Suzano

Suzano registra recorde de vendas e ganho de eficiência operacional em 2025

Receita alcançou R$ 50 bilhões e custo caixa atingiu menor patamar anual desde 2021.

Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, divulga hoje o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25) e ao fechamento do ano com recorde anual no volume de vendas e na receita. Além disso, registrou queda no custo caixa de produção de celulose no período, o que comprova a eficiência operacional da empresa.

As vendas de celulose e diferentes tipos de papéis atingiram 14,2 milhões de toneladas, alta de 15% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado sobretudo pelo forte ritmo de produção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS), em operação a partir de julho de 2024, e das unidades de papéis localizadas nos Estados Unidos. Como resultado, a receita líquida anual da Suzano alcançou o patamar recorde de R$ 50 bilhões em 2025.

O foco consistente da companhia em eficiência e controle de custos também contribuiu para uma queda relevante no custo caixa de produção de celulose. Excluindo paradas, o indicador anual ficou em R$ 817 por tonelada, no menor patamar anual desde 2021.

A eficiência operacional também contribuiu para que a Suzano registrasse geração de caixa operacional de R$ 13,9 bilhões em 2025, mesmo diante de um cenário de preços menos favorável no mercado global. O Ebitda ajustado anual somou R$ 21,7 bilhões. Na última linha do balanço, o resultado ficou positivo em R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou dezembro de 2025 em 3,2 vezes em dólar, com leve queda em relação ao índice de 3,3 vezes registrado no fechamento do terceiro trimestre.

“Seguimos focados em eficiência operacional, gestão de custos e geração de caixa. Diante de condições de mercado desafiadoras ao longo de 2025, com o preço da celulose em patamares inferiores à média histórica, estes resultados refletem a consistência e a disciplina da nossa execução com o objetivo de ampliarmos nossa competitividade”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.

ld celulose

LD Celulose supre demanda energética com energia mais limpa e redução de emissões, por meio do uso de gás natural

A LD Celulose, joint venture entre a austríaca Lenzing e a brasileira Dexco, anuncia o início da operação de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) realizada pela Edge, empresa do Grupo Cosan. A iniciativa rompe barreiras geográficas e leva gás natural a regiões sem acesso à malha de gasodutos — entre elas, o Triângulo Mineiro, onde está localizada a planta da LD Celulose.

Pelo acordo, a LD Celulose receberá 100 mil m³/dia de gás natural equivalente, garantindo o suprimento de energia do forno de cal e reforçando o compromisso da companhia com eficiência, competitividade e sustentabilidade.

A operação logística conduzida pela Edge conecta o Terminal de Regaseificação de GNL de São Paulo (TRSP), na Baixada Santista, ao interior de Minas Gerais por meio de modal rodoviário. 

A companhia também opera frota própria de caminhões equipados com tanques de duplo isolamento para manter o GNL a -162°C durante longos percursos. Na planta da LD Celulose foi instalada uma Unidade Autônoma de Regaseificação (UAR) interligada à rede interna, assegurando fornecimento contínuo de gás natural.

A iniciativa marca o começo da oferta estruturada de gás natural da Edge para indústrias localizadas fora da malha de gasodutos (mercado off-grid), abrindo uma nova rota de desenvolvimento industrial e de descarbonização no país.  “Este é um modelo pioneiro que leva gás natural liquefeito por transporte rodoviário a partir de um terminal de GNL conectado ao mercado global, garantindo segurança de suprimento, escala e flexibilidade para acompanhar o crescimento da demanda industrial e do transporte pesado”, afirma Demétrio Magalhães, CEO da Edge. “Com essa operação, aceleramos a maturidade da infraestrutura de gás no Brasil e ampliamos o acesso a uma energia mais competitiva e sustentável, chegando a regiões onde o gás natural nunca esteve disponível.”

