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Chuvas favorecem florestas de acácia-negra

Emater aponta estabilidade até o inverno.

O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar aponta que a demanda por produtos florestais segue constante na regional de Lajeado, com manutenção do ritmo de produção de carvão vegetal em razão da procura.

Segundo o relatório, as chuvas têm favorecido o desenvolvimento das florestas de acácia-negra e eucalipto, e os períodos de tempo seco não foram suficientes para comprometer o crescimento das plantas ou provocar perdas de mudas. A tendência é de estabilidade nos preços do carvão e da lenha até a chegada do inverno.

Em Paverama, o carvão retirado na propriedade é comercializado a R$ 2,00 por quilo, enquanto a lenha empilhada na propriedade está cotada a R$ 180,00 por estéreo. Já em Taquari, o valor do carvão retirado na propriedade chega a R$ 2,20 por quilo.

Na regional de Pelotas, as áreas de acácia-negra permanecem estáveis nos últimos anos. O preço da lenha de acácia-negra está em torno de R$ 180,00 por estéreo quando adquirida à beira de estrada interna, podendo alcançar R$ 200,00 nas unidades consumidoras.

Informações: Tarobá

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Suzano registra recorde de vendas e receita líquida bilionária

Empresa registra crescimento de 15% no volume de celulose e papéis.

A Suzano encerrou 2025 com resultados históricos, divulgou em seu balanço anual. Foram vendidas 14,2 milhões de toneladas de celulose e papéis, 15% a mais que em 2024, impulsionando a receita líquida para R$ 50 bilhões. O desempenho foi favorecido pela operação da fábrica em Ribas do Rio Pardo e pelo aumento da produção nas unidades de papel nos Estados Unidos.

O custo caixa de produção de celulose apresentou redução significativa, fechando o ano em R$ 817 por tonelada, nível não visto desde 2021. A estratégia de controle de custos e ganhos de eficiência operacional ajudou a sustentar o desempenho mesmo diante de preços internacionais menos favoráveis. A geração de caixa operacional chegou a R$ 13,9 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 21,7 bilhões, resultando em lucro líquido de R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado caiu para 3,2 vezes em dólar, mantendo trajetória de ajuste gradual. Segundo o presidente Beto Abreu, os números refletem disciplina na execução, foco em eficiência e gestão de custos em um mercado desafiador, com preços da celulose abaixo da média histórica.

O balanço destacou, ainda, o portfólio diversificado da Suzano e a atuação em diferentes regiões, reforçando a robustez operacional e financeira da companhia. O recorde de vendas, receita líquida e controle de custos marcam o desempenho da empresa ao longo de 2025.

Informações: Capital News

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Leilão da Malha Oeste destrava retomada de ferrovias para megafábricas de celulose

Com R$ 89,2 bilhões previstos na concessão, governo federal impulsiona construção de 248 km de shortlines em MS.

O anúncio do leilão da Malha Oeste pelo governo federal consolidou o ambiente regulatório necessário para acelerar a construção das três linhas férreas privadas que vão atender as indústrias de celulose instaladas em Mato Grosso do Sul. Juntas, as shortlines somam 248 quilômetros de extensão e mais de R$ 5 bilhões em investimentos, com a função de alimentar a ferrovia estruturante e garantir o escoamento da produção até os portos marítimos.

Conforme já publicou o Correio do Estado, a concessão da Malha Oeste, trecho de 1.593 quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), prevê R$ 89,2 bilhões em investimentos ao longo de 57 anos. Desse total, R$ 35,7 bilhões serão destinados a investimentos diretos, como trilhos, locomotivas e edificações, e R$ 53,5 bilhões à operacionalização, incluindo manutenção e veículos.

A perspectiva de retomada definitiva da ferrovia estruturante dá sustentação econômica às shortlines privadas, concebidas justamente para conectar as plantas industriais à malha nacional.

A ferrovia em estágio mais avançado é a que atenderá o Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência. O traçado prevê 46 quilômetros até a Malha Norte. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 28% da área necessária já foi desapropriada e 1% da estrutura física estava concluída desde dezembro do ano passado, quando começaram os trabalhos. O contrato de adesão foi assinado em abril do ano passado.

