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Veracel divulga novas vagas para integrar seu quadro de colaboradores

As inscrições estão abertas na plataforma de recrutamento da empresa.

A Veracel Celulose tem novas oportunidades de trabalho para atuar nas áreas de Manejo Florestal, de Recuperação e Utilidades e de Melhoramento Genético. As inscrições para os processos seletivos devem ser feitas no site da companhia até o dia 23 de fevereiro, por meio de formulários específicos para cada posição. 

A vaga de Auxiliar de Pesquisa Florestal I é destinada a profissionais com ensino Médio Completo e vivência em processos de silvicultura, manejo ou experimentos de campo. É essencial ter conhecimento básico do Pacote Office e capacidade de seguir protocolos técnicos. Ter CNH categoria B e estar cursando ensino técnico ou superior será considerado um diferencial. As atribuições incluem apoio em atividades de campo e laboratório, coleta de amostras de solo e vegetação, além da organização de dados em planilhas.  

Já para a vaga de Operador Área l (Caldeira de Recuperação), espera-se que as pessoas candidatas tenham Ensino Técnico em Produção de Celulose, Celulose e Papel ou áreas correlacionadas, conhecimento do Pacote Office, conhecimento da ferramenta LIMS, conhecimento básico de SAP, conhecimento em Processos Industriais, proatividade, organização e planejamento, autodisciplina e habilidades interpessoais. As atribuições da posição incluem ações de monitoramento e de limpeza dos tanques de químicos do tratamento de água das Caldeiras, a fim de manter o perfeito funcionamento da Caldeira de Recuperação/Evaporação.  

Por fim, a posição de Auxiliar Pesquisa Florestal llé voltada para compor a equipe da Coordenação Melhoramento Genético.  Esta ou este profissional será responsável por garantir a irrigação do nosso viveiro de pesquisa, com a flexibilidade de apoiar outras atividades essenciais de pesquisa e desenvolvimento florestal. Espera-se das pessoas candidatas o Ensino Médio completo, conhecimento em processos de produção de mudas; disponibilidade de atuação na escala 6×1, proatividade, autodisciplina, trabalho em equipe e habilidades interpessoais. 

A empresa oferece salários compatíveis com o mercado, além de benefícios como assistência médica e odontológica, cesta de Natal, consignado, ginástica laboral, previdência privada, programa de remuneração variável, programa de treinamentos, restaurante interno, seguro de vida e vale-alimentação. 

O processo seletivo será conduzido de acordo com os pilares de Diversidade e Inclusão da companhia, e compreende avaliações de perfil e entrevistas com o RH e a área técnica, sendo todas as etapas eliminatórias. A Veracel encoraja candidaturas de pessoas de diferentes raças, etnias, deficiências, gêneros e orientações sexuais, reafirmando seu compromisso com um ambiente de trabalho pautado no respeito e na transparência.

Auxiliar de Pesquisa Florestal l – Coordenação Manejo Florestal –  Página da Vaga | Auxiliar Pesquisa Florestal I (Inscrições até 23/02).

 Operador Área l Caldeira de Recuperação – Coordenação Recuperação e Utilidades  – Página da Vaga | Operador Área I Caldeira de Recuperação (Inscrições até 23/02).

 Auxiliar de Pesquisa Florestal ll – Coordenação Melhoramento Genético – Página da Vaga | Auxiliar Pesquisa Florestal ll (Inscrições até 23/02). 

Acesse e siga também o LinkedIn da Veracel para informações de outras vagas.

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Projeto em madeira engenheirada expressa visão contemporânea de arquitetura educacional em escola de São Sebastião (SP)

A Escola Municipal Prof.ª Nair Ribeiro de Almeida nasce da escuta do contexto local e propõe novos vínculos entre educação, território e natureza.

O projeto da Escola Municipal Prof.ª Nair Ribeiro de Almeida, em São Sebastião (SP), nasce de um princípio essencial: ouvir antes de projetar. Inserida no contexto de reconstrução do município após as fortes chuvas no litoral norte paulista, a nova unidade educacional foi desenvolvida a partir da escuta ativa da comunidade de Juquehy, considerando os anseios de professores, alunos e moradores do entorno.

Assinado pelo arquiteto Fernando Brandão, cuja trajetória inclui mais de quatro décadas dedicadas a projetos de escolas públicas no Brasil e no exterior, o projeto entende a escola como um espaço que vai além da função pedagógica. A proposta busca transformar o edifício em um patrimônio comunitário, capaz de acolher, criar pertencimento e fortalecer vínculos, refletindo a identidade local e a relação com o território.

A madeira engenheirada foi escolhida como sistema construtivo e como elemento central da experiência espacial. A estrutura aparente define os ambientes, cria atmosferas mais acolhedoras e contribui diretamente para o conforto térmico e acústico, aspectos fundamentais para o processo de ensino e aprendizagem.

O uso do sistema industrializado possibilitou rapidez na execução, precisão construtiva e redução de impactos ambientais, com madeira proveniente de florestas plantadas e manejadas de forma responsável.

“A escola precisa ser um patrimônio da comunidade. Para isso, a arquitetura tem que ser próxima, afetiva e sensível às pessoas”, afirma Brandão. Na Escola Nair Ribeiro, essa abordagem se traduz em espaços que valorizam a luz natural, a relação com o exterior e a sensação de proximidade com o natural, mesmo em um contexto urbano.