“Para a LD Celulose, este acordo é estratégico e consolida ainda mais nosso pilar de sustentabilidade”, afirma Silvio Costa, CEO da LD Celulose. “Somos uma empresa responsável e conectada às necessidades do mundo moderno, atenta a processos em que o uso sustentável dos insumos é aplicado com rigor. Esta parceria segue este princípio, reforçando nossos investimentos em uma matriz energética mais econômica e limpa, que se soma às demais iniciativas relacionadas à sustentabilidade”, finaliza.

Acotepac-2026 (Pequeno)

ExpoAcotepac 2026: Valmet apresenta eficiência operacional e novas soluções para o mercado latino-americano

Multinacional finlandesa traz soluções tecnológicas que visam reduzir o impacto ambiental das operações, aliando sustentabilidade e alto rendimento.

Nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, acontece, em Cali, na Colômbia, a 34ª edição do Congresso Internacional & ExpoAcotepac, organizado pela Associação Colombiana de Técnicos da Indústria de Celulose, Papel e Cartão. Consolidado como um dos mais importantes eventos da América Latina para o mercado de papel, o foco da Valmet está em tecnologias de descarbonização, redução do impacto ambiental e otimização de processos na fabricação de tissue e papel cartão.

Nesse contexto, a Valmet, líder global em tecnologias, automação e serviços para a cadeia de valor de papel, cartão e tissue, leva ao debate técnico soluções que contribuem para mitigar o impacto ambiental das operações, sem comprometer a competitividade. Entre os destaques, estão novas abordagens para vestimentas de máquinas de papel — componentes essenciais projetados para diminuir o consumo de energia e água —, tecnologias de aplicação por cortina para ajustes mais precisos para packaging, e a oferta única do mercado, que fornece soluções completas para fabricantes e convertedores de tissue, desde o cavaco até o produto final, além do lançamento do novo processo de gofragem, o Warm-up Next.

“A Valmet tem um compromisso forte com o mercado colombiano, oferecendo um portfólio completo de máquinas, soluções e serviços para todos os portes de convertedores e produtores de papel e celulose, incluindo as pequenas e médias empresas que são uma parte importante do cenário industrial local. Estamos prontos para impulsionar a eficiência, a sustentabilidade e aprimorar a qualidade do produto de cada cliente”, ressalta Hector Rios, Diretor das Regiões México & Caribe da Valmet.

A multinacional finlandesa estará presente nos estandes 11, 12, 28 e 29, com sua equipe de especialistas, para apresentar as principais soluções e tecnologias. Com o mais abrangente portfólio de produtos e serviços do setor, a Valmet reúne expertise e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva do papel e tissue. Essa abordagem fortalece uma parceria estratégica sólida, capaz de gerar novas oportunidades de negócios e de aprimorar o atendimento ao cliente, com flexibilidade, qualidade do produto e agilidade, independentemente do porte ou das necessidades de cada operação.

Paralelamente à feira, a Valmet realizará três apresentações no congresso internacional. Os conteúdos abordarão a oferta global e integrada para clientes de papel e tissue, além de estratégias, tecnologias e tendências que vêm moldando o setor. 

Confira os temas de 2026 que serão apresentados no Salão Ritz, do Hotel Dann Carlton:

Quarta-feira (25/2), às 14h30 

Combinação única na fabricação e conversão de tissue: do pioneirismo ao alto rendimento

Palestrante: Joselino Júnior, Executivo de Contas da Valmet 

Quinta-feira (26/2), às 10h45

Próximos passos para reduzir o impacto ambiental das vestimentas para máquinas de papel 

Palestrante: Williams Marcelo Verdugo Campos, Gerente de Produto da Valmet

Sexta-feira (27/2), às 9h

Aplicador (Sizer) em nip duro com aplicação por cortina 

Palestrante: Claudio Vitali, Gerente de Vendas e Tecnologia da Valmet

suzano-cerrado (Pequeno)

Suzano reverte prejuízo e lucra R$ 116 mi no 4º tri; mantém restrição sobre produção

A Suzano (SUZB3) divulgou nesta terça-feira queda no resultado operacional do quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024, em um desempenho praticamente em linha com o esperado pelo mercado, segundo dados da LSEG.