A infraestrutura foi projetada para movimentar até 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose, com operação de trens de até 100 vagões, e investimentos estimados em R$ 2,8 bilhões.

Para viabilizar o fluxo de carga, a Arauco firmou contrato de R$ 770 milhões no início do ano com a montadora Randoncorp para o fornecimento de 750 vagões e 20 locomotivas. Os equipamentos deverão ser entregues ao longo de 19 meses, entre maio de 2026 e novembro de 2027.

No campo ambiental, as licenças prévia e de instalação foram concedidas em novembro do ano passado, com validade até 2029.

Mapa ferroviário de MS

Ferrovias já implantadas e planejadas no Estado

OUTROS PROJETOS

Outro projeto em andamento é a construção da linha férrea entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com extensão de 88,9 quilômetros, pela Eldorado Celulose. O contrato de adesão foi assinado em dezembro de 2021. A autorização federal foi concedida três anos depois, em dezembro de 2024, e a instalação deve começar até dezembro deste ano, quando expira o prazo estabelecido.

A licença de autorização de operação vai até 2031, e o prazo para entrada definitiva em operação é dezembro de 2033.

Para viabilizar o empreendimento, a Eldorado recorreu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou em dezembro passado o valor de R$ 1,05 bilhão. O apoio ocorre por meio da subscrição de R$ 1 bilhão em debêntures de infraestrutura, com emissão coordenada pela própria instituição, além de financiamento de R$ 50 milhões pela linha Finem.

O pedido de licença ambiental foi feito em 2023, e a licença prévia foi concedida em julho de 2024, com validade até 2028.

O terceiro projeto de shortline é da Suzano. Autorizado pelo governo federal em março de 2023, o traçado prevê 111,7 quilômetros de ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com previsão de investimentos de R$ 1,27 bilhão.

Segundo a ANTT, a licença prévia começa a valer em março deste ano, a licença de instalação vai até março de 2028 e o prazo para entrada em operação está previsto para junho de 2032.

No entanto, o processo de licença ambiental no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), aberto em 2024, ainda não resultou na concessão das licenças prévia e de instalação, cenário diferente do observado nos projetos da Arauco e da Eldorado.

De acordo com o Ministério dos Transportes, “por se tratar de shortlines, essas ferrovias têm a função de alimentar a malha estruturante – no caso, a Malha Oeste – fortalecendo o fluxo de cargas e potencializando o escoamento da produção até os portos”, enfatizando, por meio de nota ao Correio do Estado, que “as autorizações em questão [para construção das linhas férreas privadas] não reduzem a demanda da Malha Oeste. Ao contrário, elas se conectam tanto à Malha Oeste quanto à Malha Norte, ampliando a integração da rede”.

INVESTIDORES

Após estruturar o modelo da concessão, o governo federal iniciou a etapa de apresentação do projeto a investidores. Conforme publicado pelo Correio do Estado na semana passada, a Malha Oeste será oferecida em um roadshow fechado a investidores chineses e brasileiros, como forma de testar o apetite do mercado antes da realização do leilão.

Conforme o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, além do roadshow nacional, Campo Grande também receberá uma apresentação oficial do projeto no dia 5 de março. O encontro reunirá representantes do governo federal, estadual e potenciais interessados, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na articulação da ferrovia.

O cronograma segue avançando e a expectativa do governo é levar o projeto à B3 ainda neste ano. “No dia 5 de março, nós vamos fazer uma reunião em Campo Grande para eles apresentarem o projeto também. E o ministro falou para o governador aqui, agora, que vai para a B3 aí desse ano, a expectativa é em novembro”.

A modelagem prevê a divisão da ferrovia em blocos independentes, permitindo que grupos interessados escolham trechos específicos para exploração. A estratégia busca ampliar a competitividade e reduzir riscos de um empreendimento de grande porte.

O leilão, inicialmente previsto para julho, deve ocorrer em novembro, conforme declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, na semana passada.

Com a concessão estruturada e as shortlines em fase de implantação, a Malha Oeste passa a ocupar papel central na nova configuração logística de Mato Grosso do Sul.

