e amplia a demanda por serviços públicos, especialmente nas áreas de saneamento, habitação e mobilidade urbana.
Para acompanhar esse novo momento da região, a Sanesul mantém frentes de obras em diversas cidades. Ao todo, 49 municípios de Mato Grosso do Sul iniciaram 2026 com intervenções em andamento nos sistemas de água e esgoto.
No Bolsão, os investimentos no abastecimento de água beneficiam Água Clara, Chapadão do Sul, Ribas do Rio Pardo, Paranaíba, Três Lagoas e Inocência. As obras incluem modernização operacional, ampliação da capacidade de produção, reforço da segurança hídrica e melhorias na distribuição de água tratada.
Somente em 2026, estão previstos mais de R$ 13,1 milhões em investimentos no sistema de abastecimento de água de Inocência. Já em Ribas do Rio Pardo, o montante chega a R$ 13,9 milhões, voltado ao fortalecimento da infraestrutura hídrica do município.
Ampliação da rede de esgoto
Os investimentos também avançam na área de esgotamento sanitário. Obras em andamento contemplam Água Clara, Selvíria, Inocência e Aparecida do Taboado.
As intervenções incluem ampliação da rede de coleta, implantação de novas estruturas e modernização de sistemas de tratamento, com impacto direto na melhoria das condições sanitárias e ambientais das cidades.
Segundo o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, os investimentos acompanham o ritmo de crescimento econômico das cidades.
“Estamos ampliando a rede de esgoto e modernizando sistemas de água em municípios que apresentam forte dinâmica econômica. O objetivo é assegurar qualidade de vida, proteção ambiental e segurança no abastecimento para a população”, afirma.
De acordo com ele, a estratégia segue o planejamento do Governo do Estado voltado ao fortalecimento dos municípios e à ampliação da infraestrutura urbana nas cidades atendidas pela companhia.
Mato Grosso do Sul entre os destaques do país
O avanço do saneamento básico tem colocado Mato Grosso do Sul em posição de destaque no cenário nacional.
Enquanto muitos centros urbanos brasileiros ainda enfrentam dificuldades na ampliação da cobertura de esgoto ou na regularidade do abastecimento de água, o modelo adotado no Estado tem permitido expandir os serviços de forma planejada.
Nas 68 cidades atendidas pela Sanesul, o abastecimento de água já é universalizado, alcançando 100% da população.
No esgotamento sanitário, a cobertura chegou a 75,15%, índice considerado elevado quando comparado a diversas regiões do país.
Esse desempenho resulta de um planejamento de longo prazo que combina investimentos próprios, parcerias e a execução simultânea de obras em diferentes regiões do Estado.
Atualmente, estão em andamento 36 obras voltadas à ampliação do esgotamento sanitário e outras 13 intervenções no sistema de abastecimento de água.
As obras fazem parte da estratégia estadual para antecipar as metas previstas no novo marco legal do saneamento, que determina que até 2033 os municípios brasileiros alcancem 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.
Em Mato Grosso do Sul, a meta é avançar antes desse prazo, consolidando uma rede de saneamento capaz de acompanhar o crescimento das cidades, proteger os recursos hídricos e melhorar os indicadores de saúde pública.
Com investimentos espalhados por diferentes regiões — incluindo o Bolsão — o Estado busca garantir que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com infraestrutura urbana e melhores condições de vida para a população.

Fonte: Campo Grande News

Nova diretoria da Abimci é eleita para a gestão do triênio 2026-2029
Representatividade e estratégia orientam os próximos três anos da entidade, fortalecendo atuação em um cenário de retomada da competitividade.
A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) elegeu, neste dia 11 de março, em Curitiba (PR), o empresário Roni Junior Marini como novo presidente. A eleição ocorreu durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que também empossou o novo Conselho de Administração e o Conselho Fiscal da entidade para o triênio 2026-2029.
Marini sucede a Juliano Vieira de Araujo, que esteve à frente da associação nos últimos seis anos, período marcado por desafios com as novas dinâmicas do comércio internacional após a pandemia, com aumento nas políticas protecionistas e tarifárias por parte de importantes parceiros comerciais.
Ao assumir o cargo, o novo presidente destacou que a gestão se inicia em um momento de transição para o setor, após a recente redução das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros de madeira processada. “A redução das tarifas representa um sinal importante para a reorganização dos fluxos comerciais, mas o cenário ainda exige cautela e acompanhamento técnico permanente. Nosso foco será manter a defesa ativa dos interesses do setor e ampliar a competitividade da indústria brasileira”, afirmou Marini.