A companhia, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, ainda afirmou em fato relevante que manterá neste ano volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% menor do que a capacidade nominal anual, sustentando estratégia adotada em meados do ano passado.

“Essa decisão fundamenta-se na avaliação de que a retomada do volume marginal não proporcionaria retorno adequado para a companhia”, afirmou a Suzano.

A empresa afirmou que a queda no Ebitda na comparação anual deveu-se em parte à depreciação do dólar ante o real e à queda do preço líquido médio da celulose. A empresa compensou os efeitos em parte com aumento no volume vendido e um custo caixa menor, atingindo o nível mais baixo desde o final de 2021.

Segundo a Suzano, o custo caixa do quarto trimestre de produção de celulose, um importante indicador do setor, caiu 3,6%, para R$778 por tonelada, sem incluir efeitos de parada de manutenção. Incluindo as paradas, o custo caixa do quarto trimestre foi 8% menor que um ano antes, a R$809 por tonelada.

A empresa teve lucro líquido de R$116 milhões, revertendo prejuízo de R$6,7 bilhões sofrido no quarto trimestre de 2024, apoiada em parte em efeitos cambiais que impactam o resultado financeiro.

A receita líquida somou R$13,1 bilhões, queda anual de 8%. A empresa vendeu 3,4 milhões de toneladas de celulose no quarto trimestre, alta de cerca de 4% sobre um ano antes, mas o preço médio foi 8% menor na mesma comparação.

Analistas, em média, esperavam que a Suzano apresentasse faturamento de R$12,5 bilhões no quarto trimestre.

A companhia terminou dezembro com alavancagem financeira de 3,2 vezes em dólares ante 2,9 vezes no final de 2024.

Informações: InfoNews

madeira

Acordo Mercosul-UE pode aumentar o controle da origem da madeira brasileira 

Em entrevista à CNN Money nesta terça-feira (10), a presidente da AMIF (Associação Mineira de Indústria Florestal), Adriana Maugeri, destacou que o setor florestal de Minas Gerais vê o acordo entre Mercosul e União Europeia como uma oportunidade para aumentar o controle sobre a origem da madeira produzida no Brasil. Segundo ela, a medida pode trazer avanços além do campo econômico, contribuindo para a regulação e sustentabilidade do setor.

“O acordo traz um reforço ao que a Europa já coloca como regras, principalmente para garantir a rastreabilidade de produtos brasileiros, principalmente que eles tenham garantia que são livres de desmatamento”, afirmou.

O acordo estabelece metas ambientais importantes, como a redução do desmatamento em 50% em um curto prazo, o que está alinhado com os compromissos firmados pelo Brasil na COP30. A expectativa é alinhar a produtividade com a rastreabilidade, para desincentivar a venda de madeira fruto de desmatamento.

Desafios da rastreabilidade

Um dos principais desafios apontados pela presidente da Amif é a diferença entre as metodologias brasileiras e europeias para definir o que é desmatamento. “No Brasil, a gente tem uma legislação ambiental muito rica, muito vasta, tanto federal quanto em todos os estados”, explicou Malgeri, destacando que há casos de “desmatamento legal” autorizados pela legislação brasileira, mas que a Europa pode interpreta como desmatamento.

Essa diferença de entendimento cria obstáculos para que o Brasil comprove que os produtos são livres de desmatamento segundo os critérios europeus. “A metodologia nossa não está sendo respeitada a toda a legislação brasileira, que é muito mais rigorosa, inclusive do que vários países europeus”, destacou.

Malgeri ressalta que o setor florestal de Minas Gerais demonstra que é possível conciliar produção e conservação. No estado, a cultura de floresta plantada supera a produção agrícola local, são 2.3 milhões de hectáres plantados. “E ao mesmo tempo nós somos a atividade econômica que mais conserva a vegetação no estado de Minas, mais de 1 milhão e 300 mil hectares”, relatou.

