Agro brasileiro tem novas oportunidades de investimento com o Fundo Comum de Commodities

O objetivo do Fundo é apoiar projetos em commodities que ajudem a criar emprego, aumentar a renda familiar, reduzir a pobreza e melhorar a segurança alimentar em regiões menos desenvolvidas.

O empresário e economista Wilson Andrade participa, de 2 a 5/2/2026, de nova reunião do Conselho Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU), sediado em Amsterdam (Holanda).

No encontro serão analisados 12 novos projetos de commodities como avocado, grãos, café, arroz, abacate, castanhas, cacau, além de 5 empresas de microfinanciamento, dos países: Nigéria, Zimbábue, Nicarágua, Sri Lanka, Tanzânia, Peru, Gana, Costa do Marfim, Índia e Uganda.

O CFC (www.common-fund.org) é formado por 104 países-membros com a missão de apoiar o desenvolvimento econômico, social e ambiental, através de incentivos a commodities em todo o mundo.

O CC é composto por nove especialistas eleitos pelos países-membros indicados e eleitos que têm a função de definir prioridades para o Fundo, analisar, aprovar e acompanhar projetos que lhe são apresentados.

Em 2025, o CC do CFC da ONU examinou e aprovou 20 novos projetos da Colômbia, Egito, Guatemala, Honduras, Paquistão, Quênia, Ruanda, Serra Leoa, Tanzânia e Zâmbia; que envolvem as atividades de: tilápia, castanhas, pimenta, borracha, frutas, café, cacau, vegetais e óleos vegetais, e fundos de investimentos.

Na ocasião, Wilson Andrade foi também eleito vice-presidente do CC, entidade da qual foi indicado como conselheiro em 2017/2018 e foi presidente do CC em 2019/2020.

“Aprovamos três fundos que provêm o fomento direto para os pequenos produtores, além da assistência técnica e comercial.

Essa tendência vem aumentando e pode ser um ótimo exemplo para as pequenas propriedades e de agricultura familiar.

É preciso aproveitar experiências como essas de projetos financeiros para os negócios e regiões mais necessitadas do Brasil, como é o caso do semiárido nordestino.

Tenho especial interesse nos projetos que viabilizam investimentos nas commodities em parceria com outros fundos ou agências de desenvolvimento de menor porte em diversas regiões do mundo.

Essas parcerias viabilizam um efeito multiplicador dos investimentos e possibilitam uma troca de experiência desses fundos menores com o CFC no trato com as empresas, cooperativas e produtores demandantes de financiamento”, declarou.

Os projetos que serão analisados em fevereiro de 2026 terão um aporte de US$ 20 milhões do CFC, englobam US$ 60 milhões em investimentos que vão beneficiar as commodities das quais dependem 37 países ao redor do mundo. Segundo a ONU, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas dependem diretamente do comércio de commodities ao redor do mundo. Isso inclui agricultores, trabalhadores da indústria extrativa e outras pessoas cujos meios de subsistência estão ligados ao setor.

Segundo a ONU, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas dependem diretamente do comércio de commodities ao redor do mundo.

Isso inclui agricultores, trabalhadores da indústria extrativa e outras pessoas cujos meios de subsistência estão ligados ao setor.

“O agronegócio baseado nas commodities gera, em todo mundo, um bom percentual da economia total.

Todavia, há a preocupação no que diz respeito à melhor distribuição dos resultados da atividade com commodities entre os diferentes elos das cadeias produtivas.

É preciso corrigir a distribuição atual de rendimento dos resultados das commodities.

Por exemplo, o preço de um quilo de café no mercado consumidor final é exponencial e exageradamente maior que o preço ao produtor na base da cadeia produtiva.

Por isso é importante que nos preocupemos em apoiar o financiamento de projetos que favoreçam a verticalização das cadeias produtivas, com inclusão de tecnologias e inovações que permitam a melhor distribuição de rendimentos das atividades”, declarou Andrade que tem forte atuação na área internacional defendendo o agronegócio da Bahia e do Brasil.

Lamentando que nenhum projeto foi apresentado pelo Brasil em 2025, o empresário reforça a esperança de que no próximo edital – abril de 2026 – o país esteja representado.

“Com isso se amplia a oportunidade de financiamento para pesquisas e projetos de desenvolvimento de commodities na Bahia e no Brasil.

