
Escalada entre EUA e Irã eleva custo de fertilizantes e pressiona setor florestal
Dados recentes apontam que a ureia — um dos principais fertilizantes nitrogenados — registrou aumento de até 13% no início de março de 2026, saltando de cerca de US$ 485 para US$ 550 por tonelada em mercados internacionais.
Em atualização posterior, a alta acumulada chegou a 35%, refletindo a instabilidade geopolítica e o risco sobre rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
O cenário também impacta diretamente os custos de produção de fertilizantes, já que o gás natural, insumo essencial na fabricação, sofre variações com o aumento das tensões no Oriente Médio.
Brasil exposto: dependência externa amplia impacto
O Brasil segue altamente dependente do mercado internacional de fertilizantes. Em 2025, o país importou 45,5 milhões de toneladas, um recorde histórico. Atualmente, cerca de 97,8% do consumo nacional de fertilizantes, em volume, vem do exterior.
Essa dependência amplia os efeitos de crises internacionais, tornando o custo de produção agrícola mais sensível a variações cambiais, logísticas e geopolíticas.
Eucalipto sente pressão no custo de implantação
No setor florestal, o impacto é ainda mais sensível. No cultivo de eucalipto, os fertilizantes representam, em média, 31% do custo de implantação, sendo um dos principais componentes do investimento inicial.
Com a alta dos insumos:
O custo por hectare aumenta significativamente
Há maior pressão sobre o retorno financeiro dos projetos
Empresas podem revisar cronogramas de expansão florestal
A adubação é um fator determinante para o desenvolvimento do eucalipto, influenciando diretamente o crescimento e a produtividade das florestas. Com fertilizantes mais caros, o desafio passa a ser manter eficiência sem comprometer o potencial produtivo.
Vale da Celulose no radar do impacto
O efeito é especialmente relevante em Mato Grosso do Sul, principal polo florestal do país. O estado concentra cerca de 1,4 milhão de hectares de eucalipto e responde por aproximadamente 24% da produção nacional de celulose.
A região conhecida como Vale da Celulose, que inclui municípios como Três Lagoas, é diretamente impactada pela elevação dos custos de manejo, uma vez que a base produtiva depende fortemente de fertilização adequada para garantir produtividade e competitividade.
Agricultura também enfrenta aumento generalizado
Além do setor florestal, culturas como soja, milho e cana-de-açúcar também são impactadas. Os fertilizantes estão entre os principais custos operacionais dessas lavouras, e o aumento nos preços pode levar a:
Redução de margens de lucro
Revisão de estratégias de adubação
Maior busca por eficiência no uso de insumos
O cenário exige planejamento técnico e financeiro mais rigoroso por parte dos produtores.
Cenário exige estratégia e eficiência
Diante da instabilidade internacional, o agronegócio brasileiro enfrenta mais um ciclo de pressão nos custos. Para produtores florestais e agrícolas, o momento exige decisões mais técnicas, com foco em eficiência, manejo racional de insumos e otimização da produtividade por área.
A escalada do conflito entre EUA e Irã reforça a conexão direta entre geopolítica e o campo brasileiro. No Vale da Celulose e em todo o agronegócio, o aumento no preço dos fertilizantes acende um alerta: produzir seguirá possível, mas com custos mais altos e exigência crescente de eficiência.

Em Ribas, Suzano abre três processos seletivos para vagas operacionais
Há oportunidades para ajudante de viveiro e mecânico I e II, com inscrições gratuitas pela plataforma da companhia.
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, está com três processos seletivos abertos em Ribas do Rio Pardo (MS). As oportunidades são para as áreas operacionais. As vagas estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência ou orientação sexual, por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).
Para o cargo de ajudante de viveiro, os pré-requisitos são: ensino fundamental completo; experiência em viveiros será considerada um diferencial; e disponibilidade para residir em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições seguem abertas até o dia 29/03, pelo link da vaga: Página da vaga | Ajudante de viveiro.
Já para a vaga de mecânico(a) I – Logística, as pessoas interessadas devem ter CNH categoria “B”, ensino fundamental completo e cursos de mecânica básica, elétrica básica, hidráulica básica e solda com eletrodo revestido, além de experiência com manutenção de ônibus e caminhões e curso de direção defensiva. Como diferenciais, são desejáveis curso técnico em Mecânica e conhecimentos básicos em Pacote Office. As inscrições seguem até o dia 30/03, pela página: Página da Vaga – mecânico(a) I – Logística.
Para a posição de mecânico(a) II – Logística, os requisitos incluem CNH categoria “C”, ensino fundamental completo e cursos de mecânica básica, elétrica básica, hidráulica básica e solda com eletrodo revestido, além de experiência com manutenção de caminhões e carretas e curso de direção defensiva. Como diferencial, é desejável conhecimento básico em Pacote Office. As inscrições seguem até o dia 30/03, pela página da vaga: Página da vaga | mecânico(a) II – Logística.
Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no estado e em outras unidades da Suzano no país, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