O futuro do setor florestal

O setor entende que a China, um dos principais destinos comerciais do setor, tem sinalizado buscar autossuficiência em papel e celulose. No entanto, Maugeri aponta que esse processo demanda tempo e tecnologia, áreas em que o Brasil tem vantagem competitiva.

“A China vem mostrando estratégias com vários produtos, além da madeira, de autossuficiência. Ela tem uma diversidade de território, diversidade de clima, diversidade de consumo”, analisa. Porém, segundo a presidente da Amif, o país asiático enfrenta desafios como a necessidade de equilibrar a produção de alimentos e madeira no território. Ela destaca que, com a aproximação da China a outros países asiáticos, o Brasil ganha outros concorrentes nesse mercado.

Como alternativa à possível redução das exportações de celulose para a China, Malgeri aposta na diversificação dos compradores e dos usos da madeira. “A madeira é material do futuro. Ela produz desde combustível, energia, tecido, alimento. Você pode produzir mais de 5 mil bioprodutos por meio da madeira”, ressaltou. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), até 2050 o consumo de madeira deve dobrar.

Informações: CNN

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MS: pastagens degradadas caem 52% com políticas públicas e crédito rural 

Estado reduz áreas de baixo vigor e amplia recuperação com uso de tecnologias e programas estruturantes.

O estado do Mato Grosso do Sul registrou redução das áreas de pastagens com baixo vigor entre 2010 e 2024. Dados do MapBiomas, analisados pela Coordenadoria de Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), mostram queda de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares no período, redução de cerca de 52%.

O avanço ocorre em um contexto em que o Estado ainda possuía, em 2023, aproximadamente 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

A condição dessas áreas está associada à expansão histórica da pecuária extensiva, à baixa lotação animal, ao manejo inadequado e à falta de reposição de nutrientes, além da presença de solos arenosos e de períodos prolongados de seca.

Tecnologias e sistemas produtivos

A redução das áreas de baixo vigor é atribuída à adoção de tecnologias, ao uso de práticas de conservação do solo e à implementação de sistemas produtivos como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Em Mato Grosso do Sul, os sistemas integrados já ultrapassam 3,6 milhões de hectares.

Parte das áreas com pastagens de baixo vigor permanece no Pantanal, em regiões de campo nativo localizadas em zonas de uso restrito, classificadas como áreas de resguardo ambiental e não passíveis de alteração conforme a legislação. As análises por imagens de satélite também sofrem influência da sazonalidade, principalmente em períodos de estiagem, o que afeta os índices de vegetação utilizados na avaliação do vigor das pastagens.

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Políticas públicas e financiamento

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o enfrentamento do problema envolve políticas públicas e integração entre governo, produtores e setor produtivo.

“Mato Grosso do Sul tem clareza do tamanho do desafio, mas também das oportunidades. A recuperação de pastagens degradadas é estratégica para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Estamos atuando com planejamento, base técnica e instrumentos financeiros para apoiar o produtor rural nessa transição”, afirmou.

Entre os instrumentos de apoio está o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Em 2023, o FCO destinou mais de R$ 500 milhões a projetos de correção do solo e recuperação de pastagens na modalidade FCO Rural. Desse total, mais de R$ 180 milhões foram aplicados em reforma de pastagens, em 93 cartas-consulta, e cerca de R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo.

“A melhoria nestes índices está relacionada a adoção de novas tecnologias e investimentos na recuperação das pastagens e correção do solo. Temos políticas públicas e obviamente estamos usando o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que tem sido o grande financiador de recuperação de áreas degradadas”, disse Verruck.

Programas estaduais em execução

O Governo do Estado atua por meio de programas como o Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (Prosolo), voltado à recuperação da fertilidade do solo, ao controle de processos erosivos e à adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores.

Precoce MS incentiva a produção de carne bovina e concede bonificações a produtores que adotam práticas de manejo de pastagens, diversificação de forrageiras, reposição de nutrientes e análise de solo.