Entre as prioridades da nova gestão estão a defesa de interesses e a promoção do setor madeireiro e florestal, o monitoramento dos mercados nacional e internacional, o reforço em pautas prioritárias como logística e infraestrutura e a busca constante pela qualidade e padronização dos produtos de madeira processada nos segmentos representados pela Abimci.
Na área técnica, a entidade reforçará sua atuação no desenvolvimento dos programas de certificação e qualidade, alinhados às exigências dos mercados internos e externos. A promoção do uso da madeira em sistemas construtivos também permanece como uma das frentes prioritárias.
Durante o evento, foram lançados o Relatório de Gestão 2023-2026 e o Estudo Setorial 2026, que é a principal publicação da entidade. Também foram nomeados os novos coordenadores dos diversos comitês que compõem a Abimci.
Ao encerrar sua gestão, Juliano Vieira de Araujo destacou o fortalecimento institucional da associação ao longo dos últimos seis anos, tempo em que esteve à frente da entidade. “Enfrentamos um dos períodos mais desafiadores da história recente do setor, com intensa mobilização técnica e institucional. Ampliamos nossa capacidade de diálogo, fortalecemos nossa presença junto aos governos e consolidamos a união do setor em momentos críticos”, afirmou.
Conheça a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da Abimci empossados para a gestão 2026-2029:
Presidente
Roni Junior Marini – Marini Indústria de Compensados Ltda.
Tesoureiro
José Carlos Januário – Indústria de Compensados Guararapes Ltda.
Primeiro Vice-Presidente
Amauri Eduardo Kollross – Madeireira EK Ltda.
Segundo Vice-Presidente
Daniel Berneck – Berneck S.A. Painéis e Serrados
Conselheiros Vice-Presidentes
Armando José Giacomet – Braspine Madeiras Ltda.
Danilo Comin Salvaro – Salvaro Indústria e Comércio de Madeiras Ltda.
Ettore Giacomet Basile – Millpar
Fábio Ayres Marchetti – Manoel Marchetti S/A
Guilherme Damiani Ranssolin – Randa Portas, Molduras e Compensados.
Ivan Tomaselli – STCP Engenharia de Projetos Ltda.
Luiz Alberto Sudati – Indústria de Compensado Sudati Ltda.
Luiz Alfredo Kasectari – Adami S.A. Madeiras
Luiz Daniel Woiski Guilherme – Sólida Brasil Madeiras Ltda.
Marco Antonio Balvedi – Sincol S.A. Indústria e Comércio
Conselho Fiscal – Titulares
Fabrício Antonio Moreira Neto – Ótima Portas & Compensados
Paulo Cavalcanti Neto – Somapar Sociedade Madeireira Paranaense Ltda.
Conselho Fiscal – Suplentes
Alexandre Simão Battistella – Serramad Indústria e Comércio de Madeiras Ltda.
Leonardo Souza De Zorzi – Global Prime Brasil Comercial Exportadora S.A.

Aeropulver confirma presença na Mais Floresta ExpoRibas com tecnologia em drones agrícolas
A Aeropulver, empresa especializada em tecnologia de aplicação com drones agrícolas e integrante do Grupo Pulver Farm, confirmou participação na Mais Floresta ExpoRibas, reforçando sua aposta no crescimento do setor florestal em Mato Grosso do Sul e na expansão das tecnologias de aplicação aérea com drones.
Segundo Joanes Paulo, CEO da Pulver Farm, a presença no evento tem como objetivo aproximar soluções tecnológicas do público que atua diretamente no campo.
“A Mais Floresta ExpoRibas é um ambiente estratégico para apresentar tecnologias que aumentam a eficiência das operações no campo e aproximar inovação de quem realmente precisa dela no dia a dia das atividades agrícolas e florestais”, afirma.
A expectativa da empresa é fortalecer o relacionamento com produtores, empresas do setor florestal e parceiros estratégicos, além de demonstrar como a tecnologia de drones pode transformar a forma como as aplicações são realizadas.
Tecnologia de aplicação e soluções integradas
Durante a feira, a Aeropulver apresentará ao público soluções completas voltadas à aplicação agrícola e florestal com drones de alta performance da linha DJI Agriculture.
