
Mulheres são a força estratégica da restauração florestal brasileira
O protagonismo das mulheres é reforçado quando criamos espaços seguros para sua participação na tomada de decisões coletivas, promovemos oportunidades de capacitação nas áreas de gestão e liderança.
A restauração florestal no Brasil consolidou-se como uma das principais estratégias de enfrentamento da crise climática, de recuperação de ecossistemas e de fortalecimento das economias rurais. Nesse processo, a participação das mulheres tem sido decisiva em etapas estratégicas da cadeia da restauração, como a coleta e o beneficiamento de sementes, o manejo de viveiros comunitários e a organização dos arranjos produtivos locais que sustentam os projetos nos territórios.
Estudo da Embrapa Florestas, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF) e da RAIS, indica que, entre 2010 e 2021, as mulheres responderam por cerca de 21% da força de trabalho formal do setor florestal brasileiro. Pode parecer pouco, mas esses dados adquirem maior relevância quando analisados à luz das desigualdades históricas de acesso das mulheres à terra, ao crédito e à assistência técnica no campo.
Nesse contexto, a restauração florestal tem se mostrado um campo fértil para o protagonismo comunitário, e especialmente, feminino. Projetos bem-sucedidos têm sido capazes de promover o desenvolvimento econômico, fortalecendo e diversificando os meios de vida locais, seja através da oferta de empregos na própria cadeia da restauração, ou do desenvolvimento de cadeias de valor a partir de recursos da sociobiodiversidade.
O beneficiamento de sementes nativas, etapa estratégica da cadeia da restauração, constitui-se essencialmente como uma atividade de base familiar e comunitária, sendo que as mulheres representam cerca de 60% dos coletores de sementes em todo o país, de acordo com levantamento da Rede de Sementes do Cerrado (RSC). Na maioria das redes e grupos de coletores, as mulheres respondem não apenas pela coleta em si, mas pela organização dos grupos, pelo controle de qualidade, pela gestão dos recursos e pela transmissão de conhecimentos locais e tradicionais.
Essa contribuição ocorre em meio a uma rotina marcada pela sobreposição de afazeres. As mulheres rurais conciliam o trabalho produtivo no campo com o cuidado da casa, dos filhos, dos idosos, a gestão da alimentação, o manejo dos quintais produtivos e, muitas vezes, atividades comunitárias e associativas. Nesse contexto, a coleta de sementes nativas configura-se como uma atividade complementar às demais práticas produtivas, ampliando e diversificando as fontes de renda das famílias envolvidas.
O engajamento feminino não ocorre por acaso. Ele se conecta à trajetória histórica das mulheres na agricultura familiar, no manejo agroecológico e na conservação da biodiversidade. Ao longo de gerações, foram elas as principais responsáveis pela diversificação produtiva, pelo cuidado com o solo, pela seleção de sementes e pela manutenção de sistemas agrícolas mais resilientes – competências que dialogam diretamente com os princípios da restauração florestal em larga escala.
Além disso, iniciativas de base comunitária tendem a criar ambientes mais favoráveis à liderança feminina do que modelos produtivos altamente mecanizados ou concentradores de renda. Arranjos de governança adequados e abordagens colaborativas promovem confiança e inclusão, e permitem que mulheres assumam posições centrais na produção, na articulação local e na gestão coletiva. Esse envolvimento nas atividades de restauração ecológica e conservação ainda aflora valores relacionais e de pertencimento ao território.
A experiência da Ressemear, rede de coletores de sementes nativas vinculada ao Instituto Black Jaguar, ilustra essa dinâmica. Com ampla participação feminina, mais de 70% dos coletores capacitados e atuantes são mulheres da agricultura familiar, demonstrando como projetos de restauração podem, simultaneamente, recuperar paisagens e promover inclusão social.
O protagonismo natural das mulheres é reforçado quando criamos espaços seguros para sua participação na tomada de decisões coletivas, promovemos oportunidades de capacitação nas áreas de gestão e liderança, garantimos remunerações justas e a distribuição equitativa de benefícios, além de incentivarmos a participação dos jovens – filhos e netos – nas atividades da rede de sementes. Valorizar a participação feminina na restauração florestal não é apenas reconhecer uma realidade já existente. É compreender que a efetividade das metas ambientais brasileiras passa, necessariamente, pelo fortalecimento dessas lideranças, com igualdade de acesso a oportunidades. Sem equidade de gênero, não há restauração em escala nem sustentabilidade de longo prazo.
Fonte: O Eco

Plano de Desenvolvimento Florestal avança em Mato Grosso
Grupo de trabalho define metas e indicadores do Plano de Desenvolvimento Florestal para ampliar investimentos e segurança jurídica no setor.
O Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso avançou para uma nova etapa técnica após a 2ª reunião do grupo de trabalho responsável pela elaboração do documento, realizada na terça-feira (4), conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) para consolidar o documento-base que orientará a política florestal do estado.
Conforme apurado pela reportagem em informações oficiais da Sedec-MT, a reunião discutiu ajustes técnicos no Plano de Desenvolvimento Florestal, incluindo a definição de metas, indicadores e um plano de ação estruturado. A proposta busca ampliar a segurança jurídica para investidores e produtores florestais, além de garantir previsibilidade regulatória diante das exigências de licenciamento ambiental e da comprovação de origem sustentável da matéria-prima utilizada por indústrias do setor.
Setor florestal e investimentos
Durante a reunião técnica, foram apresentados dados sobre a retomada de investimentos em florestas plantadas no estado. Segundo a Sedec-MT, projetos voltados à expansão da base florestal já foram encaminhados ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) por meio de cartas-consulta aprovadas nas etapas preliminares de análise.
O Plano de Desenvolvimento Florestal pretende estruturar políticas públicas que estimulem a produção sustentável de madeira e derivados, ao mesmo tempo em que fortaleçam cadeias industriais ligadas ao setor. A estratégia inclui integração entre governo, produtores rurais, indústria e instituições de financiamento.
Diretrizes para competitividade e sustentabilidade
A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec-MT, Linacis Vogel Lisboa, afirmou em nota oficial que a consolidação do plano representa um avanço estratégico para a política florestal estadual.
“A construção do Plano de Desenvolvimento Florestal representa um passo estratégico para Mato Grosso ao estabelecer diretrizes claras para o crescimento do setor, conciliando produção e sustentabilidade. O PDEF contribui para ampliar a competitividade, atrair novos investimentos e garantir maior previsibilidade aos empreendedores”, declarou a gestora.
Segundo o cronograma apresentado durante a reunião, as instituições participantes terão até 13 de março para encaminhar contribuições técnicas ao documento. Após a consolidação das sugestões, uma nova versão do Plano de Desenvolvimento Florestal será submetida à validação final, com previsão de publicação ainda neste mês.
O que é o Plano de Desenvolvimento Florestal
O Plano de Desenvolvimento Florestal é um instrumento de planejamento voltado à organização da cadeia produtiva de florestas plantadas e manejo sustentável. Entre os objetivos do plano estão:
- estimular a expansão de florestas plantadas para suprimento industrial;
- fortalecer a segurança jurídica para investimentos no setor;
- integrar políticas ambientais e econômicas ligadas ao uso sustentável da terra;
- definir metas e indicadores de crescimento da base florestal.
Fonte: Cenário MT