A estrutura em madeira foi fornecida pela Urbem, especialista em sistemas construtivos industrializados. Para Ana Belizário, diretora comercial da empresa, o projeto evidencia o potencial da madeira em edificações educacionais. “A madeira engenheirada reúne desempenho estrutural, sustentabilidade e qualidade ambiental, contribuindo para escolas mais saudáveis e adequadas ao processo de ensino e aprendizagem”, destaca.

Mais do que uma solução técnica, o projeto expressa uma visão contemporânea de arquitetura educacional: aquela que reconhece o contexto social, valoriza o território e entende o espaço construído como ferramenta ativa na formação humana. Em um cenário de desafios ambientais e urbanos, a escola se apresenta como um exemplo de como a arquitetura pode reconectar pessoas, natureza e comunidade.

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Celulose dispara a economia de MS e Simpacems ajuda jovens com vagas de emprego nas maiores fábricas do Estado

O Simpacems atua ao lado das empresas associadas, valorizando e fortalecendo iniciativas que promovem educação, qualificação profissional e desenvolvimento humano em Mato Grosso do Sul, pilares essenciais para o crescimento do setor e da sociedade.

A expansão do setor de celulose já colocou Mato Grosso do Sul na primeira colocação nacional no ranking de exportação. Dados apresentados pelo Ibá mostram que o Estado pode ser o destino de ao menos quatro novos empreendimentos do setor de celulose até o ano de 2032, expansão que demandaria a criação de quase 100 mil novos empregos no setor, sendo aproximadamente 24 mil diretos e outros 69 mil indiretos.

O volume de vagas previsto leva em consideração apenas a operação das unidades, sem levar em conta os empregos que serão gerados durante o processo de construção das fábricas. Com tantos empreendimentos, o que não falta é emprego em Três Lagoas e região, atualmente já conhecida como Vale da Celulose.

Três Lagoas conta com duas fábricas, sendo a Suzano e a Eldorado. Ribas do Rio Pardo recentemente também inaugurou uma Suzano. Agora, mais uma indústria do setor está em fase de construção, sendo uma Arauco em Inocência e uma Bracell também será construída em Bataguassu.

QUALIFICAÇÃO

Durante o pico de obras de uma fábrica, é preciso mão de obra de 12 mil trabalhadores. Pessoas de todo o Brasil e até de outros países chegam a Mato Grosso do Sul em busca de novas oportunidades de emprego.

Diariamente, vagas de emprego são divulgadas e as empresas precisam se reinventar para conseguirem mão de obra qualificada. As indústrias oferecem cursos e algumas chegam até a pagar para os funcionários se qualificarem.

O Simpacems (Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Estado do Mato Grosso do Sul) é um aliado nessa jornada, sempre buscando qualificar os profissionais do setor. Afinal, educação básica é um pilar estratégico para o desenvolvimento da indústria.

O avanço da tecnologia, da automação e da inovação exige profissionais cada vez mais preparados. Ainda assim, o Brasil convive com um desafio estrutural: cerca de 1 em cada 4 jovens não concluiu a educação básica, o que limita o acesso ao mercado de trabalho, à qualificação e ao crescimento profissional.

Diante dos desafios da educação básica, empresas têm assumido um papel ativo ao incentivar a retomada dos estudos. No setor de papel e celulose, essas iniciativas geram impactos reais, mais oportunidades internas, acesso à qualificação e fortalecimento do desenvolvimento humano, contribuindo para a competitividade, o desenvolvimento regional e um mercado de trabalho mais preparado.

O Simpacems atua ao lado das empresas associadas, valorizando e fortalecendo iniciativas que promovem educação, qualificação profissional e desenvolvimento humano em Mato Grosso do Sul, pilares essenciais para o crescimento do setor e da sociedade.

OPORTUNIDADE

O setor de papel e celulose em Mato Grosso do Sul segue gerando oportunidades e fortalecendo a cadeia industrial do Estado. As empresas associadas ao Simpacems estão com vagas abertas em diferentes áreas, reforçando o compromisso com o desenvolvimento regional, a geração de empregos e a valorização de profissionais qualificados.

CLICANDO AQUI, você pode se candidatar nas grandes empresas do setor da celulose de Mato Grosso do Sul, como a Eldorado, Suzano, Embalagens São José e Sylvamo.

Informações: Perfil News


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Madeira é o caminho realista para reduzir emissões

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência técnica, ambiental e, cada vez mais, econômica. Em um cenário em que o setor da construção responde por uma parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa, repensar materiais e métodos construtivos não é apenas desejável, é urgente.

A madeira engenheirada surge como uma alternativa concreta, escalável e altamente estratégica para a construção sustentável. Não se trata apenas de “construir com madeira” por apelo estético ou por tendência. Trata-se de uma mudança estrutural, no sentido literal da palavra, capaz de reduzir impactos ambientais, otimizar recursos e contribuir ativamente para o combate às mudanças climáticas.