Museu do Eucalipto celebra 110 anos de fundação em Rio Claro
Único no país dedicado exclusivamente ao tema, o Museu do Eucalipto reúne um acervo científico, histórico e cultural de relevância internacional.
O único espaço dedicado à história do eucalipto no Brasil, o Museu do Eucalipto da Floresta Estadual ‘Edmundo Navarro de Andrade’ (Feena), em Rio Claro, celebra 110 anos de fundação nesta quinta-feira, 26 de março. O espaço, que se tornou referência na comunidade científica mundial, foi criado em 1916 por iniciativa do engenheiro florestal que dá nome ao antigo Horto Florestal.
O espaço está atualmente fechado. Isto por que obras de revitalização estão em andamento desde 2023 num investimento grandioso. A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), informou ontem ao JC que as obras seguem em ritmo avançado e têm previsão de entrega ainda para 2026. O projeto contempla a reforma do local, incluindo a revitalização da unidade histórica, com investimentos de R$ 4,6 milhões em obras de adequação das estruturas da Feena, incluindo as intervenções no Museu do Eucalipto.
Quando criado em 1916 pelo engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, o museu nasceu com o objetivo de reunir, preservar e difundir os resultados das pesquisas pioneiras sobre o cultivo de eucalipto no Brasil, desenvolvidas no então Horto Florestal de Rio Claro. A iniciativa foi decisiva para a consolidação da base florestal paulista e para o avanço da produção de madeira, especialmente no contexto da expansão ferroviária no início do século XX.
Único no país dedicado exclusivamente ao tema, o museu reúne um acervo científico, histórico e cultural de relevância internacional, resultado de décadas de estudos sobre a adaptação de espécies de eucalipto trazidas da Austrália. Parte dessas pesquisas permitiu identificar espécies com alto potencial produtivo no território brasileiro, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de cadeias produtivas como a de papel e celulose.
Instalado em um edifício histórico dentro da Feena, o espaço expositivo é composto por 16 salas temáticas que apresentam a trajetória da silvicultura no Estado de São Paulo, a relação entre o cultivo do eucalipto e a expansão ferroviária e os diferentes usos da madeira ao longo do tempo. O acervo inclui mobiliário, painéis, utensílios e estruturas construídas com a própria madeira de eucalipto, além de exemplares utilizados nas pesquisas conduzidas por Navarro de Andrade.
“O Museu do Eucalipto é um patrimônio histórico e científico que traduz a origem da silvicultura no Brasil e a capacidade do Estado de São Paulo de produzir conhecimento e inovação a partir da relação com seus recursos naturais. A Fundação Florestal tem atuado para valorizar esse espaço, ampliando o acesso da população e fortalecendo seu papel como instrumento de educação ambiental”, afirma o diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz.
Sob gestão da Fundação Florestal, o Museu do Eucalipto integra as estratégias de valorização do patrimônio histórico e de fortalecimento do uso público das unidades de conservação do Estado. Inserido em uma área de mais de 2 mil hectares, o equipamento conecta pesquisa, memória e educação ambiental, oferecendo ao visitante uma experiência que articula conhecimento científico e contato direto com a natureza.