Informações: Correio do Estado

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MS Florestal abre vagas para início imediato e realiza entrevistas em dois municípios de MS

As entrevistas em Santa Rita do Pardo e Nova Alvorada do Sul, reforçam a liderança do setor de eucalipto, na geração de empregos em Mato Grosso do Sul.

A MS Florestal, empresa sul-mato-grossense do Grupo RGE, promove nos dias 21, 24 e 25 de fevereiro, um novo ciclo de recrutamento presencial nas regiões de Santa Rita do Pardo, Nova Alvorada do Sul e distrito de Prudêncio Thomaz, respectivamente. A companhia busca profissionais para as funções de Operador de Máquinas (Plantio e Silvicultura) e Auxiliar de Serviços Gerais em Campo, sendo que esta última categoria é para início imediato, com a finalidade de para atender o começo da fase de colheita das operações no “Vale da Celulose”.

As entrevistas em Santa Rita do Pardo acontecerão no Paço Municipal, na Rua Vitor Meirelles, 89. Já em Nova Alvorada do Sul, acontecerão na Rua Antônio Carlos, 1195, anexo à sede da assistência social. E em Prudêncio Thomaz, será na subprefeitura, na Rua Euzébio Thomas Leme. As ações ocorrem em um cenário de protagonismo econômico do setor florestal, que se consolidou como o principal motor de empregabilidade do agronegócio sul-mato-grossense. Dados do encerramento de 2025 indicam que a cada dois empregos gerados pela agropecuária no estado, um está ligado diretamente ao cultivo de eucalipto.

Para Helen Branício Guarini e Silva, Coordenadora de Recrutamento e Seleção da MS Florestal, as contratações integram ações que visam a sustentabilidade social. “Nossa política entende que contribuir diretamente para o desempenho social da região é primordial. Não há espaço para desenvolver dentro de Mato Grosso do Sul sem devolver contribuições diretas às comunidades. Ao abrirmos vagas para início imediato e investirmos em capacitação, transformamos o morador local em protagonista de um setor que hoje lidera o crescimento do estado”, destaca.

Com um quadro superior a 2,2 mil colaboradores diretos no estado, a MS Florestal oferece um dos pacotes de benefícios mais competitivos do setor, incluindo planos médico e odontológico, auxílio farmácia, seguro de vida, cartão alimentação, refeição no local, participação nos lucros (PLR) e suporte ao bem-estar via programas como o Wellhub e o Levemente.

Serviço:

Ação: Entrevistas presenciais para Operador de Máquinas e Auxiliar de Serviços Gerais Campo (Início Imediato).

21 de fevereiro, das 8h às 12h

Santa Rita do Pardo. Rua Vitor Meirelles, 89 – Paço Municipal.

24 de fevereiro, das 8h às 12h

Nova Alvorada do Sul. Rua Antonio Carlos, 1195 – Anexo à Assistência Social.

25 de fevereiro, das 8h às 12h

Prudêncio Thomaz (distrito de Nova Alvorada do Sul). Rua Euzébio Thomas Leme – Subprefeitura.

Canal de Contato: (67) 99963-5230

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John Deere anuncia aquisição de propriedade intelectual e ativos relacionados da Risutec Oy

A John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, anuncia a aquisição da propriedade intelectual e de ativos relacionados às soluções de plantio mecanizado de árvores da Risutec Oy, fabricante finlandesa de equipamentos industriais. A conclusão da transação está prevista para fevereiro de 2026.

O movimento reforça a estratégia de crescimento da companhia no segmento florestal e amplia sua capacidade de oferecer soluções de reflorestamento mais produtivas, seguras e sustentáveis.

“A incorporação da tecnologia da Risutec Oy representa um avanço importante para nossa atuação em silvicultura. A combinação da experiência global da John Deere com a especialização em plantio mecanizado fortalece nosso portfólio e acelera a transição para operações mais eficientes e baseadas em tecnologia”, afirma Roberto Marques, diretor da divisão de Florestal da John Deere para América Latina.

As soluções adquiridas ampliam as alternativas ao plantio manual, contribuindo para reduzir a exposição dos trabalhadores a condições climáticas adversas, terrenos complexos e outros riscos operacionais, ao mesmo tempo em que elevam os níveis de produtividade nas operações.