Um dos grandes diferenciais da madeira, quando comparada a materiais tradicionais, é sua origem renovável. Diferentemente do aço e do concreto, cuja produção demanda alta energia e gera emissões expressivas, a madeira vem de um recurso que pode ser cultivado e manejado de forma responsável.

Mais do que isso, ao longo de seu crescimento, a árvore captura dióxido de carbono da atmosfera e o armazena em sua estrutura. Esse carbono permanece estocado mesmo após a transformação do tronco em produto industrial, como vigas, painéis e elementos estruturais.

Na prática, isso significa que uma edificação em madeira engenheirada carrega em si um atributo ambiental raro na engenharia contemporânea, deixando de ser apenas um consumo de recursos ao atuar como um reservatório de carbono ao longo de sua vida útil.

Quando falamos sobre reduzir emissões, muitas vezes pensamos apenas em cortar excessos. A madeira amplia essa lógica, oferecendo também uma oportunidade de compensação natural e eficiente, desde que associada a uma cadeia produtiva responsável.

Os desafios ambientais atuais não se resolvem com discursos, mas com métricas e entregas. A madeira engenheirada atende essa necessidade por ser uma solução com menor pegada de carbono em seu ciclo de vida, especialmente quando comparada a sistemas convencionais. Isso tem implicações diretas para projetos que buscam certificações e compromissos ambientais robustos, como LEED, metas de net-zero e outras diretrizes de desempenho sustentável.

Mais do que cumprir requisitos técnicos, o uso de madeira engenheirada facilita uma abordagem mais consistente de construção de baixo carbono, seja pela redução de emissões incorporadas nos materiais, seja pela maior eficiência de obra e menor desperdício. Para arquitetos, engenheiros e construtoras, isso significa uma vantagem competitiva clara: sustentabilidade deixa de ser apenas um discurso e se torna um critério mensurável, com impacto real no valor do empreendimento e na sua aderência às exigências do mercado e da sociedade.

Sustentabilidade também é sobre inteligência de recursos e a madeira engenheirada, por ser produzida com alto controle industrial e tecnologia aplicada, permite maior precisão, padronização e desempenho estrutural. Isso se traduz em obras mais organizadas, com redução de perdas, melhor previsibilidade e otimização logística.

Quando a construção se torna mais eficiente, o impacto ambiental diminui naturalmente, porque o desperdício é, quase sempre, um sintoma de um sistema mal planejado.

É importante reforçar que a sustentabilidade não está apenas no material final, mas em toda a cadeia de produção. Por isso, quando falamos deste material como aliado climático, falamos também de manejo responsável, rastreabilidade e compromisso com boas práticas florestais e industriais. O potencial positivo da madeira se amplia quando ela é produzida com origem certificada, transparência de processo e responsabilidade socioambiental.

A construção civil tem um papel decisivo na forma como o mundo responderá às mudanças climáticas. E isso exige escolhas práticas, acessíveis e replicáveis, não só ideias inspiradoras. A madeira engenheirada representa uma dessas escolhas ao aliar desempenho técnico, eficiência construtiva e benefícios ambientais consistentes: ajuda a reduzir emissões, otimiza recursos, viabiliza práticas mais sustentáveis e amplia o potencial de inovação no setor.

Mais do que uma tendência, é uma resposta real a uma necessidade global. Porque, no fim, sustentabilidade não pode ser apenas uma intenção estética: precisa ser estrutural.

Por Ana Belizário, diretora da Urbem / Estadão

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O que está por trás do “fogo do céu” lançado por helicópteros no combate aos incêndios?

A tática conhecida como “fogo contra fogo” é usada em situações extremas e exige planejamento rigoroso.

Helicópteros jogam “fogo do céu” para combater incêndios porque, em determinadas situações, o próprio fogo pode ser usado como aliado no controle das chamas.

A cena impressiona: a aeronave sobrevoa uma área já devastada e lança pequenos focos incandescentes no solo. Para quem assiste de longe, parece que está começando outro incêndio. Mas, na prática, trata-se de uma técnica planejada e executada por equipes especializadas.

Esses helicópteros são usados principalmente em regiões de difícil acesso, onde caminhões e brigadistas não conseguem chegar com rapidez. Eles transportam água, espumas e retardantes químicos para reduzir a intensidade das chamas.

Por que parece que helicópteros estão espalhando incêndio

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram aeronaves lançando pontos de fogo do alto, o que leva muita gente a acreditar que estariam provocando queimadas.

Na realidade, a técnica faz parte de uma operação chamada queima de contenção, também conhecida internacionalmente como backfire.

Funciona assim: os especialistas iniciam um fogo controlado em uma faixa estratégica do terreno para consumir a vegetação seca antes que a frente principal do incêndio chegue. Sem combustível disponível, as chamas perdem força e diminuem de intensidade.

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Quando vista isoladamente, sem o contexto da operação em solo, a cena realmente dá a impressão de que o helicóptero está “ateando fogo”. Mas o objetivo é justamente o contrário: impedir que o incêndio avance.

Como funciona o combate aéreo com água e retardantes

Na maioria das ocorrências, os helicópteros utilizam grandes reservatórios de água acoplados à aeronave ou baldes flexíveis presos por cabos, que permitem captar água em rios, lagos e represas. Em poucos minutos, o equipamento é reabastecido e volta ao foco do incêndio.