Sulboro reforça protagonismo no setor florestal com Borotop durante o Mais Floresta Expo Ribas 2026
O sucesso do Mais Floresta Expo Ribas 2026 evidenciou o protagonismo da Sulboro no fornecimento de boro para o setor florestal. Com 25 anos de atuação dedicada exclusivamente a esse micronutriente essencial, a empresa consolida sua posição no mercado com o Borotop, produto reconhecido pela eficiência no manejo nutricional das culturas.
A importância do boro para o desenvolvimento estrutural, metabólico e fisiológico das plantas foi destaque em matéria publicada pelo portal Mais Floresta, referência em informação do setor florestal. O conteúdo ressalta que o uso adequado do micronutriente é fundamental para prevenir deficiências nutricionais que impactam diretamente a produtividade e a sanidade das florestas.
Entre os principais problemas associados à deficiência de boro estão a seca de ponteiro, quebra de galhos, fendilhamento de casca e maior suscetibilidade ao ataque de pragas, como psilídeos. Além disso, a carência do nutriente compromete a eficiência de outros elementos essenciais, como potássio, fósforo e zinco, agravando ainda mais os prejuízos produtivos.
Outro ponto de atenção é que plantas deficientes em boro tendem a liberar maiores quantidades de sacarose e aminoácidos, substâncias que favorecem o desenvolvimento de pragas e patógenos, intensificando os desafios fitossanitários no campo.
Diante desse cenário, a Sulboro reforça a importância do manejo nutricional equilibrado e do uso de fontes de alta qualidade, como o Borotop, para garantir o pleno desenvolvimento das florestas e maior retorno produtivo ao produtor.

Prefeitura de Três Lagoas e Arauco Celulose anunciam investimento de R$ 2,3 milhões na saúde pública
Foi realizada, na tarde desta terça-feira, 24 de março, uma solenidade para formalizar a parceria entre a Prefeitura de Três Lagoas e a Arauco Celulose do Brasil S.A., na qual foi anunciado um investimento de R$ 2,3 milhões na rede pública de saúde do Município.
O aporte, que integra ações vinculadas ao Plano Básico Ambiental (PBA) do Projeto Sucuriú, foi formalizado junto ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), e tem como objetivo ampliar e fortalecer os serviços realizados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé.
Para consultas, exames e procedimentos especializados, o investimento será de R$ 1.809.999,96, e a Arauco será responsável pela contratação dos prestadores de serviços: ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, a Oftalmolaser – Clínica de Cirurgia e Diagnósticos do Oeste Paulista Ltda e a Clínica da Lagoa.
A iniciativa contempla a realização de exames de média e alta complexidade, além de reduzir o tempo de espera para esses atendimentos. Segundo o gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Arauco Brasil, Diego Marques, “é um privilégio fortalecer a saúde em Três Lagoas, garantindo agilidade no diagnóstico e maior fluidez nas filas de média e alta complexidade do município”. Destacou Diego.
Complementando as ações, o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé também foi contemplado com a entrega de equipamentos avaliados em R$ 489,3 mil, destinados ao fortalecimento da assistência de média e alta complexidade.
Para o prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, o investimento representa um avanço significativo para o município. “Com esse aporte, fortalecemos a nossa rede de saúde e avançamos na redução das filas, garantindo mais agilidade e qualidade no atendimento à população”, destacou.
A secretária municipal de Saúde, Juliana Salim, também agradeceu a parceria e afirmou que esse tipo de suporte de empresas privadas é fundamental para que o município avance cada vez mais.
Na solenidade, estiveram presentes Diego Marques, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Arauco Brasil; Paulo Pastori, coordenador de Meio Ambiente da Arauco Brasil; Juliana Dias, analista de Desempenho Social da Arauco Brasil; Rafael Alex Barbosa, chefe do Escritório Regional do Imasul de Três Lagoas; Delia Villamayor Javorka, chefe da Unidade de Suporte Técnico ao Licenciamento Ambiental do Imasul; Isabella Noémia de Castro Alves, representante da Clínica da Lagoa; Dr. Douglas Luiz Pereira, representante da Oftalmolaser; Marcos Calderon, representante do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora; Juliana Salim, secretária municipal de Saúde; e os vereadores Sirlene e Sargento Rodrigues.