Com destaque para a celulose, exportações de MS atingem US$ 1,43 bilhão
Mato Grosso do Sul registrou US$ 1,43 bilhão em exportações no acumulado até fevereiro de 2026 e manteve superávit de US$ 902,38 milhões na balança comercial. O resultado reflete a força das cadeias agroindustriais do Estado, com destaque para a celulose (32,31% da pauta exportadora), carne bovina fresca (22,2%) e soja (13,79%), que lideram as vendas externas sul-mato-grossenses. Os dados constam na Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de fevereiro, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base nas informações do sistema Comexstat.
Um dos destaques do período está no comportamento das importações. Pela segunda vez na série histórica sul-mato-grossense, o gás natural deixou de ser o principal produto importado pelo Estado. O item de maior participação nas compras externas passou a ser “caldeiras de geradores de vapor”, responsáveis por 23,72% das importações, seguido pelo gás natural (23,62%) e pelo cobre (7,5%). No acumulado do ano, as importações somaram US$ 530,57 milhões, valor 35,36% superior ao registrado no mesmo período de 2025, movimento associado principalmente à aquisição de bens de capital e equipamentos industriais.
Para o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, o desempenho da balança comercial demonstra a capacidade produtiva e a dinâmica de investimentos na economia sul-mato-grossense. “Mato Grosso do Sul mantém crescimento no volume exportado e amplia investimentos industriais, evidenciados pelo aumento das importações de bens de capital. Esse movimento demonstra a expansão das cadeias produtivas e a consolidação do Estado como um dos principais polos agroindustriais do país”, afirma.
Segundo o relatório da Semadesc, as exportações cresceram 1,74% em valor na comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, o volume embarcado apresentou expansão mais expressiva, de 14,26%, totalizando 3,86 milhões de toneladas. A diferença entre os indicadores revela redução no preço médio das exportações no mercado internacional.
Do ponto de vista setorial, todos os segmentos registraram aumento nas quantidades exportadas. A agropecuária apresentou crescimento de 17,4% no volume e aumento de 9,62% nos preços. Já a indústria de transformação registrou alta de 6,27% nas quantidades e de 3,12% nos preços exportados. A única exceção foi a indústria extrativa, que apresentou queda de 49,05% nos preços de exportação, mesmo com aumento de 24,68% no volume embarcado. O resultado reflete o comportamento do mercado internacional de minérios, especialmente a redução nas cotações do minério de ferro.
Entre os destinos das exportações sul-mato-grossenses, a China permanece como principal parceiro comercial, absorvendo 37,76% das vendas externas do Estado. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 10,16%, e os Países Baixos, com 4,4% de participação. No recorte por municípios, Três Lagoas lidera o ranking de exportações, respondendo por 21,63% do total exportado. Na sequência aparecem Ribas do Rio Pardo (14,85%), Dourados (9,22%) e Campo Grande (8,99%).