Além da água, são usados retardantes químicos, geralmente avermelhados, que ajudam a reduzir a velocidade de propagação do fogo.

Esses produtos criam uma espécie de barreira protetora sobre a vegetação, dificultando que novas áreas sejam atingidas e dando tempo para que as equipes em terra ampliem aceiros e consolidem linhas de contenção.

“Fogo contra fogo”: por que queimar pode salvar áreas maiores

A lógica é simples: o incêndio precisa de material seco para continuar avançando. Se parte desse material é queimada de forma controlada antes da chegada da frente principal, cria-se uma área sem combustível.

Essa decisão não é improvisada. Técnicos monitoram vento, umidade do ar, relevo e intensidade das chamas antes de autorizar a queima controlada.

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Em áreas de difícil acesso, o helicóptero pode lançar pequenas cargas incandescentes em pontos estratégicos para completar a linha de contenção, sempre com coordenação das equipes em solo.

Quais recursos os helicópteros utilizam

A água é o recurso mais conhecido, usada para resfriar a vegetação e reduzir a temperatura das chamas. Espumas especiais aumentam a aderência da água e retardam sua evaporação, tornando o efeito mais duradouro.

Já os retardantes de longo prazo são aplicados principalmente em grandes incêndios florestais, criando faixas de proteção que desaceleram significativamente o avanço do fogo. Essas operações são comuns em regiões que enfrentam períodos de seca severa e altas temperaturas.

Mitos, riscos e a principal causa dos incêndios

Embora o objetivo seja conter as chamas, o uso de aeronaves exige planejamento rigoroso. O deslocamento de ar provocado pelas hélices pode espalhar brasas se a manobra não for bem coordenada. Por isso, as operações seguem protocolos técnicos e envolvem comunicação constante entre pilotos e brigadistas.

Ainda assim, investigações oficiais ao redor do mundo apontam que a maioria dos incêndios florestais começa por ação humana — seja por descuido, queima irregular de lixo, uso inadequado de equipamentos ou incêndios criminosos. A ideia de que helicópteros estariam provocando queimadas deliberadamente não encontra respaldo técnico.

Quando parece que uma aeronave está “jogando fogo do céu”, na verdade ela pode estar executando uma das estratégias mais complexas e arriscadas do combate a incêndios. É uma medida extrema, usada justamente quando a situação já saiu do controle e cada minuto faz diferença para evitar uma tragédia maior.

Informações: Gazeta SP

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Sulboro leva tecnologia em fertilizantes à base de boro para a Mais Floresta Expo Ribas

Empresa apresenta soluções nutricionais para elevar a produtividade florestal.

A Sulboro confirma presença na Mais Floresta Expo Ribas com a expectativa de fortalecer o diálogo com os diferentes segmentos da cadeia florestal e apresentar suas tecnologias voltadas ao manejo nutricional.

Segundo a empresa, a feira é uma oportunidade estratégica para ampliar conexões e demonstrar, na prática, o impacto da nutrição adequada na produtividade das florestas plantadas.

“Nossa expectativa é que a feira tenha um bom público, que pessoas responsáveis pelos diversos segmentos florestais estejam presentes para que possamos ter a oportunidade de lhes apresentar nossas tecnologias”, destaca a empresa.

Linha completa de fertilizantes à base de boro

Durante o evento, a Sulboro apresentará sua linha de fertilizantes à base de boro voltada às operações florestais, com destaque para os produtos Borotop, Borotop Plus e Borotop Gran.

“A Sulboro irá apresentar na feira nossa linha de fertilizantes à base de Boro para as mais diversas operações florestais”, informa a empresa.

As soluções são desenvolvidas para atender diferentes etapas do manejo nutricional, com foco em eficiência, uniformidade de aplicação e melhor desempenho das plantas em campo.

Boro: nutriente-chave para estrutura e produtividade

A empresa reforça que o boro desempenha papel essencial no desenvolvimento das florestas plantadas. Ao lado do cálcio, o nutriente atua como “construtor celular”, sendo determinante para a formação estrutural das plantas.

“No caso específico do Boro, esse nutriente juntamente com o Cálcio são ‘construtores celulares’. Portanto, a adequada nutrição com Boro permite que a planta construa todas as suas estruturas morfológicas — tecido, raiz, vasos do xilema, floema, folhas — perfeitamente e de forma rápida, entregando maior produção de biomassa”, explica.

O manejo correto contribui diretamente para o fortalecimento das estruturas vegetais, maior crescimento e melhor resposta produtiva.

Desafio nutricional nas florestas brasileiras

De acordo com a Sulboro, o boro é considerado o nutriente mais limitante para a produtividade dos solos brasileiros, inclusive em áreas agrícolas mais férteis. No segmento florestal, que frequentemente ocupa solos mais marginais, o desafio se torna ainda maior.

“O Boro é o nutriente mais limitante das produtividades dos solos brasileiros. Já no caso das florestas que ocupam solos mais marginais, a importância do manejo adequado de Boro se faz ainda mais importante”, afirma a empresa.

Análises recentes realizadas pela Sulboro indicam que o manejo do nutriente ainda é subvalorizado no setor florestal, abrindo espaço para ganhos expressivos de produtividade.