Arauco recebe locomotivas e avança na implantação de ferrovia própria em Mato Grosso do Sul
Estrutura logística inédita vai escoar produção da futura fábrica de celulose e reduzir impactos ambientais.
A implantação do Projeto Sucuriú, em Inocência, ganhou um novo capítulo com a chegada das primeiras locomotivas que irão operar na ferrovia própria da indústria. A iniciativa marca um avanço estratégico na estrutura logística da futura fábrica de celulose, considerada uma das maiores do mundo em construção em etapa única.
Ao todo, serão 26 locomotivas do modelo ES44, fabricadas pela Wabtec, que vão compor a operação da EF-A35, ferrovia com 45 quilômetros de extensão, além de 9 quilômetros internos na área industrial. A linha conectará a planta da Arauco à Malha Norte, operada pela Rumo, garantindo o transporte direto até o Porto de Santos.
A proposta logística deve transformar o escoamento da produção, com capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose. A escolha pelo modal ferroviário também traz ganhos ambientais e operacionais: a expectativa é evitar cerca de 190 viagens diárias de caminhões e reduzir em até 94% as emissões de CO₂ em comparação ao transporte rodoviário.
Segundo o diretor de Logística e Suprimentos da empresa, a estrutura própria garante mais previsibilidade e eficiência. “A ferrovia vai atender à demanda com segurança, qualidade e pontualidade nas entregas”, afirmou.
Além disso, a EF-A35 representa um modelo ainda pouco explorado no país: uma ferrovia diretamente integrada a um projeto industrial, com potencial de influenciar novos investimentos no setor após o novo marco ferroviário brasileiro.
Tecnologia e sustentabilidade
As locomotivas da série Evolution contam com motores de alta eficiência, capazes de operar com biocombustíveis, além de sistemas digitais avançados que monitoram a operação em tempo real e aumentam a segurança. A tecnologia também contribui para a redução no consumo de combustível e na emissão de poluentes.
Projeto bilionário
O Projeto Sucuriú marca a entrada da Arauco no setor de celulose no Brasil, com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. A fábrica está sendo construída em uma área de 3.500 hectares e deve iniciar as operações no fim de 2027.
Durante a fase de obras, a expectativa é gerar mais de 14 mil empregos. Após o início das atividades, cerca de 6 mil postos devem ser mantidos nas áreas industrial, florestal e logística.
A proposta também prevê ações de monitoramento ambiental contínuo, com foco na preservação da biodiversidade local e no desenvolvimento sustentável da região.

Celulose em alta: produtores repassam preços em março e já sinalizam novo aumento
Fonte: Eu Quero Investir
O cenário, segundo o relatório do banco, é de equilíbrio estruturalmente mais apertado entre oferta e demanda.
Os preços da celulose estão subindo — e o mercado já precifica mais aumentos pela frente. Participantes do LatAm Pulp & Paper Day, evento anual realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo na última terça-feira (24), confirmaram a implementação bem-sucedida dos reajustes de março e sinalizaram novos repasses previstos para abril. O cenário, segundo o relatório do banco, é de equilíbrio estruturalmente mais apertado entre oferta e demanda, com fundamentos que sustentam a tendência de alta no curto e médio prazos.
O pano de fundo global ajuda a explicar o movimento. O conflito no Oriente Médio pressiona custos logísticos e industriais, funcionando como um suporte adicional para os preços. Na Ásia, a escassez de cavacos de madeira agrava o descompasso entre oferta e demanda, encarecendo a matéria-prima.
Mesmo com a crescente integração vertical da indústria chinesa — que produz mais celulose internamente —, a demanda da China segue surpreendendo positivamente, segundo o Bradesco BBI. O sentimento pós-Shanghai Pulp Week, maior evento do setor no mundo, também foi descrito como construtivo.
Hedge relevante de exposição ao petróleo
No evento, Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) apresentaram suas leituras do momento. A Suzano reforçou postura conservadora: foco em redução de desembolsos operacionais, hedge relevante de exposição ao petróleo e tendência de menores investimentos após 2026. A Klabin, por sua vez, destacou o ciclo de alta intacto para a celulose de fibra curta, com estoques baixos e impacto moderado do encarecimento logístico global sobre suas operações.
O cenário de pressão sobre madeira no Brasil também foi tema central das discussões. O avanço de novos projetos, a competição por fibra e os limites à expansão de área plantada criam um ambiente de oferta restrita que, na visão dos participantes, deve persistir.
Com esse conjunto de fatores, o Bradesco BBI mantém recomendação de compra tanto para as ações da Suzano quanto para as units da Klabin KLBN11. Para o banco, disciplina financeira, integração eficiente e capacidade de navegar ciclos de custo elevado colocam as duas companhias entre as mais bem posicionadas do setor para capturar a continuidade da tendência de alta nos preços da celulose.

