Em entrevista, o vice-presidente de Negócios da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, Murilo Barbosa revela detalhes da parceria

Entendendo que o 5G não é apenas um G a mais e sim, a plataforma de inovação mais importante da próxima década, Ericsson e John Deere firmaram um acordo de colaboração para impulsionar novas receitas no Agronegócio. A parceria permitirá que as empresas desenvolvam, em conjunto, soluções focadas na quinta geração de conectividade móvel e na Internet das Coisas, que ajudem a identificar e a solucionar problemas reais do setor, contribuindo para torná-lo cada vez mais conectado. “Enquanto no 4G é possível conectar 10 mil dispositivos por km², esse número sobe para 1 milhão/ km² no caso do 5G. Especificamente no Agronegócio – um dos mercados com maior potencial de aumento de receitas a partir do 5G, segundo o relatório ‘5G Business Potential‘”, destaca o vice-presidente de Negócios da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, Murilo Barbosa.

Desenvolvido pela Ericsson, o relatório aponta que com o 5G será possível ver avanços significativos em toda a cadeia de produção, que irá endereçar para um aumento no índice de representatividade do setor em relação ao PIB. A expectativa é que, já a partir de 2022, o país comece a experimentar o avanço da tecnologia em mais larga escala, após o leilão de frequências. Segundo o mais recente ”Ericsson Mobility Report”, publicado em junho de 2021, o mundo deve ter, até o fim deste ano, 580 milhões de assinaturas móveis. Este número saltará para 3,5 bilhões em 2026, na projeção da empresa.

Em entrevista, o vice-presidente de Negócios da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, revela mais detalhes da parceria com a John Deere. Leia a seguir.

DatacenterDynamics: Até que ponto podemos esperar um impacto positivo do 5G no Agronegócio?

Murilo Barbosa: A chegada do 5G promove uma verdadeira revolução no Agronegócio, que utilizará a quinta geração de conectividade móvel para transformar processos e aplicar na prática o conceito de “fazendas inteligentes”. A John Deere é a líder no fornecimento de produtos, tecnologias e serviços para atender às demandas da agroindústria e a Ericsson é protagonista e referência em infraestrutura de rede, hardware, software e serviços de telecomunicações. A união dessas duas forças para desenvolver o uso do 5G e da Internet das Coisas (IoT) no campo ocorre de forma natural.

Para se ter uma ideia desse impacto, com a agricultura de precisão, será possível reduzir em 11% os custos relacionados à operação de campo, em 37% os custos com a análise do solo, conquistar um aumento de 67% em relação aos rendimentos globais das lavouras, entre outros benefícios. A maturidade do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e o surgimento de um ecossistema digital cria um ambiente favorável para a Transformação Digital no campo, habilitada pela conectividade. O desenvolvimento da cadeia do Agronegócio que será gerado a partir do 5G, pode tornar o Brasil muito mais produtivo.

DCD: Em que tipos de tecnologia a parceria está firmada?

M. B.: O acordo permitirá que as empresas desenvolvam, em conjunto, soluções a partir da tecnologia 5G, que ajudem a identificar e a solucionar problemas reais do setor, contribuindo para torná-lo cada vez mais conectado. Para isso, os centros de P&D&I de ambas as empresas serão utilizados como celeiros de inovação, onde serão aplicadas tecnologias voltadas para o Agronegócio, que compõem o ecossistema de IoT Mobile (IoT-M), como Narrow Band IoT (NB-loT) e Cat-M1. Tudo isso em plataformas de desenvolvimento e infraestrutura de conectividade baseadas no padrão 3GPP.

DCD: Por que na cidade de Campinas?

M. B.: A parceria prevê o desenvolvimento de projetos de inovação no Centro de Pesquisa e Inovação da Ericsson e na sede da John Deere, ambos instalados na cidade de Campinas. O município é um polo importante de pesquisa para a agricultura e pecuária, e toda a região metropolitana é referência na produção agrícola.

DCD: Que peso tem a chegada do 5G para o desenvolvimento de projetos da Ericsson?

M. B.: A chegada do 5G abre um amplo portfólio de oportunidades e de desenvolvimento econômico para o Brasil, passando pelo Agronegócio, Indústria 5.0, Telemedicina, Educação a Distância e entretenimento. O papel da Ericsson é ajudar o Brasil, nossos clientes e os clientes dos nossos clientes a darem o próximo passo, rumo a essa revolução tecnológica – evoluir para o 5G de forma simples, segura e custo efetiva. Mantemos posição de liderança no mercado brasileiro de TICs desde o seu surgimento. Somos líderes no 2G, 3G, 4G e inauguramos neste ano, em nossa fábrica instalada no Vale do Paraíba (SP), a primeira linha de produção de 5G do hemisfério sul, o que nos possibilita também liderar esse segmento nos próximos anos.

DCD: Qual é a importância do mercado brasileiro para os negócios da Ericsson?

M. B.: O Brasil sempre foi um mercado importante para a Ericsson. Atuamos aqui há quase 100 anos, protagonizando os principais saltos tecnológicos registrados no setor de Telecomunicações. A chegada do 5G deve estreitar ainda mais essa relação.

Vivemos um momento único no país, às vésperas do leilão da frequência de 3.5Ghz, que permitirá aproveitar todas as funcionalidades da habilitação do 5G. Estamos prontos para apoiar a jornada de evolução ao 5G localmente, trazendo na bagagem toda a experiência acumulada com a ativação da tecnologia em outros mercados. A Ericsson foi pioneira na implementação do 5G em cinco continentes. Hoje, já são mais de 90 operações comerciais ativas em 45 países em todo o mundo, incluindo EUA, vários na Europa, China e no Brasil.

DCD: Além da parceria com a John Deere, a Ericsson possui outros projetos na cidade de Campinas?

M. B.: A Ericsson mantém em Indaiatuba, Região Metropolitana de Campinas, um dos 14 Centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação que detém no mundo. A unidade foi inaugurada em 2001, com o papel de desenvolver novos produtos e realizar provas de conceito para projetos no Brasil e na América Latina. Vários projetos de inovação nascem ali, incluindo mais de 160 famílias de patentes desenvolvidas localmente e depositadas internacionalmente.

Fonte: DCD

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