“Podemos contribuir de sobremaneira com florestas mais produtivas e saudáveis”, conclui.

A participação na Mais Floresta Expo Ribas reforça o compromisso da empresa com o avanço tecnológico e o fortalecimento do manejo nutricional como pilar para o desenvolvimento sustentável das florestas plantadas no Brasil.

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Mato Grosso do Sul intensifica ações de prevenção a incêndios florestais

Prevenção, treinamento e tecnologia são foco para reduzir incêndios florestais.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) inicia a preparação da Operação Pantanal 2026, com ações de prevenção e combate a incêndios florestais nos biomas do Estado, que incluem Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. O trabalho envolve manutenção e vistoria de equipamentos, testes de novos recursos, como drones com sensor de calor, e treinamento das equipes.

Segundo o major Eduardo Teixeira, subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), a pré-temporada é dedicada a “treinamento, capacitação dos militares e readequação dos materiais, visando sempre estar pronto quando for necessário”. O capitão Samuel Pedrozo destaca a importância da manutenção dos equipamentos e testes operacionais para garantir atuação eficiente em todo o território sul-mato-grossense.

Entre as estratégias de prevenção estão a instalação de brigadas de incêndio em propriedades rurais, reativação de bases avançadas e queimas prescritas nos parques estaduais do Pantanal do Rio Negro e das Nascentes do Rio Taquari. “As brigadas disponibilizam conhecimento, equipamentos e técnicas para que moradores e comunidades possam se preparar, reduzindo danos em caso de sinistros”, explicou o major.

O risco de incêndios é potencializado pelo fenômeno El Niño, que aumenta a temperatura e altera o padrão de chuvas. Por isso, o Estado mantém planejamento estratégico com uso de tecnologia, mobilização de equipes por terra e ar e ações preventivas, visando reduzir a ocorrência de focos de calor e proteger a fauna, flora e áreas sensíveis da região.

Informações: Capital News


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BNDES aprova financiamento de R$ 122,55 mi para a Klabin

Recursos vão financiar 14 projetos de inovação até 2027.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 122,55 milhões para a Klabin, empresa brasileira do setor de papel e celulose com ações negociadas na Bolsa. Os recursos, de acordo com a coluna Painel S.A., do jornal Folha de São Paulo, serão destinados a 14 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), com foco em ampliar a produtividade, fortalecer a sustentabilidade e aumentar a competitividade da companhia. Segundo o banco de fomento, a iniciativa está alinhada às diretrizes de estímulo à indústria nacional e busca impulsionar tecnologias e processos mais eficientes no setor.

Investimentos em inovação e sustentabilidade

Parte do montante será aplicada na otimização do processo produtivo da celulose e no aprimoramento das propriedades dos papéis utilizados na fabricação de embalagens, com o objetivo de oferecer desempenho diferenciado. O financiamento também contempla iniciativas voltadas à viabilização da reciclagem e ao avanço de soluções ambientais.

De acordo com o BNDES, os investimentos pretendem consolidar ganhos de eficiência industrial e ampliar o desenvolvimento de tecnologias verdes, reforçando a posição da empresa no mercado nacional e internacional.

Pesquisa florestal e adaptação climática

Cerca de R$ 41 milhões serão direcionados a projetos de pesquisa florestal. Entre as ações previstas estão o melhoramento genético de eucalipto e pínus, além de iniciativas para elevar a qualidade da madeira.

Os resultados esperados incluem avanços no manejo de pragas e doenças e o desenvolvimento de soluções inovadoras para adaptação e tolerância a fatores climáticos adversos, fortalecendo a resiliência das florestas plantadas.

Projetos até 2027 no Paraná e em Santa Catarina

Os projetos financiados serão executados até junho de 2027 nas unidades industriais de Telêmaco Borba (PR) e Otacílio Costa (SC).

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o alinhamento do aporte com a política industrial do país. “Este é mais um financiamento aderente à Nova Indústria Brasil, cujos recursos permitirão que a maior produtora e exportadora brasileira de papéis para embalagens realize investimentos em tecnologias verdes inovadoras para desenvolver novas aplicações para seus produtos”, afirmou.

Segundo a Klabin, o investimento reforça o objetivo de consolidar a empresa como referência em soluções renováveis no Brasil e no exterior, ampliando sua atuação em inovação e sustentabilidade no setor de papel e celulose.


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Eucalipto avança no Brasil e MS se consolida como epicentro da nova fronteira florestal 

Estudo de 2024 aponta que esses empreendimentos podem gerar até 24 mil empregos diretos e indiretos, reforçando o papel estratégico do estado na economia florestal brasileira.

Por: Nathália Santos / Perfil News

O Brasil encerrou 2024 com 8,1 milhões de hectares plantados com eucalipto, consolidando a espécie como a principal cultura florestal do país, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O crescimento recente tem endereço certo: Mato Grosso do Sul, hoje o principal eixo de expansão da silvicultura nacional.

A região Sudeste concentra 43% das plantações (cerca de 3,5 milhões de hectares), seguida pelo Centro-Oeste, com 22%. No ranking estadual, Minas Gerais permanece na liderança, com 2,2 milhões de hectares (27% do total), reflexo da tradição na produção de carvão vegetal e celulose.