Produção de celulose em Minas Gerais registra crescimento de 10,1% em 2025
Expansão é impulsionada por grandes fabricantes e aumento das exportações; setor lidera avanço industrial no estado.
A indústria de celulose, papel e produtos de papel em Minas Gerais apresentou crescimento de 10,1% em 2025, segundo levantamento da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O desempenho representa o segundo maior avanço entre os setores pesquisados, atrás apenas da produção de veículos automotores, que subiu 12,1%.
Grandes empresas impulsionam o crescimento do setor
O vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão de Minas Gerais, Antônio Baggio, destacou que o aumento da produção está fortemente ligado à expansão das exportações de grandes fabricantes, como a Cenibra e a LD Celulose.
A Cenibra atua em Belo Oriente, no Vale do Rio Doce, produzindo celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, enquanto a LD Celulose opera em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, com produção de celulose solúvel.
Crescimento também atinge médias e pequenas empresas
Além das grandes empresas, empresas de porte intermediário registraram aumento de 3% na produção, enquanto as pequenas indústrias do setor cresceram 2% em 2025.
O resultado evidencia uma expansão consistente em diferentes segmentos da cadeia produtiva, consolidando Minas Gerais como um polo relevante na indústria de celulose e papel no Brasil.
Setor se beneficia de demanda internacional
O avanço da produção reflete não apenas a capacidade industrial do estado, mas também a alta demanda internacional, principalmente para exportações. O desempenho das grandes fabricantes sugere que Minas Gerais continua a se posicionar como fornecedor estratégico de celulose para mercados globais.
A expectativa para os próximos anos é que investimentos em tecnologia e ampliação da capacidade produtiva mantenham o crescimento do setor, contribuindo para geração de empregos e fortalecimento da economia regional.
Fonte: Portal do Agronegócio

Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse intuito, a Embrapa Florestas, em Colombo (PR), transformou-se, no dia 17 de março, em um laboratório vivo para cerca de 50 crianças, durante a oficina e visita técnica “Florestas e Sustentabilidade”. A atividade compõe o projeto “Integração de processos de restauração e conservação florestal como parte da silvicultura urbana em um trecho do rio Belém, Curitiba, PR”. Seu objetivo é recuperar a mata ciliar e proporcionar a melhoria ambiental da bacia hidrográfica no trecho próximo à escola dos estudantes.
Durante a programação, os alunos exploraram o Arboreto do Centro de Pesquisa e conheceram o Laboratório de Sementes Florestais. Entre os temas que mais despertaram a curiosidade estavam a identificação de espécies nativas; técnicas de restauração ambiental; a enxertia de araucária para a produção precoce de pinhão; a importância das abelhas na polinização e o controle biológico de formigas.
Para o supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Florestas, Emiliano Santarosa, que coordenou tecnicamente a oficina, a iniciativa funciona como uma ponte vital entre a ciência e a sociedade. “Estas ações visam à integração entre a educação e a pesquisa científica, com ênfase na troca de conhecimentos sobre restauração florestal e a importância das florestas para sociedade, incluindo conhecimentos de silvicultura no meio urbano e meio rural”, explica Santarosa.
A oficina contou com palestras dos pesquisadores da Embrapa Florestas Guilherme Schnell e Schuhli, Elisiane Queiroz e Elisa Serra Negra Vieira. O projeto amplo é coordenado pelos pesquisadores Annete Bonnet e Gustavo Curcio, sendo fruto de uma cooperação técnica entre a Embrapa Florestas, o Colégio Bosque dos Mananciais e o Instituto Federal do Paraná (IFPR) — este último representado pela coordenação do professor Gledson Bianconi. Segundo Annete Bonnet, essa interação dos alunos com os pesquisadores é profícua. “Em oportunidades como essa ambos vivenciam o poder da curiosidade e a satisfação que o conhecimento proporciona, estimulando interesses e responsabilidades com os recursos naturais que nos cercam e dos quais dependemos”.
Mais do que um dia de aprendizado prático, a iniciativa busca consolidar benefícios duradouros para a fauna e a flora locais ao engajar os estudantes em conceitos fundamentais, como a restauração ecológica com plantio de espécies nativas, a proteção dos recursos hídricos, a conservação do solo e a valorização da biodiversidade.