MS Florestal, da Bracell, acelera contratações no Vale da Celulose à espera da fábrica de R$ 16 bi
Em entrevista ao AgFeed, Amanda Barrera, líder de RH da companhia, afirma que número de empregados em Mato Grosso do Sul aumentou 57% no último ano, confirmando boom de vagas proporcionadas pelo cultivo do eucalipto, que responde por metade das vagas geradas na agropecuária do estado.
Os projetos bilionários do setor florestal seguem movimentando a economia de Mato Grosso do Sul, que vem sendo chamado de “Vale da Celulose”, embora nem todos avancem no ritmo esperado, inicialmente.
Entre investimentos já feitos e anúncios de aportes que ainda estão por vir, o estado estaria recebendo cerca de R$ 90 bilhões para expandir o plantio de eucalipto e a fabricação de papel e celulose.
Resumo
- MS Florestal, do grupo Bracell, ampliou quadro em 57%; setor lidera geração de empregos no agro de Mato Grosso do Sul.
- Plantios de eucalipto da companhia preparam abastecimento da futura fábrica de celulose da Bracell, estimada em R$ 16 bilhões.
- Formação de florestas plantadas respondeu por 55% das vagas da agropecuária no estado em 2025
Um dos players que chegou ao MS em 2021 com planos de crescer foi a Bracell, multinacional pertencente ao grupo RGE (Royal Golden Eagle), de Cingapura.
As atividades de plantio de florestas da empresa vêm sendo intensificadas ano a ano. Em 2023, o braço da Bracell que atua em Mato Grosso do Sul ganhou uma nova marca e, somente no estado, a empresa passou a ser chamada de MS Florestal.
Por enquanto, as atividades seguem restritas à silvicultura na região, com três polos principais, que são os municípios de Bataguassu, Água Clara e Nova Alvorada do Sul. Também há um escritório na capital, Campo Grande.
A expectativa, porém, é que todo o investimento em produção de eucalipto seja apenas uma preparação para abastecer a futura fábrica da Bracell que, segundo informações mais recentes, deve ser construída em Bataguassu.
A Bracell confirma que está conduzindo os trâmites para viabilizar um novo projeto industrial, o que envolve estudos e autorizações legais, incluindo a questão socioambiental. Quando houver a construção, a previsão é de um investimento de R$ 16 bilhões, sendo que o pico das obras vai demandar 12 mil trabalhadores.
Enquanto isso não ocorre, o trabalho vai avançando no interior.
Equipe da MS Florestal: em um ano, força de trabalho aumentou 57%
Amanda Barrera, gerente sênior de Recursos Humanos da MS Florestal
“Eu cheguei aqui em junho de 2023, quando mudou a marca. A gente tinha 600 colaboradores e agora temos 2,3 mil. Então a gente vem expandindo muito”, afirmou Amanda Barrera, gerente sênior de Recursos Humanos da MS Florestal, em entrevista ao AgFeed.
As contratações vêm sendo aceleradas, segundo a executiva. Entre janeiro de 2025 e o início deste ano, o número de funcionários da companhia no estado saltou de 1,4 mil para 2,3 mil, um avanço de 57%.
A MS Florestal não divulga os dados de área cultivada, atualmente. Na época em que houve o anúncio da intenção de construir uma fábrica, junto com o governo do estado, estimava-se que seriam 50 mil hectares de produção.
Na conversa com o AgFeed, no entanto, a gerente de RH foi clara: “Hoje a nossa unidade florestal aqui no MS, em quantidade de hectares plantados, já é maior do que a de São Paulo”.
A partir desta afirmação, vale lembrar os dados mais recentes sobre a área cultivada pela Bracell no estado de São Paulo, em notícias divulgadas na imprensa. Seriam 183 mil hectares de produção em terras paulistas.
O desafio da gerente de RH da MS Florestal é conseguir preencher todas as vagas em aberto que possui. No começo, a empresa contratava mais a mão de obra operacional para atividades de plantio.
Agora, começa uma etapa mais complexa, com a necessidade de formar operadores de máquinas para a colheita e até sistemas de drones e inteligência artificial.
Fabricante de implementos U.C.A. abre terreno na cana-de-açúcar e planta novos negócios na silvicultura
“Mas quando você cresce na mão de obra operacional, cresce tudo junto, todas as nossas áreas de apoio cresceram juntas. Hoje a gente tem 16 gerentes aqui no Mato Grosso do Sul”, relata.
No Sul do estado, segundo Amanda, é onde as contratações foram ainda mais intensas, já que há mais parceiros para plantação. A empresa atua em 13 municípios.
Somente em Bataguassu, a MS Florestal já conta com 1,5 mil trabalhadores, sendo que a cidade tem 26 mil habitantes.
Apesar da concorrência com outras gigantes que vêm investindo em MS como Suzano, Eldorado e Arauco, a executiva garante que tem conseguido manter o turnover em níveis semelhantes aos registrados em outras unidades da Bracell como São Paulo e Bahia.
O índice estaria em 30% nas atividades operacionais e “bem abaixo disso” para áreas mais tecnológicas ou administrativas. O dado é considerado positivo – em linha com outros estados – porque o RH da região trabalha com longas distâncias e forte concorrência no “Vale da Celulose”.
Ela diz que 80% da mão de obra contratada recentemente se refere a pessoas da própria região. Os outros 20% vieram de outras áreas, principalmente do Nordeste do Brasil, já que os projetos de celulose vêm chamando a atenção deste público.
“Não é 100% local (a mão de obra), porque tem uma hora que você divulga uma vaga e realmente você não tem inscritos”.
A prova de que as contratações estão aquecidas no segmento está nos dados recentes do Caged, que mostra o cultivo de eucalipto com papel importante para manter o saldo positivo do setor agropecuário em Mato Grosso do Sul.
Das 1.256 novas vagas abertas no grupamento da agropecuária ao longo do ano, 701 foram geradas diretamente pelo cultivo de eucalipto, o que representa 55,81% do total de empregos do setor.
Vagas para operadores de máquinas pesadas, mecânicos automotivos e supervisores de silvicultura têm liderado as buscas das empresas, segundo a gerente da MS Florestal.
E como ficar mais atrativo em meio à concorrência com outras grandes empresas do setor? Amanda Barrera afirma que o grupo vem investimento muito “em desenvolver a comunidade”.
“Tanto aqui em Bataguassu como em Água Clara, a gente tem programa de formação para a comunidade, seja de operador de equipamento, de operador de colheita, de piloto de drone. A gente faz esse trabalho para conseguir deixar a mão de obra mais qualificada”, explicou.
Oferecer um bom pacote de benefícios também é estratégia da companhia, o que inclui plano de saúde, assistência odontológica, seguro de vida e auxílios farmácia e alimentação.
Na MS Florestal, quem ingressa nos cursos de formação para colheita, por exemplo, já é contratado como CLT, mesmo passando por vários meses sem ter assumido a função.
A empresa também vem reforçando ações que ajudem na retenção de talentos. O objetivo é que, inclusive as pessoas que vêm de outros estados, realmente optem por construir uma família nos municípios de MS, criando bases na região.
“Não adianta eu trazer as pessoas, se eu não conseguir mantê-las aqui. Então no ano passado a gente teve quase 15% de toda a nossa força de trabalho que teve alguma movimentação de promoção. Todas as vagas que abrem, a gente divulga internamente”.
Perguntada se os salários também foram elevados devido à maior demanda, a executiva diz que a remuneração ainda segue os acordos coletivos. O salário-base para atividades mais simples é de R$ 1,8 mil, mas quem opera equipamentos mais tecnológicos, de colheita, por exemplo, a faixa já ficaria acima de R$ 3 mil.
“Para produtividade, a gente trabalha bastante é com (remuneração) variável, com prêmio de produção, de acordo com a performance individual, então isso ajuda bastante na retenção também”, ponderou.
Sobre eventuais contratações com foco na futura indústria, que será construída, Amanda Barrera garantiu que por enquanto não trabalha nisso, já que o processo ainda se encontra na fase de licenciamentos e estudos.
Ela admite, porém, que muitas pessoas, mesmo recebendo outras ofertas, acabam optando por ficar na MS Florestal em função dos planos de expansão, acreditando que terão um futuro na empresa.
Informações: AG Feed