As plantadoras podem ser configuradas para diferentes ambientes operacionais e integradas a softwares de silvicultura de precisão, possibilitando maior controle, análise de dados e otimização das operações. A comercialização e o suporte técnico serão realizados pela rede global de distribuidores John Deere e Waratah.

Suzano

Suzano registra recorde de vendas e ganho de eficiência operacional em 2025

Receita alcançou R$ 50 bilhões e custo caixa atingiu menor patamar anual desde 2021.

Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, divulga hoje o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25) e ao fechamento do ano com recorde anual no volume de vendas e na receita. Além disso, registrou queda no custo caixa de produção de celulose no período, o que comprova a eficiência operacional da empresa.

As vendas de celulose e diferentes tipos de papéis atingiram 14,2 milhões de toneladas, alta de 15% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado sobretudo pelo forte ritmo de produção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS), em operação a partir de julho de 2024, e das unidades de papéis localizadas nos Estados Unidos. Como resultado, a receita líquida anual da Suzano alcançou o patamar recorde de R$ 50 bilhões em 2025.

O foco consistente da companhia em eficiência e controle de custos também contribuiu para uma queda relevante no custo caixa de produção de celulose. Excluindo paradas, o indicador anual ficou em R$ 817 por tonelada, no menor patamar anual desde 2021.

A eficiência operacional também contribuiu para que a Suzano registrasse geração de caixa operacional de R$ 13,9 bilhões em 2025, mesmo diante de um cenário de preços menos favorável no mercado global. O Ebitda ajustado anual somou R$ 21,7 bilhões. Na última linha do balanço, o resultado ficou positivo em R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou dezembro de 2025 em 3,2 vezes em dólar, com leve queda em relação ao índice de 3,3 vezes registrado no fechamento do terceiro trimestre.

“Seguimos focados em eficiência operacional, gestão de custos e geração de caixa. Diante de condições de mercado desafiadoras ao longo de 2025, com o preço da celulose em patamares inferiores à média histórica, estes resultados refletem a consistência e a disciplina da nossa execução com o objetivo de ampliarmos nossa competitividade”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.

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LD Celulose supre demanda energética com energia mais limpa e redução de emissões, por meio do uso de gás natural

A LD Celulose, joint venture entre a austríaca Lenzing e a brasileira Dexco, anuncia o início da operação de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) realizada pela Edge, empresa do Grupo Cosan. A iniciativa rompe barreiras geográficas e leva gás natural a regiões sem acesso à malha de gasodutos — entre elas, o Triângulo Mineiro, onde está localizada a planta da LD Celulose.

Pelo acordo, a LD Celulose receberá 100 mil m³/dia de gás natural equivalente, garantindo o suprimento de energia do forno de cal e reforçando o compromisso da companhia com eficiência, competitividade e sustentabilidade.

A operação logística conduzida pela Edge conecta o Terminal de Regaseificação de GNL de São Paulo (TRSP), na Baixada Santista, ao interior de Minas Gerais por meio de modal rodoviário. 

A companhia também opera frota própria de caminhões equipados com tanques de duplo isolamento para manter o GNL a -162°C durante longos percursos. Na planta da LD Celulose foi instalada uma Unidade Autônoma de Regaseificação (UAR) interligada à rede interna, assegurando fornecimento contínuo de gás natural.

A iniciativa marca o começo da oferta estruturada de gás natural da Edge para indústrias localizadas fora da malha de gasodutos (mercado off-grid), abrindo uma nova rota de desenvolvimento industrial e de descarbonização no país.  “Este é um modelo pioneiro que leva gás natural liquefeito por transporte rodoviário a partir de um terminal de GNL conectado ao mercado global, garantindo segurança de suprimento, escala e flexibilidade para acompanhar o crescimento da demanda industrial e do transporte pesado”, afirma Demétrio Magalhães, CEO da Edge. “Com essa operação, aceleramos a maturidade da infraestrutura de gás no Brasil e ampliamos o acesso a uma energia mais competitiva e sustentável, chegando a regiões onde o gás natural nunca esteve disponível.”