De acordo com Joanes Paulo, a proposta da empresa vai além da comercialização dos equipamentos.
“Nosso objetivo é oferecer um ecossistema completo de tecnologia para o produtor. Isso envolve os drones, os sistemas de preparo de calda, a aplicação de precisão e também todo o suporte técnico necessário para que a tecnologia seja implementada com segurança e eficiência”, explica.
A empresa também destaca o trabalho de capacitação de operadores e o acompanhamento técnico das operações como parte fundamental da adoção dessas soluções no campo.
Eventos que aproximam tecnologia e produtores
Para a Aeropulver, eventos como a ExpoRibas cumprem um papel importante no desenvolvimento do setor florestal e do agronegócio regional.
“Esses encontros são fundamentais porque promovem troca de conhecimento, aproximam empresas de tecnologia dos produtores e criam um ambiente de networking que impulsiona novos negócios e parcerias”, destaca o CEO.
Segundo ele, a presença de diferentes elos da cadeia produtiva em um mesmo espaço contribui para acelerar a adoção de soluções inovadoras no campo.
Crescimento do setor florestal impulsiona novas tecnologias
A empresa avalia que o avanço da silvicultura em Mato Grosso do Sul tem criado um ambiente favorável para a adoção de tecnologias de precisão.
“O crescimento das florestas plantadas, especialmente de eucalipto, aumenta a demanda por soluções que tragam mais eficiência operacional, redução de custos e maior precisão nas aplicações”, afirma Joanes Paulo.
Nesse cenário, os drones agrícolas vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica, principalmente em grandes áreas, terrenos irregulares ou locais onde o acesso de máquinas tradicionais é limitado.
“A tecnologia de drones permite realizar aplicações com agilidade, precisão e menor impacto operacional, o que se torna um diferencial importante para operações florestais de grande escala”, conclui.

Ibema compra fábrica da BO Paper no Paraná
A Ibema, uma das principais produtoras de papel cartão no Brasil, firmou um acordo para adquirir uma fábrica da BO Paper em Arapoti (PR). O valor do negócio não foi divulgado.
A unidade produz pasta de celulose com alto aproveitamento da madeira (fibra termomecânica) e tem capacidade anual de 60 mil toneladas, segundo apurou o Valor.
Em nota, a Ibema disse que a transação está alinhada à estratégia de crescimento da empresa, “contribuindo para o aumento de competitividade, ganho de flexibilidade operacional e expansão da capacidade de atendimento a diferentes segmentos da indústria de embalagens”.
A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), bem como do cumprimento de outras condições e etapas regulatórias pertinentes. Até que o essas condições sejam cumpridas, as empresas permanecerão operando de forma independente, em estrita conformidade com a legislação aplicável.
Fonte: Valor

Gigante da celulose começa construção de 620 ‘mansões’ em Inocência
Casas que a Arauco está construído terão até 215 m². Em Ribas do Rio Pardo, as maiores que a Suzano disponibilizou para seus funcionários têm 59 m².
Para abrigar profissionais de outras cidades, estados e até de outros países, a chilena Arauco está construindo um conjunto habitacional de 620 casas em Inocência. O tamanho destas casas, porém, destoa daquilo que normalmene se vê em conjuntos habitacionais. Elas terão 115 e 215 metros quadrados, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jaime Verruck.
Para efeito de comparação, em Ribas do Rio Pardo, as 954 casas construídas pela Suzano para abrigar os trabalhadores da fábrica de celulose ativada em julho de 2024 têm 46 metros quadrados (551 casas) ou 59,3 metros quadrados (403 casas). As menores têm dois quartos e as demais, três.
Praticamente todos os condomínios horizontais considerados de alto padrão de Campo Grande têm em seu regulamento uma medida mínima que as casas devem ter. A exigência ocorre para evitar que construções de baixo padrão provoquem desevalorização dos demais imóveis. Essa medida, na maior parte dos condomínios, é de 179 metros quadrados. Ou seja, parte das casas da Vila Arauco será maior que parcela das residências existentes em condomínios de Campo Grande.
Em um terreno adquirido numa parceria da prefeitura com o governo estadual, as obras em Inocência ainda estão na fase inicial, mas já estão empregando em torno de 120 trabalhadores. No pico dos trabalhos, este número deve dobrar, estima o secretário.