Douglas Lazaretti e Suzano: um ano de reestruturação e a rota da Florestal 2030
Vice-presidente consolida nova governança, amplia eficiência operacional e posiciona Mato Grosso do Sul como eixo estratégico da companhia.
Ao completar um ano à frente da vice-presidência Florestal da Suzano, Douglas Seibert Lazaretti completa com excelência um ciclo marcado por reestruturações profundas, disciplina operacional e definição de um norte estratégico que projeta a companhia até 2030. Em um setor que exige escala, precisão e visão de longo prazo, o executivo imprime método e ritmo a uma das áreas mais estratégicas da maior produtora de celulose de mercado do mundo.
Desde fevereiro do ano passado, Lazaretti assumiu o desafio de alinhar a operação florestal à estratégia global da companhia, com foco em competitividade, produtividade e integração nacional. O primeiro movimento foi ouvir. “Foi um ano de muita escuta em campo, proximidade com as operações e entendimento profundo do que precisamos evoluir para construir a Florestal que queremos até 2030”, afirmou o vice-presidente em balanço público.
Disciplina operacional como base da transformação
A tônica do primeiro ano foi clara: transformar pelo essencial. Para Lazaretti, não há avanço sustentável sem consistência na execução.
“A transformação começa pelo básico bem-feito. Gestão da rotina com disciplina operacional, foco em performance, redução de variabilidade e uso racional de recursos. Sem consistência na execução, não há estratégia que se sustente”, destacou.
A diretriz se traduz na padronização de processos, no controle rigoroso de indicadores e na busca por estabilidade operacional — fatores determinantes em uma cadeia que envolve silvicultura, colheita, logística e integração industrial.
Nova governança e criação da NEEP
Entre os marcos estruturantes do período está a criação da área de Negócios Florestais, Excelência e Desenvolvimento Operacional e Estratégia e Planejamento Florestal (NEEP). A estrutura foi desenhada para unificar métricas, padronizar indicadores e fortalecer o suporte técnico e administrativo às operações.
O movimento consolida uma governança mais robusta e integrada, capaz de reduzir assimetrias entre regiões e elevar o padrão de gestão em todo o País. “Estamos construindo uma Florestal única, com governança forte e critérios consistentes de gestão”, pontuou Lazaretti.
A iniciativa dialoga diretamente com a escala nacional da Suzano, que mantém extensas áreas de florestas plantadas e operações em estados estratégicos como Mato Grosso do Sul — hoje um dos principais polos globais da celulose.
O plano Suzano Florestal 2030
Sob sua liderança, foi estruturado o plano Suzano Florestal 2030, organizado em três eixos centrais:
- Floresta do Bilhão, voltada ao aumento de produtividade na silvicultura;
- Rota de Ouro, com foco em eficiência de colheita, logística e custos;
- Florestal Única, dedicada à integração de pessoas, processos, tecnologia e cultura em âmbito nacional.
A mecanização desponta como um dos vetores mais relevantes dessa agenda. Segundo o executivo, o avanço tecnológico não é apenas questão de ganho de produtividade, mas também de segurança e qualidade das operações. “Mais tecnologia significa mais precisão e produtividade, mais controle da operação e operações mais seguras e com melhores condições de trabalho”, afirmou.
Mato Grosso do Sul no radar estratégico
No período, a Suzano também identificou oportunidades relevantes de expansão e otimização, como a operação de swap de madeira com a Eldorado Brasil, ampliando a flexibilidade operacional e a opcionalidade de crescimento no Mato Grosso do Sul — estado que se consolida como um dos mais competitivos do mundo na produção de celulose de eucalipto.
A movimentação reforça o papel estratégico da região Centro-Oeste na matriz florestal da companhia, sobretudo diante do ciclo de novos investimentos industriais no Estado.
Liderança técnica e foco em gente
Reconhecido no setor pela capacidade de gestão e visão sistêmica, Douglas Seibert Lazaretti tem perfil técnico aliado a execução disciplinada — combinação essencial em um segmento que opera sob pressão de custos, metas ambientais e demanda global crescente por celulose de base renovável.
Ao avaliar o primeiro ano, o vice-presidente reforçou que a transformação é, antes de tudo, humana. “Nada disso acontece sem as pessoas. A redução de variabilidade entre operações começa quando há confiança, clareza de direção e responsabilidade compartilhada.”
O balanço é de estrutura montada e rota definida. “Aprendi muito nesse período. E saio do primeiro ano com a convicção de que o caminho está estruturado. Temos estratégia, método e, principalmente, gente preparada para entregar uma Florestal mais produtiva, mais segura, mais integrada e mais consistente”, concluiu.
Em um momento em que o setor florestal brasileiro consolida protagonismo global, o primeiro ano de Douglas Lazaretti à frente da área Florestal da Suzano sinaliza mais do que reorganização interna: representa a construção de uma agenda de longo prazo para sustentar competitividade, escala e liderança em um mercado cada vez mais exigente.
Informações: Notícias do Cerrado