“Para a LD Celulose, este acordo é estratégico e consolida ainda mais nosso pilar de sustentabilidade”, afirma Silvio Costa, CEO da LD Celulose. “Somos uma empresa responsável e conectada às necessidades do mundo moderno, atenta a processos em que o uso sustentável dos insumos é aplicado com rigor. Esta parceria segue este princípio, reforçando nossos investimentos em uma matriz energética mais econômica e limpa, que se soma às demais iniciativas relacionadas à sustentabilidade”, finaliza.

Acotepac-2026 (Pequeno)

ExpoAcotepac 2026: Valmet apresenta eficiência operacional e novas soluções para o mercado latino-americano

Multinacional finlandesa traz soluções tecnológicas que visam reduzir o impacto ambiental das operações, aliando sustentabilidade e alto rendimento.

Nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, acontece, em Cali, na Colômbia, a 34ª edição do Congresso Internacional & ExpoAcotepac, organizado pela Associação Colombiana de Técnicos da Indústria de Celulose, Papel e Cartão. Consolidado como um dos mais importantes eventos da América Latina para o mercado de papel, o foco da Valmet está em tecnologias de descarbonização, redução do impacto ambiental e otimização de processos na fabricação de tissue e papel cartão.

Nesse contexto, a Valmet, líder global em tecnologias, automação e serviços para a cadeia de valor de papel, cartão e tissue, leva ao debate técnico soluções que contribuem para mitigar o impacto ambiental das operações, sem comprometer a competitividade. Entre os destaques, estão novas abordagens para vestimentas de máquinas de papel — componentes essenciais projetados para diminuir o consumo de energia e água —, tecnologias de aplicação por cortina para ajustes mais precisos para packaging, e a oferta única do mercado, que fornece soluções completas para fabricantes e convertedores de tissue, desde o cavaco até o produto final, além do lançamento do novo processo de gofragem, o Warm-up Next.

“A Valmet tem um compromisso forte com o mercado colombiano, oferecendo um portfólio completo de máquinas, soluções e serviços para todos os portes de convertedores e produtores de papel e celulose, incluindo as pequenas e médias empresas que são uma parte importante do cenário industrial local. Estamos prontos para impulsionar a eficiência, a sustentabilidade e aprimorar a qualidade do produto de cada cliente”, ressalta Hector Rios, Diretor das Regiões México & Caribe da Valmet.

A multinacional finlandesa estará presente nos estandes 11, 12, 28 e 29, com sua equipe de especialistas, para apresentar as principais soluções e tecnologias. Com o mais abrangente portfólio de produtos e serviços do setor, a Valmet reúne expertise e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva do papel e tissue. Essa abordagem fortalece uma parceria estratégica sólida, capaz de gerar novas oportunidades de negócios e de aprimorar o atendimento ao cliente, com flexibilidade, qualidade do produto e agilidade, independentemente do porte ou das necessidades de cada operação.

Paralelamente à feira, a Valmet realizará três apresentações no congresso internacional. Os conteúdos abordarão a oferta global e integrada para clientes de papel e tissue, além de estratégias, tecnologias e tendências que vêm moldando o setor. 

Confira os temas de 2026 que serão apresentados no Salão Ritz, do Hotel Dann Carlton:

Quarta-feira (25/2), às 14h30 

Combinação única na fabricação e conversão de tissue: do pioneirismo ao alto rendimento

Palestrante: Joselino Júnior, Executivo de Contas da Valmet 

Quinta-feira (26/2), às 10h45

Próximos passos para reduzir o impacto ambiental das vestimentas para máquinas de papel 

Palestrante: Williams Marcelo Verdugo Campos, Gerente de Produto da Valmet

Sexta-feira (27/2), às 9h

Aplicador (Sizer) em nip duro com aplicação por cortina 

Palestrante: Claudio Vitali, Gerente de Vendas e Tecnologia da Valmet

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Suzano reverte prejuízo e lucra R$ 116 mi no 4º tri; mantém restrição sobre produção

A Suzano (SUZB3) divulgou nesta terça-feira queda no resultado operacional do quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024, em um desempenho praticamente em linha com o esperado pelo mercado, segundo dados da LSEG.

A companhia, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, ainda afirmou em fato relevante que manterá neste ano volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% menor do que a capacidade nominal anual, sustentando estratégia adotada em meados do ano passado.