Já participamos da aprovação de um projeto da Bahia que recebeu apoio de US$ 1,5 milhão para a área de cítricos no semiárido da Bahia”, informou.

Para Andrade, com a presença de um brasileiro no CC, a Bahia e o Brasil ganham pelo acesso às informações e pela maior interação entre os países no desenvolvimento de commodities.

“A Bahia e o Brasil precisam se internacionalizar mais e este esforço tem que ser conjunto entre o Governo e a iniciativa privada.

E não apenas pela possibilidade de financiamento do Fundo, mas pelas oportunidades com outras fontes da ONU e de países-membros, aos quais podemos levar as demandas do nosso agronegócio – o setor que mais ajuda o Brasil a crescer”.

Parceria – Desde que se tornou membro do CC do CFC, Andrade firmou parceria com a Unijorge e a Comissão de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Associação Comercial da Bahia (Comex-ACB) que visa a divulgação da oportunidade, capacitação de projetistas e acompanhamento e estímulo de projetos locais.

O serviço é prestado com o apoio de entidades empresariais (Faeb, Fieb, Fecomércio, ACB, Aiba, Abrapa, ABAF, Assocafé, sindicatos industriais, sindicatos rurais, cooperativas etc.), de agentes de desenvolvimento (bancos, Desenbahia, Sebrae, fórum das pequenas empresas da SDE, câmaras setoriais etc.), de agentes governamentais (Seagri, SDE, SDR etc.), na área nacional (CNI, CNA, CNC, academias, institutos de pesquisas, consultorias especializadas em projetos agro etc.), entre outros.

“Este apoio e divulgação são compromissos extra que temos com o CFC”, acrescenta Andrade.

O CFC – Instituição financeira intergovernamental autônoma estabelecida no âmbito da ONU e tem 104 Estados-membros, dentre estes o Brasil.

Sua visão e missão incluem: contribuir para o crescimento social e econômico, o desenvolvimento sustentável, o acesso aos alimentos e a integração dos países em desenvolvimento com os mercados internacionais e regionais através da adição de valor sustentável a commodities e cadeias de valor relacionadas, sempre de forma convergente aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU.

Espera-se que o CFC seja um parceiro líder na operacionalização de atividades para commodities em países em desenvolvimento.

O CFC seleciona, aprova e apoia cerca de 40 projetos por ano e tem uma média de empréstimo de US$ 60 milhões anuais.

São propositores elegíveis: instituições públicas e privadas, instituições de desenvolvimento bilaterais e multilaterais, cooperativas, organizações de produtores, pequenas e médias empresas, empresas de transformação e comercial e instituições financeiras locais.

Os projetos devem ser financeiramente sustentáveis, escaláveis e com amplo impacto no desenvolvimento das partes interessadas nas cadeias de valor das commodities.

Devem criar emprego, especialmente para jovens e mulheres; aumentar a renda familiar; reduzir a pobreza; melhorar a segurança alimentar e criar colaboração efetiva e econômica entre produtores, indústrias, governos, organizações da sociedade civil e outros interessados em commodities.

WILSON ANDRADE

Partner nacional do Grupo AG Capital, ativos fiscais e previdenciários; Diretor-executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF); Presidente do Conselho de Comércio Exterior e Cooperação Internacional (COMEX) da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB); Diretor para o Nordeste da FinnCham (Câmara de Comércio Brasil-Finlândia); Vice-presidente (Presidente em 2017/2020) do Conselho Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU/Amsterdã); Presidente do Grupo Intergovernamental de Fibras Naturais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO); Presidente da Câmara Setorial de Fibras Naturais do Ministério da Agricultura (MAPA); Cônsul Honorário Emérito da Finlândia no Brasil (desde 2008); Membro Nato (Conselheiro há 50 anos) da Associação Comercial da Bahia (ACB); ex-Presidente da ACB por dois mandatos (1981/1985) e ex-Presidente (2019/2025) do Conselho Superior da ACB; Príncipe da Casa Real de Savalou, no Benin (existente desde 1557); Presidente da International Natural Fiber Organization (INFO–Holanda); Presidente do Sindicato das Indústrias de Fibras Naturais da Bahia (Sindifibras); e Comendador da Ordem do Mérito da Bahia (autorizado e entregue pelo Governador Antônio Carlos Magalhães, em 1981).

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