A previsão é de que a fábrica, que terá investimentos US$ 4,6 bilhões, esteja concluída antes do final do próximo ano e até lá, segundo o secretário, a chamada Vila da Arauco também deve estar em condições de receber os novos moradores.
A fábrica está sendo construída a 50 quilômetros da área urbana de Inocência, às margens do Rio Sucuriú. A Vila da Arauco, porém, está sendo erguida na área urbana de Inocência. Ou seja, os trabalhadores terão de percorrer diariamente esta distância para ir e voltar do trabalho.
Já durante a elaboração do Projeto Sucuriú a prefeitura de Inocência criou uma lei municipal vetando a construção das moradias próximo da fábrica, pois temia que a Vila da Arauco pudesse virar cidade em um futuro próximo e “engolir” a Inocência.
O Correio do Estado procurou a Arauco em busca de detalhes sobre o projeto habitacional, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno. Porém, em publicação do diário oficial do dia 17 de dezembro, a Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável (Semades) informou que somente a título de compensação ambiental pela implantação da vila a empresa chilena estava repassando R$ 1.793.304,79 à administração estadual.
O montante equivale a 0,52% dos R$ 344,8 milhões que estão projetados para serem investidos no projeto, conforme a publicação do diário oficial de dezembro, onde constou a informação de que o terreno que vai receber as casas tem mais de 25 hectares.

Publicação do diário oficial do governo estadual de 17 de dezembro de 2025
Sendo assim, o custo médio de cada casa será da ordem de R$ 556 mil, levando em consideração os gastos para levar infraestrutura à vila, já que benfeitorias como águal, luz, drenagem, arruamento e pavimentação estão partindo do zero e fazem parte dos custos.
PROBLEMA CRÔNICO
No dia 6 de fevereiro, durante o lançamento oficial da obra do ramal ferroviário de 47 quilômetros que a Arauco está construíndo, o prefeito de Inocência, conhecido como Toninho da Cofap, literalmente pediu socorro das autoridades para solucionar o problema da falta de moradias em Inocência, já que o obra da fábrica está atraíndo muita gente para a cidade.
Ao lado do governador Eduardo Riedel, de dois ministros do Governo Lula, dois senadores e uma série de outros políticos e autoridades estaduais e federais, o prefeito cobrou ajuda dos políticos para a liberação de recursos para a construção de pelo menos 600 casas, que não são as que a Arauco está bancando.
“Estamos passando por um momento muito difícil no setor de habitação da nossa cidade. Gostaria que vocês olhassem para a gente para que possamos atender aquelas famílias que estão mudando para Cassilândia, Paranaíba, Três Lagoas e Água Clara porque não encontram residência em Inocência”, afirmou o prefeito.
De acordo com Toninho da Cofap, a prefeitura tem áreas para construir em torno de 600 casas, mas precisa de recursos para que os projetos habitacionais saiam do papel.
Das cidades citadas pelo prefeito para abrigar pessoas que estão trabalhando em Inocência por conta das obras de instalação da fábrica de celulose, Cassilândia e Paranaíba ficam a cerca de 90 quilômetros. Três Lagoas e Água Clara, por sua vez, estão a quase 140 quilômetros.
Naquele dia, cerca de 9,2 mil pessoas estavam trabalhando no canteiro de obras da fábrica e a previsão é de que no pico dos trabalhos, no segundo semestre deste ano, este número cheque a 14 mil. Embora a maior parte deles esteja abrigada em alojamentos temporários, este provável aumento tende a agravar o problema de moradias em Inocência, município que até o início da obra tinha em torno de 8,5 mil habitantes.
Mesmo assim, segundo o prefeito, uma infinidade prestadores de serviço e trabalhadores que deve permanecer na região estão sendo obrigados a buscar imóveis nas cidades vizinhas porque faltam casas em Inocência.
PROJETO SUCURIÚ
A fábrica que está em construção desde meados de 2024 terá capacidade para 3,5 milhões de toneladas por ano, a maior do mundo em linha única. Para abastecer a indústria serão necessários 400 mil hectares de eucaliptos e a metade já está em fase de crescimento.
Depois da ativação, conforme previsão da empresa chilena, serão gerados em torno de seis mil empregos, incluíndo os setores de plantio e colheita das florestas e todo o setor de logística, como transporte e atividades de manutenção do empreendimento.