“Essa decisão fundamenta-se na avaliação de que a retomada do volume marginal não proporcionaria retorno adequado para a companhia”, afirmou a Suzano.

A empresa afirmou que a queda no Ebitda na comparação anual deveu-se em parte à depreciação do dólar ante o real e à queda do preço líquido médio da celulose. A empresa compensou os efeitos em parte com aumento no volume vendido e um custo caixa menor, atingindo o nível mais baixo desde o final de 2021.

Segundo a Suzano, o custo caixa do quarto trimestre de produção de celulose, um importante indicador do setor, caiu 3,6%, para R$778 por tonelada, sem incluir efeitos de parada de manutenção. Incluindo as paradas, o custo caixa do quarto trimestre foi 8% menor que um ano antes, a R$809 por tonelada.

A empresa teve lucro líquido de R$116 milhões, revertendo prejuízo de R$6,7 bilhões sofrido no quarto trimestre de 2024, apoiada em parte em efeitos cambiais que impactam o resultado financeiro.

A receita líquida somou R$13,1 bilhões, queda anual de 8%. A empresa vendeu 3,4 milhões de toneladas de celulose no quarto trimestre, alta de cerca de 4% sobre um ano antes, mas o preço médio foi 8% menor na mesma comparação.

Analistas, em média, esperavam que a Suzano apresentasse faturamento de R$12,5 bilhões no quarto trimestre.

A companhia terminou dezembro com alavancagem financeira de 3,2 vezes em dólares ante 2,9 vezes no final de 2024.

Informações: InfoNews

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Acordo Mercosul-UE pode aumentar o controle da origem da madeira brasileira 

Em entrevista à CNN Money nesta terça-feira (10), a presidente da AMIF (Associação Mineira de Indústria Florestal), Adriana Maugeri, destacou que o setor florestal de Minas Gerais vê o acordo entre Mercosul e União Europeia como uma oportunidade para aumentar o controle sobre a origem da madeira produzida no Brasil. Segundo ela, a medida pode trazer avanços além do campo econômico, contribuindo para a regulação e sustentabilidade do setor.

“O acordo traz um reforço ao que a Europa já coloca como regras, principalmente para garantir a rastreabilidade de produtos brasileiros, principalmente que eles tenham garantia que são livres de desmatamento”, afirmou.

O acordo estabelece metas ambientais importantes, como a redução do desmatamento em 50% em um curto prazo, o que está alinhado com os compromissos firmados pelo Brasil na COP30. A expectativa é alinhar a produtividade com a rastreabilidade, para desincentivar a venda de madeira fruto de desmatamento.

Desafios da rastreabilidade

Um dos principais desafios apontados pela presidente da Amif é a diferença entre as metodologias brasileiras e europeias para definir o que é desmatamento. “No Brasil, a gente tem uma legislação ambiental muito rica, muito vasta, tanto federal quanto em todos os estados”, explicou Malgeri, destacando que há casos de “desmatamento legal” autorizados pela legislação brasileira, mas que a Europa pode interpreta como desmatamento.

Essa diferença de entendimento cria obstáculos para que o Brasil comprove que os produtos são livres de desmatamento segundo os critérios europeus. “A metodologia nossa não está sendo respeitada a toda a legislação brasileira, que é muito mais rigorosa, inclusive do que vários países europeus”, destacou.

Malgeri ressalta que o setor florestal de Minas Gerais demonstra que é possível conciliar produção e conservação. No estado, a cultura de floresta plantada supera a produção agrícola local, são 2.3 milhões de hectáres plantados. “E ao mesmo tempo nós somos a atividade econômica que mais conserva a vegetação no estado de Minas, mais de 1 milhão e 300 mil hectares”, relatou.

O futuro do setor florestal

O setor entende que a China, um dos principais destinos comerciais do setor, tem sinalizado buscar autossuficiência em papel e celulose. No entanto, Maugeri aponta que esse processo demanda tempo e tecnologia, áreas em que o Brasil tem vantagem competitiva.

“A China vem mostrando estratégias com vários produtos, além da madeira, de autossuficiência. Ela tem uma diversidade de território, diversidade de clima, diversidade de consumo”, analisa. Porém, segundo a presidente da Amif, o país asiático enfrenta desafios como a necessidade de equilibrar a produção de alimentos e madeira no território. Ela destaca que, com a aproximação da China a outros países asiáticos, o Brasil ganha outros concorrentes nesse mercado.