LD Celulose promove workshop interno sobre uso e conservação de água e solo
Encontro reuniu diferentes áreas operacionais e ambientais para analisar estudos realizados nas propriedades da companhia e definir diretrizes para 2026.
A LD Celulose realizou o 1º Workshop de Uso e Conservação de Água e Solo, reunindo equipes de diferentes áreas para discutir os resultados de estudos conduzidos nas propriedades da companhia e estabelecer diretrizes para o próximo ciclo de planejamento.
A iniciativa foi precedida por meses de análises multidisciplinares realizadas nas áreas operacionais da empresa. Durante o encontro, os levantamentos foram avaliados por profissionais das áreas de Estradas, Transporte, Colheita, Planejamento Florestal, Excelência e Qualidade, Silvicultura, Relacionamento com a Comunidade e Meio Ambiente.
O objetivo do workshop foi consolidar diretrizes voltadas à gestão sustentável dos recursos naturais e alinhar ações que devem orientar as atividades da companhia em 2026.
De acordo com a empresa, o encontro também buscou fortalecer a integração entre as áreas técnicas e operacionais, promovendo uma abordagem conjunta na gestão ambiental.
A iniciativa também contribui para o aprimoramento da governança ambiental, ao reunir diferentes especialistas em torno da análise de dados e da definição de práticas voltadas ao uso responsável do solo e da água.

Suzano adota robôs autônomos para movimentação de celulose em Ribas do Rio Pardo
A Suzano, maior produtora mundial de celulose, em uma iniciativa pioneira no setor, passou a utilizar robôs autônomos para a movimentação de fardos de celulose na Unidade de Ribas do Rio Pardo (MS). O FlexNav, robô móvel autônomo desenvolvido em parceria com a empresa brasileira Dalca, marca um avanço significativo para o setor ao aplicar, em larga escala, a tecnologia de AMR (Robôs Móveis Autônomos, na sigla em inglês) na armazenagem de celulose. A inovação alia sustentabilidade à eficiência operacional e à qualificação profissional.
“A Suzano acredita que a inovação precisa estar alinhada à sustentabilidade. Com a adoção de robôs nas operações de movimentação de fardos de celulose, estamos contribuindo para ampliar a eficiência operacional, reduzir emissões e valorizar o nosso time de profissionais, que foi capacitado e agora poderá se dedicar a atividades mais estratégicas”, destaca Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo.
Desenvolvido de forma customizada para atender às necessidades da companhia, o FlexNav tem capacidade para transportar até quatro toneladas e foi projetado para acomodar dois conjuntos de fardos de celulose por operação. Os robôs operam de forma totalmente autônoma, conectados em tempo real a um sistema central que monitora e coordena as atividades, incluindo a gestão do carregamento das baterias. A solução permite que a celulose seja retirada diretamente da linha de produção e transportada até pontos específicos do armazém, sem necessidade de manuseio manual.
Nesta primeira fase, quatro robôs estão em operação, atendendo cerca de um terço da produção da unidade. A expectativa é expandir gradualmente a tecnologia para 100% da produção, além de avaliar sua aplicação em outras unidades da companhia.
Qualificação profissional
A implantação do FlexNav incluiu a capacitação dos próprios funcionários da Suzano que atuam na logística de celulose. Os(as) colaboradores(as) foram treinados(as) para gerenciamento e operação dos robôs e nas atividades de manutenção elétrica, mecânica e de automação, permitindo a migração para funções de maior complexidade técnica.
“A adoção dos robôs autônomos na Unidade Ribas do Rio Pardo consolida o pioneirismo da Suzano na busca da aplicação em larga escala dessa tecnologia. Esse é um movimento estratégico que une inovação e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que fortalece a valorização dos nossos profissionais. Investimos na capacitação do nosso time para que esteja preparado para atuar em um ambiente industrial cada vez mais tecnológico, assumindo funções de maior complexidade e protagonizando essa transformação”, destaca Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da Suzano.
O desenvolvimento da tecnologia teve início em 2022, após o anúncio da construção da nova fábrica, e envolveu quatro anos de pesquisa, testes e integração até o início da operação, integrando desde a concepção o planejamento tecnológico da nova unidade. O projeto contou com a participação de cerca de 20 profissionais da Suzano, além de aproximadamente 30 especialistas da Dalca, das áreas de engenharia elétrica, mecânica, programação e suporte técnico.
Informações: Capivara News

2026 chega com projetos em andamento das Gigantes da celulose
Investimentos da Arauco, Suzano, CMPC, Bracell e Klabin ampliam capacidade produtiva e reforçam liderança do Brasil no setor de florestas e celulose.
O setor de celulose no Brasil vive um novo ciclo de expansão industrial. Cinco das maiores empresas do segmento como Arauco, Suzano, CMPC, Bracell e Klabin, anunciaram planos que somam aproximadamente R$ 105 bilhões em investimentos até 2028, incluindo construção de novas fábricas, ampliação de unidades industriais e projetos em fase de licenciamento ambiental.
O movimento reforça a posição do Brasil como um dos principais produtores mundiais de celulose , impulsionado pela produtividade das florestas plantadas, escala industrial e competitividade logística.
Além de ampliar a capacidade produtiva da indústria de celulose , os investimentos gerarão empregos durante a fase de construção das plantas industriais, fortalece as cadeias logísticas e consolida novos polos de produção ligados ao setor florestal.