Outro eixo é o Programa Estadual de Irrigação (MS Irriga), que estimula o uso racional da água e tecnologias de irrigação, permitindo a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias. O Plano Estadual ABC+ complementa as ações ao incentivar sistemas ILPF, plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e intensificação da pecuária.

“Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em sistemas de ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Isso mostra que é possível produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às demandas do mercado e da sociedade”, afirmou Verruck.

Informações: Giro do Boi / Canal Rural

Opera Instantâneo_2026-02-11_133147_noticias.r7.com (Pequeno)

Florestas estão ficando mais rápidas, mais frágeis e menos capazes de salvar o planeta

Estudo global revela que o avanço de árvores de crescimento rápido está enfraquecendo os ecossistemas florestais.

À primeira vista, pode parecer uma boa notícia: as florestas do mundo estão crescendo mais rápido. No entanto, por trás desse aparente avanço, esconde-se um fenômeno preocupante. Ecossistemas florestais estão se tornando mais simples, homogêneos e vulneráveis, com perda progressiva de espécies essenciais para a estabilidade ambiental.

Uma análise global publicada na revista científica Nature Plants, baseada em dados de mais de 31 mil espécies de árvores, mostra que as florestas estão sendo dominadas por árvores de crescimento acelerado. Essas espécies, embora eficientes em colonizar áreas degradadas, não conseguem substituir o papel ecológico das árvores de crescimento lento, que funcionam como a verdadeira espinha dorsal dos ecossistemas. Alguns pontos centrais ajudam a entender a gravidade do cenário:

  • Redução da biodiversidade florestal;
  • Maior presença de espécies exóticas e naturalizadas;
  • Menor capacidade de armazenamento de carbono;
  • Aumento da vulnerabilidade a secas, pragas e eventos extremos.

Quando crescer rápido não significa ser resiliente

À primeira vista, pode parecer uma boa notícia: as florestas do mundo estão crescendo mais rápido. No entanto, por trás desse aparente avanço, esconde-se um fenômeno preocupante. Ecossistemas florestais estão se tornando mais simples, homogêneos e vulneráveis, com perda progressiva de espécies essenciais para a estabilidade ambiental.

Uma análise global publicada na revista científica Nature Plants, baseada em dados de mais de 31 mil espécies de árvores, mostra que as florestas estão sendo dominadas por árvores de crescimento acelerado. Essas espécies, embora eficientes em colonizar áreas degradadas, não conseguem substituir o papel ecológico das árvores de crescimento lento, que funcionam como a verdadeira espinha dorsal dos ecossistemas. Alguns pontos centrais ajudam a entender a gravidade do cenário:

  • Redução da biodiversidade florestal;
  • Maior presença de espécies exóticas e naturalizadas;
  • Menor capacidade de armazenamento de carbono;
  • Aumento da vulnerabilidade a secas, pragas e eventos extremos.

Quando crescer rápido não significa ser resiliente

As chamadas árvores “velocistas” possuem folhas mais leves e madeira menos densa, o que permite crescimento acelerado. Contudo, essa vantagem vem acompanhada de um custo ecológico: elas são mais sensíveis a estresses climáticos e têm vida útil mais curta. Como resultado, as florestas passam a perder estabilidade a longo prazo.

Por outro lado, árvores de crescimento lento apresentam madeira densa, folhas espessas e grande longevidade. São justamente essas espécies que garantem resiliência climática, proteção do solo e manutenção dos ciclos da água. Além disso, elas são fundamentais para sustentar cadeias ecológicas complexas, especialmente em regiões tropicais.

A expansão silenciosa das espécies exóticas

Outro fator crítico é a disseminação de espécies arbóreas não nativas. Essas árvores se adaptam facilmente a ambientes degradados, mas tendem a competir com espécies locais por luz, água e nutrientes. Com isso, aceleram o processo de homogeneização florestal, reduzindo a diversidade funcional dos ecossistemas.

Embora pareçam eficientes, essas espécies raramente desempenham os mesmos papéis ecológicos das nativas, o que compromete a saúde ambiental a longo prazo.