Como alternativa à possível redução das exportações de celulose para a China, Malgeri aposta na diversificação dos compradores e dos usos da madeira. “A madeira é material do futuro. Ela produz desde combustível, energia, tecido, alimento. Você pode produzir mais de 5 mil bioprodutos por meio da madeira”, ressaltou. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), até 2050 o consumo de madeira deve dobrar.

Informações: CNN

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MS: pastagens degradadas caem 52% com políticas públicas e crédito rural 

Estado reduz áreas de baixo vigor e amplia recuperação com uso de tecnologias e programas estruturantes.

O estado do Mato Grosso do Sul registrou redução das áreas de pastagens com baixo vigor entre 2010 e 2024. Dados do MapBiomas, analisados pela Coordenadoria de Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), mostram queda de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares no período, redução de cerca de 52%.

O avanço ocorre em um contexto em que o Estado ainda possuía, em 2023, aproximadamente 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

A condição dessas áreas está associada à expansão histórica da pecuária extensiva, à baixa lotação animal, ao manejo inadequado e à falta de reposição de nutrientes, além da presença de solos arenosos e de períodos prolongados de seca.

Tecnologias e sistemas produtivos

A redução das áreas de baixo vigor é atribuída à adoção de tecnologias, ao uso de práticas de conservação do solo e à implementação de sistemas produtivos como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Em Mato Grosso do Sul, os sistemas integrados já ultrapassam 3,6 milhões de hectares.

Parte das áreas com pastagens de baixo vigor permanece no Pantanal, em regiões de campo nativo localizadas em zonas de uso restrito, classificadas como áreas de resguardo ambiental e não passíveis de alteração conforme a legislação. As análises por imagens de satélite também sofrem influência da sazonalidade, principalmente em períodos de estiagem, o que afeta os índices de vegetação utilizados na avaliação do vigor das pastagens.

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Políticas públicas e financiamento

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o enfrentamento do problema envolve políticas públicas e integração entre governo, produtores e setor produtivo.

“Mato Grosso do Sul tem clareza do tamanho do desafio, mas também das oportunidades. A recuperação de pastagens degradadas é estratégica para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Estamos atuando com planejamento, base técnica e instrumentos financeiros para apoiar o produtor rural nessa transição”, afirmou.

Entre os instrumentos de apoio está o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Em 2023, o FCO destinou mais de R$ 500 milhões a projetos de correção do solo e recuperação de pastagens na modalidade FCO Rural. Desse total, mais de R$ 180 milhões foram aplicados em reforma de pastagens, em 93 cartas-consulta, e cerca de R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo.

“A melhoria nestes índices está relacionada a adoção de novas tecnologias e investimentos na recuperação das pastagens e correção do solo. Temos políticas públicas e obviamente estamos usando o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que tem sido o grande financiador de recuperação de áreas degradadas”, disse Verruck.

Programas estaduais em execução

O Governo do Estado atua por meio de programas como o Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (Prosolo), voltado à recuperação da fertilidade do solo, ao controle de processos erosivos e à adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores.

Precoce MS incentiva a produção de carne bovina e concede bonificações a produtores que adotam práticas de manejo de pastagens, diversificação de forrageiras, reposição de nutrientes e análise de solo.

Outro eixo é o Programa Estadual de Irrigação (MS Irriga), que estimula o uso racional da água e tecnologias de irrigação, permitindo a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias. O Plano Estadual ABC+ complementa as ações ao incentivar sistemas ILPF, plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e intensificação da pecuária.

“Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em sistemas de ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Isso mostra que é possível produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às demandas do mercado e da sociedade”, afirmou Verruck.

Informações: Giro do Boi / Canal Rural

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Florestas estão ficando mais rápidas, mais frágeis e menos capazes de salvar o planeta

Estudo global revela que o avanço de árvores de crescimento rápido está enfraquecendo os ecossistemas florestais.

