Desafios na Indústria: Setores de Mineração e Celulose buscam eficiência diante de oscilações globais em MS

Mato Grosso do Sul atravessa um período de ajustes estratégicos em seus principais pilares industriais. De acordo com indicadores recentes, setores vitais como a extração de minério de ferro e a produção de papel e celulose estão sob forte pressão devido à combinação de fatores macroeconômicos, incluindo a desaceleração da demanda externa e a volatilidade do câmbio.

O cenário exige que as empresas sul-mato-grossenses priorizem a inovação e o planejamento rigoroso para mitigar riscos e sustentar a competitividade do estado no mercado internacional.

Pressão nas Commodities: Minério e Celulose

O minério de ferro, peça-chave da balança comercial do estado, enfrenta um momento de margens estreitas. A redução no ritmo de consumo global, puxada majoritariamente pela menor demanda da China, somada ao excesso de oferta no mercado mundial, tem impactado o valor da commodity. Essa realidade expõe a vulnerabilidade da economia local às flutuações geopolíticas externas.

Paralelamente, o segmento de celulose também sente os efeitos do mercado. Em novembro, os preços industriais do setor recuaram 1,35%. A valorização do real frente ao dólar surge como um obstáculo adicional para as exportadoras, tornando o planejamento logístico e financeiro essencial para manter a rentabilidade das gigantes instaladas na região.

Retração em Outros Segmentos Industriais

O impacto não se restringe apenas às grandes commodities. Levantamentos do IBGE apontam que 50% das atividades industriais pesquisadas em Mato Grosso do Sul apresentaram queda nos preços de produção em novembro.

  • Segmentos afetados: Além da mineração e celulose, os ramos de produtos químicos e de impressão também registraram retração.
  • Fatores internos: Além das questões globais, custos operacionais e o ajuste na cadeia de suprimentos interna contribuem para o cenário de cautela.

Caminho para a Recuperação

Apesar dos obstáculos, os setores de minério e celulose permanecem como os grandes motores da exportação do estado. Analistas do mercado reforçam que a solução para atravessar este ciclo de baixa reside na diversificação da pauta produtiva e em investimentos massivos em tecnologia e eficiência operacional.

A ideia é reduzir a dependência exclusiva das oscilações estrangeiras, agregando valor aos produtos manufaturados dentro de Mato Grosso do Sul e fortalecendo as cadeias de fornecimento locais.

Informações: Aquidauana Notícias

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