Mato Grosso do Sul se consolida como polo da celulose
Uma parcela significativa desses investimentos está concentrada em Mato Grosso do Sul , estado que vem se consolidando como um dos principais polos globais da indústria de celulose.
Nos últimos anos, grandes empresas anunciaram projetos industriais que ampliam a presença do setor na região, com destaque para a nova fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, o Projeto Sucuriú da Arauco em Inocência e o empreendimento em análise da Bracell em Bataguassu .
A expansão fortalece a cadeia produtiva regional, que envolve florestas plantadas, transporte ferroviário, logística portuária e exportação de celulose para mercados internacionais .
Veja os destaques de cada empresa;
Empresa: Suzano
Status: unidade já em operação
Projeto: fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS)
Investimento: cerca de R$ 22 bilhões
Capacidade produtiva: aproximadamente 2,55 milhões de toneladas por ano
A nova unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo é considerada uma das maiores linhas únicas de produção de celulose do mundo. O projeto ampliou significativamente a presença da empresa no Centro-Oeste e reforçou o protagonismo de Mato Grosso do Sul no setor global de celulose.
A companhia também avalia novos projetos de expansão industrial , acompanhando o crescimento da demanda global por fibras sustentáveis.
Empresa: Arauco
Status: em construção
Projeto: Projeto Sucuriú
Localização: Inocência (MS)
Investimento estimado: cerca de US$ 4,6 bilhões (aprox. R$ 25 bilhões)
Capacidade prevista: cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano
A empresa chilena Arauco iniciou a construção de sua primeira fábrica de celulose no Brasil . O empreendimento representa um dos maiores investimentos industriais do setor e deverá transformar a região em um novo polo produtivo.
O início das operações está previsto para 2027 .
Empresa: Bracell
Status: projeto em fase de licenciamento ambiental
Projeto: nova fábrica de celulose
Localização: Bataguassu (MS)
Situação: aguardando licenças ambientais
Previsão de decisão: até maio
Investimento estimado: cerca de R$ 16 bilhões
A nova unidade industrial será instalada às margens da BR-267, a aproximadamente nove quilômetros do centro urbano de Bataguassu, representando um investimento de R$ 16 bilhões, um dos maiores do país na iniciativa privada.
Empresa: CMPC
Status: expansão industrial
Localização: Barra do Ribeiro (RS)
Projeto: Projeto Natureza
Investimento estimado: cerca de 25 bilhões
A multinacional CMPC vai investir R$ 25 bilhões em uma nova planta industrial e um terminal portuário no Rio Grande do Sul. A fábrica terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano, gerando 12 mil empregos durante a construção e 1,5 mil na operação.
Empresa: Klabin
Status: expansão industrial
Localização: Piracicaba (SP)
Projeto: Projeto Figueira
Investimento: cerca de R$ 1,6 bilhão
A Klabin, maior produtora de papéis para embalagem do Brasil, anunciou que está concluindo um investimento de R$ 1,6 bilhão em sua unidade de Piracicaba, SP, fortalecendo sua posição no mercado.
A Klabin segue ampliando a capacidade produtiva e modernizando suas plantas industriais, mantendo a estratégia de crescimento no segmento de celulose, papel e embalagens sustentáveis .
Brasil amplia liderança global na produção de celulose
O conjunto de projetos confirma a confiança das grandes empresas no potencial brasileiro para expansão da indústria de celulose e base florestal.
Com florestas de eucalipto altamente produtivas, escala industrial e crescente competitividade logística, o país deverá ampliar sua participação no mercado internacional nos próximos anos.
Os investimentos anunciados reforçam a tendência de consolidação do Brasil como um dos principais centros globais de produção e exportação de celulose.+
Informações: Hoje Mais / Vale Celulose

Logística de gigantes: Projeto Sucuriú mobiliza portos de Santos e Paranaguá
Equipamentos vindos da China pesam mais de 300 toneladas, e a operação do transporte rodoviário avança rumo à Inocência (MS).
O Projeto Sucuriú, da Arauco, considerado o maior empreendimento de celulose em etapa única do mundo, alcançou novos marcos com a chegada – no Brasil – de componentes vitais fornecidos pela multinacional finlandesa Valmet. Em uma complexa logística, peças estratégicas desembarcaram nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). A jornada dos equipamentos avança agora pelo modal rodoviário, rumo ao canteiro de obras, em Inocência, município do estado de Mato Grosso do Sul.
A entrega mais recente e de maior porte ocorreu no Porto de Santos (SP), com o desembarque do Balão da Caldeira. Considerado o coração do sistema de geração de vapor, o equipamento é o componente mais pesado da caldeira de recuperação. Trata-se de um vaso único, com 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura, 3,81 metros de altura e 312 toneladas. O transporte marítimo entre a China e o Brasil levou cerca de 45 dias.
“O balão da caldeira é um dos equipamentos mais importantes da ilha de recuperação. Ele concentra a geração de vapor que sustenta a operação industrial. Receber e preparar a instalação de um componente dessa magnitude, é um marco técnico e logístico que comprova o alto nível de engenharia, planejamento e integração do nosso time”, destaca Fábio Moreira, gerente de projetos da Valmet.
A movimentação da carga envolveu um comboio de aproximadamente dez veículos, incluindo uma carreta especial com 28 linhas de eixo e três cavalos de tração. A operação conta ainda com escolta particular, apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), além do suporte das concessionárias de rodovias.
“O balão será instalado a quase 90 metros de altura. Dois guindastes de 750 toneladas serão necessários para o içamento. Esse é um desafio extraordinário de engenharia e construção — mais um marco que caracteriza megaprojetos como o Sucuriú. Quando içado, marcará oficialmente o início da montagem das partes de pressão do equipamento que será a maior caldeira de recuperação química do mundo”, comenta Claudinei Santos, diretor de engenharia e implantação do Projeto Sucuriú.
O Porto de Paranaguá (PR) também recebeu dois separadores de topo, com 65 toneladas e 6,60 metros de altura cada, são as peças com maior altura que serão transportadas no projeto. Esses equipamentos são essenciais para o processo de cozimento da celulose, pois realizam a separação dos cavacos de madeira do licor de cozimento no digestor.
“Para 2026, está previsto um fluxo contínuo de operações logísticas até o final do ano. Mais de 150 peças de grande porte — como filtros e espelhos de evaporação — ainda devem passar pelos portos brasileiros com destino a Mato Grosso do Sul”, comenta Claudinei, sobre as peças fornecidas pela Valmet.
Devido às dimensões das cargas, é preciso utilizar carretas especiais com plataforma e linha de eixo, solução que reduz a altura total e facilita as manobras ao longo do percurso. A logística para esse equipamento também exige escolta obrigatória, com apoio da PRF, da PRE, da Copel, das concessionárias de rodovias e de batedores.
“O próximo grande marco já está definido: serão os filtros da WLP (White Liquor Plant). A chegada desses equipamentos reflete um progresso significativo no cronograma, e a sinergia entre Valmet e Arauco, com entregas estratégicas para o projeto, de acordo com o cronograma da obra”, ressalta Thiago Brandalize, gerente de projetos da Valmet.
Papel da Valmet no Projeto Sucuriú
A Valmet mantém uma parceria estratégica de longo prazo com a Arauco, fornecendo tecnologias, automação e serviços para as indústrias da companhia. O Projeto Sucuriú representa um marco para o setor, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade.
A colaboração envolve soluções avançadas de automação e serviços de manutenção. A multinacional finlandesa implementa sistemas de automação e controle DNA/IQ, fundamentais para a otimização dos processos industriais, garantindo maior eficiência, estabilidade operacional e qualidade da produção.
Além da tecnologia, o escopo inclui um contrato abrangente de serviços, que assegura a confiabilidade e o desempenho contínuo dos equipamentos ao longo de seu ciclo de vida, desde o planejamento até a execução, com fornecimento de peças e suporte técnico especializado.