As florestas tropicais e subtropicais concentram a maior parte das espécies de crescimento lento e distribuição restrita. Justamente por isso, são também as mais vulneráveis. A destruição desses habitats pode levar à extinção definitiva de árvores que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

Além disso, mudanças climáticas, desmatamento, silvicultura intensiva e comércio global de espécies estão acelerando esse processo, impulsionado diretamente pela atividade humana.

A gestão florestal precisa mudar urgentemente

Modelos ecológicos indicam que, sem intervenção, as florestas do futuro serão mais produtivas no curto prazo, porém menos capazes de cumprir suas funções climáticas. A solução passa por estratégias de conservação que priorizem a proteção de espécies raras e nativas, a restauração de florestas com alta diversidade funcional, a redução da dependência de monoculturas e o planejamento ecológico de longo prazo. Desse jeito, florestas saudáveis não são apenas rápidas: são diversas, estáveis e complexas, e preservar essa complexidade é essencial para garantir o equilíbrio climático do planeta.

Informações: R7

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Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical abre vaga de pós-doutorado

Bolsista participará de projeto sobre estoque de carbono e silvicultura. Vaga requer experiência em florestas multifuncionais e plantadas.

Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) está com inscrição aberta até a próxima quarta-feira (18/02) para uma oportunidade de pós-doutorado em estoque de carbono e silvicultura com bolsa da FAPESP.

O CCARBON é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba.

São requisitos para a vaga: doutorado em engenharia florestal, engenharia agronômica ou áreas correlatas; experiência em florestas multifuncionais e florestas plantadas; experiência em análise de dados; fluência em inglês; carteira de motorista válida; e disponibilidade para residir em Piracicaba.

Mais informações sobre a vaga e as inscrições em: www.fapesp.br/oportunidades/8885/.

A oportunidade de pós-doutorado está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 12.570,00 mensais e Reserva Técnica equivalente a 10% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precise se mudar, poderá ter direito a um auxílio-instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.

Informações: Agência FAESP

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Efeito cancro no mogno africano – Khaya grandifoliola

Embora muitos aleguem que o cancro não causa danos a madeira do Khaya Grandifoliola, estudos recentes revelam que o cancro do córtex altera significativamente a qualidade da madeira de Khaya grandifoliola. Embora alguns analisem o impacto técnico nas propriedades, a doença é amplamente vista como um problema comercial e estrutural. 

Aqui estão os principais efeitos que alguns estudos recentes afirmam que essa doença causa na madeira:

  • Alteração da Estrutura e Densidade: O cancro é capaz de modificar a estrutura interna da madeira, podendo elevar sua densidade em áreas afetadas.
  • Danos Mecânicos: A infecção, frequentemente causada por fungos como Cryphonectria cubensis ou Lasiodiplodia theobromae, provoca danos diretos que podem comprometer a resistência mecânica das peças serradas.
  • Necrose e Lesões no Tronco: O fungo ataca a casca e o câmbio, gerando lesões que podem ser localizadas ou se estender por grandes áreas do tronco, causando a morte dos tecidos (necrose).
  • Deformações no Fuste: Em estágios avançados, a árvore apresenta áreas de lenho expostas circundadas por tecidos protuberantes, o que prejudica o aproveitamento do fuste para serraria.
  • Desvalorização Comercial: Por afetar o aspecto visual e a integridade física, a madeira de árvores doentes perde valor de mercado, dificultando seu uso em movelaria de luxo. 

Para evitar perdas, recomenda-se o controle precoce por meio da raspagem dos tecidos afetados seguida da aplicação de calda bordalesa ou soluções de sulfato de cobre, preferencialmente durante o período de estiagem. 

Artigo por Milton Frank

Arauco, TJMS Prefeitura somam forças no combate à violência doméstica (Pequeno)

Arauco fortalece proteção às mulheres, crianças e adolescentes em Inocência

Parceria com o TJMS e a Prefeitura amplia ações educativas e reforça a rede de apoio no município.