À primeira vista, pode parecer uma boa notícia: as florestas do mundo estão crescendo mais rápido. No entanto, por trás desse aparente avanço, esconde-se um fenômeno preocupante. Ecossistemas florestais estão se tornando mais simples, homogêneos e vulneráveis, com perda progressiva de espécies essenciais para a estabilidade ambiental.

Uma análise global publicada na revista científica Nature Plants, baseada em dados de mais de 31 mil espécies de árvores, mostra que as florestas estão sendo dominadas por árvores de crescimento acelerado. Essas espécies, embora eficientes em colonizar áreas degradadas, não conseguem substituir o papel ecológico das árvores de crescimento lento, que funcionam como a verdadeira espinha dorsal dos ecossistemas. Alguns pontos centrais ajudam a entender a gravidade do cenário:

  • Redução da biodiversidade florestal;
  • Maior presença de espécies exóticas e naturalizadas;
  • Menor capacidade de armazenamento de carbono;
  • Aumento da vulnerabilidade a secas, pragas e eventos extremos.

Quando crescer rápido não significa ser resiliente

À primeira vista, pode parecer uma boa notícia: as florestas do mundo estão crescendo mais rápido. No entanto, por trás desse aparente avanço, esconde-se um fenômeno preocupante. Ecossistemas florestais estão se tornando mais simples, homogêneos e vulneráveis, com perda progressiva de espécies essenciais para a estabilidade ambiental.

Uma análise global publicada na revista científica Nature Plants, baseada em dados de mais de 31 mil espécies de árvores, mostra que as florestas estão sendo dominadas por árvores de crescimento acelerado. Essas espécies, embora eficientes em colonizar áreas degradadas, não conseguem substituir o papel ecológico das árvores de crescimento lento, que funcionam como a verdadeira espinha dorsal dos ecossistemas. Alguns pontos centrais ajudam a entender a gravidade do cenário:

  • Redução da biodiversidade florestal;
  • Maior presença de espécies exóticas e naturalizadas;
  • Menor capacidade de armazenamento de carbono;
  • Aumento da vulnerabilidade a secas, pragas e eventos extremos.

Quando crescer rápido não significa ser resiliente

As chamadas árvores “velocistas” possuem folhas mais leves e madeira menos densa, o que permite crescimento acelerado. Contudo, essa vantagem vem acompanhada de um custo ecológico: elas são mais sensíveis a estresses climáticos e têm vida útil mais curta. Como resultado, as florestas passam a perder estabilidade a longo prazo.

Por outro lado, árvores de crescimento lento apresentam madeira densa, folhas espessas e grande longevidade. São justamente essas espécies que garantem resiliência climática, proteção do solo e manutenção dos ciclos da água. Além disso, elas são fundamentais para sustentar cadeias ecológicas complexas, especialmente em regiões tropicais.

A expansão silenciosa das espécies exóticas

Outro fator crítico é a disseminação de espécies arbóreas não nativas. Essas árvores se adaptam facilmente a ambientes degradados, mas tendem a competir com espécies locais por luz, água e nutrientes. Com isso, aceleram o processo de homogeneização florestal, reduzindo a diversidade funcional dos ecossistemas.

Embora pareçam eficientes, essas espécies raramente desempenham os mesmos papéis ecológicos das nativas, o que compromete a saúde ambiental a longo prazo.

As florestas tropicais e subtropicais concentram a maior parte das espécies de crescimento lento e distribuição restrita. Justamente por isso, são também as mais vulneráveis. A destruição desses habitats pode levar à extinção definitiva de árvores que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

Além disso, mudanças climáticas, desmatamento, silvicultura intensiva e comércio global de espécies estão acelerando esse processo, impulsionado diretamente pela atividade humana.

A gestão florestal precisa mudar urgentemente

Modelos ecológicos indicam que, sem intervenção, as florestas do futuro serão mais produtivas no curto prazo, porém menos capazes de cumprir suas funções climáticas. A solução passa por estratégias de conservação que priorizem a proteção de espécies raras e nativas, a restauração de florestas com alta diversidade funcional, a redução da dependência de monoculturas e o planejamento ecológico de longo prazo. Desse jeito, florestas saudáveis não são apenas rápidas: são diversas, estáveis e complexas, e preservar essa complexidade é essencial para garantir o equilíbrio climático do planeta.

Informações: R7

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