UNA Florestal aposta em Tecnologia, gestão e excelência para transformar e expandir o mercado de mudas florestais
Estratégia conecta produção de mudas, logística e gestão aplicada ao campo para elevar o padrão de projetos florestais.
Em um setor cada vez mais pressionado por eficiência, padronização e decisões técnicas baseadas em dados, a UNA Florestal tem construído sua trajetória apostando em um modelo que integra gestão estratégica, técnica de campo e inovação aplicada à realidade operacional dos viveiros para transformar a silvicultura brasileira.
Segundo Augusto Massaro, sócio-diretor da empresa, a UNA nasceu a partir de uma leitura clara das lacunas existentes no setor.
“A UNA Florestal surgiu para responder a dores reais da operação florestal, como a falta de padronização em viveiros, dificuldades de gestão, decisões técnicas pouco orientadas por dados e a crescente demanda por mão de obra qualificada”, afirma.
Desde sua concepção, a proposta foi ir além do modelo tradicional de fornecimento de mudas.
“O mercado precisava de algo além do convencional. Precisava de inteligência aplicada ao campo”, resume Augusto.
Gestão técnica e sustentabilidade como partes do mesmo sistema


O modelo de atuação da UNA Florestal foi estruturado a partir da convergência entre experiência prática, uso de tecnologias e uma visão estratégica voltada à sustentabilidade produtiva. Na empresa, eficiência técnica e responsabilidade ambiental não são tratadas como objetivos isolados.
“Estruturamos um sistema em que produtividade e sustentabilidade se fortalecem mutuamente, com base em métodos técnicos consolidados, planejamento, monitoramento contínuo e tomada de decisão orientada por indicadores”, explica o executivo.
A padronização de processos na produção de mudas, logística e gestão de viveiros reduziu a variabilidade operacional e aumentou a previsibilidade dos resultados no campo. Ao transformar conhecimento técnico em protocolos claros e replicáveis, o modelo fortalece a base dos projetos florestais e contribui para ganhos consistentes de eficiência e qualidade.
Além disso, a UNA desenvolve soluções sob medida para diferentes realidades operacionais, integrando ferramentas digitais, softwares de gestão e metodologias próprias.
“Cada projeto é único. Nossa atuação é personalizada, adaptada às condições edafoclimáticas, ao objetivo do cliente e ao nível tecnológico da operação”, destaca Augusto.
Diferenciais na gestão e comercialização de mudas
No mercado de mudas florestais, a UNA se diferencia ao atuar como gestora estratégica de todo o ciclo produtivo.

“Não somos apenas fornecedores. Atuamos como parceiros técnicos de longo prazo, apoiando na escolha da genética mais adequada para cada área, na produção das mudas e no acompanhamento técnico até a formação da floresta.
Um dos pontos críticos do setor — a logística de mudas — recebe atenção especial. O planejamento integrado garante que o material chegue ao campo no momento correto e em condições ideais, reduzindo perdas e aumentando a taxa de sucesso dos plantios.
Escala, qualidade e atuação nacional
A atuação em diferentes regiões e as parcerias técnicas com viveiros permitem à UNA ganhar escala sem abrir mão da qualidade.
“Construímos um modelo descentralizado, mas tecnicamente padronizado, que garante adaptação regional, escala de produção, eficiência logística e confiabilidade nas entregas”, explica Augusto.

Hoje, a empresa conta com mais de 80 viveiros mapeados, mais de 10 parceiros fixos, presença em todos os estados brasileiros e atuação internacional no Paraguai.
Crescimento acelerado e impacto no setor
Em 2026, a UNA Florestal completa três anos de atividade com crescimento médio superior a 100% ao ano. Ainda no primeiro ciclo operacional, a empresa licenciou seu primeiro material genético, o clone SI0520, em parceria com a SINÓBRAS.

Outro destaque está na atuação em viveiros de pesquisa, onde a empresa participa diretamente da condução de mais de 1.000 clones experimentais. Com uma equipe multidisciplinar, a UNA Florestal oferece consultoria baseada em três pilares: técnico, regulatório e gestão, atuando desde a adequação às normas do MAPA até a melhoria da eficiência operacional.
Próximos passos: escala com impacto
O futuro da UNA Florestal é orientado por escala, eficiência e inovação.
“Nosso objetivo para 2026 é fornecer 50 milhões de mudas, mantendo excelência genética, padronização operacional e ampliando nossa atuação no Brasil e no Paraguai”, projeta Augusto.


Mais do que crescer em volume, a empresa busca ampliar seu impacto no setor.
“Queremos conectar florestas, pessoas, tecnologia e genética de ponta para fortalecer o ecossistema florestal de forma sustentável e colaborativa”, conclui.