Mas é o Mato Grosso do Sul que mais chama atenção. O estado já soma 1,5 milhão de hectares (19% da área nacional) e respondeu por 80% dos 234 mil novos hectares plantados em 2024. O avanço é impulsionado por uma nova onda de investimentos industriais que vem consolidando o chamado “Vale da Celulose”.

Entre os principais projetos estão:

– Projeto Cerrado, da Suzano, em Ribas do Rio Pardo;

– Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência;

– Nova fábrica da Bracell, em Bataguassu;

– Expansão da unidade da Eldorado Brasil, em Três Lagoas.

Estudo de 2024 aponta que esses empreendimentos podem gerar até 24 mil empregos diretos e indiretos, reforçando o papel estratégico do estado na economia florestal brasileira.

Enquanto isso, São Paulo mantém posição estratégica como um dos principais produtores, com crescimento orgânico da área plantada no último ano.

Pinus segue concentrado no Sul

Os plantios de pinus totalizaram 1,9 milhão de hectares em 2024, com leve retração de 2%, especialmente no Paraná.

Diferentemente do eucalipto, 89% das áreas estão concentradas na região Sul (1,69 milhão de hectares), favorecida por condições edafoclimáticas ideais.

Fora do Sul, São Paulo abriga os maiores plantios da espécie, com 154,2 mil hectares.

Outras espécies ganham espaço

Além de eucalipto e pinus, cerca de 500 mil hectares são destinados a outras espécies florestais. Destaque para:

– Hevea brasiliensis (seringueira): 247 mil hectares, em crescimento;

– Tectona grandis (teca): segunda maior área, com leve redução;

– Acácia (acácia) e Araucaria angustifolia (araucária): ambas em expansão.

Estrutura fundiária e mercado

A maior parte da área plantada pertence à indústria de celulose e papel, seguida por produtores independentes.

Cerca de 74% das florestas estão em áreas próprias das indústrias, complementadas por arrendamentos, parcerias e contratos de fomento. Apenas 5% da madeira é adquirida via mercado spot, o que garante segurança no abastecimento e previsibilidade ao setor.

Os produtores independentes destinam madeira para múltiplos usos: secagem de grãos, geração de energia térmica, cerâmica e extração de óleos essenciais para cosméticos e medicamentos.

Produtividade entre as maiores do mundo

A produtividade média do eucalipto em 2024 foi estimada em 34,4 m³/ha.ano, com idade média de 6,8 anos, uma das maiores do mundo. O estado menos produtivo registrou 20 m³/ha.ano, enquanto o mais produtivo alcançou 41,3 m³/ha.ano.

No caso do pinus, a média nacional foi de 31,1 m³/ha.ano, com idade média de 16,2 anos.

Esse desempenho é resultado de décadas de investimento em pesquisa, mecanização, agricultura de precisão, melhoramento genético e Manejo Integrado de Pragas (MIP), dentro do conceito de Intensificação Sustentável, que alia ganhos de produtividade à geração de valor ambiental e social.

ILPF: Mato Grosso do Sul como referência nacional

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) somou 65,7 mil hectares em 2024, sendo 55% concentrados no Centro-Oeste, principalmente no Mato Grosso do Sul. O Sudeste aparece em seguida (18%), puxado por Minas Gerais.

Cerca de 73% da área total corresponde a sistemas de Integração Floresta-Pecuária (IFP). O Mato Grosso do Sul reúne mais de 27 mil hectares de IFP, consolidando-se como referência nacional na adoção da técnica.

A ILPF contribui para:

– Mitigação de gases de efeito estufa;

– Recuperação de áreas degradadas;

– Aumento da fertilidade do solo;

– Maior resiliência climática e produtividade integrada.

MS no centro da nova geografia florestal

Os dados da Ibá mostram uma mudança clara na geografia da silvicultura brasileira. Se Minas Gerais mantém a liderança histórica, é o Mato Grosso do Sul que hoje simboliza a nova fronteira de crescimento, combinando expansão industrial, geração de empregos, ganhos de produtividade e inovação em sistemas integrados.

Com novos projetos industriais em andamento e protagonismo na ILPF, o estado se consolida não apenas como grande produtor de madeira plantada, mas como hub estratégico da bioeconomia florestal brasileira.

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Startup transforma micro-organismo do solo pantaneiro em bioinsumo para a silvicultura

Do Pantanal à celulose, empresa fecha acordo com a indústria florestal.

Uma pesquisa iniciada em 2015, a partir do isolamento de um micro-organismo no solo do Pantanal, começa a ganhar escala industrial em Mato Grosso do Sul. A startup Pantabio firmou acordo de pesquisa, desenvolvimento e inovação para adaptar um bioinsumo à base de trichoderma à silvicultura, um dos setores mais estratégicos da economia estadual.

O projeto é resultado de uma trajetória que começou no meio acadêmico. O engenheiro agrônomo Tiago Calves Nunes, CEO da empresa, teve o primeiro contato com o fungo durante o doutorado na Unesp de Ilha Solteira (SP). Depois, aprofundou os estudos na Espanha e na Itália, com pesquisadores especializados em controle biológico.