A Arauco formalizou um Termo de Cooperação Mútua com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Prefeitura de Inocência que consolida uma parceria estratégica voltada à proteção das mulheres e à promoção dos direitos da infância e da juventude no município e em toda a região. A iniciativa amplia e fortalece as ações sociais e preventivas já desenvolvidas pelo Judiciário.

Com vigência de 60 meses, o acordo prevê a atuação integrada das instituições, reforçando a rede de apoio local e promovendo uma cultura de paz, justiça e cidadania — princípios alinhados à proposta apresentada pelo Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU). Uma reunião de alinhamento sobre os programas do TJMS para 2026 está marcada para o dia 6 de fevereiro, quando serão discutidas as iniciativas a serem implementadas em Inocência.

Para o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Arauco, Theófilo Militão, apoiar programas já consolidados do Judiciário reforça a responsabilidade compartilhada na promoção da proteção social. Ele destaca que “a Companhia reafirma sua visão de que o cuidado com as pessoas deve ser um compromisso de todos os atores sociais”.

O prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, também ressalta o impacto da colaboração, afirmando que “a parceria fortalece a capacidade de resposta ao enfrentamento da violência contra a mulher, crianças e adolescentes com mais eficiência e agilidade”.

Na Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a desembargadora Jaceguara Dantas reforçou a importância do trabalho conjunto. “Parcerias com instituições privadas, como a Arauco, são fundamentais para ampliar o alcance das iniciativas, especialmente no município de Inocência e seu entorno”. Após três anos à frente do setor, a magistrada se afastou para assumir a cadeira de conselheira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A desembargadora Elizabete Anache, coordenadora da Infância e Juventude do TJMS, destaca que o crescimento da região precisa caminhar lado a lado com os avanços sociais. Segundo ela, “o desenvolvimento econômico deve ser acompanhado de desenvolvimento humano, dignidade e segurança social”, reafirmando que nenhum progresso é completo se não incluir a proteção e a valorização das pessoas.

A assinatura do Termo de Cooperação Mútua soma-se a outras iniciativas da Arauco voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos de saúde, educação e segurança. Com isso, a Companhia reafirma seu compromisso com uma atuação integrada ao poder público e à sociedade, contribuindo para um desenvolvimento territorial equilibrado e sustentável.

WhatsApp Image 2026-02-10 at 14.21.49 (Pequeno)

ALSV Drone Florestal aposta em novas aplicações para drones na silvicultura durante a Feira Mais Floresta ExpoRibas

Empresa apresenta soluções que ampliam o uso de drones para pulverização, adubação, controle de formigas e logística em áreas de difícil acesso.

Em uma região marcada pelo avanço acelerado da silvicultura e pela chegada de grandes empreendimentos florestais, a ALSV Drone Florestal chega à Feira Mais Floresta ExpoRibas com expectativas elevadas e um portfólio que reflete a evolução do uso de drones no campo. Com mais de 100 mil hectares atendidos na silvicultura, a empresa se consolidou como referência nacional e foi a primeira a obter licença da Adapar para aplicação aérea com drones no Brasil.

Para André Veiga, sócio-fundador da ALSV, o evento tem um significado que vai além da exposição de tecnologias. “A melhor possível. Uma região que cresce de forma acelerada, como o entorno de Ribas do Rio Pardo, merece respeito. Pequenas cidades que recebem grandes empreendimentos têm um valor único de transformação da sociedade”, afirma.

Drones que vão além da pulverização

Embora os drones de pulverização já façam parte da realidade operacional do setor florestal, a ALSV aposta em soluções que ampliam significativamente as aplicações dessa tecnologia. Nesta edição da feira, a empresa destaca três frentes principais.

A primeira é a distribuição de sólidos, com uso de drones para adubação com NPK, ampliando a eficiência operacional em áreas onde o acesso mecanizado é limitado.

Outro destaque é o lançamento de isca formicida, já autorizado pelo MAPA para aplicação aérea de uma nova molécula, trazendo mais precisão e segurança ao controle de formigas em florestas plantadas.