Eldorado Brasil integra debate do setor e destaca energia renovável e soluções em economia circular
Projetos em biomassa e economia circular destacam a eficiência energética da companhia e marcam homenagem a executivo da empresa em evento do setor na América Latina.
A agenda de energia renovável e das soluções baseadas em economia circular esteve no centro das discussões do setor de celulose durante o Pulp Summit Latinoamérica 2026, com destaque para as iniciativas apresentadas pela Eldorado Brasil Celulose. No painel de executivos, o gerente geral Industrial da companhia, Marcelo Martins, destacou projetos voltados à eficiência operacional e ao melhor aproveitamento de recursos alinhados à estratégia de geração de valor a partir dos ativos florestais e industriais, O executivo também foi homenageado no evento, em reconhecimento à sua trajetória de 37 anos e à contribuição para o desenvolvimento da indústria no Brasil.
Entre os principais projetos citados no painel do evento está a Usina Termelétrica Onça Pintada (UTOP), em operação desde 2021, que utiliza biomassa de resíduos florestais para geração de energia. Instalada no complexo industrial de Três Lagoas (MS), a unidade tem capacidade de 50 MWh, suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 700 mil habitantes, contribuindo para a autossuficiência energética da companhia. Outro destaque é a planta de secagem de lodo biológico, que transforma resíduos do tratamento de efluentes em combustível, reduzindo o envio a aterros e ampliando a eficiência ambiental das operações.
A companhia também vem investindo em soluções inéditas no setor, como o sistema BFTEs (Bombas Funcionando como Turbinas com Efluentes), que gera energia a partir do reaproveitamento de efluentes tratados. “Mais do que gerar energia, buscamos extrair o máximo valor dos nossos recursos, com soluções que aumentem a eficiência operacional e mantenham as pessoas no centro do negócio e reforcem nosso compromisso com a sustentabilidade”, afirmou Marcelo Martins. Para o executivo, a combinação dessas iniciativas evidencia o compromisso da Eldorado em inovação e gestão eficiente de recursos.

Mais Floresta ExpoRibas se consolida como sucesso e reforça protagonismo do setor florestal em MS
A edição 2026 da Mais Floresta ExpoRibas confirmou o evento como um dos principais encontros do setor florestal no Brasil. Realizada em Ribas do Rio Pardo (MS), a feira reuniu empresas, especialistas e lideranças em um ambiente de negócios, inovação e troca de conhecimento, com forte participação do público e geração de oportunidades concretas.
Ao longo dos dias de programação, empresas destacaram a qualidade dos contatos realizados, o interesse do público e o avanço das tecnologias apresentadas, consolidando o evento como vitrine estratégica para o setor.

Tecnologia e inovação ganharam destaque na feira
Entre os destaques, a Aeropulver apresentou soluções em drones agrícolas de alta performance, com foco em eficiência operacional. A empresa levou ao evento o lançamento da DJI T-100, nova geração de drones para aplicações aéreas, além de misturadores de calda que garantiram maior precisão nas operações.

A All Drones também reforçou sua atuação no segmento, apresentando tecnologias voltadas à aplicação de defensivos, herbicidas e distribuição de sólidos, ampliando a eficiência das operações tanto em Mato Grosso do Sul quanto em outras regiões.
Já o Grupo Index apostou na transformação digital do setor, levando à feira a tecnologia EyeForest, que converte décadas de experiência em consultoria florestal em soluções baseadas em dados. A proposta foi clara: transformar florestas em informação e informação em decisão estratégica.

Genética, nutrição e produtividade em foco
A Aperam participou com um portfólio voltado à alta performance florestal, destacando materiais genéticos de elevada produtividade, além de soluções relacionadas a crédito de carbono e tecnologias complementares para o setor.
Na mesma linha, a Forte Mudas apresentou clones de eucalipto reconhecidos pelo desempenho no campo, com materiais adaptados às condições do Mato Grosso do Sul, incluindo opções resistentes ao déficit hídrico e de alta produtividade.

Já a Sulboro reforçou a importância da nutrição florestal, com foco exclusivo no fornecimento de boro — micronutriente essencial para o desenvolvimento de culturas como eucalipto e pinus. A empresa apresentou soluções específicas para mitigar deficiências nutricionais que impactam diretamente a produtividade, como seca de ponteiro, quebra de galhos e fendilhamento de casca.

Capacitação e conhecimento técnico marcaram programação
Além da feira de negócios, a ExpoRibas se destacou pela programação técnica. O consultor Pedro Francio Filho, da Francio Soluções Florestais, ressaltou a importância da capacitação no campo, destacando que o evento ampliou o acesso ao conhecimento prático e aplicado à realidade das operações florestais.
A combinação entre conteúdo técnico, feira e programação cultural transformou o evento em uma experiência completa, fortalecendo o engajamento do público e ampliando seu alcance.
Empregabilidade e desenvolvimento regional entraram na pauta
Outro tema relevante abordado durante o evento foi a geração de empregos e a necessidade de qualificação profissional. Segundo Elcio Trajano Jr., presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (Sinpacems), o estado vive um momento de pleno emprego no setor, impulsionado pelos novos investimentos industriais.