Expoforest 2027 é lançada em Mogi Guaçu e promete movimentar o setor florestal mundial
Maior feira florestal dinâmica do planeta será realizada dentro de uma fazenda de eucaliptos no segundo semestre de 2027
Foi lançada nesta terça-feira (3), em Mogi Guaçu, a sexta edição da Expoforest, considerada a maior feira florestal dinâmica do mundo. O anúncio oficial ocorreu durante evento realizado no Soberano Eventos, reunindo representantes do setor, empresários e convidados.
A programação teve início às 8h, com credenciamento e café de boas-vindas, seguida de apresentações sobre o histórico da feira e o panorama do setor de base florestal, no qual o Brasil ocupa posição de destaque mundial. Também houve espaço para empresas interessadas garantirem participação na edição de 2027. O encontro foi encerrado com visita técnica à fazenda de eucaliptos da empresa Sylvamo, onde a feira será realizada.
A Expoforest acontece a cada quatro anos e se diferencia por ser realizada dentro de uma floresta de eucaliptos, promovendo demonstrações reais de operações, com máquinas em atividade, sistemas de silvicultura, colheita mecanizada, transporte de madeira e produção de biomassa. O evento reúne profissionais do Brasil e do exterior em busca de inovação, tecnologia e oportunidades de negócios.
Na edição de 2023, realizada em Guatapará, a feira contou com 235 expositores, mais de 35 mil visitantes e representantes de 42 países. A estimativa foi de mais de R$ 1 bilhão em negócios fechados ou prospectados durante o evento.
O setor de base florestal é considerado estratégico para a economia e para o desenvolvimento sustentável. O Brasil possui 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas e é o segundo maior produtor mundial de celulose, além de líder em exportações no segmento. Em 2024, o setor foi responsável por cerca de 6% do PIB Industrial do país e registrou receita bruta de R$ 240 bilhões.
Com a confirmação de Mogi Guaçu como sede da edição de 2027, a expectativa é de que o município receba milhares de visitantes e consolide ainda mais sua relevância no cenário do agronegócio e da indústria florestal.

Silvicultura de precisão: Bracell impulsiona a qualidade de mudas
A adoção das chamadas “janelas de plantio” na silvicultura de precisão permitiu aumento de 15% na qualidade das florestas e deverá refletir em ganho de produtividade para os plantios de eucalipto.
A Bracell consolidou, em 2025, um marco relevante na gestão florestal ao aplicar uma nova abordagem da silvicultura de precisão, com uma inovação no manejo, na escolha de melhores épocas de plantio na Bahia. O aperfeiçoamento, fruto de um estudo iniciado em 2023, trouxe ganhos significativos, incluindo um aumento de 15% na qualidade do cultivo, com redução da incidência de doenças, menor mortalidade e práticas de manejo adequadas, resultando no melhor desempenho no 1º ano.
Para determinar as melhores épocas de plantio foram instalados experimentos ao longo de todos os meses do ano, utilizando materiais genéticos representativos e em três regiões, com características ambientais diferentes contrastantes (condições de clima, tipo de solo e relevo). Após o 1º ano de avaliação, os resultados demonstraram forte potencial de aplicação em escala operacional.
A partir dessa evidência técnica, a equipe operacional estruturou, em julho de 2024, cenários mensais de plantio capazes de identificar o nível de compatibilidade de cada material genético conforme o período em que foi plantado. Dessa forma, por exemplo, clones suscetíveis à determinadas doenças apresentaram melhor desempenho em períodos pós inverno, com a redução das chuvas, tornando-se escapes às condições mais favoráveis para estas doenças.
Em contrapartida, o plantio de clones resistentes foi priorizado no início da estação chuvosa, buscando aumentar a sobrevivência, reduzir o uso de água e o custo de irrigação de plantio. A nova técnica permitiu direcionar cada clone para a “janela de plantio” mais adequada, considerando restrições climáticas, escape às principais doenças e condições ambientais específicas de cada regional de plantio da empresa. Isso elevou de forma consistente a qualidade dos plantios no 1º ano de desenvolvimento. Em 2025, toda a base de plantio da Bracell Bahia passou a seguir integralmente esse modelo, consolidando a aplicação da silvicultura de precisão, com a inovação do manejo, como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade e reduzir perdas.
Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell Bahia, destaca que a iniciativa já se posiciona como uma das ações mais impactantes na performance florestal recente da companhia. “Observamos uma correlação direta entre a qualidade da floresta aos 12 meses e a produtividade futura. Antes, enfrentávamos problemas recorrentes de plantio de clones em períodos que não potencializavam a performance da floresta, o que resultava em maior incidência de doenças, aumento da mortalidade e menor desempenho no primeiro ano. Com a introdução dessa técnica, conseguimos direcionar cada material genético para a sua melhor época e para o talhão mais adequado. Isso fez com que as plantas crescessem de forma mais saudável e consistente. Uma floresta de alta qualidade aos 12 meses representa, de forma muito clara, uma floresta mais produtiva no futuro. O ganho de 15% que alcançamos, até o momento, é extremamente representativo para a operação e evidencia o impacto positivo dessa mudança”, afirma.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell na Bahia
Ele acrescenta ainda que a adoção dessa nova abordagem da silvicultura de precisão consolidou um novo patamar tecnológico na operação florestal. “Ao integrar dados climáticos, análises de solo e o comportamento dos materiais genéticos ao longo do ano, conseguimos transformar informação em decisão estratégica. Essa previsibilidade operacional nos permite planejar melhor, reduzir riscos e assegurar que cada hectare plantado atinja seu máximo potencial produtivo. Trata-se de uma inovação que não só fortalece a performance da floresta no curto prazo, mas também reforça os pilares de sustentabilidade, eficiência e competitividade que orientam o nosso planejamento de longo prazo”, conclui