A terceira inovação é o transporte de cargas com o sistema Lifting da DJI, que permite o deslocamento de mudas e outros insumos para locais de difícil acesso a veículos tradicionais.

Eficiência operacional e tomada de decisão

Segundo Veiga, o ganho de produtividade é um dos principais diferenciais do uso de drones no setor florestal. “Os drones são mais eficientes que tratores na produtividade diária de pulverização. Esse é um fator decisivo em um mercado que sofre alta pressão por eficiência”, explica.

Além disso, os drones de monitoramento têm papel estratégico na identificação rápida de falhas operacionais, pragas e problemas de desenvolvimento, contribuindo para decisões mais ágeis e assertivas no manejo florestal.

Tendências para os próximos anos

Ao olhar para o futuro, a ALSV enxerga que a evolução da tecnologia continuará ocorrendo por meio de avanços pontuais, porém altamente estratégicos. Entre as tendências, Veiga destaca o desenvolvimento de jatos direcionados para aplicação em entrelinhas, aumentando a precisão das operações.

Outra frente promissora é a aplicação de produtos mais concentrados ou até “puros”, sem adição de água, o que pode reduzir o volume de calda, aumentar a efetividade dos tratamentos e acelerar os resultados no campo.

“Acreditamos que esses avanços vão continuar surgindo nos próximos anos e ampliando ainda mais o papel dos drones como ferramentas centrais da silvicultura moderna”, conclui.

Seja também um patrocinador da feira Mais Floresta ExpoRibas26. Entre em contato com comercial@maisfloresta.com.br e whatsapp 34-9164-3122 e fale com a Aline Brandão.

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Gigantes chilenas de celulose reforçam infraestrutura no Brasil

Grandes empresas chilenas de celulose estão investindo em infraestrutura no Brasil, em meio a projetos ambiciosos ligados ao setor no maior país da América Latina.

As produtoras Arauco e CMPC avançam com investimentos logísticos para apoiar novas fábricas de celulose no território brasileiro, reforçando ferrovias e terminais portuários voltados à exportação.

A Arauco iniciou a construção de uma linha ferroviária de 47 quilômetros no estado do Mato Grosso do Sul. A empresa planeja investir R$ 2,8 bilhões no projeto.

“O projeto prevê a implantação de um novo trecho ferroviário com 47 quilômetros de extensão, que ligará a futura fábrica da Arauco à Malha Norte. A partir dessa conexão, os trens seguirão até o porto de Santos, em São Paulo, com destino aos mercados internacionais, especialmente Estados Unidos, Europa e Ásia. A infraestrutura foi projetada para movimentar até 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose, por meio da operação de trens com até 100 vagões”, disse o ministério dos Transportes do Brasil em comunicado.

As obras devem ser concluídas até o segundo semestre de 2027.

A linha férrea integra o Projeto Sucuriú, da Arauco. 

No ano passado, o conselho de administração da empresa aprovou um investimento de US$4,6 bi para a construção da primeira fábrica de celulose do grupo chileno no Brasil, a ser instalada no Mato Grosso do Sul, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra de eucalipto por ano. Os recursos abrangem tanto a construção da fábrica quanto a infraestrutura logística associada.

Em janeiro, a produtora chilena de papel e celulose CMPC anunciou o pontapé inicial de um investimento de R$1,5bi para a construção de um terminal portuário no estado do Rio Grande do Sul.

A obra faz parte do Projeto Natureza, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com aporte total superior a R$27 bi.

O terminal, referente a um contrato de concessão de 25 anos, contará com dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194.000 toneladas (t) de celulose. A construção será realizada por meio de uma joint venture entre a CMPC e a Neltume Ports.

O setor brasileiro de celulose tem atraído investimentos expressivos de empresas locais e internacionais, impulsionado pela elevada produtividade das terras do país para o cultivo de eucalipto, principal insumo da indústria.

Informações: BNAmericas

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