No entanto, ele alertou para a necessidade de formação de mão de obra qualificada para atender à crescente demanda, destacando iniciativas em parceria com instituições como SESI e SENAI para capacitação profissional.
Evento impulsionou negócios e fortaleceu o setor
De forma geral, a avaliação das empresas foi positiva, com destaque para a geração de negócios, fortalecimento de parcerias e troca de experiências.

A Mais Floresta ExpoRibas se consolidou, assim, como um evento estratégico para o setor florestal, acompanhando o crescimento acelerado de Mato Grosso do Sul e contribuindo diretamente para o desenvolvimento da cadeia produtiva.
Com uma combinação de tecnologia, conhecimento e networking, a feira reforçou seu papel como ponto de encontro essencial para quem atua ou deseja investir no setor florestal brasileiro.

Balanço das exportações do setor florestal paranaense em 2025 demonstra impacto causado pelo tarifaço
Segmento de molduras teve queda de 61%, enquanto portas de madeira sofreram retração de 55% no comércio exterior.
As exportações do setor florestal do Paraná no ano de 2025 sofreram forte impacto com o tarifaço aplicado pelo governo norte-americano. Dados compilados pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) apontam forte retração, especialmente em produtos com forte dependência dos Estados Unidos.
É o caso do segmento de molduras, cuja exportação destinou-se principalmente ao mercado norte-americano (98%) em 2025, sendo atingido em cheio pelo tarifaço. Nesse segmento, houve queda de cerca de 61% em 2025, com valor total exportado de US$ 150 milhões no período, diante dos US$ 241 milhões em 2024.
Já no segmento portas de madeira, que destinou 95% do produto aos Estados Unidos em 2025, a retração atingiu 55%, totalizando US$ 57 milhões em 2025 comparando com os US$ 88 milhões exportados no ano anterior.
Segundo o presidente da APRE Florestas, Fabio Brun, as consequências não foram apenas de ordem econômica, mas também social. Levantamentos do setor apontam a perda de 10 mil empregos ao longo do ano, especialmente no segundo semestre de 2025. “O ambiente de negócios mantém-se turbulento, o tarifaço continua sendo um grande desafio para as empresas em 2026, que precisam direcionar sua estratégia de negócio, seu portfólio de produtos e buscar alternativas”, afirma.
Outros produtos também tiveram recuo, motivado pelo aumento da oferta e queda nos preços. Foi o caso da biomassa florestal, que sofreu redução de 38% nas exportações (de US$ 29 milhões em 2024 para US$ 21 milhões em 2025), seguida de compensado de pinus (-13%), totalizando US$ 488 milhões em exportações, e celulose (-11%), com valor exportado de US$ 364 milhões.
Contra a tendência geral, apenas quatro setores cresceram. São eles: serrado de folhosas, com valor exportado de US$ 17 milhões (+21,4%), móveis de madeira, com valor exportado de US$ 110 milhões (+11%), e papel, com valor exportado de US$ 841 milhões (+2,2%).
Levando-se em consideração todos os produtos florestais paranaenses, as exportações totalizaram US$ 2,3 bilhões em 2025, uma queda de cerca de 9% em relação aos US$ 2,5 bilhões registrados em 2024. Em valores absolutos, o recuo foi de cerca de US$ 226 milhões nas exportações do setor florestal paranaense.
Participação do Paraná nas exportações brasileiras
A participação do estado nas exportações florestais brasileiras recuou de 15% em 2024 para 14,5% em 2025. O Paraná mantém participação expressiva nos setores de compensado de pinus (68% das exportações brasileiras) e molduras (62,5%), mesmo com as novas tarifas impostas pelo governo norte-americano. Por outro lado, no segmento papel, a participação subiu de 33% para 35% em 2025.
Fabio Brun diz que a expectativa para 2026 é de cautela em relação ao crescimento do setor nas exportações. “Mais do que nunca, neste ano em que se completam 120 anos da chegada do pinus ao Brasil, é momento de reafirmar a importância estratégica das florestas plantadas e seu papel estratégico para a mitigação das mudanças climáticas”, diz o presidente da APRE Florestas.