“O trichoderma já é conhecido no mundo inteiro, mas a gente nunca tinha pensado em isolar microrganismos da região do Pantanal”, afirma. A escolha não foi aleatória. Segundo ele, as condições extremas do bioma — períodos de inundação, estiagens prolongadas e queimadas — podem favorecer a seleção de cepas mais resistentes ao estresse climático, como altas temperaturas.

De volta ao estado, Calves iniciou um pós-doutorado na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em parceria com a pesquisadora Dra. Mércia Ikarugi Bomfim Celoto, hoje sua sócia. A equipe isolou 50 microrganismos do solo pantaneiro, fez a identificação molecular e selecionou os mais promissores para testes em laboratório e, depois, em campo.

A Pantabio tornou-se a primeira startup incubada dentro da UEMS. O processo incluiu mentorias e apoio de instituições como Sebrae, Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação(Semadesc) e a incubadora Fênix.

Desafios e Avanços da Startup

A transição do laboratório para o mercado foi um dos principais desafios. “Na graduação e na pós, a gente é treinado para ser pesquisador ou professor. O maior desafio foi mudar a chave e enxergar que a pesquisa também pode virar negócio”, diz.

O avanço mais recente é a assinatura de contrato com a Embrapii, em parceria com empresas do setor florestal, como Arauco e MS Florestal. O objetivo é adaptar o bioinsumo à produção de eucalipto, em um momento em que Mato Grosso do Sul consolida-se como polo da celulose no país.

Apostas para o Futuro

A aposta da empresa é que o uso de microrganismos adaptados às condições locais possa contribuir para aumentar a produtividade sem ampliar a área plantada, reduzindo impactos ambientais e respondendo aos desafios das mudanças climáticas.

Informações: RCN 67

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Indústria de papel e celulose cresce mais de 10% em Minas

Em 2025, resultado significativo está ligado à expansão das exportações das duas gigantes do setor no Estado; entre os maiores desafios do setor estão alta dos custos de mão de obra e de insumos.

Diferentemente do que ocorreu em 2024, quando recuou 0,8%, a produção da indústria de celulose, papel e produtos de papel em Minas Gerais subiu 10,1% em 2025, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo maior avanço entre as atividades observadas pelo levantamento, atrás do de veículos automotores (12,1%), o que chama a atenção.

Esse resultado significativo está ligado à expansão das exportações das duas empresas do setor em Minas Gerais consideradas gigantes, segundo o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão no Estado de Minas Gerais, Antônio Baggio. Ele afirma que, entre as intermediárias, que são algumas, observou-se uma alta menor, de cerca de 3%, e, entre as centenas de pequenas, o incremento foi ainda menos intenso, de 2%.

De acordo com o executivo, as gigantes no Estado são a Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) e a LD Celulose. A primeira produz celulose branqueada de fibra curta de eucalipto no município de Belo Oriente, no Vale do Rio Doce, enquanto a outra tem fábrica de celulose solúvel em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.

“Como estas duas empresas citadas cresceram mais e representam muito mais no faturamento, é natural que ‘levantem’ o índice”, destaca. “As empresas menores sofreram com aumentos de custos e falta de mão de obra”, pondera.

As intermediárias, conforme Baggio, são, por exemplo, a Paraibuna Embalagens – fabricante de papel para embalagens e papelão ondulado em Juiz de Fora, na Zona da Mata – e a Klabin – que produz embalagens de papel ondulado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Já no grupo das pequenas, figuram empresas como a Imballaggio, que fabrica sacos de papel em Lagoa Santa, também na RMBH.

Alta nos custos e escassez de trabalhadores

Sobre os desafios que parte do setor enfrentou, o executivo explica que o papel e as aparas de papel, com as quais se faz papel reciclado, subiram, em média, 18% no ano passado. Além disso, houve aumento dos salários. Esses fatores fizeram os custos crescerem.

Já a escassez de trabalhadores, na visão de Baggio, tem relação com os programas de assistência social do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo. O vice-presidente do Sinpapel diz que, “longe de ajudar os necessitados ou incapazes”, com o que o sindicato concorda, essas iniciativas “acabam beneficiando preguiçosos em sua maioria”.

Copa do Mundo e eleições devem impor obstáculos em 2026

Analisando o cenário para a indústria mineira de papel e celulose em 2026, Baggio crê em um novo cenário de crescimento para o mercado de celulose de fibra curta. No entanto, para os convertedores, isto é, as empresas que transformam papel em sacos e chapas de papelão ondulado em caixas, o ano tende a ser negativo, na avaliação dele.

O executivo afirma que os convertedores sofrerão muita quebra de produção com a Copa do Mundo, época em que o dinheiro do consumidor “some”. Também serão afetados por um agravamento da falta de mão de obra devido às eleições, pois, nesses períodos, existem muitos empregos informais concorrendo com os formais e atraindo os trabalhadores.


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Indústria de papel e celulose segue em expansão e reforça a necessidade de eficiência energética

Estudos apontam que segmento é responsável por 16% do consumo industrial de energia no Brasil. Demanda cada vez maior vai exigir uso estratégico de eletricidade para manter competitividade do setor.

O segmento de papel e celulose no Brasil e no mundo segue em trajetória de crescimento, impulsionado por fatores estruturais como urbanização, aumento da classe média global, mudanças no perfil de consumo e maior demanda por materiais recicláveis e de base florestal. Ao mesmo tempo, a expansão de capacidade produtiva e os novos investimentos previstos ampliam um desafio já conhecido do setor: o alto consumo de energia e a pressão constante sobre os custos operacionais.
Segundo Alisson D´Agostin, gerente técnico da Eletron Energia, o consumo específico do setor ajuda a dimensionar a importância da busca por eficiência energética. A produção de celulose pode demandar cerca de 600 kWh por tonelada, enquanto a transformação em papel exige aproximadamente mais 800 kWh por tonelada. Nesse contexto, pequenos ganhos percentuais se traduzem em impactos relevantes no custo final do produto, influenciando diretamente a competitividade, a previsibilidade operacional e o cumprimento de metas de sustentabilidade.
Estudo divulgado pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel mostra continuidade de crescimento global e protagonismo brasileiro do setor. No cenário internacional, a demanda por celulose permanece aquecida, com destaque para a China, que responde sozinha por mais de 31% do consumo global, superando a Europa, com 21%, e a América do Norte, com 17%. As preocupações ambientais e a busca por soluções mais sustentáveis reforçam o papel estratégico da indústria de base florestal, mesmo em um contexto de incertezas políticas que afetam o comércio global.
O Brasil ocupa uma posição de destaque nesse cenário. Entre 2005 e 2024, a produção brasileira de celulose cresceu a uma taxa média de 4,9% ao ano, com tendência de continuidade nesta década. Nesse mesmo período, o perfil do setor se tornou ainda mais exportador: se em 2005 cerca de 53% da produção era destinada ao mercado externo, em 2024 essa participação alcançou 73%, consolidando o país como o maior exportador mundial de celulose. Apenas em 2024, a produção cresceu 5,2% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações avançaram 2,8% e o consumo aparente interno saltou 12,4%, atingindo o maior volume desde 2005. A China concentrou 44% das exportações brasileiras, seguida pela Europa, com 27%.

Energia como fator crítico de competitividade
Esse ritmo contínuo de crescimento traz consigo um impacto direto sobre o consumo energético. O setor de papel e celulose é um dos maiores consumidores de energia elétrica da indústria brasileira. De acordo com o estudo “A indústria de papel e celulose no Brasil e do Mundo”, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em conjunto com a Agência Internacional de Energia, o segmento responde por 16% de todo o consumo industrial de energia elétrica no país. Em 1970, essa participação era de apenas 5%, o que representa um crescimento médio de 5,4% ao ano até 2020.
Com a perspectiva de novos projetos e ampliações de plantas industriais nos próximos anos para absorver essa expansão constante da produção, a energia deixa de ser apenas um insumo básico e passa a ocupar um papel estratégico. Para Alisson D´Agostin, da Eletron, ainda é comum encontrar projetos que subestimam a importância do planejamento energético, priorizando a redução do investimento inicial em detrimento da eficiência ao longo da vida útil da planta. Esse tipo de decisão pode resultar em desperdícios recorrentes e margens pressionadas à medida que a produção aumenta.

Investimentos e expansão da capacidade produtiva
Para sustentar esse ritmo de crescimento nos próximos anos, o setor projeta investimentos robustos. Estão previstos R$ 105,4 bilhões em aportes no Brasil entre 2024 e 2028, incluindo projetos já concluídos, em andamento ou em fase de implantação. No longo prazo, a combinação entre crescimento demográfico, avanço tecnológico, novas aplicações para a celulose e a centralidade do tema da sustentabilidade indica que a tendência de expansão deve se manter tanto no Brasil quanto no mercado global.
A eficiência energética, segundo Alisson, exige também visão de longo prazo, engenharia aplicada ao processo e, muitas vezes, um investimento inicial maior, compensado por ganhos consistentes e duradouros. “Indústrias que planejam bem o uso da energia conseguem crescer com maior controle de custos, evitando que a expansão da produção venha acompanhada de perdas energéticas”, afirma.

Trabalho especializado
Embora o planejamento interno da empresa visando economizar no consumo de energia seja um passo importante, ele raramente é suficiente para capturar todo o potencial de economia. “A experiência mostra que os melhores resultados surgem a partir de diagnósticos baseados em dados, medições em campo e projetos de engenharia focados nas particularidades de cada processo industrial”, ressalta Alisson, da Eletron. É nesse ponto que a atuação de empresas especializadas se torna decisiva, seja para otimizar plantas antigas, seja para desenhar novas unidades já com sistemas energéticos mais eficientes desde a concepção.
Especializada na elaboração e execução de projetos de eficiência energética para o setor industrial, a Eletron Energia atua de forma integrada, desde o diagnóstico inicial até a execução e o comissionamento das soluções. O processo começa com estudos de viabilidade técnica, que identificam as reais necessidades de cada planta, e avança para o desenvolvimento de projetos que priorizam a redução do consumo específico de energia, medido em kWh por tonelada, sem comprometer a confiabilidade operacional. As soluções incluem automação de equipamentos e sistemas, substituição de motores por versões de alta eficiência e otimizações em sistemas de climatização e processos produtivos.

Informações: Diário Indústria e Comércio


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